Sim, penso que será mesmo esse o termo certo.
Fomos ontem levantar o book da minha filha à agência e, como podem imaginar, estávamos ansiosos para ver o resultado.
O meu marido gostou! Diz que nem parece ela.
A Inês pareceu satisfeita.
Já eu, senti-me defraudada, desapontada. Tem fotografias bonitas, é verdade. E é certo que não percebo muito de fotografia a nível profissional. Mas esperava mais.
Em primeiro lugar, o penteado que lhe fizeram não a favoreceu. Ela fica melhor com o cabelo liso, do que ondulado. Principalmente, porque ficou com um aspecto despenteado (com aquele efeito como se tivesse levado com humidade e vento).
Depois, no dia do casting, tinham-me dito que era melhor ir a mãe com ela, até para ajudar a mudar de roupa. Mas no dia da sessão, teve que se desenrascar sozinha, e como ninguém se deu ao trabalho de ajeitar nada, acabou por não dar o melhor aspecto.
Por último, as fotografias parecem-me "artificiais". Não me parece que tenham captado a Inês, a sua naturalidade, a sua descontração, o seu sorriso (não há uma única foto dela a sorrir). Parece-me tudo muito forçado.
Frisando mais uma vez que destes assuntos de books, fotografias e preferências de quem escolhe alguém para um trabalho não percebo muito, atrevo-me a dizer que eu, leiga nesses assuntos, tenho fotografias da Inês, tiradas por mim, que estão muito melhores que muitas destas da agência.
A questão dos books de modelos é essa mesmo, não querem que a modelo sorria, tem de ser quase como uma folha em branco. Eles não se interessam pela essência, mas por mostrar o que querem. Ela é que tem de tentar, a todo o custo, transparecer através da roupa, acessórios, etc.. É a realidade, infelizmente.
ResponderEliminarJá para não falar no cenário tão básico que tinham para a sessão no estúdio. As melhores fotos foram as do jardim. E também é bom lembrar que fotografar 20 crianças não é o mesmo que se dedicar exclusivamente a uma.
ResponderEliminarSerem 20 ou 1, a dedicação de um fotógrafo é sempre a mesma, a diferença que está aí é que os 20 têm jeitos de estar e personalidades diferentes que não são tão fáceis de conjugar como se fosse só 1.
ResponderEliminarE agora passado um ano a pergunta que se impõe. Como se questionava no inicio seria tudo aquilo de fazer o book para apresentar a clientes credível? Ou será que essa agência (como muitas outras infelizmente) vive de "vender" books e "vender" sonhos a crianças e respetivos pais?
ResponderEliminarOlá Sandro.
ResponderEliminarNão duvido que algumas (não muitas) crianças consigam trabalhos e vejam o dinheiro investido no book bem empregue. Mas a grande maioria será, apenas, para ter lucro, e vender sonhos a crianças e respectivos pais, que nunca chegarão a ser concretizados.