terça-feira, 12 de julho de 2016

Manuais escolares - uma renda adicional


 


Ainda há pouco terminou um ano escolar e já estão à venda os manuais escolares para o próximo ano lectivo.


Os preços são elevados e deixam qualquer família de olhos em bico, e revoltadas com o valor que terão que pagar, principalmente se tiverem mais que um filho a estudar.


É que, se os alunos do 1º ciclo tem os manuais escolares oferecidos, o mesmo não se pode dizer dos 2º e 3º ciclos.


E, mesmo assim, vêm logo não sei quantas críticas e pessoas que estão totalmente contra a oferta ou gratuitidade dos livros. Porquê?


Porque as editoras vão à falência, porque as livrarias vão fechar se não puderem contar com o dinheiro dos livros, porque não sei quantas pessoas vão ficar desempregadas!


Sim, porque todos sabemos que a venda de manuais escolares é um grande negócio que interessa a muito boa gente não perder! Sobretudo, quando todos os anos saem manuais novos, que impedem a reutilização dos anteriores pelos novos alunos.


 


O ensino deveria ser, como está previsto, gratuito para todos, e isso deveria incluir os manuais escolares, ou alternativas.


Também estive a ver os livros que vou ter que comprar para a minha filha, e passam dos 300 euros! Não se admite! Se juntarmos a isto o material escolar, e tudo aquilo que os professores vão pedindo ao longo do ano, quem vai à falência, ainda antes das editoras e livrarias, são os pais.


Mas, para o governo e para aqueles que têm interesses, isso é um mal menor.

2 comentários:

  1. Não me lembro destas polémicas quando andava na escola e os meus pais não eram abonados. Estão os livros mais caros? Se calhar herdavamos um ou outro dos irmãos mais velhos mas lembro-me sobretudo de livros novos.
    Quando vivi em Paris, estava no 10º ano, a maior parte das pessoas ia a lojas de livros usados abastecer-se para os filhos. Era uma coisa natural, não tinha a ver com o fato das pessoas terem ou não dinheiro, todos faziam aquilo.
    Não percebo porque chegámos a este ponto.

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