segunda-feira, 7 de março de 2016

A primeira visita a uma associação de animais


 


Nunca tinha entrado numa associação de protecção a animais, mas tinha uma ideia completamente diferente daquilo com que me deparei.


Estava à espera de encontrar uma responsável, que nos faria uma visita guiada pelas instalações, e nos mostraria os diferentes animais para adopção, contando um pouco da história de cada um deles, explicando como era, em termos de comportamento, cada um deles, e incentivando-nos a interagir com os mesmos.


Estava à espera de encontrar os animais numa espécie de "jaulas" grandes (não sei exactamente qual o termo certo), com espaço, como se fosse uma pequena casinha, dentro da casa grande.


Nada me preparou para o cenário que me surgiu pela frente.


Depois de alguns telefonemas para tentar encontrar a dita associação, lá demos com o edifício - uma casa de habitação, como outra qualquer, já com alguma idade.


Tocámos à campainha. Apesar de ainda há 2 minutos atrás termos dito que ali estávamos, perguntaram quem era.


Abriram-nos a porta, e tivemos que ficar encolhidos num quadrado minúsculo, para que a senhora pudesse fechar a porta da rua, e abrir então a outra, que nos dava acesso ao interior da habitação.


Assim que entramos, deparámo-nos com uma típica habitação, adaptada a gatil. Os gatos circulavam, de uma forma geral, livremente pela casa. Já havia lá outras famílias, também a visitar os bichanos com vista a adoção.


A senhora com quem tínhamos falado ao telefone, mostrou-nos então a gatinha que íamos ver. Estava dentro de uma espécie de gaiola, ainda que com uma abertura que dava para entrar e sair à vontade.


Disseram-nos para ficar à vontade.


Mas, acreditem, o que eu me senti ali menos foi "à vontade". Se não fizessemos perguntas, ninguém dizia nada. Uma das responsáveis, estava agarrada a uma das gatinhas (por sinal a mais mansa, mas que devido a uma grave operação ainda não pode ser adoptada), como se temesse que alguém lhe tocasse ou fizesse mal.


Mal nos podíamos mexer. Tentei pegar na gatinha que fomos ver, e assustou-se. Não queria colo. Aceitou algumas festinhas com pouca vontade. E não era nada parecida com a imagem que tínhamos visto. Tentámo-nos aproximar de outra, fugiu sem dar hipótese.


Depois, outra coisa que nos causou alguma impressão, foi o facto que todas as mais novas estarem com uma grande área lateral sem pelo. A responsável disse-nos que era da esterilização.


A Tica foi esterilizada e não a deixaram assim. O único sítio onde lhe raparam um pouco de pelo, e onde tinha o corte, era na barriga. Mas parece que é uma nova técnica, segundo disseram.


Estivemos lá 10 minutos, se tanto, não houve qualquer ligação especial aos animais, o ambiente era estranho e acabámos por sair dali.


Quando chegámos à rua, sentimo-nos aliviados! Como se nos tivesse saído um peso de cima.


É verdade que estas pessoas fazem o melhor que podem para salvar, e encontrar um lar para estes bichanos abandonados, e fazem-nos dentro das suas possibilidades e condições. Também é verdade que os gatos andam por ali à vontade, e parecem bem tratados. Mas pergunto-me se não seria mais saudável, ou viável, optar por famílias de acolhimento temporário. 


Depois desta primeira visita, e experiência (que precisávamos mesmo de fazer), ficámos com duas certezas:


- a primeira, de que tão depressa não queremos entrar noutras associações;


- a segunda, de que ainda não estava na hora de adoptar outra gatinha!


 


 


 

5 comentários:

  1. Muito bom dia. ...então não trouxeram nenhum gato ou gata? Desculpe a pergunta mas se viram aquilo que lhes causou tanta impressão...a pergunta é adequada. Uma boa semana.

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  2. Bom dia Teresa. De facto, não trouxemos desta vez nenhuma gatinha. Não queríamos trazer só por trazer. Queríamos sentir que havia ali uma ligação, olhar para uma delas e saber que era aquela. A que mais gostámos, é precisamente aquela que ainda não pode ser adoptada, porque está em recuperação de uma cirurgia.
    De qualquer forma, há-de chegar o momento certo para nós, e a nossa tica vai-nos guiar. Boa semana!

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  3. Renovação dos bons dias. Isto de ler ainda com uma certa preguiça na pestana é o que dá. Pois não há nada como sentir do lado de lá e se sei. Adotei um gato que pura caso era para ser o irmão deste que eu tenho mas este estava sempre a olhar para mim. O outro irmão (pois são 3) ficou com a minha prima que é um "tigrado" e era igual ao do meu que faleceu. Mas estou, sinceramente, grata por escolher o que eu escolhi. Mas, também penso de vez em quando no outro e espero que gostem tanto ou mais dele como eu gostaria. Nós os bichos...enfim. Temos coração e sentimentos. Um resto de boa semana e que venha a ter muita sorte futuramente com a sua gata ou gato.

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  4. Olá Marta. Ja vi q a visita à associação não correu como esperavas. Tb nunca visitei nenhuma, conheço uma mais ou menos perto de onde vivo, conheço a pessoa q o gere, sigo no facebook, até ja dei alguma comida. Um dia vou lá.
    Sabes aqueles anúncios numas folhas pequenas nos super mercados, por vezes as pessoas que têm gatos bebés, colocam lá.
    De qualquer forma quando chegar a altura certa, o felino vai ao vosso encontro, não é?

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  5. Não tinha que ser aquela.
    Eu também foi a primeira vez que fui. Tanto a Fofinha como a Tica nos foram dadas para os braços por particulares.
    Mas tudo se vai compor :)

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