terça-feira, 31 de maio de 2016

A Hora do Lobo


 


O grande segredo que esconde a Natureza é o equilíbrio – a base da vida, e de tudo o que nos rodeia. Quando ele se perde, quando ele se quebra, quando ele destabiliza, tudo à nossa volta muda, nada será igual, e teremos que lidar com as consequências.  


 


 


 


 


Ali, os lobos, predadores, alimentavam-se das gazelas, suas presas. Esperavam o momento mais adequado, com calma, e atacavam, não lhes dando hipótese de fuga.


Dizia Chen Zhen, um jovem professor enviado para as estepes mongóis, tal como a maioria dos humanos - “os lobos são maus”.


Respondeu-lhe o Bilig, o líder da estepe “Não são os lobos que são maus, são as gazelas que o são. Porque comem toda a vegetação, não deixando alimento para as restantes espécies, e gastando os solos”.


Logo em seguida, ao ver uma gazela ainda viva, no meio de um cemitério de gazelas para ali atraídas pelos lobos (também chamado de frigorífico dos lobos), Bilig ordena que a deixem partir livremente.


E Chen Zhen, perante a afirmação anterior, volta a questionar: “se as gazelas são más, porque deixou esta partir?”.


“Porque os lobos caçaram demasiadas. Se ficarmos com tudo e não controlarmos as gazelas que sobram, depressa os lobos ficarão com fome, e virar-se-ão para as nossas ovelhas”, respondeu Bilig!


Lá está, embora nos pareça cruel a caça dos lobos às gazelas, faz tudo parte do equilíbrio que tem que ser mantido na Natureza.


 


 



 


Também deveríamos saber que, por mais que queiramos, não se deve contrariar a natureza. Por mais que tentemos, ela acabará sempre por fazer-se valer.


Isto vale, igualmente, para os animais que, muitas vezes, por curiosidade ou porque queremos fazer a diferença, teimamos em domesticar. Só estaremos a ir contra a ordem natural das coisas. E a destruir a alma, o orgulho e a dignidade desse animal.


O lobo é um predador por natureza, precisa de correr, de caçar, de lutar, de sobreviver, de ganhar uma luta. Se tudo lhe for dado de bandeja, se tudo for feito para o proteger, ele nunca será um verdadeiro lobo. Mas também nunca será um cão…


Chen Zhen, levado pelo fascínio pelos lobos, e contra todos, decide criar um lobo bebé como se fosse um cachorrinho. Mas este lobo, embora não tenha os instintos totalmente desenvolvidos, como se tivesse crescido livre, guarda-os consigo, e vai mostrá-los quando a oportunidade surge.


 


 



 


Outra das lições a tirar deste filme é que a natureza é como um boomerang. Cada vez que o lançarmos, podemos ter a certeza de que ele um dia irá voltar para as nossas mãos. O que trouxer, dependerá daquilo que pretendemos fazer quando o lançámos. Mas é bom que saibamos que, para cada acção que intentarmos contra a Natureza e o seu equilíbrio, seremos nós quem irá pagar por ela.


 


Por último, posso dizer-vos que este filme me fez sentir muitas emoções ao mesmo tempo, muito por culpa dos incríveis lobos.


Há gente que mata por matar, por prazer, por obrigação, por necessidade, por veneração…e o filme tem cenas mesmo muito chocantes e violentas. À excepção de Chen Zhen, Bilig e mais uma ou outra personagem, pode-se dizer que os animais são seres muito mais dignos que os humanos que aqui mostram. E continuamos a ter muito para aprender com eles!  


 


 


Sobre o filme:


Ano de 1967. A China é governada por Mao Tsé-tung (1893-1976), que implementou a Revolução Cultural e mudou radicalmente a vida do seu povo. Chen Zhen é um jovem estudante de Pequim que é enviado para uma zona rural da Mongólia para educar uma tribo de pastores nómadas. Ali vai descobrir uma ligação antiga entre os pastores, o seu gado e os lobos selvagens que vagueiam pelas estepes. Para os mongóis, o lobo é uma criatura quase mítica que é parte integrante da sua comunidade e os liga à natureza. Fascinado pela profunda ligação entre as alcateias e os seres humanos que ali habitam, o rapaz decide salvar uma cria e domesticá-la. Porém, quando o Governo cria uma nova lei que obriga a população a usar de todos os meios para eliminar os lobos da região, o equilíbrio entre a tribo e a terra onde vivem é ameaçado…

 

Com assinatura do realizador francês Jean-Jacques Annaud ("O Nome da Rosa", "Sete Anos no Tibete", "O Urso", "Dois Irmãos"), um drama de aventura que se baseia no "best-seller" semiautobiográfico com o mesmo nome escrito, em 2004, por Jiang Rong (pseudónimo de Lü Jiamin). Para o filme, Annaud, que já antes trabalhara com animais, adquiriu uma dúzia de crias de lobo amestradas durante vários anos por um treinador canadiano.

 


 


 


 

À Conversa com Kyrios

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Em 1996, com o objetivo de fazer canções com uma mensagem positiva, assente em valores cristãos, e quando ainda ninguém em Portugal falava de música contemporânea cristã, nasceu o projeto Kyrios, um projeto com enorme vontade de marcar posição pela qualidade da música e irreverência das letras.


 


 


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Com quatro álbuns editados ao longo dos últimos anos – “Projecto de Vida”, “Filhos de um Deus Maior”, “Depois” e “Lc 15:7” – os Kyrios celebram este ano, com a edição de todos os álbuns em formato digital, os seus 20 anos de existência.


 


 


 


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O primeiro a ser lançado, a 20 deste mês, foi “Um Projecto de Vida”, um trabalho com uma forte componente pop que alarga o espectro de estilos como no surpreendente rap “A História do Manel”, ou as baladas “Roda de Fogo” e “1 Princípio do Fim”.


