segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Arriscariam passar a noite nesta tenda?!


 


Pode até ser extremamente romântico passar uma noite nesta tenda, com quatro metros de tamanho, que pode albergar duas pessoas.


E acredito que seja uma experiência excepcional dormir numa tenda transparente, ou simplesmente aproveitar para apreciar a paisagem e o céu estrelado, as ondas e o horizonte.


Mas não sei se arriscaria colocar-me dentro desta bolha. Apesar de garantirem que estamos protegidos, e que é à prova de água, parece-me que, com uma onda maior, ainda era levada e ia dar por mim a navegar em pleno mar, dentro da mesma. 


E vocês, gostavam de experimentar?


 

Acabadinho de chegar a casa


 


Soaria melhor, mas talvez "cliché" - Desperta para um bom dia com...Gestos.


 


De qualquer forma, brevemente a minha opinião sobre o livro e a entrevista ao autor, aqui neste cantinho!

À Conversa com Brito Ventura & Os Desalinhados

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“O Que Será de Mim” se não deixar “No Meu País”, e como legado, a música que em mim habita, deve ter pensado Brito Ventura, um advogado criminal de profissão, quando se decidiu aventurar no mundo musical. Afinal, “Não Faço Mal a Ninguém” por transmitir aquilo que me vai na alma!


Ou, talvez, o seu pensamento fosse completamente diferente!


 


 


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O que é certo é que, de um encontro de amigos, “No Mesmo Sítio” do costume, e “Sem Olhar Para Trás”, surgiu a ideia de gravar um disco. Não “Um Poema Sem Fim”, mas uma reflexão sobre a forma como as coisas acontecem ou não na nossa vida, e da forma como acabam, nunca deixando, contudo, de existir.


Depois da sua estreia, em 2015, com um álbum de onde foram escolhidos dois temas para as telenovelas da TVI, Destinos Cruzados e Belmonte, Brito Ventura & Os Desalinhados já sentiam “Saudade” de fazer boa música, e foi essa “The Reason” (a razão) que os levou a regressar com um novo álbum, até porque “A Vida São Dois Dias” e há que aproveitá-la ao máximo para fazer o que mais se gosta.


 


 


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E assim nos chega agora, em 2016, “Outra Vez”, um conjunto de músicas simples, que falam sobre a vida e os seus desencontros, e que mostra um lado mais intimista de Brito Ventura.


São eles os meus convidados de hoje da rubrica “À Conversa com…”, que aceitaram vir aqui falar um pouco mais sobre o seu trabalho e projeto, e a quem agradeço desde já pela disponibilidade!


 


 


 


Começo por perguntar, quem é o Brito Ventura, e os “Desalinhados” que o acompanham?


O Brito Ventura é um advogado criminal de profissão, que encontra refugio na música enquanto espaço e momento de reflexão e libertação. É o momento em que se soltam as amarras e podemos navegar mar adentro sem rumo nem destino. Os Desalinhados, são um conjunto de músicos de excepção, que ajudam a dar corpo e partilham comigo estes momentos.


 


Como é que surgiu este nome para a banda?


O nome é a expressão de que a musica quebra todas as barreiras: todos diferentes, todos iguais.


 


A partir de que momento é que sentiu vontade de se dedicar à música e criar canções?


Esse desejo, já há muito em mim habita, mas por vezes, existem determinadas circunstâncias na nossa vida, que nos fazem, parar, reflectir, e redireccionar as nossas opções na vida.


 


A música é algo que faz por prazer, no tempo que tem livre, ou é uma aposta a tempo inteiro? Ainda continua a exercer a atividade de advogado criminal?


A Advocacia é a minha profissão, a música faz parte da minha condição humana. Dai que, na minha vida, ambos os elementos são essências para o meu equilíbrio, tal qual o sol que me aquece e a lua que me inspira.


 


Quais são as principais diferenças entre o primeiro álbum “Até Sempre” e este novo álbum “Outra vez”?


Creio que existe uma ligação de continuidade entre os dois discos, na medida em que continua por um lado a existir um conjunto de canções simples e directas, em que a melodia anda a par e passo com a letra, e na medida em que ambos são discos despidos de pretensões. Admito uma maior componente da electrónica e das guitarras eléctricas neste segundo álbum, algo que não estava tão presente no primeiro, enquanto álbum mais acústico.


 


“A Vida São Dois Dias” é o tema de apresentação do novo álbum, já disponível nas lojas digitais. Esta música representa, de alguma forma, a vossa forma de estar na vida, e o lema que vos leva a fazer a vossa música?


Sem dúvida, é o nosso ponto de partida, é o meu modo de estar na música e na vida.


 


“The Reason” é o único tema do álbum em inglês? Por algum motivo em especial?


Acima de tudo foi um desafio a que me propus, compor uma canção em inglês e perceber em que medida as pessoas iriam reagir.


 


Que feedback têm recebido por parte do público? As pessoas identificam-se com as mensagens transmitidas nas vossas canções?


A receptividade tem sido muito boa, ate porque e ate ao momento, tenho-me apercebido que as pessoas não se sentem defraudadas com esta linha de continuidade: continuam a ter um conjunto de canções com as quais se identificam e partilham momentos da sua vida.


 


Por onde vão andar os Brito Ventura & os Desalinhados ao longo dos próximos meses?


Seguramente, enquanto houver pessoas que gostem de nos ouvir, iremos continuar a compor e a fazer música simples, para pessoas simples: porque a vida é assim…”Este quadro pintado num poema sem fim”.


 


Muito obrigada!


 


Todas as novidades sobre Brito Ventura & os Desalinhados em:


https://www.facebook.com/Brito-Ventura-Os-Desalinhados-415272335226864/?fref=ts


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens. 

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Terceiro dia sem a Tica


 


Pedi-te um sinal, e esta noite sonhei contigo! Estavas bem, a brincar. Peguei-te ao colo e pude abraçar-te e despedir-me de ti. Contigo, trazias dois gatinhos pequeninos. E acordei... Queria mais, queria continuar a sonhar contigo. Quero continuar a sonhar contigo. E quero que consigas comunicar comigo todos os dias, de alguma forma. Sinto-me mais confortada se o fizeres, embora logo em seguida volte o aperto no peito, e o nó na garganta.


Hoje fui comer Nestum e, inevitavelmente, senti a tua falta ali na bancada à espera que te colocasse um pouco no prato, para comeres comigo.


Fui arrumar o roupão da Inês, e pensei que foi aquele o último roupão que te tapou, antes de te levarem da nossa casa. Sabias que a Inês até pôs uma foto tua no seu telemóvel?!


E nós também queremos espalhar fotos tuas em cada divisão desta casa. Talvez se torne menos doloroso passar aqui os dias, e percorrer cada divisão sem a tua presença. Assim, temos-te mais perto e podemos falar contigo. Chamem-nos loucos...


Recolhi todos os teus brinquedos do chão, guardei o teu peluche favorito e o teu copinho das ervas, e tirei a tua cama da cadeira da entrada. A almofada ainda tem as tuas pegadas!


Também já temos um título para o teu livro "Tica - a nossa eterna princesa"!


Estivemos a ver algumas imagens tuas, e também de outros gatinhos. Vimos uma gatinha preta e branca, a quem deram o nome provisório de Tomatada (não me perguntes porquê), tem 6 meses, e vai ser esterilizada na próxima semana. Nós achamos que ela tem cara de Becas. É muito patusca e bonita, mas não quero estar já a trazê-la para cá.


O teu sonho pode até ter sido um sinal de que queres aqui um outro animal para nos alegrar e sofrermos menos com a tua ausência. Mas quem eu queria mesmo aqui eras tu...


Hoje, arrumámos também a tua tacinha da água. A da comida, ainda se mantém. Tem que ser aos poucos...


E descobri um pelo teu nos lençóis, enquanto fazia a cama :) Juntámos aos teus outros vestígios que foste deixando pela casa.


E assim termina mais uma dia sem ti...

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Segundo dia sem a Tica


 


Na noite em que partiste, sonhei que te pegava ao colo, que estavas bem, e que repetia ao teu dono que tinha sido tudo um sonho, que estavas ali, que era real. E, no sonho, dava para perceber que era a minha imaginação a pregar-me uma partida...


Esta noite não sonhei contigo. Simplesmente, dormi, esgotada, depois do primeiro dia de sofrimento sem ti. O teu dono chegou e chorámos juntos. Ele viu-te, em sonhos. Eu, apenas uma imagem de ti, a dormir como uma bolinha de pelo. Não consegui mais ficar na cama. Estava-se a formar um grande aperto no meu peito, e tive que me levantar, sair do quarto e deixar o teu dono descansar.


