segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Como é que ela consegue?!

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Segunda-feira de manhã:


Levantar cedo, despachar parte das coisas e levar a filha à escola, já em cima da hora. Voltar a casa, tratar do resto das coisas e seguir para o trabalho, a acelerar.


Quando estou a chegar ao destino, já cansadíssima da correria e caminhada ainda antes das 9h, deparo-me com uma mãe, a passear calmamente com a sua filha, sem pressas, como se tivesse todo o tempo do mundo! 


E se calhar tem!


Também gostava de poder disfrutar dessa calma matinal, nem que fosse só de vez em quando...

A Tua Cara Não Me É Estranha - 2ª gala

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E o prémio para a melhor imitação vai para Bárbara Branco!


Pois. Certo. Ela é apenas a convidada. Mas foi a imitação que mais gostei e a que mais se pareceu com o original, neste caso a Jessie J, tanto fisicamente como em termos de voz.


 


Quanto aos concorrentes, destaco pelas semelhanças físicas:


Marta Andrino, como Katy Perry


Sérgio Rossi, como Michael Bolton


 


Pelo boneco e imitação geral:


Darko


Maria Sampaio


 


Melhor que na gala anterior:


Jorge Mourato


Carolina Torres


Melânia Gomes


 


Pior que na gala anterior:


David Antunes - tenho a sensação que ele estava a cantar como David, e não como Tracy


 


Esta coisa do Treinador Vip:


A sério que, no meio de tantos bons artistas nacionais, tinham mesmo que ir buscar a Romana?


 


Sobre o programa em si, e o formato:


Não existem critérios específicos nem bem definidos, nem tão pouco isenção ou justiça na hora de votar.


 


Sempre tive em boa conta o Luís Jardim, mas os comentários dele neste programa deixam muito a desejar.


 


A Alexandra enrola e fala de tudo menos daquilo que interessa.


 


O José Carlos parece um gravador em modo repeat.


 


O facto de o programa ser gravado num dia, e transmitido noutro, não permite a votação do público que, neste caso, faria todo o sentido, nem que fosse numa percentagem de metade. Isso faz com que o programa mais pareça uma reunião de amigos que se juntaram para brincar às imitações, e em que o público é um mero espectador sem qualquer voto na matéria. Não me agrada muito. Principalmente quando, noutros concursos em que é primordial os votos serem dados por pessoas da área, deixam as decisões na mão do público.


 


 


Imagem TVI Player - Iol


 

The Voice Portugal - a terceira ronda de batalhas

Não poderia deixar de salientar, mais uma vez, as injustiças que vão sendo cometidas pelos mentores nas escolha dos elementos para as batalhas, na hora de salvarem ou não os concorrentes, e também para algumas atitudes nada bonitas de certos concorrentes nesta ronda de batalhas.


 


As batalhas mais injustas:


 



Inês x Ana Rita/ Marta/Flávia - Venceu o trio. A injustiça começa logo na hora de juntarem um trio a competir com uma única pessoa. Mas se as regras o permitem, adiante. Partindo a Inês em desvantagem, ainda assim soube ouvir, de acordo com as palavras do próprio mentor, todos os conselhos e colocá-los em prática. O mesmo não se pode dizer do trio. À excepção da menina do meio, que se destacou a cantar e foi a única a tentar interagir com a Inês, as outras fizeram de conta que a Inês não estava ali. A Flávia ficou mesmo de costas para ela, tal como nos ensaios. Nunca gostei deste trio, confesso. Ainda assim, das três, salvava a menina do meio. Tendo em conta a batalha em si, a Inês merecia passar por aquilo que, sozinha, conseguiu mostrar.


 


 



 


Ana Rita x Cristina - Venceu a Cristina. Não tenho nada contra a Cristina. Acho que é uma justa vencedora, porque ela canta este estilo musical lindamente. A injustiça partiu mesmo da parte do Anselmo, na hora de escolher a música. Nem precisávamos de as ouvir para saber quem sairia vencedora. Porque não puseram a Cristina a cantar fado? Porque aí estariam a favorecer a Ana Rita. Então, o mais lógico seria escolher uma música fora do registo de ambas. Só assim poderia avaliá-las. Mas não. Preferiu favorecer claramente a Cristina. De qualquer forma, a Ana Rita esteve exemplar. Para além de estar numa "praia" que não é a dela, esteve à altura e gostei mais de a ouvir ontem que na prova cega. Merecia ser salva. Mas ninguém o fez. Estão a poupar nos votos, para depois no fim acabarem por salvar concorrentes que podem não merecer essa oportunidade.


 


 


Atitudes menos bonitas:


 


 


Bruno x David - ficaram os dois. Não percebi porque viraram as cadeiras logo às primeiras palavras do Bruno. Já o David, teve direito a 3 cadeiras viradas. Na batalha, gostei de partes de um e de outro. Gosto mais do timbre e da atitude do David.