Os Kyrios, a quem desde já agradeço a disponibilidade, aceitaram o convite e estão hoje aqui na rubrica “À Conversa com…” para nos falar mais sobre o seu projeto e as mais recentes novidades.


 


 


 


 


 


Quem são os Kyrios?


Os Kyrios são muita gente! O projecto foi fundado pelo Miguel e pela Isabel Cardoso e durante as diferentes fases que teve passaram pelo projecto mais de 50 pessoas. No início (1º cd “Um projecto de vida”) era apenas um projecto de estúdio sem banda a tocar ao vivo com vários amigos convidados para gravar as canções, mais tarde o Kyrios passou existir como banda e ao longo dos diferentes cd’s muitas pessoas têm passado pelo Kyrios o que faz com que cada cd tenha uma dose de novidade porque alguns dos músicos também mudam e com eles as influências e a forma de tocar e expressar o que sentem.


 


 


Porquê a escolha deste nome para a banda?


Kyrios é uma expressão que os gregos utilizaram para se referirem a Deus por não se acharem dignos de pronunciar o nome Deus. A ideia de humildade agradou-nos e identificámo-nos com ela pois também queríamos cantar as coisas de Deus apesar de nos sentirmos bem pequeninos para o fazer.


 


Como definem o vosso estilo musical?


Penso que a gaveta onde melhor se pode colocar o Kyrios é na Pop mas devido ao amadurecimento das pessoas que integraram o projecto e à diversidade de músicos que tocaram, tivemos inúmeras experiências do hip hop ao tango, do funk ao rock.


 


Como foi a experiência do vosso primeiro concerto, na Expo 98?


Foi incrível fazer a nossa estreia num palco flutuante no decorrer de uma exposição mundial, foi o que se chama começar em grande =).


Foi um pouco estranho estarmos um pouco afastados do público, mas ainda assim conseguimos contagiar o público.


Na verdade hoje quando vemos essas imagens, rimo-nos das nossas lacunas e da nossa inexperiência, mas nunca mais nos vamos esquecer foi memorável.


 


Os Kyrios foram um dos 36 artistas que participaram no projeto "Artistas por Darfur” em 2007, de onde saiu a coletânea FRÁGIL - Artistas Portugueses por Darfur. Foi gratificante participar neste projeto?


De facto a ideia desse projecto partiu do Miguel Cardoso que depois convidou um grupo enorme de artistas para cantar um hino “Frágil” e para com canções suas integrarem um cd que depois saiu. Foi muito gratificante poder chamar outros grupos de música cristã para participarem no projecto e terem assim oportunidade de mostrar os seus trabalhos e de trabalharem com outros nomes da música portuguesa como: Lúcia Moniz, os Anjos, José Cid, Fernando Tordo, etc


 


Para além desta participação, os Kyrios atuaram, por ocasião da digressão “Filhos de um Deus Maior”, no Teatro Politeama, numa ação de solidariedade a favor da associação “Ajuda de Berço”. Pode-se dizer que são uma banda dedicada às causas sociais?


Pelos valores em que sempre acreditámos e cantamos foi com normalidade que aceitámos e criámos iniciativas de apoio a causas sociais.


 


Que balanço fazem os Kyrios destes 20 anos de existência?


O balanço é altamente positivo ainda hoje passados alguns anos de paragem do projecto, há pessoas a falarem do Kyrios e a apontarem-nos como referência. A ideia de comemorarmos os 20 anos de saída do 1º disco, com o lançamento nas redes sociais é precisamente para poder dar acesso a toda a gente às canções do Kyrios que em última análise é o mais importante. Acredito que o Kyrios foi marcante de uma forma ou de outra, na vida de quem participou no projecto.


 


Quais são os vossos planos para 2016, ano em que todos os vossos álbuns serão editados em formato digital?


Além do lançamento dos discos nas plataformas digitais, pretendemos lançar um álbum com raridades, que são temas que nunca saíram em nenhum disco ou gravações diferentes. Pretendemos também divulgar através da página www.facebook.com/kyrios/ fotos inéditas, vídeos, documentos, etc.


Existe também a ideia de fazer um songbook do Kyrios com as letras todas e os acordes.


 


Podemos contar com algumas atuações dos Kyrios ao longo dos próximos meses?


Não está prevista nenhuma atuação, mas como diz o povo: o futuro a Deus pertence!


 


Muito obrigada!


 


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Wall of Love - Karetus ft. Diogo Piçarra


 


Aqui fica o videoclip acabadinho de chegar:


 



 


 


Digam de vossa justiça!

Sobre o final da série Quantico


 


Confesso...


Desde Novembro que sou uma fiel seguidora desta série, mas fiquei mesmo aborrecida com a interrupção que fizeram de cerca de 3 meses, a meio, deixando todos na expectactiva, quando a história estava a ficar cada vez melhor.


Quando recomeçaram a dar, fiquei entusiasmada, até porque a cada episódio que passava mais a minha curiosidade aguçava.


E aguçou de tal forma que, depois do episódio que vi ontem (gravado), o número 19, não aguentei mais a minha curiosidade e fui à procura do episódio final!


Aquele em que, finalmente, se iria conhecer o terrorista que todos perseguiam, aquela pessoa que poderia ser qualquer um deles, que num episódio sugeria ser uma determinada personagem mas, no seguinte, já dava a entender que poderia ser outra.


É que a série está tão bem feita, que uma pessoa nunca consegue sabr bem de que lado está cada um dos colegas da Alex, até que ponto estão ou não envolvidos com o terrorista, até que ponto estão ou não a ajudar a Alex na caça ao terrorista, e até que ponto escondem ou não algum segredo.