Vim aqui para o quarto da tua mana Inês, e doeu muito estar aqui sentada nesta cadeira e não estares ao meu colo durante horas, agarradinha a mim, como sempre fazias. Ao mesmo tempo que ia passando os exercícios para ela, ia olhando para as tuas fotografias.


Obriguei-me a comer qualquer coisa. O pão de leite foi sendo comido com lágrimas salgadas à mistura, e estava difícil passar pela garganta, tal era o nó que me apertava a mesma.


A casa está mais fria sem ti, sentimo-nos frios aqui em casa. Eras tu que a aquecias, que lhe davas vida, que a alegravas.


Continuam a chegar palavras de solidariedade para connosco. Sabias que o nosso amigo Mimo, da Mula, também partiu da mesma forma inesperada que tu? Talvez até o tenhas já encontrado por aí.


Não tive ainda coragem de tirar as tuas tacinhas do sítio onde sempre estão. A tua comida continua intacta. A taça da água no mesmo sítio do costume - onde tu costumavas ir "snifar" água da torneira!


O teu dono acordou. Estivemos a conversar e percebemos que habitam no nosso pensamento sentimentos confusos e contraditórios.


Sinto imensa falta de abraçar um gato, de estar com um gato ao colo, de ter contacto com um gato. Mas queria que fosses tu. Só que tu já não estás cá. E é muito cedo. Trazer outro animal cá para casa era estar a substituir-te, ainda mal partiste. Era estar a trair a tua memória. Não quero isso. És tu que eu quero.


E não seria justo para o animal que viesse, esperar que ele agisse como tu, que já estavas connosco há quase 4 anos. As comparações seriam inevitáveis, a decepção podia vir a acontecer. Mas está aqui um vazio tão grande, e há tantos gatinhos a precisar de amor...É complicado, contraditório, estamos a pensar de cabeça quente e perdida, e sem saber para onde nos virarmos.


Fui à cozinha, e dei por mim a remexer a tua caixa, para ver se ainda haveria areia suja para tirar. Não havia. Levámos os teus últimos cocós para o lixo.


Fomos almoçar fora, e tentámos mudar de assunto mas, inadvertidamente, voltávamos sempre a ti e, às tantas, em pleno restaurante, quase me desmanchei. E não aguentei ao ver a tua foto no telemóvel do dono.


Nas compras, evitámos passar ao pé dos corredores dos animais, mas foi difícil não pensar que já não irias estar à nossa espera, quando chegássemos.


Depois de o teu dono ir trabalhar, ganhei coragem, e fui dedicar-me às tarefas domésticas que tinham ficado por fazer. Peguei na tua mantinha, dobrei-a e guardei-a no nosso roupeiro, onde tu gostavas de te esconder! Ainda tem o teu cheirinho. Isso deu-me um novo alento. Guardei-a ali para te sentir mais perto de nós, para te sentires perto de nós.


O problema é que continuo a alternar entre esses momentos mais esperançosos, e a angústia de não te ter mais aqui.


Vem aí mais uma noite. Só te peço que me dês algum sinal de que estás bem, que continues aqui comigo, que não me deixes...


 


 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Primeiro dia sem a Tica


 


26 de Fevereiro de 2016


 


Quero desde já pedir-vos desculpa pela quantidade de posts que tenho escrito e sei que ainda vou escrever, sobre a Tica.


Não quero fazer do blog um muro das lamentações, até porque nada a irá trazer de volta. Mas escrever, e deitar tudo cá para fora é uma das formas de me ajudar a superar a sua perda.


Sabem quando uma pessoa leva uma pancada, ou se magoa, e na altura acha que até não dói assim tanto, mas passadas umas horas arrefece, e as dores tornam-se insuportáveis?


A noite em que a Tica morreu foi como essa pancada. O primeiro dia sem a Tica está a ser complicado, e as dores começam a fazer-se sentir.


Levantei-me de manhã, como nos restantes dias, para ir trabalhar. Não tenho a Tica na entrada, em cima da máquina de secar, para o pequeno-almoço vegetariano.


Vou desembaciar a janela da sala, e só depois me lembro que a Tica não vai para a janela. Choro sem parar, porque preciso. Porque dali a pouco tenho que acordar a minha filha, e nessa altura preciso de estar calma. Mentalizo-me que a melhor forma é não pensar em nada. Respirar fundo, e abstrair os pensamentos temporariamente.


Volto a chorar enquanto conversamos com o veterinário, e ele nos explica o que, provavelmente, terá acontecido. Volto a recompôr-me, para entrar no trabalho.


Por lá, as lágrimas vão caindo esporadicamente, e às tantas já nem sequer estou a ver bem o que está escrito no monitor do computador. 


A meio da manhã, aproveito um momento mais calmo para ligar aos meus pais e dar a notícia.


Ao almoço, tudo parece melhor, vou buscar a minha filha à escola, e vamos almoçar. Mas, assim que chego perto de casa, olho para a janela onde a Tica estava sempre, à nossa espera, e vou-me abaixo.


Volto para casa dos meus pais e decido não voltar à minha, na hora de almoço. Preparo-me para a tarde de trabalho, que volta a ter altos e baixos. Mas há clientes e telefonemas para atender, e tenho que me abstrair.


À noite, saio do trabalho, e as lágrimas voltam a cair. Misturam-se com a chuva que cai, e quase nem me importo se me estou a molhar ou não. E também não quero saber se estou na rua a chorar que nem uma perdida. Faço-o, porque quando chegar a casa tenho que estar calma.


Passo pelos meus pais para ir buscar a minha filha, e vamos para casa. Por momentos, ainda tenho a preocupação de fechar a porta depressa, para a Tica não fugir. Só depois percebo que isso não vai acontecer. 


Inconscientemente, tento ver se ela estará a dormir na nossa cama, ou na sua mantinha na sala. Mas sei que não a vou encontrar.


Jantamos, e enquanto a minha filha não vai com o pai, ficamos na sala a ver TV. Num canto do sofá, olho para o monte de roupa que tinha secado ontem, e lembro-me de como a Tica gostava de se deitar em cima dela. Nunca mais irá fazê-lo.


Quando a minha filha se vai embora, tenho mais uma recaída. Tudo se mantém na mesma. Até o saco com a areia suja de chichi e o cocó, que ficou por despejar. A caixa que não vai mais utilizar. A taça da comida, a da água, o vaso das ervas em cima da máquina...


Vou para a sala escrever. E penso que, se estivesse entre nós, já estaria enroscada no meu colo, a dormir. Também isso não voltará a acontecer.


O meu marido, a trabalhar mas preocupado por eu estar sozinha, liga-me, e choramos os dois ao telefone, com saudades da nossa "minguinhas".


Tenho que me deitar e tentar dormir. Desta vez, a Tica não irá para cima de mim, nem pedir-me para ir lá para dentro da cama para dormir enroscada a mim, na conchinha.


Está a ser muito duro. Mais do que com a Fofinha.


Só queria que, de alguma forma, ela me desse um sinal...de que está bem, de que gostou de estar connosco, de que foi feliz, de que não sofreu quando morreu, de que apenas saiu para não morrer à nossa frente...


Tenho uma vontade enorme de voltar a enchê-la de beijinhos, porque todos os beijinhos do mundo ainda seriam poucos. Tenho vontade de tê-la novamente ao colo, e cantar-lhe a sua música. Sinto necessidade de abraçá-la, de a cobrir de mimos, nem que fosse uma última vez.


Ando às voltas na cama...de tanto chorar, hei de ficar esgotada, e adormecer...


Amanhã, espera-me outro dia. A vida continua, mesmo que eu queira ficar parada no tempo. Hei de sobreviver, com algumas rugas a mais, e os olhos um pouco mais inchados que hoje... 

Hoje...


 


...cai a chuva com força, assim como as lágrimas que vão sendo derramadas pelos meus olhos;


...o céu vestiu-se de cinzento, assim como eu me vesti de negro;


...o dia está triste, assim como o meu coração;


...o vento sopra zangado, assim como eu grito de revolta.


 


Hoje, a natureza mostra a sua solidariedade para connosco e, acima de tudo, para com a Tica, neste momento tão triste, em que nos despedimos dela, e ela se despede para sempre desta vida.


Virá o dia em que o sol voltará a surgir por entre as nuvens, em que o tempo irá amainar e o dia voltará a brilhar. Nesse dia, estará ela na sua nova vida, a lançar a sua luz sobre todos nós, e a dizer-nos que está tudo bem, que ela está bem, e também eu devo ficar bem...


Mas ainda é hoje...


 


 

À Conversa com Hugo Pena

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Imagem www.jornaldoalgarve.pt


 


O meu convidado de hoje nasceu no Montijo, mas há mais de 25 anos que reside no Algarve.


Para além de instrutor de condução, Hugo Pena participa também em vários projetos ligados à cultura e literatura no Algarve.