 


A Marisa este ano não anda a acertar muito na escolha das músicas. E está a brincar com o fogo, ao juntar candidatos fortes correndo o risco de perder um deles. É que, mesmo sendo salvo, passa para a equipa adversária. No início não percebi aquele teatro dela, uma vez que já sabia que estavam os dois salvos. Só depois compreendi que ela estava a ver qual dos dois chegaria mais longe, quando em equipas diferentes, para tentar escolher o melhor para si.


O Anselmo Ralph, embora tenha dito isto na esperança de, talvez, ficar com o Bruno para a sua equipa, para quem já estava a imaginar certas músicas na sua voz, facilitou a vida à Marisa e aos concorrentes, dizendo que ficava com o que a colega não escolhesse. Mas as coisas saíram ao contrário, e a Marisa ficou com o Bruno. O David já estava salvo pelo Anselmo. Mesmo assim, deram oportunidade aos outros mentores de o tentarem salvar. Viraram os três, e o David escolheu a Aurea! 


Ainda que ele tenha, eventualmente, pensado que a decisão do Anselmo era mais dirigida ao Bruno do que a si, ficou-lhe mal ter escolhido outro mentor que não ele, que foi o primeiro a dizer que iria salvar o eliminado. Não foi bonito.


 


 


 


A melhor batalha:


 



Catarina x Luísa - Venceu o furacão Catarina! Foi, para mim, a melhor batalha desta ronda com a Catarina a destacar-se pela sua garra, poder vocal e atitude em palco, apesar dos seus 15 anos. É uma séria candidata à vitória, embora não saiba se a Aurea lhe irá saber dar valor daqui em diante. 


 


 


A pior batalha:


 



Sónia x Fernando - Venceu a Sónia. Para além de a música ter sido assassinada, ao cantarem em português de Portugal, penso que nenhum dos dois esteve bem nem se sentiu à vontade em palco. Pareciam fazer um esforço enorme para se aguentar a cantar até ao fim. Ainda assim, penso que a Sónia terá mais para mostrar.


 


 


A batalha mais "sem sal":



Janette x Teresa - Venceu a Janette. Nunca gostei muito de ouvir a Teresa. A Janette também não inspira por aí além. Estiveram as duas muito equilibradas, mas prefiro o timbre da Janette. Pouco mais há a dizer de uma batalha que não aquece nem arrefece.


 


 


A batalha mais emotiva:



Márcio x Lydie - Venceu o Márcio. Se não estou em erro, apesar de ter cantado muito bem na prova cega, o Anselmo foi o único a virar a cadeira para a Lydie porque achou que ela tinha potencial, e poderia mostrar mais. Tinha toda a razão. Ela mostrou ainda mais nesta gala, e este dueto resultou na perfeição. O Márcio é um bom concorrente e mereceu a vitória, embora tenham estado muito equilibrados. A Lydie merecia ter sido salva pelos outros mentores. Com muita pena minha, deixaram-na ir.


 


 


Imagens The Voice Portugal

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

À Conversa com Embaixador

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Os Embaixador, cujo álbum de estreia é editado hoje em formato digital, são a banda convidada desta semana na rubrica "À Conversa com...", a quem desde já agradeço pela disponibilidade.


Para ficarem a conhecer um pouco melhor este trio que promete dar cartas no rock português, aqui fica a entrevista:


 


 



 


Quem são os Embaixador?


Filipe Moura (FM): Embaixador são 3 gajos do rock, que ainda por cima são amigos e que gostam de tocar juntos - eu, o Gonçalo (baterista) e o António (baixista).


 


Embaixador é uma banda de rock. Como é que veem o rock português na atualidade?


FM: Há muita coisa a acontecer. Muitos festivais por todo o país e muitas bandas novas. Não vislumbro qualquer tipo de “crise” criativa. Existe, sim, alguma falta de investimento, mas isso é transversal a toda a cultura… E depois temos de reconhecer que neste momento o rock não faz parte do mainstream. Há ciclos, como em tudo.


 


Cantar em português é requisito obrigatório para os Embaixador?


FM: Completamente. Aliás, na minha opinião é o maior fator diferenciador para a banda. As pessoas não estão habituadas a ouvir este tipo de rock mais “clássico” e cantado em português. Ficam a fazer “tilt”, lol, e recebemos muito feedback positivo nas nossas atuações por causa disso mesmo.


 


Em Fevereiro de 2015 lançaram o EP “Os Dedos e os Anéis”. Que feedback receberam por parte do público nessa altura?


FM: O feedback que recebemos é sobretudo nas atuações. E é aí que começámos a desenvolver a nossa base de seguidores. É rock em português, temas diretos com que as pessoas se identificam. Sem truques e isso passa para quem nos ouve/vê.


 


 


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Chega hoje às lojas digitais o vosso álbum “Sombra”. Que diferenças pode o público encontrar neste álbum, relativamente ao trabalho anterior?


