segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O final de Coração d'Ouro

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Desde que anunciaram a telenovela Coração D'Ouro que a mesma me captou a atenção e foi prendendo a cada episódio que passava. Já sabemos como são, de uma forma geral as novelas - um começo empolgante, vários meses a empatar, e um final a despachar nos últimos dias. Com isso já contava. Mas não com este final (foi mesmo o final, certo?) que conseguiu, em pouco mais de meia hora, deitar por terra meses e meses de trabalho!


Esta última semana foi um completo descalabro, em que dei por mim a pensar: devo ter perdido algumas cenas, porque isto parece que levou aqui uns cortes pelo meio, e que eu perdi alguma coisa pelo caminho, que faça a ligação.


Ainda assim, aguardava avidamente o desfecho deste excelente telenovela. E foi para esquecer! Acho que não me lembro de um final tão mal conseguido.


 


 


Relativamente a personagens secundárias, mas que tiveram relevância para a história, gostava de ter visto mais:


 


Maria Helena - a traficante perigosa que acaba presa, traída pelo próprio filho. Merecia um julgamento e uma condenação semelhante àquela a que o seu ex-marido foi condenado. Ou então conseguir safar-se, sair e retomar o negócio.


 


Tiago/ Raquel - o irmão justiceiro e a irmã problemática. Aqui, o Tiago levantou-me algumas questões. De que lhe serviu o sentido de justiça? De que lhe serviu aquele acordo com a polícia? Valeu a pena? É que a pessoa com quem ele mais se devia preocupar, acabou por pagar pelos seus actos de justiça. O que era realmente mais importante - ver a mãe presa, ou deixar a mãe com a vida dela e preocupar-se com a irmã, que era a maior vítima naquela família? É certo que ele fez o que fez para poder tirar a irmã da clínica. Mas, no final, a mãe foi presa, ele teve que desaparecer, e a irmã, sozinha, viu o seu estado piorar e teve que voltar para a clínica, sem ninguém que olhasse por ela.


 


Laura - a jornalista que sofria de E.L.A. Gostava de ter visto esta doença mais aprofundada e, quem sabe,uma Laura mais afectada pela doença agora no final. 


 


Helder - gostava mesmo que o Helder tivesse ficado com a Beatriz, por quem sempre foi apaixonado. Mas arranjaram outro par para ela, por isso, gostava de o ver encontrar uma nova musa ou até, quem sabe, a assentar.


 


 


E em relação às personagens principais:


Henrique/ Sofia - o Henrique morre às mãos da filha e pronto. Muito fraco. Preferia ter visto o Henrique morto pela Sofia, depois de descobrir mais uma traição, e esta a ficar com os milhões da Maria Helena, ao lado de um homem do seu nível. Esta morte do Henrique foi muito "sem sal".  


 


Teresa/ Benedita/ Duarte - gostava de ter visto as irmãs presentes no lançamento do novo vinho, e com maior destaque.


 


 


E no que ao último episódio, propriamente dito, diz respeito, que a história tivesse acabado com a Catarina a morrer, ainda se compreendia. Porque, no fundo, tudo acaba com a morte. É ali o fim. O fim de todas as maldades que ela cometeu. O fim de todos os ódios, ressentimentos, mágoas. Mas não!


Para além de perderem uma boa parte do episódio com cenas da Sandra e Ruben, e Vítor e Fernanda, com a vitória do Cedofeita e a celebração, não mostraram sequer uma única cena da Maria, que era uma das personagens chave da novela. Mostraram o Luís, numa conversa ao telemóvel, mas não foram capazes de fazer uma única cena com a Maria, nem que fosse a comentar a sentença da filha. 


E quando achamos que a telenovela está prestes a fazer um intervalo antes das cenas finais, numa cena em que a Beatriz e o Tiago se reencontram e se beijam, aparece a palavra "FIM"!


A sério?! De todas as personagens e cenas que podiam ter gravado, decidem acabá-la com a Beatriz e o Tiago? Que raio de final foi este? Enganaram-se no guião?


 


 


 


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Por último, o tão aguardado final da Catarina: uma mulher que passa uma novela inteira a cometer crimes e nunca é provado nada contra ela. De repente, mata o pai e dali a pouco já está a ser presa! Será que a justiça em Miami é ultra rápida, ou é em Portugal que está totalmente parada? Gostei da condenação à morte, mas queria ter visto algo menos rápido, e mais trabalhado. E, como já disse, gostaria que tivesse sido a cena antes do "FIM".


 


O público merecia melhor que isto. A própria telenovela merecia um final à altura.


Que desilusão, o final com que nos brindaram!


 


 


Imagens sic.sapo.pt

5 comentários:

  1. Boa tarde Marta. É engraçado que também achei a morte do Henrique sem "guerra". Esperava como a cena da jornalista quando matou o juiz. Tenho a mesma opinião quanto à Laura nem que fosse para conhecermos a doença. O Hélder fazia-o a encantar-se com uma nova estagiária com futuro promissor. Mas as nossas novelas são assim, começa muito bem, imagens magníficas e depois acaba atabalhoadamente. Mais a mais eu tenho família no norte e já lá estive por isso foi um recordar e um mais perto da família. Bjs

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  2. É isso e a mania de, ainda uma novela não acabou, começarem outra.
    As paisagens do Douro e dos Açores eram lindas :)
    Acho que deveriam um dia destes fazer uma telenovela aberta, em que era o público a votar no desfecho que queria para cada personagem.

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  3. Ainda me lembro aqui há uns bons anitos ver um programa que aliás era brasileira que havia dois desfechos e consoante as votações fazia-se o seu final. Pois esqueci-me de referir as paisagens dos açores. Depois dê-(nos) notícias das suas(nossas) fofuras Becas e Amora.

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  4. A estratégia de passar os últimos episódios intercalados ficou uma confusão e não percebi como acabaram muitas personagens.

    Gosto do novo look do teu blog ;)

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  5. Obrigada :) Foi só mudar a cor e a imagem para um look mais outonal.

    Pois, primeiro dava a seguir à outra, depois houve um dia em que deu primeiro, e nos seguintes dava pelo meio, e anunciava quase metade antes para depois voltarmos a ver.

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