Gosta de escrever e ler vários géneros literários, como Ensaios, Poesia, Romance e principalmente o Romance Policial.


 



A sua primeira incursão na escrita ocorreu em 2013, quando escreveu o policial “Porquê Eu?”, que conta a história de uma arquiteta de sucesso que, numa altura em que o seu casamento atravessa uma crise, recebe um dom inesperado, que lhe permite ajudar a descobrir vários homicídios, sendo o seu marido um dos principais suspeitos.


 



Em 2014, lançou o seu segundo romance policial “Justiça Cega”, que relata a história do rapto de Joana Gomes, uma criança de tenra idade, cujo desaparecimento despoleta transtornos diversos nos pais, na comunidade escolar e nas instâncias policiais.


 


A apresentação de “Justiça Cega” ocorreu na Biblioteca Municipal de Castro Marim, e foi com este livro que conquistou, em 2015, o prémio “Escritor do Ano 2015”, atribuído pela Arte, associação que, no Algarve, promove e premeia a nível nacional quem se distingue em diversas áreas culturais.


Pedro de Oliveira Tavares, que assina o prefácio de «Justiça Cega», afirma que nesta obra “o autor chama a atenção para alguns perigos da nossa sociedade, como, por exemplo, os riscos escondidos nas redes sociais ou os fenómenos da prostituição e dos abusos sexuais”.


Hugo Pena está hoje connosco para nos falar um pouco mais sobre si e o seu trabalho.


 


 



O que leva um instrutor de condução a aventurar-se no mundo da escrita?


Olá. Antes de mais, quero agradecer-lhe a possibilidade de mostrar um pouco mais de mim e do meu trabalho nesta entrevista. Espero que as pessoas que a leiam possam passar a ter o meu trabalho debaixo de olho e lhes aguce o apetite para lerem as minhas duas obras, especialmente a última.


Para ser sincero, nem eu sei bem a resposta a essa pergunta. Era um desejo que tinha desde há uns anos a esta parte. Ganhei o gosto pela leitura, talvez um pouco tarde, já depois dos vinte e cinco anos e desde aí comecei a perceber que um dia gostava de escrever um livro. Curiosamente, comecei a escrever o primeiro livro de


forma um pouco caricata. Um aluno tinha faltado a uma aula de condução, sem avisar, e como fiquei aquela hora livre decidi começar a fazer um rascunho da história que pretendia. A partir daí foi escrever e apagar quase diariamente. Apaguei muitas vezes e cheguei à mesma conclusão que o saudoso e mestre da nossa literatura, José Saramago: “Os computadores são ótimas máquinas de apagar”.


Ainda hoje não me lembro qual o aluno que faltou – devo-lhe esse agradecimento.


 


Porquê a escolha do género policial para estes dois primeiros trabalhos?


A resposta é simples: porque são os meus géneros favoritos – policial e romance policial. Também gosto de outros géneros, tal como indica na apresentação, mas esses dois são os meus preferidos. Gosto de ação, suspense, mistério, thriller e investigação.


 


Qual tem sido o feedback que tem obtido por parte do público relativamente a “Porquê Eu?” e “Justiça Cega”?


O “Porquê Eu?” foi o primeiro. Foi com ele que iniciei a minha vertente de escrevente. Sim, escrevente e não escritor. Um escritor é aquele que é capaz de transformar o que escreve numa verdadeira obra literária: eu ainda não sou escritor. Divirto-me a escrever o que gosto, como gosto e onde gosto. Vou escrevendo as minhas histórias e tentando aperfeiçoar a escrita. Repare, os meus leitores dizem ter notado uma boa evolução do primeiro para o segundo – e eu também notei. Porquê? Porque estamos sempre a aprender e ao escrevermos mais, temos tendência a evoluir. No primeiro nem tudo foi perfeito; existiram situações que já não vemos no segundo – umas por inexperiência, outras por desconhecimento e algumas por confiar demasiado nos outros. Frequentei alguns cursos de escrita criativa, li mais sobre a vertente da escrita e, neste momento, sinto-me mais capacitado para fazer mais e melhor. No entanto, o feedback foi bastante positivo. É claro que não podemos agradar a todos, mas as críticas, sejam elas construtivas ou destrutivas, são sempre bem-vindas – dou o peito às balas, pois só assim podemos crescer enquanto escreventes e, mais tarde, enquanto escritores. Para a primeira vez, ter a Biblioteca de Castro Marim completamente cheia com cerca de duzentas pessoas na apresentação da minha obra, sendo a primeira vez que a mesma encheu para a apresentação de um livro, é um enorme motivo de orgulho.


“Justiça Cega” foi um trabalho mais elaborado e mais cuidado que o primeiro, fruto já de alguma experiência e conselhos acumulados. Tem sido muito importante o excelente feedback por parte dos meus leitores, aos quais agradeço a sua sinceridade nas opiniões emitidas e nos conselhos que me têm dado. Já tive uma crítica bastante


positiva num blogue brasileiro “Amoras com Pimenta”, que me deixou bastante satisfeito e, ao mesmo tempo, algo perplexo por “Justiça Cega” também dar que falar no Brasil.


Em ambos, tento sensibilizar as pessoas para algum flagelo social e, neste último, o facto de uma criança de treze anos ter sido raptada e agredida fisicamente, psicologicamente e sexualmente, mexeu muito com as pessoas, ao ponto de dizerem que estavam a sentir-se tão entranhadas na personagem da menina, que parecia que eram elas que estavam a viver aquela história. Muitas disseram-me que choraram bastante, que sentiram angústia, revolta, raiva e vontade de fazerem elas a sua própria justiça e quando se consegue que os leitores tenham esses sentimentos e reações, é porque a mensagem chegou exatamente como eu queria: tocou-lhes.


 


“Justiça Cega” valeu-lhe o prémio de “Escritor do Ano 2015”. Qual é a sensação de ver o seu trabalho reconhecido desta forma? Foi algo inesperado?


Sinceramente, foi algo que não esperava. Tenho apenas dois livros editados e ser distinguido logo no segundo livro que escrevo, é algo que não me passava pela cabeça. A sensação é ótima, como deve calcular, mas ganhar o galardão Estrelas d’Arte para “Escritor do Ano 2015”, entre mais quatro nomeados com excelentes trabalhos, era algo que não pensava poder concretizar-se. Outras personalidades foram distinguidas, desde o desporto (Telma Monteiro) ao fado (Ana Moura), passando pela melhor banda (Amor Electro), melhor ator (Ruy de Carvalho), revelação do ano (Lívio Macedo), personalidade do ano (Papa Francisco), melhor jornalista (José Ataíde). É um orgulho ver o meu nome entre estas personalidades.


Assim foi e é sinal que “Justiça Cega” mexeu mesmo com os leitores.


 


Tenho lido vários comentários que referem que “Justiça Cega” é um bom livro para todos os pais lerem, uma espécie de alerta para os perigos que os seus filhos podem correr na atualidade. Concorda com esta opinião?


Absolutamente. Esta história é exatamente um alerta que tento fazer aos pais, crianças e adolescentes, acerca dos perigos escondidos (ou não) na nossa sociedade. Temos a tendência para pensar que as coisas más só acontecem aos outros, mas quando nos tocam à porta, a coisa complica-se e damos conta que não é bem assim. Há um rapto, agressões físicas, psicológicas e sexuais, prostituição, uso descontrolado das redes sociais, tentativa de fuga do cativeiro, homicídios, tentativa de fazer justiça pelas próprias mãos, investigações policiais e forenses…enfim, uma série de situações que não deixam o leitor indiferente.


Note que este livro já foi utilizado por vários alunos no final do ensino secundário para a realização de vários trabalhos acerca destes temas. É muito gratificante vermos o nosso trabalho como uma «referência» para estes jovens e adultos e as solicitações para a minha presença nas escolas para falar aos alunos e professores acerca deste livro.


 


Como mãe que sou, pergunto-lhe se não existirão neste livro cenas demasiado chocantes para um pai ou uma mãe lerem?


Sim, existem. Sou daquelas pessoas que entende que as coisas têm de ser ditas e escritas com o maior realismo possível, sabendo de antemão que podem provocar algum desconforto em algumas pessoas mais sensíveis. Mas se não o fizesse, estava a ir contra os meus princípios e ao escrever apenas como algumas pessoas querem ou gostam, deixava de ser eu: dessa forma, estava a prostituir a minha escrita. No entanto, a crítica dos meus leitores refere que é um livro que se lê bastante bem, tem uma escrita simples e fluida, de fácil entendimento, que se lê num abrir e fechar de olhos, que prende o leitor do início ao fim (sempre na expetativa para ver o que se vai passar mais à frente – os capítulos curtos acabam por ajudar nesse sentido) e, o melhor de tudo: os leitores dizem que sentem tanto realismo nas descrições que faço, que se sentem personagens daquela história.