FM: Evolução é a palavra-chave. Tivemos mais tempo para preparar os temas antes de irmos para estúdio e, uma vez em estúdio, também tivemos mais maturidade ao gravar. Na minha opinião, tornámo-nos melhor banda devido aos concertos que demos juntos e devido a 2 anos a trabalharmos em conjunto como trio. A nível de composição, demos um “salto” e penso que as pessoas vão perceber que nos tornámos numa banda mais madura.


 


Este novo trabalho, à semelhança do seu antecessor, conta com produção de Paulo Miranda. Como é trabalhar com este conhecido produtor?


FM: É bom e é difícil, lol. O Paulo foi sem dúvida o 4º elemento da banda, neste disco mais do que nunca. Foram 5 dias de gravação, 8h a 10h por dia dentro do estúdio, e às vezes a paciência falta, como em qualquer trabalho, lol. Mas isso é normal e por vezes até desejável, pois ele puxou muito por nós. Notava-se que ele queria que isto fosse um grande disco e creio que conseguimos concretizar esse objetivo. Não poderia pedir mais a um produtor!


 


“Sufoca a Meus Pés” é o primeiro single deste álbum. Sobre o que nos fala este tema em particular, e o álbum em geral?


FM: Este tema em particular tem uma letra bastante sombria, quiçá a mais negra do nosso reportório. Contudo, como o tema é bastante “p’ra cima”, acaba por atenuar essa amargura. É algo que gosto de fazer a nível de composição, criar uma componente agri-doce. A letra é bastante pessoal, pois tem a ver com o período mais difícil da minha vida, que foi a morte do meu Pai. Relativamente ao “ambiente” geral do disco, em termos de letras, regressa aos amores e desamores, às relações de proximidade/distância, às relações de poder entre pessoas. A temática mais antiga deste mundo, relações…


 


Que objetivos gostariam de ver concretizados num futuro próximo?


FM: Queremos afirmar-nos no panorama nacional, como banda de referência do rock cantado em português (objetivo modesto portanto, lol). Como tal, estamos a trabalhar para marcar presença em palcos cada vez maiores onde possamos chegar a mais pessoas. Não somos uma banda virtual, somos uma banda de palco e é aí que queremos conquistar as pessoas.


 


Onde é que o público poderá ouvir a vossa banda nos próximos meses?


FM: Antes de mais podem seguir-nos em https://www.instagram.com/embaixador.rock/ e principalmente em


www.facebook.com/embaixador.rock!


No dia 12 de Novembro vamos estar no auditório Carlos Paredes, em Benfica, no âmbito do Lontra Fest, e no dia 25 de Novembro iremos celebrar o lançamento do disco, com uma grande festa no Pátio do Sol, na Fábrica de Pólvora. No 1.º trimestre de 2017 está prevista uma ida a Coimbra (por confirmar) e estamos a preparar o próximo Verão a nível de festivais, por isso, sigam a nossa página!


 


Muito obrigada, e votos de muito sucesso!


 


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens. 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A sentir-me grávida...

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Não estou! Mas é assim que eu me sinto 


 


Ora vejamos os sintomas mais comuns nas grávidas:


1 - aumento das mamas que ficam mais pesadas, doridas e sensíveis, dando uma sensação de inchaço - confirmado


2 - sensação de inchaço na barriga e dor abdominal - confirmado


3 - cansaço e sono excessivo, querer ir para a cama mais cedo e ter mais dificuldade do que o habitual para acordar pela manhã - confirmado


4 - sentir vontade de urinar com maior frequência - confirmado


5 - desejos alimentares - confirmado


6 - dor de cabeça - confirmado


7 - dor nas costas - confirmado


 


Tendo em conta estes sintomas, seria óbvio estar grávida! 


Não estou.


 


Era praticamente impossível, só havendo 0,01% de hipóteses de isso acontecer. Ainda assim, e porque fica sempre a dúvida, e a dúvida não mata, mas mói, fiz um teste de gravidez.


Deu negativo, claro! Já se esperava. Não é a primeira vez que tenho sintomas parecidos, e faço o teste, e de todas foi falso alarme. Este foi mais um. E um alívio, confesso.


 


Posto isto, continuei na minha vidinha.


Até porque o cansaço pode ser de andar sempre a correr de um lado para o outro, e o sono por deitar tarde e acordar cedo.


A vontade de urinar pode justificar-se com a maior quantidade de água que ando a beber.


Os desejos não são exclusivos das grávidas, nem tão pouco as dores de cabeça.


As dores nas costas podem ser provocadas pelo peso da tralha que trago na mala e, em algumas ocasiões, más posturas ou maus jeitos.


 


 


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Quanto à barriga e às mamas, talvez eu tenha engordado, e seja apenas o reflexo disso. Numa pessoa magrinha como eu, que está habituada a ver a barriga sempre lisa, qualquer diferença mínima já parece enorme. Talvez seja a alteração do corpo à medida que os anos vão passando.


 


Ou, então, talvez sejam efeitos secundários da própria pílula. O que é estranho, porque há anos que tomo, e só de vez em quando é que tenho estes sintomas.