Eu penso que não houve ninguém de quem eu não tivesse desconfiado, num determinado momento.


E tinha as minhas preferências.


Hoje, sei quem esse terrorista é. Hoje, sei os motivos que o levaram a fazê-lo, e de que forma conseguiu planear tudo ao mais ínfimo pormenor.


Mas, confesso, estou desapontada! Preferia que tivesse sido outra personagem que não esta.


Para quem conseguir aguentar mais 3 episódios para saber tudo, não vou aqui desvendar o mistério. Para quem, como eu, já se anticipou, o que acharam desta escolha?


 


Só para terminar, parece que vai haver uma segunda temporada de Quantico! Espero bem que sim, e que nos surpreenda ainda mais do que a primeira!

Só cansaço, ou algo mais?


 


No outro dia, a propósito de uma cena da telenovela da noite, em que um jornalista sugeria a outro beber uma bebida energética, para se aguentar desperto e com energia, comentei eu com a minha filha que, também eu, andava a precisar de um Red Bull! Ou de umas vitaminas.


É que a minha energia anda mesmo muito reduzida, principalmente aos feriados e fins de semana :)


Se tiver que acordar cedo, durante a semana, ou mesmo ao fim-de-semana, e tiver várias coisas para fazer, até canso quem me vê a trabalhar, ou a andar de um lado para o outro.


Mas se me deixo dormir até mais tarde, parece que o meu botão de ignição não liga. E quando liga, o corpo anda a fazer tudo muito lentamente, em velocidade caracol!


Sabem aquela sensação de quererem que o corpo mexa, e ele não o faz? Aquela sensação de apagão total, em que os olhos ainda abriram e ponderaram assim ficar, mas logo se fecharam? Pois é assim que eu ando!


Ontem acordei, pela terceira vez nessa manhã, pouco depois das 11h. Levantei-me, para me ir deitar no sofá a ver televisão. Levantei-me do sofá para me ir sentar na cozinha a almoçar, e de lá voltei para o sofá, até às 17h. E só a essa hora é que me obriguei a fazer tudo o que tinha a fazer, e já com alguma energia.


Hoje, acordei cedo, mas sinto-me mais enérgica!


Será que vou ter que me levantar cedo todos os dias, daqui em diante, para não ser afectada pelo cansaço?


 



 

Competição é uma coisa, pura maldade é outra!


 


Tenho a ideia que nunca, em nenhum programa, um concorrente me deu tantos nervos como este!


Já tinha ficado com uma má impressão do rapaz, e até tinha comentado com o meu marido, mas ele dizia "tens que dar um desconto, são crianças"!


 


Eu continuei na minha, com a mesma ideia pouco abonatória do concorrente, que se veio a comprovar ao longo de todo este segundo episódio do programa Marterchef Júnior. E até o meu marido que, no início do programa, ainda continuava a desculpá-lo, terminou o programa com tantos ou mais nervos que eu! 


É certo que este programa é uma competição, e vence o melhor. É certo que, por muito amigos que sejam, como se costuma dizer "amigos,amigos,negócios à parte", e neste tipo de competição é cada um por si.


Mas uma coisa é competição, saudável, justa. Outra, bem diferente, é a pura maldade de algumas crianças!


E não me venham dizer que são apenas crianças. São crianças, sim. E se já são assim em crianças, como não serão à medida que forem crescendo?


 


Este concorrente pode até ser bom no que faz, mas tem a mania que é melhor que os outros, que só ele é que sabe, que tudo o que ele faz é perfeito.


Este concorrente não esconde de ninguém que está ali para ganhar, e que passa por cima de quem for preciso para o conseguir.


Este concorrente pergunta aos colegas quem é que cozinha melhor, ele ou um colega. Este concorrente apelida o adversário, de forma desdenhosa, de "chichas".


Este concorrente, deliberadamente, e quando um concorrente da outra equipa estava em apuros, passou o tempo todo a dar indicações erradas para que a receita lhe saísse mal, e teve a lata de dizer aos colegas "vamos deixar-lhe queimar a tarte"! Tanto ele como um outro colega. Não teve qualquer problema em admitir que o fez, porque não ia estar a ajudar os colegas da outra equipa. E podia até nem ajudar, mas tinha ficado calado.


Este concorrente, quando eleito capitão de uma equipa, quis fazer tudo à maneira dele, mandar em todos, e o que conseguiu foi gritar com os colegas, enervar-se, e perder qualquer respeito dos companheiros que o acusaram de não ter feito nada pela equipa. Não fosse a ajuda do chef Rui Paulo...


Ainda assim, na hora de servir a ementa à convidada especial, e com a presença de um cabelo no prato, que deveria dar logo lugar a eliminação, a equipa dele saiu vencedora.


E quando questionado sobre a vitória, ainda estava a querer ficar com os louros e o mérito!


Apesar deste comportamento nada ético e correcto da parte deste concorrente, nenhuma penalização lhe foi aplicada.


E quando o colega foi eliminado, riu-se! Tanto ele como o seu amiguinho!


 


Ah e tal, são crianças!


Pois são!


Mas o colega lesionado, também criança, soube assumir inteiramente as culpas pelo fracasso da sua tarte, desculpando os colegas que o tramaram. Uma criança que se revelou um pequeno grande homenzinho! 


E a colega, também criança, soube condenar este comportamento tão baixo!


O que só prova que há crianças e crianças, e nem todas têm a mesma noção do que é competir de forma saudável. Nem todas têm os mesmos valores. 


Talvez tenha sido, como filho único, demasiado mimado. Talvez esteja habituado a que lhe façam as vontades todas. Ou talvez seja mesmo a sua personalidade.


Mas é agora que deve ser feito algo para que, mais tarde, não se torne um adulto sem qualquer carácter.