 


A justiça pode, por vezes, ser mesmo cega?


Pode e é, muitas vezes. Terão oportunidade de verificar isso neste livro. É ficção, mas podia ser bem a realidade, infelizmente.


 


Sendo o Hugo um fã do género policial, que romance policial mais gostou de ler, de outro autor?


Gosto de tudo o que é policial ou romance policial. Logicamente, gosto mais de uns do que de outros. É difícil escolher um entre vários, mas talvez a minha escolha recaia sobre: “O Código Da Vinci”, de Dan Brown, “O Boneco de Neve”, de Jo Nesbo e “A Ameaça”, de Ken Follett. Mas atenção, gostei muito de outros dos mesmos autores e de outros que não referi e, não sendo o género totalmente policial, gosto muito da escrita de José Rodrigues dos Santos.


 


Vamos poder contar com uma nova obra brevemente?


Acho que sim. Atualmente estou a escrever outra história – também ela aborda um flagelo social – e julgo ter os ingredientes necessários para, tal como “Justiça Cega”, agarrar o leitor do princípio ao fim, tirando-lhe algum fôlego no momento de desfolhar


página a página. Ainda está muito no início, por isso não consigo fazer ideia de quando estará cá fora.


 


Hugo, agradeço-lhe mais uma vez por ter aceitado este convite e pela sua disponibilidade. Foi um prazer!


 


O prazer foi todo meu, e aproveito para convidar as pessoas a visitarem as minhas páginas no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100001915303678


https://www.facebook.com/Justi%C3%A7a-Cega-Romance-907157672657958/?ref=hl


 


E também para informar que terei todo o prazer em enviar as minha obras, com dedicatória personalizada, por correio. Podem fazer o pedido para o meu email: hugopena7@gmail.com


 


*Esta conversa teve o apoio da Chiado Editora, que estabeleceu a ponte entre o autor e este cantinho.


 


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

À Conversa com Dona Elvira


 


Formada por Paulo Lawson, Tiago Caldeira, Francisco Durão, Sérgio Martins e António Oliveira, esta banda de rock 100% português, lançará amanhã, dia 26 de Fevereiro, o seu álbum de estreia, intitulado “Histórias e Segredos”.


“Devoção” é o single de apresentação, de um álbum que fala daquilo que todos nós temos em comum, como amores correspondidos, alegrias, malandrices e sonhos, e onde poderemos encontrar ainda temas como “Anoitece Devagar” ou “Recomeçar”.


 


 



Falo-vos dos Dona Elvira, que aceitaram o convite para estar aqui hoje na rubrica “À Conversa com…”, e nos vêm falar um pouco mais do seu projeto!


 


 


 


Como é que surgiram os Dona Elvira?


Em finais de 2014, para gozo pessoal de todos, o Francisco Durão (teclados) formou uma banda de covers com o Paulo Lawson (voz), António Oliveira (bateria), Sérgio Martins (baixo) e Tiago Caldeira (guitarras). A experiência foi excelente porque, apesar de estarmos a tocar covers, as nossas vivências e experiências, tão distintas entre si em termos de géneros musicais, resultavam em covers de tal forma personalizados e com um carácter tão peculiar que não podiam ser mais chamados covers… eram interpretações e divagações muito curiosas. Pouco a pouco começámos a perceber que a nossa enorme mistura de estilos estava a conjugar-se tão bem que começámos a controlá-la e a direccioná-la para um caminho muito nosso e passado muito pouco tempo começámos a compor temas originais. Nasceram os Dona Elvira. Da sala de ensaios para o estúdio de gravação foi um instantinho e o Verão de 2015 foi passado em estúdio a gravar “Histórias e Segredos”.


 


Que “Histórias e Segredos” contam neste vosso álbum de estreia?


O disco canta sentimentos que todas as pessoas já sentiram de uma forma ou de outra, aquelas aventuras que nos recordam algo que já vivemos ou que ainda não mas que queremos viver… e também de coisas que tememos que venham a ser realidade. Narra várias histórias, com personagens que podem ser qualquer um, paixões daquelas que não conseguimos esquecer nunca, ou daquelas fugazes que nos marcaram e teimam em ficar em nós (aqueles segredos por vezes revisitados que nos fazem sorrir e ninguém percebe porquê…), o que nunca se conta a ninguém e que cada pessoa guarda no seu íntimo com carinho, aquelas malandrices que nos fazem felizes e que ninguém sabe. É um disco sobre pessoas, sobre sentimentos mais ou menos profundos, sobre todos nós.


 


Quais são as vossas principais referências a nível musical?


Sem sombra de dúvida, o rock português é a nossa referência, todos os géneros do rock que surgiram ao longo dos anos até à actualidade em Portugal. Estas referências representam um espectro amplo e isso está bem patente em “Histórias e Segredos”. Juntamos os gostos individuais de cada membro da banda, estilos bem diferentes e por vezes até quase antagónicos e fluímos juntos para obter aquele toque Dona Elvira, a nossa personalidade musical própria.


 


Como é que veem o rock português na atualidade? Que diferenças notam relativamente ao rock das décadas de 80 e 90?


O lançamento do single “Devoção” veio comprovar uma tendência curiosa e, para nós, até um pouco surpreendente. A adesão tem sido óptima e é perfeitamente claro que em Portugal o rock é apreciado. Estamos a descobrir que o rock tem público e há um certo vazio no panorama musical actual no nosso País e na nossa língua que as pessoas querem ver preenchido. Sabemos isso agora e estamos ainda mais motivados para continuar o caminho traçado, que no fundo não é mais do que criar e tocar aquilo que nos faz sentir felizes e bem com nós próprios. Relativamente ao rock dos anos 80 e 90, talvez hoje haja menos necessidade de grandes excessos cénicos, de produções muito caras, ou estereótipos exacerbados. O acesso generalizado à tecnologia tem contribuído para isso e o encolher das grandes estruturas da indústria também.


 


Apesar de serem uma banda portuguesa, alguma vez pensaram em cantar em inglês? Ou cantar em português foi sempre a única opção válida?


Cantar em português foi desde sempre a única opção válida. A nossa língua adequa-se tão bem, permite fazer tanto e, quando bem utilizada, canta por si. Todos nós sentimo-nos muito portugueses e queremos transportar a nossa cultura, aquele elemento que nos distingue, tanto em Portugal como para fora.


 


“Devoção” é o single de apresentação. Este primeiro álbum é também uma forma de expressarem a vossa devoção à música?


Sim, é uma devoção à música e também a tudo o que nos inspira a fazer música. São aqueles detalhes mínimos que nos trazem uma melodia à cabeça ou um poema que nos obriga a parar e escrever rapidamente um esboço de letras e notas. Portanto, à beleza, àquilo que provoca a nossa alma, ao que nos faz sentir bem. A letra refere a lua, o vídeo-clip vai confundir a lua com a beleza serena de uma mulher estonteantemente linda, mas são sempre metáforas para muito mais…


 


Que feedback têm recebido por parte do público?


Fomos apanhados desprevenidos pela rapidez com que surgiram as boas críticas, pensámos que iria demorar mais tempo. Criámos a nossa música com o intuito de ela ser ouvida, muitas vezes descomplicámos para ela ser mais facilmente aceite e desfrutada por muitos mas é sempre impactante quando de um palco vemos as pessoas a reagir e a manifestar que gostam. Ver o público a saltar, a dançar, a aplaudir, tem sido muito reconfortante e está a dar-nos uma energia muito, muito forte. Há poucos dias foi impossível não manter um sorriso rasgadíssimo quando entrámos numa loja e alguém estava a testar uma coluna com o seu smartphone, precisamente com o tema “Devoção”. Foi um daqueles momentos!


 


Apesar de utilizarem o nome de uma mulher como denominação da banda, os Dona Elvira são uma banda formada exclusivamente por membros do sexo masculino. É assim que se pretendem manter?


Os Dona Elvira não pretendem manter nada, somos aquele tipo de espírito que se mantém muito aberto às muitas surpresas que a vida nos pode dar. Se surgir uma oportunidade para partilhar um palco com artistas femininas teremos o maior gosto em experimentar, ou até gravar com alguém que queira gravar connosco e participar no próximo álbum. Nada do que aconteceu até aqui foi forçado ou empurrado, as coisas estão todas a cair no lugar certo, e estamos certos que ainda muito mais está por vir.


 


Como é que vai estar a vossa agenda em 2016?


Boas novidades a anunciar brevemente. O single Devoção está a ser muito acarinhado, estamos a receber várias propostas de vários pontos do País com base neste primeiro single, o que é bom sinal. Queremos tocar por Portugal fora e parece que é isso mesmo que vai acontecer. Está a correr bem.