 


O que eu sei é que, quando acordo de manhã, está lá uma pequenina elevação onde antes estava uma planície. Não é a barriga grande no geral. É apenas à frente, muito redondinha. Ao longo do dia, nem noto mas à noite, quando olho, parece mesmo uma barriga em início de gravidez! A dor e sensação de mamas inchadas e pesadas continua. E eu, apesar de saber que não estou grávida, continuo a sentir-me como se estivesse!


 


Tenho mesmo que ir ao médico se continuar assim por muito mais tempo...

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A minha primeira "não autorização"

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Está desvendado o mistério acerca da viagem da turma - será a Salamanca e Paris.


Pelo menos, de acordo com o papel que uma outra professora lhes entregou, já que a directora de turma, que foi quem começou por organizar tudo, não sabia de nada!


 


E logo por aqui se vê a organização. Primeiro, a directora de turma envia um recado na caderneta, a falar do mealheiro de turma para realização de uma actividade ou passeio, sem especificar onde nem quando. É suposto os pais assinarem a dar ou não dar autorização para algo que nem sabem bem o que é.


Entretanto, devido ao comportamento da turma, ficou em standby.


Uns dias depois, a minha filha diz que sempre vai haver, e mostra-me a folha com o roteiro da viagem, entregue pela professora de português. Mais tarde, na aula com a directora de turma, esta diz não saber nada sobre o assunto!


 


Mas, adiante. Seria uma viagem de 7 dias, com início em Salamanca, partindo depois para Paris, onde ficariam os restantes dias.


 


A viagem, ao contrário do que poderíamos pensar, não seria feita de avião, mas sim de autocarro. Duas noites, inclusive, seriam passadas em viagem. Iriam apenas 2 motoristas. Não é que faça grande diferença na decisão tomada, mas a verdade é que, se a vontade de a autorizar já não era muita, esta questão só veio aumentar os meus receios.


Já fiz uma viagem de autocarro de Mafra até Sevilha, e sei bem o quanto custam horas e horas de viagem num autocarro. Uma pessoa já não tem posição para estar sentado, quanto mais deitado, e a paisagem não ajuda muito!


 


Quanto à visita, propriamente dita, seria a diversos museus, monumentos, Torre Eiffel, travessias de barco, espectáculos e, o melhor de tudo, à EuroDisney!


 


 


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Sempre autorizei a minha filha a ir aos passeios escolares, de ida e volta no mesmo dia. O receio há sempre, e o perigo também, mas sabia que ao final do dia estava de volta.


Esta será a primeira vez que não vou dar autorização para uma visita de estudo ou viagem, como lhe queiram chamar. E acreditem que me custa muito não deixá-la ir. Não é daquelas decisões que se tome de ânimo leve, até porque sei bem que seria uma oportunidade única, e uma coisa diferente. Por muito que, por nossa conta, queiramos levá-la a esses mesmos lugares, não seria a mesma coisa. Mas o receio fala mais alto. E não consigo satisfazer-lhe este desejo, por mais que ela queira.


Por outro lado, embora seja eu o encarregado de educação, nestas coisas não sou só eu a mandar, e o pai dela também não lhe dá autorização para a viagem. O meu marido também está de acordo com esta decisão.


 


Sim, se formos temer tudo, o melhor é não sair de casa. Sim, há muitos acidentes de autocarro, mas também poderia haver de avião, ou até mesmo um acidente de carro a caminho da escola ou outro qualquer, afinal o perigo está em qualquer lado. Sim, poderia acontecer-lhe alguma coisa lá, mas também pode acontecer cá, à porta de casa se for preciso. Sim, os professores não vão estar lá com mil e uma atenções a cada uma das crianças, mas nem nós, por vezes, como pais o estamos, e acontecem coisas mesmo nas nossas barbas. sei disso tudo.


 


 


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Mas é a minha filha. E eu, simplesmente, não consigo neste momento, e sendo ela tão nova, depositar já a responsabilidade pela sua segurança e vida nas mãos de terceiros. E não, não me sinto mais aliviada e com a sensação de assunto arrumado e posto para trás das costas por ter tomado esta decisão. Acho que vou andar a remoer nisto até tudo passar. Mas foi a decisão que, como mãe, achei mais acertada.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Educação Física com peso na média de acesso ao Superior

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Podem vir com todos os argumentos que quiserem, e mais alguns, que vou continuar a dizer em alto e bom som:


 


"NÃO CONCORDO!"


 


E não digo isto apenas pelo facto de, eu própria, não gostar de educação física e ter sido muito fraquinha à disciplina. Digo-o, porque penso que não faz qualquer sentido, nos moldes em que o querem fazer, e pelos motivos que invocam.


Que me digam que a educação física é importante para combater a obesidade ou o sedentarismo, ou para promover a saúde, posso aceitar, ainda que não concorde a 100%. Que, como tal, achem importante a mesma ser obrigatória nas escolas o que, mais uma vez, não concordo, também consigo compreender. Que considerem que a educação física tem sido uma disciplina desvalorizada face a todas as outras, e que não é levada a sério, igualmente - não concordo, mas aceito.