 


Embora o programa já tenha sido gravado, só ontem é que as imagens foram exibidas. Não sei se, entretanto, os pais ou alguém ligado à produção lhes terá puxado as orelhas. Não sei se, daí em diante, o comportamento mudou. Sei que não gostaria de estar no lugar dele hoje...


E espero, sinceramente, que comece a mudar de atitude, porque não lhe vejo grande futuro, se continuar a pensar a agir como tem mostrado até aqui, não só no programa como na vida.


 


 


Ainda sobre o programa de ontem, e embora isso aconteça frequentemente aos que revelam menos capacidades, não gostei muito da atitude do Pedro Jorge em relação ao Francisco. Mas continuo a achar-lhe piada, embora não ache que consiga chegar à final, uma vez que não é muito versátil.


 


Destaco o Francisco, pela sua atitude. Mais vale um pouco de educação do que uma tarte mal confeccionada!


 


Os concorrentes que menos gosto de ver, como devem calcular, são o Gonçalo e o Tomás.


 


 


Imagem http://www.tvi.iol.pt/masterchef/


 

sexta-feira, 27 de maio de 2016

À Conversa com Berg


 


Teófilo Sonnemberg, mais conhecido por Berg, sempre teve como único sonho construir uma carreira na área da música. Ao longo de vários anos, o cantor e músico esteve na sombra de outros artistas, para quem tocava e fazia coros. Foi com a sua participação, e vitória, no programa da SIC, Factor X, que Berg assumiu, finalmente, o papel de protagonista.


 


 


 



 


Em 2014, Berg lançou o seu primeiro álbum, homónimo, onde foi possível comprovar a sua versatilidade vocal e o domínio de vários instrumentos, em temas originais, divididos entre o português e o inglês, entre os quais se destacou o single “Tell Me”.


 


 



Este ano, e depois do enorme sucesso do primeiro álbum, chega-nos “Tempo”, que estará à venda no dia 29 de Abril. “Ma Belle” é o single de estreia, numa parceria com Boss AC. O primeiro de muitos êxitos que sairão do novo álbum, totalmente cantado em português.


Berg está hoje aqui na rubrica “À Conversa Com”, para nos falar um pouco mais sobre o seu percurso na música e o novo álbum, a quem desde já agradeço a disponibilidade.


 


 


 



 


Quem é o Berg?


Sou um autor compositor.


 


Quando é que começou o sonho de construir uma carreira no mundo da música?


Aos 12 anos, no Porto, com músicos mais velhos. Durante vários anos, estive a trabalhar com diversos artistas ficando, de certa forma, na sombra dos mesmos.


 


Sente que esse trabalho foi uma mais valia para esta nova etapa em que finalmente assume o papel de protagonista?


Não, de todo, foi uma forma de ganhar dinheiro fazendo o que gosto. Estes anos todos ,só percebi o quanto perdi o meu tempo a servir outros artistas, que pouco ou nada se importam com os outros, e pude aperceber-me dos lobbys da nossa sociedade incompetente, onde toda a gente faz de conta, e trama o seu próximo. Mas o meu positivismo e trabalho levaram a melhor, pois afastei-me desse negativismo mal pude.


 


Com que artistas mais gostou de trabalhar?


Rui Veloso, Jorge Fernando, Nuno Guerreiro e Santos e Pecadores, sem dúvida.


 


Como é que surgiu a ideia de participar no programa Factor X?


Foi uma sugestão de um amigo chamado Betão, e pensei, porque não?


 


Qual foi a sensação de ver o seu primeiro álbum lançado, e com um feedback tão positivo?


Maravilhosa.


 


Ao contrário do primeiro álbum, “Tempo” é totalmente cantado em português. O que o levou a fazer esta opção?


Foi o facto de poder cantar na minha língua, antes de mais, e ter o publico também a cantar mais comigo.


 


“Ma Belle” é o single de apresentação deste trabalho, com a participação de Boss AC. Como é que surgiu esta parceria?


Como já tinha cantado o tema Princesa com o AC, foi agora a vez dele cantar uma comigo. É um grande talento e super competente.


 


Depois do sucesso de “Berg”, quais são as expectativas para “Tempo”?


Acima de tudo,quero que as pessoas gostem. Depois, era bom ter muitos concertos e vender muitos discos, é o que eu sonho e espero.


 


Onde é que vamos poder ouvir o Berg nos próximos meses?


Nas rádios, e ao vivo por Portugal inteiro, se deus quiser, pois eu quero!


Obrigado por este momento fantástico.Berg.


 


Muito obrigada!


 


Fiquem a saber mais em:


https://www.facebook.com/TeofiloSonnembergBerg/

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Croissants integrais?!

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O meu marido comprou uma embalagem destes croissants, e deu-me a provar um!


É certo que costumo comprar croissants brioche, que são mais doces, e nada têm a ver com estes. Por isso, ele achou que eu não fosse gostar muito desta novidade.


Mas até não é mau!


Na verdade, embora, sem dúvida, os outros sejam melhores, este que comi hoje ao pequeno almoço, juntamente com um chá verde, soube mesmo bem para desenjoar. E não é que uma pessoa fica saciada com ele?


 

À Conversa com os The CodFish Band

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Formada por Luis Miguel, Miguel Ros Rio, Nuno Escabelado e Pedro Kystos, os The Codfish Band intitulam-se uma “banda 100% portuguesa” que se caracteriza pela fusão de um símbolo da gastronomia portuguesa, com o clássico aperto de mão.


 


 


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“Devil’s Tongue” é o primeiro álbum da banda, que se traduz em “Rock, Rock pesado, sujo, Rock que sabe a rock”, e estará disponível em formato digital amanhã.


