segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O profissional e o bom profissional II


O profissional:


- acompanha a utente e diz-lhe o que tem que fazer para medir a tensão


- informa a utente que a sua tensão está um pouco descontrolada, que não é nada perigoso mas que, de qualquer forma, deve consultar o médico


- vai confirmar com a colega a informação


 


O bom profissional:


- acompanha a utente e mede-lhe a tensão


- antes, porém, pergunta-lhe se nos últimos dias tem tomado alguma medicação


- explica-lhe que, apesar de naquele momento a pressão arterial se encontrar já com valores normais, os sintomas descritos podem perfeitamente ser do efeito da medicação que, apesar de já não ser tomada, ainda se encontra presente no sangue


 


E assim chego à conclusão que a causa de todos os meus males foram os malditos comprimidos que aquela médica (que por sinal foi a que andou a empatar a minha tia, que acabou por falecer de cancro) me receitou!


Chego à conclusão que, se mais alguma vez tiver o azar de ser atendida por essa médica, nunca mais compro nada do que ela me receitar!


E, para que não aconteça a mais ninguém aquilo que se passou comigo, aconselho-vos a todos a lerem os efeitos indesejáveis constantes da bula dos medicamentos, nomeadamente, do FLEXIBAN!


Ora vejam:


Efeitos Colaterais Mais Frequentes - sonolência, secura de boca, tonturas - confere


Efeitos Colaterais Menos Frequentes - entre outros, arritmias, insónia, depressão, ansiedade, dor gastrointestinal, sede, obstipação, dor abdominal, poliaquiúrias, sabor desagradável, visão turva, mal estar, fraqueza/fadiga - confere


Posto isto, prefiro aguentar as dores do que ficar ainda mais doente do que estava!

7 comentários:

  1. Infelizmente, tenho-me cruzado com todo o tipo de profissionais da área de saúde, devido à doença de Crohn.
    Já me calhou os que ouvem os sintomas sem proferir palavra, verificam um ou outro sinal vital como se olhassem uma camisa na loja, e consultam os conselhos que estão listados no computador na aplicação para “Os cuidados a ter no caso dos seguintes sintomas” (que não deve ser exactamente assim, mas não anda longe) e limita-se a mandar imprimir a receita.
    Muitos profissionais desta área tão sensível da sociedade, limitam-se a ser como meras secretárias. E acho que as secretárias têm um trabalho difícil, mas exige-se mais dos profissionais de saúde.
    Em sua defesa, sabemos todos que a organização dos seus tempos de trabalho é uma porcaria e contribuem para distúrbios como o “Burnout”, mas então quando se juntam para lutar pelos seus direitos, façam-no bem e exijam a revisão da logística dos horários em vez de se limitarem a pedir aumentos salariais.
    Eu, inclusive cheguei a tomar “Tirax” (hormona da tiróide) para um suposto “hipertiroidismo” que não tinha. O médico leu mal as análises. Se eu estava mal, fiquei pior. Muitos perguntam: Porque não entraste com um processo contra o médico? Eu tinha como: análises, receitas, entradas posteriores no hospital, etc… Mas eu queria nessa altura, é que me curassem.
    E depois, os médicos que se dão conta dos erros podiam agir, até porque têm como e podem dessa forma salvar outras pessoas de erros piores, mas preferem proteger-se uns aos outros.
    O melhor é o que a Marta diz: Informar-se. Ler a Bula. E se o caso for complicado, pedir mais do que uma opinião médica, e só depois decidir que tratamento aceitar. É um direito, aceitar ou não o tratamento, embora uma boa parte da população não o saiba.

    Fique bem! As melhoras!

    ResponderEliminar
  2. Chegámos a um ponto em que tememos os médicos e os hospitais, que não sabemos se é melhor evitá-los, ou procurá-los, e onde e como estamos mais seguros.
    É triste, mas é a realidade.
    Não tenho por costume tomar muitos medicamentos, mas quando preciso mesmo, normalmente antibióticos, tomo e nem sequer leio a parte dos efeitos secundários, talvez porque nunca os tenha sentido. Só me aconteceu uma vez, há uns anos, e agora esta.

    ResponderEliminar
  3. Como médica, só posso lamentar profundamente o seu comentário e desejar que realmente nunca venha a precisar mesmo de um médico (para algo mais do que uma dor benigna...). Profissionais menos exemplares existem em todas as profissões, mas generalizar uma opinião dessas num blog, referindo-se a uma profissional cujo trabalho provavelmente mal conhece, parece-me de um enorme desrespeito por aqueles que literalmente dão a vida ao estudo pelo bem dos seus doentes. Desejo-lhe muita saúde e, se assim é, que realmente nunca precise de nós...boa noite.

    ResponderEliminar
  4. Boa tarde,
    Caso não tenha lido o texto com atenção, eu não generalizo, eu falo de um caso em concreto, que se passou comigo e com pessoas próximas da minha família. Falo de uma médica que disse várias vezes à minha tia para não se preocupar que o problema dela era dos diabetes, e mais tarde, depois de a minha tia ter falecido de cancro, cancro esse que era o problema desde o início, foi pedir desculpas à família por não ter sido competente.
    Infelizmente, já tive também a infelicidade de ser atendida por um médico, quando era criança, que insistia com a minha mãe que eu tinha uma infecção na garganta, quando o meu problema era uma infecção urinária.
    O meu pai, já passou horas num hospital com, supostamente, um osso partido, quando afinal era apenas um problema nos tendões.
    Já à minha filha, mandaram-na fazer um clister, quando ela foi lá porque estava com diarreia e dores de barriga!
    Como vê, exemplos de mau atendimento e diagnóstico errado não faltam!
    E poderia vir aqui falar de pessoas que saíram dos hospitais pior do que entraram, cegos depois de operações à vista, muitas vezes até da vista que estava boa, materiais deixados dentro do corpo do paciente após a operação e muitos mais erros cometidos por quem não tem o mínimo respeito pelos doentes.
    Claro que há profissionais que se destacam e que fazem todos os dias o melhor que podem para salvar vidas ou melhorá-las. Nunca disse o contrário.
    Como em todas as áreas, existem bons e maus profissionais, tal como dou o exemplo de dois técnicos de farmácia distintos que, para a mesma situação, tiveram atitudes totalmente distintas!
    De qualquer forma, e como muito bem referiu, também espero sinceramente nunca vir a precisar de um médico para mais do que uma dor benigna, porque nunca se sabe qual dos lados da medalha me irá calhar - se um desses que dá a vida ao estudo pelo bem dos seus doentes, ou um que está apenas ali para ganhar o seu dinheiro ao fim do mês, e que encara os doentes como um mal necessário para tal, sem qualquer respeito ou consideração por eles.

    ResponderEliminar
  5. Eu adoro o flexiban. Não vejo porquê generalizar. É como a roupa... Podemos ter o mesmo peso mas com isso não quer dizer que usemos o mesmo tamanho. O que é bom para mim pode não ser para si. É simples.

    ResponderEliminar
  6. já tomei 1001 medicamentos só para aliviar a dor ! flexiban foi o unico que aliviou, contudo confirmo todos esses efeito secundarios, sou testemunha ! mas enxaqueca, nauseas, depressao, obstipaça, secura bocal(sede) insonias... não é bem dor ! é desconforto! ao que eu prefiro

    ResponderEliminar

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!