E conforme comentei aqui, digo-vos que frases como as que a actriz em causa proferiu durante a encenação, e que outras pessoas naquela paragem também apoiaram ou acrescentaram não se destinam, exclusivamente, a casais do mesmo sexo!
Que o dígamos eu e o meu marido, que já tivemos o (des)prazer de passar por situações parecidas.
A diferença é que, enquanto casal heterosexual aceite por unanimidade e sem qualquer receio, acabámos por nos rir da situação, o mesmo não acontece relativamente aos casais homossexuais, que têm que enfrentar um mundo que teima em apontar armas contra eles, sem grande apoio da sociedade em geral e, muitas vezes, da família e amigos, em particular.
A primeira situação ocorreu, precisamente, numa paragem de autocarro!
Estávamos eu e o meu marido à espera do autocarro e, à falta de melhor coisa para fazer, íamos conversando, agarrados um ao outro, e dando uns beijos. Uma senhora que lá estava ficou escandalizada e começou a comentar com as outras oseu desagrado. Mas nunca, em nenhum momento, nos interpelou. E nós, ouvimos e nem ligámos.
A segunda situação foi no metro, estava eu, o meu marido e a minha filha. Eu e aminha filha num banco, e o meu marido e outra senhora em frente a nós. De vez em quando, beijavamo-nos e a senhora começou a "falar alto consigo própria" que não havia respeito, que tínhamos ali uma criança, e coisas do género.
Quando ela saiu, rimo-nos! Porque não estávamos a fazer nada de mal. Afinal, éramos um casal.
Concordo que existem casais que abusam na demonstração e manifestação dos seus desejos e sentimentos, e que isso seja incómodo para quem está ao pé deles e é "obrigado" a assistir. Existem casais que têm necessidade de se exibir para os outros, de mostrarem ou provarem alguma coisa a alguém. Sejam eles homo ou heterossexais.
Não me revejo nesse tipo de casais até porque, embora o meu marido seja mais expansivo em público, eu gosto de ser mais discreta,e considero que não temos que mostrar ou provar a ninguém aquilo que sentimos, e que só a nós dois diz respeito.
No entanto, as pessoas tendem a cair em extremos, e criticar meros abraços ou beijos como se estivessemos a expôr às mesmas toda a nossa intimidade. Pessoas essas que, por vezes, até fazem ou já fizeram bem pior, e vêm agora mostrar-se muito puritanas.

Cada um é como é e ninguém tem nada a ver com isso. Se se sentem incomodadas, afastem-se. Se não aceitam, pelos menos não critiquem. Se não conseguem ficar caladas ou indiferentes, dirijam-se às pessoas com respeito. Se não conseguem compreender, conversem, e não julguem.
E, se não têm nada de útil para dizer, mantenham-se caladas que é o melhor que fazem, e deixem os outros viver a sua vida!
Assim é que é Marta. Se não vivem deixem viver!
ResponderEliminarExcelente texto.
ResponderEliminarBem escrito, sensato.
Parabéns, pelo merecido destaque.
Muito obrigada!
ResponderEliminarPela visita e pelo comentário :)
Mesmo, até porque a vida é muito curta para desperdiçar com pessoas destas.
ResponderEliminarE elas próprias não a deviam desperdiçar a falar e criticar os outros.
Há ainda tanto preconceito e tanto desamor... mais grave que o preconceito quanto a mim...
ResponderEliminarus4all.blogs.sapo.pt
http://facebook.com/us4all/
Também é verdade.
ResponderEliminarMarta, eu não sou nada de manifestações exageradas de beijos e carícias, em público, já vi coisas por de mais provocadoras, entre adultos heterossexuais.
ResponderEliminarO mais que faço nestas situações, não olho, e ponto final.
Óbvio que na sua situação, um beijo trocado, até eu já o fiz, mas apenas e só isso.
Gostei deste seu post, discreto e as imagens são deliciosas.
Obrigada!
ResponderEliminarHá uns bons anos atrás, uma amiga minha estava constantemente com o namorado aos beijos e a agarrarem-se num grande "marmelanço" em público, como se com isso quisessem mostrar que o amor deles era infinito, e estranhavam que nós não tivessemos essa forma de estar. Ao fim de uns dias, foi cada um para seu lado! Lá se foi o amor.