 


Mas se querem que a mesma tenha sucesso, e seja valorizada, comecem por revolucioná-la!


 


 



 


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Chega destes programas que têm, obrigatoriamente, que ser seguidos pelos professores e que, desde há décadas até hoje, se mantêm inalteráveis, e em nada motivam os alunos. Chega de impingir sempre as mesmas modalidades, os mesmos exercícios. É preciso inovar, cativar, modernizar. Fazer com que os alunos passem a gostar e a querer praticar. Nunca, impôr!


 


Por outro lado, não faz qualquer sentido um aluno, cuja área a seguir nada tem a ver com a educação física, depender desta disciplina para a sua média de acesso ao ensino superior. Ah e tal, existem outras disciplinas que também não são necessárias e,ainda assim, todas elas contam para a média. Pois é, e muitas delas também não deveriam contar. Mas o que está aqui em causa é a educação física, que já tinha deixado de contar (e bem). E não faz sentido qualquer aluno que vai para um curso em nada está ligado ao desporto, ver a sua média afectada por esta disciplina. Faz sentido, sim, para quem pretenda seguir a área.


 


Dizia o meu marido, acérrimo defensor da educação física (ou não tivesse a tirar a licenciatura em Ciências do Desporto) que concorda com a medida e que, agora sim, os alunos se vão começar a esforçar para tirar boa nota na disciplina. 


Não concordo!



Quem não tem jeito para a educação física ou, simplesmente, não gosta, não se vai esforçar numa disciplina na qual não consegue dar mais. Vai, antes, passar a gostar ainda menos da mesma, e dedicar-se às outras em que tem mais facilidade.



 


Dizia ele também: "a educação física é precisa para tudo". Errado! Eu não preciso de saber fazer o pino para fazer uma conta de somar. Não preciso de saber fazer uma flexão para escrever uma carta. Não preciso de jogar bem andebol para fazer preencher impressos. Da mesma forma que uma tradutora não precisa de dar grandes saltos em comprimento para traduzir um filme. Um economista não precisa de dar 10 voltas a uma pista, para exercer a sua função. E por aí fora!


 


Segundo o lema do SIMPÓSIO que ocorreu no fim-de-semana "+ (Mais) EXERCÍCIO, > (Maior) SUCESSO ESCOLAR, M3 (Melhor) FUTURO", vários especialistas sublinharam a importância do exercício físico para a melhoria das funções executivas e cognitivas dos alunos.


No entanto, se formos analisar as pautas das notas da grande parte dos alunos pode verificar-se que, aqueles que têm melhores notas a outras disciplinas, têm notas mais baixas a educação física e, por outro lado, os melhores alunos a educação física têm mais dificuldade e notas mais baixas às restantes disciplinas. Não é, portanto, indispensável para o sucesso escolar.


Fala-se também muito de integração na sociedade através da prática de actividade desportiva, da ocupação dos jovens que, assim, se mantêm focados no desporto, evitando meter-se em problemas. Ora, isto para mim não é mais do que conversa para crianças e jovens em risco. Nunca precisei da educação física para me integrar, pelo contrário. Nunca precisei dela para me manter ocupada.


 


Ah e tal, a educação física é importante no combate à indisciplina. Mais uma vez, discordo! Sempre houve educação física nas escolas, e há cada vez mais indisciplina nas mesmas. Não vejo em que é que o facto de ser obrigatória, ou contar para nota e média interfira com o comportamento dos alunos.


 


Ah e tal, a educação física torna as pessoas mais calmas e ponderadas. Discordo! Conheço praticantes de desporto que são tudo menos pessoas calmas, e explodem à mínima coisa.


 


 


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Ah e tal, é a única forma de chegar a todas as crianças, jovens e até adultos, e unir todos, sem lugar para discriminação ou bullying. Isso é muito bonito em teoria. Na prática, as coisa não são assim tão bonitas!


 


Ah e tal, o que interessa é os alunos esforçarem-se, e tentarem fazer os exercícios. Mentira! Pode funcionar assim com alguns professores, mas não será por isso que os alunos terão uma boa nota. E com outros professores, ou faz, e faz bem, ou leva a nota de acordo com o que não faz/ não consegue fazer. Ou, como eu, leva uma positiva apenas porque parecia mal, face às restantes notas boas que eu tinha!


 


Por tudo isto, se querem realmente que a disciplina de educação física tenha maior valor e seja levada a sério, melhorem a oferta, criem um novo conceito para a disciplina, levem os alunos a "querer" fazer as actividades, a gostar das actividades, e não a praticar, pura e simplesmente, por obrigação.


Acho bem que quem gosta e se sinta bem, pratique qualquer actividade à sua disposição, mas essa decisão, e o esforço e empenho que colocamos nessa actividade, tem que partir unicamente de nós, e não de factores impostos por terceiros.


