sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Quando a distância vence a proximidade

 



 


Imaginem que estas duas falésias, agora distantes, já outrora formaram uma só.


Que já houve um tempo em que a força da natureza não conseguia actuar neste rochedo. Mas, com o tempo, a fenda abriu e, aos poucos, foi penetrando cada vez mais fundo até o separar em dois.


Imaginem que, quando isso aconteceu, cada uma das partes tentou manter-se o mais próximo possível uma da outra.


No entanto, o mar colocou-se entre elas e não deu tréguas. Por cada pequena aproximação bem sucedida, uma onda revolta provocava um afastamento maior.


Imaginem que, com o tempo, as duas falésias já estão, de tal forma, habituadas à separação e à distância, que já nem a estranham, nem se incomodam. Nem tão pouco se esforçam por vencer a força da natureza e voltar a juntar-se, a unir-se como um só rochedo, que um dia foram.


Esse será o dia em que a distância vencerá a proximidade...


 

3 comentários:

  1. Por experiência própria digo que por mais que queiramos, por mais que teimamos, por mais promessas que façamos a distancia vencer a proximidade é muito, muito difícil, não digo que seja impossível, quase nada o é, mas que é uma árdua tarefa é.
    Bjs. Benedita

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