terça-feira, 22 de setembro de 2015

Sobre o primeiro dia de aulas


 


Ontem foi o primeiro dia de aulas deste novo ano lectivo.


Muitas crianças e adolescentes aguardavam há muito por este dia - ou porque já tinham saudades dos colegas e dos momentos passados com eles na escola, ou porque já estavam fartos de estar tanto tempo com os pais, ou ainda porque sentiam saudades de alguns professores e disciplinas, e de aprender coisas novas.


O que é certo é que o entusiasmo do primeiro dia de aulas é notório! Todos levam mochilas novas, material para estrear, a melhor roupa para começar em grande, etc. Mas esse entusiasmo depressa irá passar, dando lugar ao cansaço e tédio provocado por uma rotina e regras a que já não estavam habituados, e ao enorme desejo que as férias de Natal cheguem depressa!


Quanto a nós, tenho a dizer que começámos este ano com novidades:


- o professor de educação física, e director de turma, reformou-se durante as férias de verão, pelo que a turma deve conhecer hoje o novo professor que, possivelmente, irá também ocupar o cargo de director de turma. Não tenho nada contra a reforma do professor, se ele quis e pode, ainda bem. Mas não ficava mal ter avisado os pais dos seus ex-alunos de que não iriam contar com ele no novo ano lectivo. Ainda há dias enviei um email, a questionar sobre a reunião do início do ano, e não obtive resposta. Agora percebo porquê! 


- não sei se por excesso de alunos, falta de espaço ou ambos, e apesar de a escola ter sido reconstruída há poucos anos, foi colocado este ano um contentor, onde a turma vai passar a ter aulas de português e história! 


- no entanto, o ponto alto do dia foi mesmo aquele em que, quando pergunto à minha filha como correu a manhã na escola, ela me responde:


"Correu bem mãe, mas sabes o que é que eles fizeram? Até ficámos parvas! Trocaram a máquina dos chocolates, por uma máquina de água!" 


Este ano lectivo promete!

3 comentários:

  1. As minhas sobrinhas também escolhem a preceito a roupa do primeiro dia.

    Quanto aos "contentores", eu tive aulas durante 3 anos numa escola feita só deles. Foi feita para durar um ano e durou 20. Até hoje acho que é a escola recordada com mais saudades aqui na zona. Cresciam plantas lá dentro, gelávamos no inverno mas tinha um bom ambiente inexplicável. Outros tempos.

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  2. O meu sobrinho também chegou a ter aulas em contentores, durante bastante tempo, aqui na escola secundária, enquanto a escola estava em obras, nem sempre com as melhores condições.
    A minha filha diz que, quando viu por fora, achou que fossem umas casas de banho!
    O professor também não ficou lá muito satisfeito :)

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  3. LOL!!! Eis uma troca excelente... e que põe os pais contentes! :D
    Em termos práticos, o único chocolate comestível de verdade é o culinário, todos os outros são imitações mais ou menos rascas e baratas, mas pode haver excepções. Eu até tenho aqui um chocolate preto amargo, aliás, regra geral quanto menos doces forem os alimentos, tanto melhor!
    Mesmo os açúcares naturais (mel, frutas) devem ser comidos com moderação e talvez a sua má influência na flora intestinal seja a principal razão.
    Acerca de tudo isto, há um livro que recomenda vivamente a todos os pais, embora não esteja traduzido em português: "Raise a smarter child by kindergarten" do neurologista americano David Perlmutter.
    Como o título indica, trata-se de cuidar e educar o cérebro da criança, sobretudo através da nutrição, para assim criar filhos mais inteligentes, saudáveis e felizes, logo desde o jardim de infância e para sempre... até à velhice! :)
    Vou traduzir 2 capítulos desse livro e divulgá-los mais tarde no blogue, provavelmente antes ainda do Natal, talvez a partir de finais de Novembro
    Em suma: água em vez de chocolate... e melhor fora chá-mate! :)

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