  


Muito obrigada pela vossa participação!


 


Saibam mais sobre os Dona Elvira em:


https://www.facebook.com/bandadonaelvira/


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens. 

O bilhete esquecido!

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Ontem descobri, dentro do livro de inglês da minha filha, um bilhete para o circo!


Daqueles que costumam distribuir pelas escolas, e que dá direito ao bilhete de criança grátis, na compra do bilhete de adulto.


Mas, se ainda me alegrei por momentos com tal descoberta, depressa a alegria passou!


 


Diz a minha filha: "Ah, pois é! Esqueci-me de te dar!"


Olho para a data, e descubro que o bilhete era para uma das sessões de circo dos dias 5, 6, 7, 8 e 9 de Fevereiro!


Lá se foi a nossa ida ao circo!


 


 


 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

I didn´t mean it - Aurea


 


Adoro esta música!


Desde o momento em que a ouvi pela primeira vez, na final do programa The Voice Portugal.


Quem é que, por aí, partilha da mesma opinião?

Não se limitem a criticar, apresentem alternativas!

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Existem pessoas que pensam que os outros estão cá nesta vida só para os tramar. Por norma, são aqueles que têm por hábito fazer aquilo que de acusam os outros e, por isso, acham que toda a gente é igual.


Existem pessoas que têm a mania que são mais espertas que os outros, que são melhores que os outros, e que passam a vida a criticar tudo o que os outros fazem, como se elas próprias fizessem melhor quando, muitas vezes, acontece precisamente o contrário.


Existem pessoas que fazem um alarido enorme, como se os outros lhes estivessem a "roubar" ou privar dos seus direitos, e tratam de reclamar à toa, e se queixar a meio mundo, com o objectivo de obter apoio para a sua causa.


Mas soluções? Alternativas? Essas, nem vê-las! 


Ou então até aparecem, anunciadas com grande pompa, como se também eles tivessem feito um grande trabalho. Mas limitam-se, simplesmente, a aproveitar aquilo que foi feito por quem tanto criticaram!


E onde é que estão as alterações, as soluções alternativas? Não estão! Nem podiam estar. Porque quando se deixa de criticar sem razão, e se passa a analisar as várias hipóteses, chegam à conclusão de que a proposta apresentada pelos outros é a única possível. E tudo aquilo que outrora reclamaram, mantém-se.


No entanto, para mostrar que o seu trabalho, ainda assim, é melhor que o dos outros, fazem pequenas manobras que em nada alteram o plano inicialmente apresentado mas que, por ter sido essas pessoas a fazer, já é válido e aceitável!


O mais engraçado é que, no fim, e sem se aperceberem, a atitude dessas pessoas que, julgando que os outros só estão a pensar em si mesmos, acaba por ir no mesmo sentido, mas a favor delas, pode prejudicá-las mais do que favorecê-las!


Por isso, pedia a essas pessoas que, da próxima vez que pensarem em criticar alguém, ou acusar alguém de só olhar para o próprio umbigo, pensem primeiro se não fazem elas próprias o mesmo. E se não gostam de algo que os outros tiveram a iniciativa de fazer, quando mais ninguém o fez, experimentem dialogar com eles, em vez de fazer queixinhas a quem não tem nada a ver com o assunto, expôr o seu ponto de vista, e apresentar outras alternativas ou soluções possíveis!  

À Conversa com Diogo Piçarra


 


Diogo Piçarra foi o vencedor da 5ª edição do concurso da Sic, Ídolos, no qual participou pela segunda vez (após uma primeira tentativa em 2009), e fez furor com todas as suas interpretações, nomeadamente, uma versão sua do tema do jurado Pedro Abrunhosa - Se Eu Fosse Um Dia O Teu Olhar, iniciativa que Pedro Abrunhosa elogiou e apreciou.


Sucedendo a Sandra Pereira, Filipe Pinto, Sérgio Lucas e Nuno Norte, Diogo Piçarra teve a oportunidade de frequentar um curso de música em Londres, e gravar um disco pela Universal.


 


 



Quase três anos depois, a 23 de Março de 2015, lançou "Espelho", o seu álbum de estreia que reflete não só a sua imagem e a sua voz, como também a interioridade que sempre o caracterizou, estando o seu cunho pessoal presente na composição, letra e interpretação das músicas.


O single "Tu e Eu", fez imenso sucesso e esteve, inclusive, presente na banda sonora da telenovela Mar Salgado.


Até agora, Diogo tem mostrado que não é um talento para cair no esquecimento, como a maioria dos participantes deste tipo de concursos televisivos, e que sabe agarrar as oportunidades e utilizá-las da melhor forma, para conseguir concretizar os seus objetivos.


No final de Novembro, o seu álbum de estreia foi reeditado, trazendo consigo um DVD extra, realizado por André Tentúgal, onde poderemos assistir a interpretações acústicas, ao vivo, a fazer lembrar os seus vídeos caseiros que costumava publicar no seu canal do Youtube.


Este DVD extra é composto por 6 temas, entre os quais um inédito - "Meu É Teu", gravado em dueto com a artista revelação Isaura, uma versão de "Por Quem Não Esqueci" dos Sétima Legião, e novas interpretações de temas do disco "Espelho" em formato acústico.


"Tu e Eu" também está presente, com Diogo Piçarra sozinho ao piano, numa interpretação muito emotiva.



 


 



Este ano, para além dos concertos no CCB, Em Lisboa, e na Casa da Música, no Porto, Diogo promove também o projecto "Diogo Piçarra em Pessoa" é um projeto criativo de descoberta, reinvenção e reconstrução da obra de Fernando Pessoa e seus heterónimos, destinado a alunos do 7.º ao 12.º anos de escolaridade, que inclui a edição de um livro, a exibição de uma peça de teatro e a adaptação musical de poemas.


É um projeto desenvolvido numa parceria entre Diogo Piçarra e a empresa Betweien, Spinoff da Universidade do Minho, especializada na área da educação, que pode ser apresentado e promovido por escolas públicas e privadas, câmaras municipais, associações ou outras instituições de cariz educativo que trabalhem direta ou indiretamente com o público-alvo a que se destina.




 



 


Diogo, “Tu E Eu” estamos hoje aqui para esta “Breve” conversa, onde nos vais mostrar o “Verdadeiro” Diogo, e não aquele que nos mostra o “Falso Espelho”!


Enquanto isso, pedimos um “Café Curto”, e sentamo-nos ali na “Margem”, num cenário “Perfeito” e, apenas por uns instantes, “Longe” do teu público que grita a plenos pulmões “Não te Vou Esquecer”!


Vamos lá ver se “Não Me Perco” no meio de tantas perguntas que gostaria de te fazer mas, se isso acontecer, que eu receba um “Sopro” de inspiração.


Assim sendo, depois de tanta “Volta” que dei aos temas do teu álbum está na hora de irmos ao que, realmente, os leitores do “Marta – O Meu Canto” querem ouvir. Por isso, hoje o “Meu É Teu”, mas só teu, e não do teu irmão gémeo, “Por Quem Não Esqueci”, ou melhor, não esquecerei de perguntar!


 


 


 


Diogo, como foi regressar ao Ídolos após uma primeira participação não muito bem sucedida? Sentes que, de alguma forma, se fez justiça?


Nunca sentirei que há justiça em concursos televisivos, até porque não acho que tenha sido o melhor concorrente, ou melhor, não há melhores concorrentes. Cada qual tem o seu estilo, personalidade e maneira de cantar. Tive foi muita sorte de Portugal ter simpatizado e gostado da minha voz, e nesse aspecto creio que a minha postura mais adulta e descontraída me ajudou, ao contrário da primeira participação.


 


Um dos prémios que ganhaste nessa altura foi uma bolsa de estudo na London Music School, em Londres, que é uma das mais prestigiadas escolas de música do Mundo. Como foi essa experiência?


 Ir estudar em Londres, e ainda por cima algo que nunca tinha aprofundado (música), foi o melhor prémio que poderia ter recebido. Apaixonei-me pela cidade, aprendi piano, aprofundei os meus conhecimentos de produção, tive as melhores notas do curso, assisti a inúmeros concertos, enfim, suguei ao máximo o que aquela experiência me tinha para dar.


 


Apesar de, algumas vezes, a tua originalidade, e forma muito própria de interpretar os temas, não ser bem aceite pelos jurados, mantiveste sempre a tua identidade e postura. Consideras que é algo essencial e que, de certa forma, te distingue dos demais?