 


 


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Para nos falar um pouco mais sobre a banda tenho hoje aqui na rubrica “À Conversa com…” os The Codfish Band”, a quem desde já agradeço.


 


 


 



 


 


Quem são os The Codfish Band?


Os Codfish são uma banda de Cascais, terra onde o rock continua a ter um papel importantíssimo. Na voz e guitarra temos o Luis Miguel Afonso, na outra guitarra está o Miguel Ros Rio, o Nuno Escabelado no baixo e na bateria e produção está o Pedro Kystos. Como estava a dizer, ainda sofremos a influencia da catedral do Rock, o antigo e desaparecido “Dramático”.


 


Como é que surgiu a vossa banda?


A banda surgiu com o intuito de gravar umas músicas antigas em cd para oferecer no Natal à família. Esta foi a ideia inicial, claro, mal sabíamos que estávamos a acordar algo adormecido dentro de nós. Dai para a frente foi queimar etapas, nada de concertos, poucos ensaios e bora lá para estúdio gravar um cd de rock.


 


Os The Codfish são uma banda de rock. É mais fácil compor rock em inglês do que em português?


Não é uma questão de ser mais fácil, quando tentas fazer um determinado tipo de rock, daquele que sabe a rock, tem que ser em Inglês, é como fazer fado em Inglês em vez de Português, fazer fazes, mas não é a mesma coisa…


 


Quais são as vossas principais referências musicais?


É muito subjectivo, somos quatro indivíduos com gostos musicais muito ecleticos.


Mas resumindo, se cada um de nós tivesse que escolher uma banda seria, tipo, Miguel-Ac/Dc, Luís-Joy Divison, Nuno-Black Sabath, Pedro- Pantera.


E se os quatro só pudessem escolher uma, seria Led Zeppelin!


 


Como vêem, actualmente, o panorama musical português a nível de rock, relativamente a anos/ décadas anteriores?


Acho que em Portugal nunca existiram tantas bandas de rock e com tanta qualidade como agora, é engraçado que quanto mais dizem que o rock já não vende, mais bandas de rock aparecem.


 


E em termos de público, existe mais público a apreciar rock hoje, ou essa preferência tem vindo a ser distribuída por novos estilos musicais?


Achamos que existe mais público a apreciar rock, o problema é que grande parte desse público está na faixa etária dos quarentas e muitos, são doidos por rock mas o corpo já não aguenta muitos concertos ao longo do ano. Se analisarmos bem, concertos com mais de 60.000 pessoas em Portugal só bandas rock e, desses 60.000, 50.000 são os chamados “cotas”.


 


“Devil’s Tongue” é o vosso primeiro álbum. Como o caracterizam?


“Devil’s Tongue” é o nosso melhor álbum. É um cd de puro Rock, Rock pesado, sujo, Rock que sabe a rock.


 


Se vos dessem a escolher, qual seria o palco que mais gostariam de pisar neste verão de 2016?


Concentração de Faro.


 


Vamos poder contar com actuações ao vivo dos The Codfish Band ao longo dos próximos meses?


Sim, claro que sim. Estamos a preparar a nossa primeira tour, em breve sairão as primeiras datas.


 


Muito obrigada!


 


Saibam mais em https://pt-pt.facebook.com/the.codfish.band


 


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.


 


 


 

Já conhecem o Infinite Book?

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Costumo passar algumas horas no quarto da minha filha, sentada à secretária, ora a escrever os artigos para o blog e revistas, ora a fazer pesquisas, ou a passar exercícios para a minha filha fazer, ou a ajudá-la nos trabalhos de casa.


Muitas vezes, preciso de um pedaço de papel para anotar qualquer coisa, e tenho que andar à procura, ou tirar do bloco da cozinha, ou utilizar as folhas da impressora, que depois tenho que cortar em pedaços mais pequenos para aproveitar o que não utilizei.


O que é certo é que, quando preciso de ter algo onde possa escrever ou rascunhar, nunca tenho à mão. Por outro lado, utilizando uma folha para isto, outra para aquilo, mais um pedaço para outra coisa, acabo por gastar mais papel e, por vezes, esses pedaços perdem-se.


No outro dia, perguntaram-me se já conhecia o Infinite Book.


Nunca tinha ouvido falar, mas resolvi experimentar!


 


O que é o Infinite Book?


É um caderno, cujas folhas funcionam como um quadro branco, que se pode apagar sempre que se quiser, oferecendo a experiência de escrita de um quadro branco, mas que pode ser levado para todo o lado. Todas as suas páginas são reutilizáveis, e o caderno transportado para onde quisermos. 


 


Existem os seguintes modelos:



  • A6 - cor preta

  • A5 - cores preta, azul, verde e rosa

  • A4 - preto, sendo que este é pautado ou liso


Vantagens:



  • É ecológico - pode-se utilizar as mesmas folhas várias vezes, apagar e voltar a usar, evitando desperdício de papel

  • É útil para quem não dispensa um caderno para fazer rascunhos, listas, desenhos, apontamentos e muito mais 

  • Portabilidade - fácil de levar para qualquer lugar e de forma prática, atendendo ao seu peso e tamanho

  • Resistência - as folhas brancas têm uma grande resistência ao tempo, mesmo depois de constantemente apagadas e reutilizadas


 


Eu mandei vir em tamanho A5, rosa, liso. Veio acompanhado de um marcador próprio para se escrever no mesmo, que tem uma borracha própria na extremidade.


É recomendado que se apague o que escrevermos ao fim de uma semana, para manter a boa qualidade das folhas.


Depois de escrevermos, devemos esperar no mínimo 8 segundos, antes de apagar.


Ao apagar com a borracha do marcador, é possível que fiquem manchas na folha, mas estas podem ser eliminadas com um pano húmido, lenço de papel ou utilizando um kit de limpeza próprio, que se compra à parte.