Não queiram fazer das médias e notas o "bode expiatório" para levar a cabo uma mudança que nada tem a ver com os alunos, e que em nada os virá a beneficiar. Porque esta guerra é entre professores, profissionais da área e Ministério da Educação.


 


 


 


 









 


 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A Tua Cara Não Me É Estranha


 


Porque nem só do The Voice Portugal se faz a televisão, e tinha coisas para fazer na sala, decidi fazer a vontade à minha filha e ver a estreia na nova temporada do "A Tua Cara Não Me É Estranha". 


 


Sobre o programa em si, tenho a dizer:


- que me continua a irritar solenemente a voz e os risos da Cristina Ferreira (é difícil ver qualquer programa com ela)


- Manuel Luís Goucha, sempre ao mais alto nível


- Já trocavam os jurados, não? Principalmente, a Alexandra e o José Carlos


- Não existem músicas melhores para os concorrentes cantarem?


- Adoro as caracterizações, a fazer lembrar o Chuva de Estrelas


 


Sobre os concorrentes:


- Carolina Torres, a irreverente - pode não gostar de Taylor Swift, mas em certos aspectos é parecida com ela! 


- Maria Sampaio - a Beyoncé da TVI - tem muita garra, e fôlego  


- David Antunes - como Elton John. Não sei bem se ele cantou como Elton John ou como ele mesmo, mas a caracterização estava boa


- Melânia Gomes - a imitação mais divertida da noite!


- Sérgio Rossi - a melhor transformação e melhor boneco. Não sou fã dele, mas gostei de o ouvir como Marisa!


- Darko - gosto mais do timbre do Ed Sheeran. Não gostei muito do boneco dele


- Jorge Mourato - não foi uma grande imitação do António Variações


 


Sobre a convidada especial:


Não gostei muito da actuação da Cuca Roseta. Talvez porque não simpatizo muito com ela, desde o dia em que foi ao Ídolos fazer par com um dos concorrentes, e cantou quase a música toda, não dando espaço ao concorrente. Mas não gostei da imitação dela como Bruno Mars.


 


Posto isto, apostava na Maria, no Sérgio, no David e na Carolina. Venceu a Maria. Vamos ver na próxima semana como vai correr a gala.


 


 


 


 

The Voice Portugal - a segunda ronda de batalhas

A minha batalha favorita:



Alexandra x Miguel - O amor anda no ar?!  Adorei esta batalha :) Achei a junção destes dois concorrentes injusta para uma batalha, em que um deles sairia derrotado, mas como dueto, funcionaram na perfeição!


A menina extrovertida e o rapaz tímido - "não tenhas medo de mim, que eu não te vou comer", dizia ela! Aquela vergonha inicial deu lugar a uma química especial entre eles, e uma grande amizade, se não mesmo algo mais.


Foi tão bonito ver a batalha, a Alexandra com aquela garra, que até parecia zangada e a ralhar com ele, e o Miguel, com a sua calma, a dar-lhe espaço para ela dizer de sua justiça, e "acalmá-la", com aquele jeito meloso!


Achei mesmo que iam escolher a Alexandra, embora por mim ficassem os dois. Escolheram o Miguel, que é um dos meus favoritos. E, depois, mais um momento bonito da parte da Alexandra, e do Miguel, a torcer para que um dos mentores virasse a cadeira para a companheira.


E um "adoro-te" acompanhado de um beijinho e um abraço! Adorei esta batalha, mesmo! Foi justíssima a decisão do Anselmo, de virar a cadeira e ficar com a Alexandra. 


 


 


A batalha mais poderosa:



Marisa x Jessica - Gostei muito mais de ouvir a Marisa esta noite que nas provas cegas, e mostrou que tem muito talento e poder vocal. A Jessica chegou e venceu! Estiveram as duas muito bem, cúmplices, emocionaram com esta belíssima música. Talvez prefira a Marisa pelo timbre, e porque não grita tanto como a Jessica, mas compreendo que a Aurea tenha apostado nesta miúda que ainda pode chegar longe.


A Marisa mereceu ser salva, e fica agora com outra Marisa!


 


 


A decisão mais injusta:



Bertílio x Salomé - venceu o Bertílio. Discordo totalmente desta decisão. A Salomé esteve muito mais confiante, segura, e tem um timbre espectacular. Não gostei da voz do Bertílio nesta música, nem da forma como cantou. Achei ainda mais injusto ninguém ter salvo a Salomé. Será por acharem que ela já teve a oportunidade no The Voice Kids? Enfim...


 


 


A batalha "duvidosa":



Fausto x Luís - desde o primeiro momento que o Luís torceu o nariz à música que, intencionalmente ou não, favorecia o seu adversário. O Fausto esteve muito parecido com o original, já conhecia a música, tem uma atitude mais expressiva em palco. O Luís, apesar de não gostar do tema, deveria ter feito um maior esforço, mesmo não sendo a sua "praia". Até porque ele cantou bem, mas parecia estar a fazer um "frete" em cima do palco. Talvez não tenha sido salvo, precisamente pela atitude. 