Pode ser algo bom, pois se der certo a responsabilidade é totalmente do artista, e o seu rumo é coerente e sincero. Mas por vezes essa atitude pode ser vista como arrogância, e hoje vejo que poderia ter dado o braço a torcer em alguns momentos e arrisquei demasiado. Enfim, é importante mantermo-nos fiéis ao que somos, mas às vezes é bom ouvir os outros.


 


Em 2012 venceste a 5ª edição do Ídolos. Este ano, escreveste a música “Chama por Mim” para o vencedor da 6ª edição, João Couto. Foi uma música criada para o vencedor, independentemente de quem fosse o escolhido, ou especificamente para o João Couto?


O convite surgiu por parte da minha editora, quase como um desafio para escrever a música do meu sucessor ao título de "Ídolo de Portugal". Tinha apenas dois dias para o fazer, aceitei de imediato e assim que cheguei a casa agarrei-me ao piano para ver o que saia e numa noite consegui escrever o tema.


 


Já alguém te perguntou se eras tu que cantavas essa música?


Já, muita gente. Já houve pessoas que abordaram os meus pais para dizer que gostam muito de me ouvir cantar a música nova "Chama Por Mim" que está na novela da SIC "Coração d'Ouro".


 


Porquê a escolha de “Espelho” para título do teu primeiro álbum? Porque ele é, acima de tudo, o teu reflexo?


A ideia surgiu enquanto eu e o meu irmão editávamos a capa, e ao rever os temas que faziam parte do disco, a música "Falso Espelho" chamou-nos a atenção e inspirou-nos para um nome que era sem dúvida o reflexo do nosso trabalho durante estes anos todos.


 


Em Novembro, o teu álbum foi reeditado, trazendo também um DVD com algumas atuações ao vivo. Conta-nos um pouco sobre como foi gravar esse DVD.


Uma experiência única, um dia sem dúvida para recordar. Para além de estar num sítio lindíssimo, contei também com a presença de inúmeros fãs que ajudaram a dar ainda mais magia. Transformar as minhas músicas e fazer arranjos para os violinos também me deu um enorme gozo, e no final de contas, ter um DVD também é mais um sonho tornado realidade!


 


E para quando um novo trabalho?


Neste momento estou a lançar um livro que se intitula de "Diogo Piçarra Em Pessoa", um projecto realizado em conjunto com a Betweien, que tem como objectivo incentivar ao estudo e leitura de Fernando Pessoa. Este livro é composto por 20 poemas do autor e 20 interpretações minhas, e, claro, também tive de criar os meus próprios heterónimos. Para além disso, terão à disposição páginas em branco para poderem criar os vossos heterónimos e escrever os vossos poemas e interpretações.


 


Onde vamos poder ouvir o Diogo Piçarra em 2016?


As próximas datas mais recentes são dia 10 de Março no CCB (Lisboa), 12 de Março no Theatro Circo (Braga) e 13 de Março na Casa da Música (Porto), para além destas estou a fechar muitas mais data para o Verão e prometo grandes palcos em 2016.


 


Diogo, muito obrigada pela tua participação nesta rubrica, e que continues a ter muito sucesso na tua carreira!


 


Obrigado eu Marta, desejo-te muita sorte na tua vida e no trabalho! :)


 


Mais informações sobre Diogo Piçarra em:


www.diogopicarra.pt/


https://www.facebook.com/diogopicarra


 


Esta conversa teve o apoio da Universal Music Portugal que estabeleceu a ponte entre o Diogo Piçarra e este cantinho.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

À Conversa com Draft Park


Composta por Laura Oliveira (voz), Luís Branco (piano/synth), Miguel Fernandes  


(bateria), Paulo Gaspar (baixo), André Seixas (guitarra/synth) e Ricardo Rocha (guitarra), esta banda minhota aposta em músicas em português e em inglês, para o seu primeiro álbum.  


 



Draft Park foi o nome escolhido para a banda, e é também o título do seu primeiro trabalho.  


Para nos dar a conhecer melhor este projeto, convidei os Draft Park para estarem connosco na rubrica “À Conversa com…”, e aproveito para agradecer a disponibilidade que demonstraram em participar.  


  


 



Porquê Draft Park para nome da banda?  


O projecto nasceu a partir da curiosidade de experimentar sons, ambientes e instrumentais. O propósito era fazer música de uma forma desprovida de género ou língua. Dado este processo, draft park simboliza um espaço de liberdade criativa para os “rascunhos” necessários até chegar ao resultado final.  


 


Como é que surgiu este projeto musical? Já se conheciam ou os elementos foram sendo integrados à medida que o projeto ganhava asas?   


Inicialmente houve somente a vontade de fazer música, só depois a de criar o projeto. Os temas foram ganhando forma e personalidade, ao ponto de fazer sentido que fossem materializados num álbum e apresentados ao vivo por uma banda. Todos nos conhecíamos à vários anos e já nos tínhamos cruzamos noutras formações como músicos freelancer. O convite para integrar o projeto foi aceite por todos e assim nasceram os “draft park”.  


 


Como é que caracterizam este vosso primeiro álbum?  


É um álbum que pretende servir a mensagem das canções, tentando passá­la de uma forma positiva. Nos concertos ao vivo temos como principal objetivo que as pessoas saiam da sala ou recinto, um bocadinho mais felizes ou motivadas do que quando entraram. Se isso acontecer é sinal de que a mensagem passou, o que nos deixa com sentido de dever cumprido.  


 


Como é que definem o vosso estilo musical?  


Como o processo criativo não foi vedado a um estilo específico, o resultado final traduz­se provavelmente numa fusão entre o pop, o rock e o jazz. De qualquer forma nunca foi um tema central durante a fase de composição.  


 


Onde é que os vossos fãs podem adquirir o álbum de estreia dos Draft Park?  


O álbum está disponível fisicamente nas FNAC e em formato digital nas principais plataformas de venda como iTunes ou Bandcamp. Também está disponível em vários serviços de streaming como Spotify, MEO Music, entre outros.  


 


Neste primeiro trabalho têm composições tanto em português, como a música “Saber de Ti”, como em inglês, como é o caso de “The Way Around” ou “Burns and Bruises”, por exemplo. Em que língua gostam mais de cantar?  


Cada uma tem o seu encanto. Em português sentimos uma responsabilidade acrescida nas composições. Talvez tenhamos mais cuidado com as várias interpretações possíveis do poema o que leva a uma escolha mais criteriosa das palavras utilizadas. Quando apresentamos o álbum em concerto penso que não haja uma preferência pela língua de cada tema.  


 


Qual tem sido o feedback do público relativamente ao vosso trabalho?  


Tem sido muito positivo. Gostamos de ouvir todas as críticas, sejam boas ou más, e aprendemos imenso com a perceção dos outros. De qualquer forma, em todos os concertos sentimos uma energia muito positiva durante e após a performance. As pessoas fazem questão de levar um disco para casa, coisa que não é muito habitual nos dias de hoje, o que nos deixa realizados. O recente videoclip da “Burns and Bruises” também foi muito acarinhado pelo público.  


 


Quais são os vossos planos para este novo ano?  


Estamos a preparar uma tour em trio por bares e espaços mais pequenos, a começar já no próximo mês de fevereiro. Simultâneamente, vamos recomeçar o processo criativo no “parque” do costume. :)  


 


Onde é que vamos poder ouvir os Draft Park ao longo deste ano? Já têm algumas atuações agendadas?  


A próxima data é dia 27 de fevereiro na Casa da Cultura, em Ponte da Barca. Podem seguir todas as novidades da banda assim como a agenda em draftpark.com ou na nossa página de facebook facebook.com/draftpark .  


  


Mais uma vez, obrigada por terem aceitado este convite!  


Nós é que agradecemos, muito obrigado pela preferência.  


  


Para mais informações e novidades sobre os Draft Park podem consultar o seu site oficial http://www.draftpark.com/  


ou a sua página do Facebook ­ ​https://www.facebook.com/draftpark/


 


Deixo-vos aqui o vídeo de Burns and Bruises:



 

Justiça Cega, de Hugo Pena

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A partir do momento em que ouvi falar deste livro, fiquei dividida entre a imensa vontade de o ler, porque é um género que aprecio muito, e o receio de que, ao ler esta obra, como mãe, me pudesse chocar com algumas partes da história, e ficar ainda mais preocupada do que já é habitual!


E confesso que as primeiras páginas do livro mexeram comigo, e quase me fizeram pô-lo de parte, à espera de um melhor momento para continuar a ler, de tão cruéis que são as cenas descritas.


Felizmente, o autor soube intercalar essas cenas com outras que, embora à partida não estivessem relacionadas, iremos mais tarde descobrir que tinham um ojectivo e uma ligação comum. E foi assim que continuei a ler até ao fim.


Este livro é, de certa forma, um alerta. Um alerta para a sociedade em geral mas, principalmente, para os pais.