 


 



 


O Infinite Book tem dado imenso jeito! Está lá na secretária da minha filha, e estamos constantemente a utilizá-lo!


 


E por aí, já conheciam?


 


 


Mais informações sobre o InfiniteBook - aqui


 

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Becas: Resultados das Rifas Solidárias

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E as vencedoras foram:


 


Chic'Ana - A Linguagem das Irmãs


Cantinho da Casa - Júlia: Afinal, Existem Príncipes Encantados


Pandora - A Conspiração dos Antepassados


Ana CB - Cozinhar, Celebrar e Partilhar


 


Aqui ficam os sorteios:


 


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That's Life, de Rodrigo Leão ft. Scott Matthew


 


 


Rodrigo Leão, em colaboração com Scott Matthew, vai lançar em Setembro um álbum conjunto. Em Novembro, os dois artistas irão partir numa digressão mundial.


A colaboração entre estes dois artistas já tem cerca de 5 anos.


Rodrigo Leão conheceu Scott Matthew em 2011, quando este aceitou o seu convite de participar no álbum “A Montanha Mágica”.


Scott deu assim voz à canção “Terrible Dawn”, abrindo assim caminho a uma série de outras colaborações com Rodrigo Leão em concertos e em estúdio.


 


“Terrible Dawn” e, mais tarde, “Incomplete” provavam mesmo que existia uma química especial entre Rodrigo Leão e Scott Matthew. 


De um lado um compositor português com os olhos postos no mundo, do outro um cantor australiano a viver em Nova Iorque. Mundos tão afastados e, porém, tão próximos. 


Aos poucos os dois músicos foram partilhando melodias e versos, trocando ideias que resultam agora neste álbum conjunto, que será lançado simultaneamente em Portugal e em Espanha. 


 


“That’s Life” é o primeiro single desse álbum, e videoclip estreia hoje. 


Gostam do tema?

À Conversa com Eugénia Melo e Castro

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Maria Eugénia Menéres de Melo e Castro, mais conhecida por Eugénia Melo e Castro, dispensa apresentações!


Verdadeira embaixatriz portuguesa em terras brasileiras, Eugénia conseguiu reunir, ao longo de mais de três décadas, duetos e parcerias com alguns dos maiores nomes da música brasileira, como Milton Nascimento, Tom Jobim, Caetano Veloso, Gal Costa, Ney Matogrosso, Chico Buarque e Adriana Calcanhoto, entre outros.


Mas não foi só pelo Brasil que Eugénia conseguiu colaborações de grande qualidade musical. Também por cá, esta artista uniu-se a artistas como Sérgio Godinho, Jorge Palma ou Fausto.


 


 


 


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Apesar de ter estudado artes gráficas, cinema e fotografia, e de ter tido algumas experiências como atriz em teatro e cinema, e como autora e produtora musical, compositora e apresentadora em televisão foi, talvez, na música que a filha dos escritores E. M. de Melo e Castro e de Maria Alberta Menéres mais se distinguiu, e se deu a conhecer a partir de 1980.


 


 


 


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No passado dia 13 de Maio, Eugénia Melo e Castro lançou, nas plataformas digitais, uma coleção que reúne alguns dos seus grandes êxitos, incluindo “Conversas Com Versos”, da autoria de sua mãe, Maria Alberta Menéres, e ainda “Paz”, “Ao Vivo em S. Paulo”, ”Desconstrução”, “Dança da Luz”, “Dança_da_Lua.doc.2004”, “Motor da Luz”, “Recomeço” e “Lisboa Dentro de Mim”.


Para nos falar um pouco mais sobre estes 35 anos de carreira, é ela a convidada de hoje da rubrica “À Conversa com…”, a quem desde já agradeço a disponibilidade!


 


 


 


 


 


Eugénia, começo por perguntar: como é que surgiu a sua paixão pela música?


A música sempre foi a linguagem mais importante para mim, desde criança. Ouvia-se muita Música Clássica lá em casa, muito Jazz, ao mesmo tempo que se cantavam as modinhas populares, enfim, havia sempre música ao meu redor. Depois veio o Rock, o Pop, os Beatles, e a música brasileira, não tinha como escapar do assombro de ouvir a língua portuguesa cantada com tanta melodia e ritmo, e tão bem... Música é o meu alimento, mesmo que não se tornasse no meu trabalho, mais tarde, seria sempre fundamental e natural. Assim como a leitura, e a escrita.


 


De entre as várias áreas que teve oportunidade de experimentar, nomeadamente, teatro, cinema e televisão, qual a que mais a fascinou?


Gostei de tudo pois adoro experimentar outras linguagens, mas onde me encontro melhor e mais madura é na música, adoro desafios e experiências, mas a Música falou sempre mais alto, junto com a Literatura.


 


Ao longo da sua carreira musical, a Eugénia fez duetos com artistas bem conhecidos de todos nós, tanto portugueses como brasileiros. Consegue eleger um que a tenha marcado de uma forma especial?


Todos os momentos foram e são especiais, trabalhar e compor e cantar com todos os músicos que trabalhei e trabalho, é sempre uma emoção. Seria incapaz de referir um em particular, todos são muito importantes para mim. Em cada momento foi uma sensação nova e única.


 


Se tivesse oportunidade de escolher um artista que admire, desta nova geração de músicos, para um dueto, sobre quem recairia a sua escolha?


Em Portugal adoraria cantar com o Rodrigo Leão, acho ele muito muito bom, e no Brasil com o Lenine, ou com a Céu.


 


A Eugénia é considerada uma “embaixatriz portuguesa em terras brasileiras”. O Brasil é a sua “segunda casa”?