 


 


A batalha mais fraca:



Samuel x Luís - venceu o Luís. Achei esta prova a mais fraquinha de todas. Gostei da atitude do Samuel em palco, e de algumas partes que cantou. Gostei mais do timbre do Luís, embora estivesse muito quieto no palco. Espero que mostre mais nas próximas fases.


 


 


As batalhas mais equilibradas:



Inês x Raquel - saiu vencedora a Raquel. Tive pena de a Inês ter saído, gostava muito do timbre dela. Gostei de alguns momentos de uma, e de alguns de outra, mas talvez a Raquel consiga mostrar mais garra e chegar mais longe. Espero que o talento da Inês seja aproveitado, apesar desta saída.


 


 



Inês x Filomena - À excepção de um ou outro momento na música em que nem uma nem outra pareciam confortáveis, a batalha foi bastante equilibrada. Claro que a Inês tem mais técnica, mais segurança, e um look mais actual. Foi uma escolha justa, embora a Filomena tenha dado alguma luta.


 


Imagens The Voice Portugal


 


 

Uma palavra tão simples mas...

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...deu-nos muito trabalho para descobrir!


 


Na sexta-feira estava a ver com o meu marido os trabalhos de inglês que a professora lhe tinha mandado.


Um dos exercícios consistia em descobrir, através das imagens dadas e palavra desordenada, qual o desporto correspondente. Fomos indo muito bem até que encalhámos numa palavra.


A imagem mostrava uma mulher a fazer step. Mas step era step. Não poderia ser aquela palavra. Não sei se por ser já tarde e estarmos cansados, ou por ainda não termos jantado, o nosso cérebro não conseguia descortinar que raio de desporto era aquele.


O meu marido foi jantar e eu, teimosa como sou, meti na cabeça que iria descobrir a palavra!


Fui pesquisar na net desportos em inglês - apareceram muitos mas nenhum com aquelas letras. Desisti da pesquisa, peguei no dicionário e fui por hipóteses, procurar desportos começados pelas consoantes dadas.


Tivemos sorte, porque fui pela ordem do alfabeto, e apareceu-me logo! Por curiosidade, tínhamos à nossa frente uma embalagem de cereais com essa mesma palavra, em letras bem grandes! 


E eu só dizia ao meu marido: somos mesmo burros :) Era tão fácil!


 


A palavra era algo assim:


NIEFSTS


 


Ordenada:


FITNESS

domingo, 23 de outubro de 2016

Histórias soltas #10

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Em casa de Sofia o ambiente estava pesado. Tanto ela como Filipe pareciam estar a agarrar-se a um último pedaço de madeira em pleno oceano, sem saber bem como, tentando sobreviver, quando tudo parecia indicar que não havia salvação possível.


- Não está a ser fácil Sofia. Não sei se a nossa relação vai aguentar muito mais tempo.


- E para mim, achas que está a ser?


- Pelo menos tens tudo o que desejaste. Já eu…


- Ah sim, claro! Eu desejei que a nossa vida se virasse de pernas para o ar e estivéssemos prestes a deitar pelo ralo tudo o que sonhámos!


- Não estou a dizer que a culpa é tua. Mas tiveste a vida mais facilitada que eu.


- Facilitada?! Achas que perder o meu marido a pouco tempo de nascer a nossa filha é ter a vida facilitada? Ver a bebé nascer antes do tempo e ter que ficar internada uns dias no hospital, é fácil? Ver a associação que eu fundei encerrar por causa de um incêndio que fui acusada de provocar, e ver alguns dos animais morrerem, é fácil?


- Sofia…


- Não! Agora vais ouvir-me. Eu sei que não tiveste culpa do acidente. Aconteceu contigo, como podia ter acontecido com outra pessoa qualquer. E não imaginas como fiquei feliz quando percebi que estavas vivo! Não sabes o quanto eu sonhei com isso, esperei por isso. E o quanto sofri por não acontecer, por ter que te esquecer e andar para a frente com a minha vida.


Não foi fácil criar uma filha sem pai, com tudo a desmoronar à minha volta, e à beira da depressão.


Foi ainda mais difícil pôr o passado para trás das costas, abstrair-me dos problemas, e dedicar-me à nossa filha e à escrita.


E, quando finalmente a minha vida tinha ganhado alguma normalidade, tu chegas e viras o jogo todo.


- Estás a dizer que sou eu que te destabilizo?


- Estou a dizer que foi algo que ninguém esperava, e é normal que as coisas levem o seu tempo a equilibrar-se de novo.


- Estou contigo há alguns meses, e mal nos vemos, mal conversamos, não temos tempo para nós. Alguma coisa não está bem.


- Filipe, se estás aqui este tempo todo sem trabalho, eu não tenho culpa. Se tens todo o tempo do mundo e eu não posso estar aqui contigo a usufrui-lo, também não tenho culpa. Tenho o meu trabalho, alguém tem que pagar as contas.