Um alerta para o facto de que o inimigo pode estar bem próximo de nós, conviver connosco todos os dias, ser uma pessoa respeitada pela sociedade e cumpridora dos seus deveres, sem nunca dar motivos para desconfiar dela.


Um alerta para o facto de que manter rotinas pode ser meio caminho andado para o inimigo ter maior facilidade em atacar.


Um alerta para o facto de os filhos, na maior parte das vezes, terem tendência a agirem como os pais, e imitarem os seus comportamentos. Os pais são o exemplo, e se não dão o melhor exemplo, podem estar a levar os filhos a seguir esse mau exemplo, e com isso colocá-los em risco.


Um alerta para o facto de as crianças e jovens, cada vez mais cedo, aderirem às redes sociais, sem conhecimento dos pais, ou sem qualquer controlo parental, publicando muitas vezes aquilo que não deveriam, divulgando dados pessoais, mantendo conversas com estranhos que muitas vezes se apresentam com falsos perfis, com as piores intenções.


Justiça Cega é também a prova de que, muitas vezes, os criminosos saem impunes, e continuam cá fora a cometer crimes sem que a justiça lhes consiga deitar a mão ou provar a autoria dos crimes. E que, muitas vezes, à custa disso, muitas pessoas terão vontade de fazer justiça com as próprias mãos, a justiça que não conseguiram da parte da lei e dos tribunais. 


 


A história começa com o rapto de Joana, uma menina de 13 anos que é levada para um barraco, onde fica presa, e onde será sistematicamente violada e agredida com brutalidade, tratada como escrava ou mero objecto, até ao dia em que, mostrando uma enorme coragem, apesar da sua debilidade, Joana resolve tentar escapar das garras daquele animal.


Ao mesmo tempo, vários crimes vão ocorrendo, numa altura em que o agente Martins estava prestes a gozar a sua merecida reforma, que vê assim adiada pelo pedido do chefe, para que o ajudasse nestes últimos casos.


Primeiro, aparece uma mulher morta na bagageira de um carro, à qual lhe foram retirados os olhos. Com o corpo, um bilhete "Esta também teve o que merecia. O dom não a ajudou desta vez...". O suspeito deste assassinato é Raul Ordoñez que, por sua vez, também irá aparecer assassinado, e sem mãos. Mais um bilhete para baralhar os agentes "Quem passa a vida a roubar, sem as mãos pode ficar..."


Desta vez, o suspeito é um banqueiro - Adérito da Cruz. Curiosamente, também ele será encontrado sem vida, rodeado de comida e dinheiro. "A ganância e o poder, bem como o sofrimento que infligiu em várias famílias, fez este merdoso ter o destino que merecia".


Quem também vai perder a sua vida será a amiga de Joana, que será encontrada com a língua cortada em cima do peito, e a boca cosida.


Todos os bilhetes foram deixados ao agente Martins, levando-nos a pensar que será algo mais pessoal, e que querem que ele entre neste jogo do gato e rato. E as mensagens deixadas, que pelos bilhetes, quer pela forma como são encontrados os corpos, não deixam dúvidas de que se trata de justiça feita pelas próprias mãos.


Temos ainda uma prostituta que droga os seus clientes para os roubar, e indícios muito fortes de que a mesma pode ser alguém muito chegado a Joana.


E lembram-se de Maria Nóbrega, a protagonista de "Porquê Eu?"? Também ela estará presente nesta segunda obra do autor. O que será que o destino lhe reservou?


A um determinado ponto da história, todos os indícios apontam para uma só pessoa, como autora de todos estes crimes. Os agentes sabem que foi essa pessoa, nós também sabemos, mas é preciso mais do que indícios para acusar e condenar alguém.


Lançados os dados, conseguirá Joana escapar com vida das mãos daquele monstro?


Quem será a prostituta que anda a roubar os clientes, e que acabará presa?


Será que o agente Marins será a próxima vítima do assassino?


Conseguirá o agente Neves colocar o criminoso atrás das grades?


O que liga todos estes crimes, e todas estas personagens?


 


Perguntas às quais só poderão obter resposta quando lerem o livro! 


 


E não percam, ainda esta semana, a entrevista com o autor Hugo Pena!


 



 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Conhecem os Draft Park?


 


Conhecem os Draft Park? 


É já no próximo sábado que vão estar na Casa da Cultura de Ponte da Barca, para mais uma actuação.


Mas antes, vão estar aqui à conversa comigo!

À Conversa com a associação Rafeiros SOS


 


Hoje a rubrica "À Conversa com..." é, mais uma vez, dedicada aos animais, sendo a convidada a associação RAFEIROS SOS!


A Fátima, voluntária que tem assegurado uma parte da área da comunicação, e com quem mantive  contactos para que hoje vos trouxesse aqui esta entrevista, quis dar a conhecer um facto que, pessoalmente, lhe merece a maior admiração, e que aqui partilho:


"Os motores da associação são 2 pessoas, mãe e filha, que há anos vêm trabalhando em prol dos animais. A filha tem na presente data, apenas 18 anos, feitos em dezembro. 


Ou seja, enquanto muitos adolescentes mal sabem articular a palavra "solidariedade" esta miúda desde  os 12/13 anos vêm trabalhando ativamente, inicialmente como voluntária noutras associações zoofilas (atividade que ainda mantém, com menor intensidade) e depois na Rafeiros SOS. 


É uma peça chave na associação, é ela que administra a medicação aos animais, que trata dos casos mais complicados, que sabe tudo sobre todos os animais... e ainda superintende nos processos de adoção, gere a pagina no facebook, responde a solicitações, procede a resgate de animais em risco etc etc. Se alguém tem alguma dúvida, algum problema que não consegue resolver - chama-se a Débora. Todos nos esquecemos que ela tem a idade que tem, parece que já viveu 3 ou 4 vidas, considerando tudo o que já fez.


A nível escolar, está a melhorar as notas do 12º ano, tendo como objetivo conseguir entrar na faculdade de Medicina Veterinária. 


Esta miúda é uma das pessoas mais maduras que já conheci e é um exemplo não só para os jovens mas para muitos adultos."


 


Um bom exemplo, sem dúvida!


Deixo-vos então a entrevista:


 


 


 


Como é que nasceu a RAFEIROS SOS?


Tudo começou com um forum. 


A ideia era ter um espaço onde pudéssemos divulgar os animais que se encontravam para adoçao ou em risco de abate nos canis municipais. Começamos a apanhar os animais e, em especial, os gatos e a ir buscá-los ao canil de Lisboa que na altura tinha umas condições horríveis. Ainda fizemos algumas manifestações por causa da falta de condições, exercendo pressão para que algo fosse mudado... 


Os gatos assim resgatados ficavam em FAT (família de acolhimento temporário) na casa de uma amiga. Esta teve de sair do pais por uns tempos e pediu-nos para tratarmos dos gatos dela. E deixou-nos a casa à disposição para irmos acolhendo alguns gatos. 


Mas cada vez estes eram mais e mais, o espaço era pequeno e os vizinhos fizeram queixa da policia. Tivemos de mudar de abrigo. 


Estamos no novo gatil desde Agosto de 2014. Em Outubro de 2015 ampliamos o espaço, aumentamos para o dobro e conseguimos melhorar em muito a qualidade de vida dos nossos gatinhos. Continuamos sem espaço para acolher cães, pelo que os que temos à nossa guarda encontram-se em FAT ou em situações de transição.


 


Onde é que ficam situadas as vossas instalações? 


Estamos na Amadora mas ajudamos animais de todo o pais. Já recebemos gatos de Castelo branco bem como uma cadela do Porto.


 


Quais são as vossas principais linhas de actuação? 


Efectuamos resgate de animais em risco, designadamente os abandonados ou negligenciados pelos seus tutores, procedemos à esterilização de colónias e prestamos apoio a famílias carenciadas que tem animais, apoiando na alimentação e fornecendo cuidados veterinários em especial a castração/esterilização por forma a evitar a desnecessária reprodução. Os animais que resgatamos são tratados pelos veterinários com quem temos acordo e encaminhados para adoção, exceto os que só são felizes na sua colónia, que já não são sociabilizáveis.


 


A RAFEIROS SOS actua apenas na ajuda a gatos abandonados ou maltratados, ou também cães ou outros animais que possam precisar da vossa ajuda? 


Ajudamos todos os animais que conseguimos. Já tivemos pombos feridos, que foram recuperados e soltos. Coelhos doentes que iam ser abatidos (só conseguimos salvar um mas este foi adotado). Também já efectuámos uma intervenção para salvar patos e galinhas que estavam a ser muito mal tratados e que não tinham as mínimas condições: as galinhas estão atualmente connosco e os patos foram para um santuário. Temos em 6 cadelas a nosso cargo, estando uma delas num hotel para cães, por falta de alternativas. 