É a segunda casa sim, tenho crise de abstinência quando fico mais de 3 meses sem ir ao Brasil, e depois o mesmo acontece quando estou lá, tenho de vir para Portugal. Isto repete-se há 35 anos, estou numa armadilha que eu mesma criei para mim...(rsrs)


 


Que balanço faz destes 35 anos de carreira musical?


Balanço mas não caio.....


 


No passado dia 13 de Maio foi lançada, nas plataformas digitais, uma coleção de 9 cds que reúne alguns dos seus grandes êxitos. Como é que surgiu a ideia de lançar esta coleção?


Eu acho muito importante e impensável não ter a minha discografia completa nas plataformas digitais, hoje em dia é como um espécie de arquivo vivo. Por isso batalhei para completar o que já estava nessas plataformas, para ter o mais possível a minha discografia acessível online.


 


Foi difícil escolher os álbuns que fariam parte da coleção?


Estou a escolher TODOS, a ideia é colocar online tudo o que gravei.


 


Que sonhos/ projetos a nível musical gostaria ainda de ver realizados? O que é que ainda falta à Eugénia fazer?


Eu queria tocar viola, guitarra, e estou a aprender... reaprender, na verdade... pois tenho "aqui dentro" umas coisas que quero ser eu a fazer e a mostrar. Tipo começar uma outra coisa. E tenho o PAZ 2 em andamento, autoral, já quase pronto para gravar, com o mesmo parceiro e produtor Eduardo Queiroz, e tenho um cd pronto que eu apenas canto e é uma verdadeira surpresa...e no mais...


 


O lançamento desta coleção trará com ela algumas atuações da Eugénia ao vivo?


No mais... é isso mesmo, eu queria mesmo era sair por aí e fazer shows e cantar sem parar... ao vivo... em Portugal. Isso sim, seria muito bom. Já pedi aos céus um bom empresário de shows...


 


Muito obrigada!


 


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.


 

terça-feira, 24 de maio de 2016

Terror na Maternidade, de Rosana Antonio


 


O novo livro de Rosana Antonio, "Terror na Maternidade", será apresentado no próximo dia 3 de junho, sexta-feira, às 19.30h, na Asociação Meleca, situada no Largo de Santa Marta, Parque de Santa Marta, loja 03, na Ericeira.


 



"Terror na Maternidade relata experiências por quais nenhuma mãe deveria passar.


Uma série de histórias verídicas, que a autora recolheu e selecionou através de testemunhos de mulheres que sofreram maus-tratos na hora do parto.
Várias denúncias, casos mal-resolvidos, tragédias e revoltas, numa obra literária densa, que convida-nos a vestir a pele dessas mulheres que, por estas páginas, lamentam terem tido um momento tão sublime de suas vidas destruído pela falta de competência e humanidade de alguns profissionais(?) de saúde de hospitais e maternidades portuguesas."



 


Alguém por aí já passou por uma experiência deste género?


 


Deixo-vos aqui olink de uma entrevista que a autora deu, onde fala sobre esta obra e a temática que lhe deu vida:


https://www.youtube.com/watch?v=bJx_Xif_gPo&feature=youtu.be

A Felicidade Nunca Vem Só


 


O último romance de Nora Roberts traz-nos aventuras que nem todos estariam dispostos a experimentar, nem mesmo pelo tesouro mais valioso que pudessem alcançar.


Mas, antes de mais, tenho que destacar a personagem feminina, Whitney MacAllister. Penso que todas as mulheres, incluindo eu, gostariam de ser como a Whitney desta história. Porquê?


Ora vejamos:



  • é uma mulher extremamente inteligente e sempre atenta, nunca deixando que lhe passem a perna ou a enganem

  • é linda e elegante

  • é simpática, extrovertida e amável com todos

  • é sensível, muito humana e generosa com quem merece

  • é extremamente ágil, hábil, desenrascada e prática

  • é rica, filha do dono do império dos gelados MacAllister, tem dinheiro que nunca mais acaba e nem sabe o que fazer com ele, e está profissionalmente realizada

  • tem um humor extraordinário, mesmo nas situações mais extremas


 


Será suficiente?!


 


Ora bem, voltando à história do livro, Whitney tinha acabado de chegar de uma das suas muitas viagens, e dirigia-se para casa, no seu Mercedes, aborrecida com a vida que tinha e com o pensamento naquilo que gostaria de viver quando, de repente, lhe entra um homem no carro, e começa a ouvir o som de tiros, e balas a tentarem atingi-los.


Esta é a oportunidade de Whitney viver uma aventura, aquela que tanto desejava, e aproveita a oportunidade, sem receios nem hesitações.


O homem misterioso é Doug Lord, um ladrão profissional contratado que tem na sua posse documentos valiosos, que podem levá-los até ao tesouro mais cobiçado, e que está a fugir de quem o contratou e da morte certa, para iniciar esta caça ao tesouro e nunca mais ter de se preocupar com nada na vida.


Assim que conseguem despistar os perseguidores, Whitney leva o ladrão para sua casa, faz-lhe um curativo e decide ajudá-lo. E Doug até poderia aceitar a sua ajuda financeira, ou simplesmente roubá-la, e fugir. Mas, a partir do momento em que entrou no carro de Whitney, colocou-a automaticamente em perigo.


Agora, serão dois a ter que fugir e embarcar numa aventura que envolve assassinos sem dó nem piedade, capazes das piores atrocidades, caminhadas de quilómetros e acampamentos na floresta, ou debaixo de um sol escaldante, saltos de comboios em movimento, rios cheios de crocodilos e, até, um porco! 


Mas esta aventura precisa de investimento, e Whitney leva consigo, além da carteira com dinheiro e cartões de crédito, um caderninho onde vai apontar cada cêntimo que está a gastar, para que Doug lhe pague tudo no fim, afinal, ela é também uma mulher de negócios!