Sendo minha amiga, poderia até ter-lhe chamado a atenção, em privado.
Mas perante estranhos, o melhor a fazer é mesmo não olhar, se não queremos ver. E seguir o nosso caminho.
Já agora, andar nu, também não é expor uma forma de se mostrar toda a nossa intimidade :/
ResponderEliminarPor favor, vão a um site de aluguer de motéis e arranjem um quarto, porque, " cada um é como é e ninguém tem nada a ver com isso. Se se sentem incomodadas/os, afastem-se. ", é só e apenas, mais um cliché .
Muito obrigada pela sua visita, e por ter deixado aqui a sua opinião.
ResponderEliminarMas ó marta-omeucanto, a minha opinião, foi mais pejorativa do que favorável :)
ResponderEliminarEu acho que a sua citação ( cada um é como é e ninguém tem nada a ver com isso .. e mais etc.. ), é só e apenas, mais um cliché igual a, " gostos não se discutem .. ".
Para quem gosta de marmelos, sou a favor de se arranjar um quarto para esse mesmo fim, pois ninguém é obrigado ver de forma gratuita, esse tipo de sem-vergonha .
Ninguém anda na rua nu/a em pêlo, só porque se ache, que ninguém vai julgar ninguém :)
O que eu pretendi dizer com essas afirmações foi que cada pessoa tem o direito à sua orientação sexual, e que as pessoas não devem logo atacar e criticar só porque não compreendem ou aceitam as escolhas dos restantes.
ResponderEliminarDa mesma forma, há que haver conta, peso e medida nas demonstrações de amor em público (seja qual for a orientação), mas existem pessoas que implicam com os outros a troco de muito pouco.
Quanto à sua opinião, é tão válida sendo pejorativa ou favorável. Eu não escrevo para que todos concordem com o que eu digo, mas para que expressem os seus pontos de vista sobre a questão, ainda que discordem daquilo que digo.
Daí ter-lhe agradecido a visita e o comentário.
Eu tenho que ser sincera, não tenho nada contra manifestações de afeto e tenho tudo contra manifestações sexuais. Um beijo não precisa de ser um "linguado" à frente de toda a gente. Um abraço, não precisa de ser um amasso total, que mais parece feito por um polvo... Apetece dizer: "arranjem um quarto" ;) E isto vale para pessoas, independentemente do sexo em questão.
ResponderEliminarAté porque uma pessoa, se está sozinha, fica com inveja ;)
Pelo que percebi, e corrige-me se eu estiver errada, tu e o teu marido trocam um ou dois beijinhos publicamente com conta, peso e medida, logo não vejo mal nisso de todo. Também não gosto muito daqueles "casais-lapa" o que pelo que li não me parece ser o vosso caso. Infelizmente há pessoas que não podem ver nada sem tecer qualquer comentário pejorativo, mas é continuares a fazer como fazes e não ligar
ResponderEliminarNeste momento já quase nem existem momentos para isso!
ResponderEliminarCom horários trocados, os únicos momentos em que saímos à rua juntos é para ir às compras, cada um num corredor diferente!
Sim, também não gosto muito de ver esses casais lapa que só falta "comerem-se" ali à frente de toda a gente. Mas também penso que o mais certo era ignorar, e não atacar.
Eu, apesar de não gostar, quando vejo ignoro, não me meto a mandar bitaites, estamos num país livre e cada um faz o que quer
ResponderEliminarConcordo!
ResponderEliminarAí está uma boa diferenciação.
Pois, também sou assim.
ResponderEliminarMas até nem tenho nada contra interpelarem as pessoas, desde que com respeito, e não numa de atacar.
A propósito deste programa, relativamente ao casal masculino, achei muita graça a uma senhora que estava lá na paragem, que começou a falar com eles normalmente, a dizer que eram jeitosos e que havia tantas miúdas que eles podiam namorar, e que até achava que ser homossexual era uma doença que tinha cura. Apesar de não compreender ou aceitar, em nenhum momento foi mal educada para eles.
Eu honestamente não gosto muito que interpelem dessa maneira, ou de qualquer outra, há tanta coisa má que se vê para aí e que a maioria "come e cala", mas a realidade é que não somos todos iguais!
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