Não obstante, o foco da nossa atividade está, efetivamente, centrada nos felinos, por falta de instalações que permitam uma solução mais abrangente.


 


Para além da adopção, existe também a possibilidade de as pessoas poderem apadrinhar um animal. Tendo em conta a vossa experiência, é mais fácil um animal de estimação ser adoptado ou apadrinhado? 


É mais fácil ser adotado. Muitas pessoas desconhecem a figura do apadrinhamento e outras preferem investir, quer financeira quer emocionalmente, num animal que têm consigo.


 


À semelhança do que acontece com a adopção de crianças, ainda existe muita discriminação relativamente a alguns animais? As aparentes limitações físicas, cor do pelo, idade ou raça são factores que dificultam essa adopção? 


Sim, claro. 


No que respeita à idade, as pessoas têm preferência por gatos bebés, com menos de 4 meses. Conseguir adotante para um gato sénior é muito difícil. 


Quanto ao aspeto, já se sabe que é muito determinante: os gatos pretos pretos dão azar, as tartarugas são feias e os tigrados são os muito comuns. São os que ficam para trás. 


Gatos deficientes - muitos gatos nascidos na rua têm coriza que ataca os olhos, podendo conduzir à cegueira total ou parcial, envolvendo com frequência a remoção do(s) olho(s) afetado(s) - e gatos com Fiv e Felv é para esquecer, ninguém os quer.


 


Ainda se observa um aumento considerável do abandono de animais de estimação em épocas específicas do ano, nomeadamente, no verão, ou as pessoas já estão mais consciencializadas, e procuram alternativas? 


Há abandono durante todo o ano. 


É certo que recebemos muitos mais animais no verão do que no resto do ano mas não está provado que tal resulte necessariamente de abandono face à eminencia de férias. Sucede que no  inicio da primavera é quando as gatas estão com o cio e por isso no fim de primavera/inicio de verão há bebés por todo o lado.


Pessoas mal formadas e que abandonam animais sempre existiram e continuarão a existir. A criminalização do abandono e maltrato de animais colocou este assunto na ordem do dia, existindo hoje um maior conhecimento das autoridades e da população em geral, mas que ainda não se traduziu numa real inversão de valores.


As associações cuja localização é do domínio público continuam a ver-se confrontadas com animais abandonados às suas portas, alguns atirados por cima dos portões ...


 


Em 2015 vimos, por exemplo, casos de refugiados que fugiam da guerra mas, ainda assim, traziam consigo os seus animais. Em Portugal, e dada a crise financeira que temos vivido nos últimos anos, sentem que essa crise tem levado mais donos a abandonarem os seus animais de estimação?


Não temos estudos que sustentem essa teoria. É certo que com frequência vemos na internet testemunhos de pessoas que invocam "a crise" para se desfazer dos seus animais mas não sabemos até que ponto tal não configura uma mera desculpa, ou seja, se tal abandono decorre de uma real insuficiência financeira ou se este se verificaria em qualquer caso.


Emergiu, contudo, uma realidade não negligenciável decorrente da emigração de pessoas, que procuram soluções económicas fora do pais. Nalgumas situações estas pessoas  não levam o animal consigo e nem sempre os familiares e amigos são uma solução.


 


No ano passado conseguiram encontrar famílias para cerca de 140 animais. Qual é o vosso objectivo para 2016? 


A nossa ambição para 2016 é aumentar tudo, o número de animais resgatados, o número de adocoes, de esterilizações, de animais que de alguma forma ajudamos. Para tal precisamos de encontrar soluções de financiamento, precisamos de mais apoios, precisamos que as pessoas façam parte da solução e não fiquem à espera que as associações sejam a solução pois estas não têm apoios institucionais.


Precisamos também de aumentar o número de voluntários pois o trabalho é muito.  


 


De que forma é que as pessoas podem ajudar a vossa associação?


As pessoas podem constituírem-se sócios, podem apadrinhar, oferecerem-se como voluntários, serem agentes ativos em campanhas de angariação de bens, efetuarem donativos em dinheiro ou em espécie... 


Mesmo quem não tem recursos disponíveis pode ajudar partilhando os nossos apelos, ajudar a divulgar os nossos animais, constituir-se como ponto de recolha de donativos na sua área e sensibilizar a comunidade onde se insere para a necessidade de esterilizar, de  não abandonar e também de não ficar indiferente. 


Gostávamos que todos pensassem que de "muitos poucos se faz muito", que todas as ajudas são importantes e que podem fazer realmente a diferença.


 


Muito obrigada pela vossa contribuição para esta rubrica!


 


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Mais informações em https://www.facebook.com/RafeirosSOS/?fref=ts


 


 


 


 


 


 

Got Talent - Há mais alguma coisa que ele saiba dizer?


Para além de "foi agradável", "foi bonito", "esgota-se em si", "não" e outras expressões do género, que nem parecem vindas de alguém que está ali para ser jurado, e dar uma opinião mais fundamentada ou fazer críticas construtivas?


É que os outros jurados, mesmo não gostando, conseguem ter mais para dizer que um homem que já anda nisto há anos. Mas talvez seja esse o problema, de tantos anos a ser jurado, já não lhe apraz dizer mais nada, e deixa essa missão para os colegas.


 


Destaco da noite de ontem:


 



As "We Dance", pela sua jovialidade e alegria contagiante


 



O Hélio pela magnífica actuação e qualidade que apresentou


 



A Carolina, pela graciosidade e talento demonstrado


 


Parabéns também aos Kayser Ballet, e aos FunkyMonkeyZ, pelo bilhete dourado!


 


Imagens Got Talent Portugal e media.rtp.pt

domingo, 21 de fevereiro de 2016

O nosso serão de sexta-feira

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Na sexta-feira fomos ao teatro ver a peça de que vos tinha falado "O Segredo do Diamante". A sua estreia, em Mafra, ocorreu no Auditório Beatriz Costa, que estava preparado a preceito para receber todos aqueles que aderiram ao evento.


 


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Já tinha ido muitas vezes a este auditório, para ver cinema. Também foi no mesmo que, quando andava no 12º ano, tive todas as aulas da disciplina de "oficinas de expressão dramática". Por isso, aquele palco e a sala são-me muito familiares.


Mas voltando ao espectáculo, havia passadeira vermelha para os convidados desfilarem, fotógrafa de serviço para registar o momento, e uma grande afluência de público que, confesso, me surpreendeu pela positiva. Muitas caras conhecidas daqui da vila, outras nem tanto, mas a sala esteve praticamente cheia.


 


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Estávamos na expectactiva para ver a peça, até porque era uma comédia e estamos mesmo a precisar de desanuviar de todas as notícias menos boas que nos chegam todos os dias, e da realidade que vivemos no dia a dia, do stress do trabalho e da falta de tempo para momentos em família.


E as nossas expectactivas não foram defraudadas! Os actores conseguiram arrancar ao público, do início ao fim, muitas gargalhadas, e aplausos mais que merecidos!


Para quem não teve oportunidade de ir neste fim de semana, ainda pode fazê-lo no próximo.


Por isso, vou apenas levantar uma pontinha do véu sobre o que vos espera.


 


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D. Olga, a mãe, detentora do segredo do diamante, vai finalmente revelá-lo ao filho, Rosivaldo e à sua neta. Logo depois, morre. Com eles vive também o mordomo, gay, Roberto Carlos, que vai ter um papel fundamental nesta história.


 


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Após saberem da morte de Olga, chegam também aquela casa as manas Rita e Rute, que também já estão a par do segredo.


 


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Mas o diamante desaparece! E para investigar essa ocorrência, entra em cena a detective que está decidida a encontrar o culpado. No final, o público irá ficar surpreendido com a revelação!


 


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O elenco (da esquerda para a direita): Beto Fonseca, Joana Azeiteiro, Cesaltina Pinto, Silvina Anjos, Sónia Cerveira e Edgar Silva


 


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Na próxima semana!

Vai haver conversa com:


 



Hugo Pena - a propósito das suas obras "Porquê Eu?" e "Justiça Cega", e para dar a conhecer um pouco mais este autor português


 


 



Diogo Piçarra - que está neste momento envolvido no projecto "Diogo Piçarra em Pessoa", e que vai dar dois grandes concertos no próximo mês


 


 



Associação Rafeiros SOS - que nos vai falar um pouco mais sobre o seu trabalho na protecção dos animais


 


Devido ao elevado número de entrevistas, e pelo facto de, sendo apenas publicada uma por semana, acabarem por ficar muito desfasadas no tempo, a rubrica vai passar a ser publicada, nas próximas semanas, em dois ou três dias da semana!


 


Mas haverá muito mais para além das entrevistas. Por isso, não percam o que por aí vem!


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!