Ao longo de toda a história, os perseguidores não vão dar tréguas a este par, seguindo-lhes sempre o rastro bem de perto, apesar de Whitney e Doug, por diversas vezes, lhes trocarem as voltas. Pelo caminho, muitos inocentes vão perder a vida.


No entanto, Doug e Whitney não desistem, e seguem em frente. O que os une é uma caça ao tesouro, um investimento a ser recuperado, mas também um sentimento que cresce entre ambos. Primeiro atracção, depois admiração e, por fim, amor.


Só que Dimitri, um homem nojento e perverso, não vai facilitar a vida a este casalinho e, na primeira oportunidade, faz de Whitney sua prisioneira.


Conseguirão Doug e Whitney escapar a Dimitri com vida? Conseguirão descobrir o tesouro?


Terá valido a pena tanta ambição e desejo de aventura, ou qualquer vida é mais preciosa que um punhado de diamantes? 


 


Mais um livro que não me desiludiu!


O que mais destaco é, de facto, a relação entre as personagens principais ao longo de toda a história, e o humor presente do início ao fim.


Considero apenas como ponto negativo as extensas descrições, e o excessivo tempo que demorou esta excursão até Madasgáscar, que torna algumas páginas mais aborrecidas.


Ainda assim, para quem gosta da autora e do género, eu recomendo!

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Masterchef Júnior - Este miúdo é o máximo!


 


"Você está nervoso?" - perguntou Pedro Jorge ao chef Miguel.


"Eu não, e tu? - responde o chef Miguel.


"Eu também não!"


 


 


Este miúdo pode até não ganhar o programa, mas parece-me que já terá conquistado os portugueses pela sua forma de ser e estar! O que eu me ri com as suas saídas e o seu à vontade!


 


Foi a primeira vez que vi o programa, por insistência da minha filha, até porque um dos colegas dela participou no mesmo.



 


Gostei de ver. Diverti-me com alguns dos concorrentes, fiquei parva com a técnica que têm e por falarem de termos que desconhecia completamente, e que prova que são melhores cozinheiros que muitos adultos (eu incluída).


Só me questiono se algumas destas crianças estarão psicologicamente preparadas para este tipo de competição, pela forma como vivem esta experiência, e encaram a eliminação.


Independentemente do que acontecer, têm mais é que continuar a cozinhar, não por obrigação e sob pressão, mas por prazer, a aperfeiçoarem as suas técnicas, e quem sabe um dia não chegam a chef, mesmo que nunca tenham ganho qualquer concurso televisivo!


 


Força mini masterchefs!


 


Imagens www.tvi.iol.pt/ 


 

San Andreas - o filme


 


Se há filme capaz de captar toda a minha atenção é um que esteja relacionado com qualquer catástrofe natural. Vulcões, tsunamis, tornados, terramotos e afins, são argumento mais que suficiente para eu gostar de um filme, e San Andreas não fugiu à regra. 


Desde que vi a apresentação do filme que estava na minha lista de filmes a ver. Era para alugar, mas como passou na tv, optámos por gravar.


Ontem, cheia de vontade de me sentar no sofá e ver um bom filme, foi o dia!


 


 



 


O filme começa logo cheio de acção, com Ray, um bombeiro e piloto do Departamento de Resgate e Segurança de Los Angeles, numa operação de salvamento de uma jovem que, após um abalo sísmico, foi atirada para um precipício, do qual estás prestes a cair.


Logo em seguida, a acção passa para a barragem Hoover, localizada entre os estados de Nevada e Arizona, nos EUA, no rio Colorado, que é completamente destruída pelo sismo que ocorre no momento em que dois cientistas testam um módulo, que permite prever terramotos com antecedência.


E, enquanto na barragem um dos cientistas perde a vida, após salvar uma criança da morte certa, a ex-mulher de Ray tenta salvar-se do prédio onde se encontra, e que está a ruir.


 


 



 


Por outro lado, e com base neste avanço conseguido pelos cientistas, Lawrence percebe que este sismo foi apenas o início da catástrofe, e que irão haver novos sismos, com intensidade ainda maior, e que São Francisco será a zona mais crítica. A culpa é da falha de San Andreas, uma falha geológica que se prolonga por cerca de 1290 km através da Califórnia, que marca o limite de encontro entre duas placas tectónicas - a Placa do Pacífico e a Placa Norte-Americana, e famosa por produzir grandes e devastadores sismos.


E é por isso que, numa emissão em directo, avisa a população do que aí vem, e aconselha a todos a fugirem para bem longe, ou protegerem-se da melhor forma que puderem.


 


 



 


Ray consegue salvar Emma e, juntos, após receberem um pedido de ajuda da sua filha que está, precisamente, em São Francisco, decidem partir para lá e tentar resgatá-la. Mas o cenário devastador que encontrarão pelo caminho não lhes vai facilitar a vida.


 


 


 



 



 


Em São Francisco, Blake, Ben e Ollie tentam escapar como podem da destruição que os rodeia, e chegar ao ponto mais alto que conseguirem, agora que está em iminência um tsunami, na sequência do sismo.


 


 




 


 


E Ray poderá mesmo não chegar a tempo, e perder, pela segunda vez, uma filha. É que já no passadoele tinha sido incapaz de salvar a outra filha do casal, de morrer afogada. Agora, tudo pode voltar a repetir-se...


 



 


Um filme cheio de acção, do início ao fim, que nos faz suster a respiração e temer o que ainda virá por aí. Com alguns clichés, é certo, mas nada que me incomode minimamente. 


Muitas críticas negativas têm sido feitas a este filme. Eu não sou especialista em avaliação de filmes e, como se costuma dizer, gostos não se discutem.


Para mim, é um grande filme, gostei, e via outra vez!

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!