- E andares para todo o lado com o Alexandre, também é para te pagar as contas?


- O Alexandre é meu amigo. E meu editor!


- E quer voltar a ser mais do que isso!


- Para com isso. Sabes bem que quando ele apareceu tu não estavas cá, e terminámos assim que soube que estavas vivo. Nunca mais houve nada entre nós.


- Mas se calhar, até querias que houvesse! Talvez tenhas ficado comigo só por pena. Talvez não sintas mais o mesmo por mim.


- Chega. Não te faças de vítima comigo que não vai resultar.


- Fazer de vítima?! És muito engraçada!


Eu passo dois anos da minha vida sem saber quem sou e, quando recupero a memória, a primeira coisa que faço é vir para junto da minha mulher e da minha filha.


E o que é que eu encontro? A minha mulher com outro homem, que já assumiu o papel de pai que não lhe pertencia.


A minha mulher a continuar todos os dias a conviver com uma pessoa que, para todos os efeitos, é meu rival, sem se importar com aquilo que eu sinto.


A minha mulher demasiado ocupada para poder passar uns momentos com o marido que julgava morto, e por quem afirma ter sofrido tanto com a sua ausência.


O que queres que pense?


- Por muito que queiras, a vida não parou nos dois anos que estiveste fora. Não podes querer, com um estalar de dedos, voltar ao ponto em que ficámos.


- Também ainda não a vi sair do ponto em que a recomeçámos… - disse Filipe, pegando nas chaves do carro e saindo porta fora.


Ia tão alterado que nem se apercebeu que, a poucos metros, alguém vigiava a casa.


Essa pessoa viu Filipe sair, e percebeu que era a oportunidade perfeita para atuar. Afinal, Sofia estaria sozinha em casa com a menina.


Tinha chegado a hora da vingança. Não há nada como esperar, pacientemente, pelo momento mais oportuno para agir. E como tinha esperado por este momento.


O momento em que mostraria a Sofia que não se deveria ter metido no seu caminho, que não deveria ter deixado que se metessem nos seus caminhos.


O momento em que lhe diria todas as decisões erradas que tinha tomado, e como agora pagaria por isso.

sábado, 22 de outubro de 2016

Histórias soltas #9

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O dia amanheceu ensolarado, e Francisco quis aproveitar para ir até à praia treinar um bocadinho.


Tinha um campeonato pela frente dentro de um mês, e não podia falhar.


Pegou na prancha, colocou-a no carro e seguiu, ouvindo, pelo caminho, as novas músicas que tinha gravado.


Estava tão entretido que nem reparou que o seguiam de perto.


De repente, sentiu uma pancada na parte traseira do carro, e assustou-se. Mal teve tempo de assimilar o que estava a acontecer, quando uma nova pancada já na lateral, o fez guinar o carro, e perder o controlo, fazendo-o dar várias voltas na estreita estrada, até cair ribanceira abaixo.


Cerca de uma meia hora depois, quando o trânsito começou a aumentar, um dos condutores apercebeu-se de um carro acidentado, e ligou de imediato para os bombeiros.


Francisco foi transportado para o hospital, onde deu entrada em estado grave.


António que, entretanto, foi avisado, correu para perto dele preocupado com o que pudesse acontecer.


Após várias horas de espera, o médico pediu para falar com a família. O prognóstico era muito reservado, mas o mais certo era Francisco ficar paralisado da cintura para baixo.


Isso iria destruir completamente a vida de Francisco. Todos os seus planos iriam por água abaixo.


Seria o fim do surf, o fim dos campeonatos, o fim de todos os seus sonhos.


Como é que aquilo teria acontecido? Porquê com o Francisco?


Tudo levava a crer que se tratara de um acidente. Só mais tarde viriam a saber que esse acidente fora bem premeditado.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Histórias soltas #8

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Algures na ilha de Saint George, no arquipélago das Bermudas, um homem fazia compras no supermercado.


Ia percorrendo os corredores à procura daquilo que tinha ido buscar quando, sem querer, embateu numa mulher que levava meia dúzia de coisas na mão, fazendo-a deixar cair tudo.


Pedindo desculpa pelo sucedido, logo se baixou para apanhar o que tinha espalhado. Pão, um pacote de bolachas, um pack de sumos que, por sorte, não rebentou, e um livro.


Sem saber bem porquê, ele deteve-se a olhar para aquele livro por instantes.


- Conhece? – perguntou a mulher, uma filha de emigrantes açorianos que ali morava.


- Como?


- Se conhece o livro?


- Ah, não! Não me parece. – respondeu, devolvendo-o.


- É de uma autora portuguesa, Sofia Mendes. Foi uma prima minha que mo ofereceu.


- Pois. Não devo conhecer. Peço-lhe desculpa mais uma vez.


- Está desculpado.


Terminou as suas compras, pagou e foi para casa, esquecendo o embaraçoso episódio que tinha protagonizado há instantes.


Na verdade, era curioso ele ter esquecido, quando tudo o que lhe pediam para fazer no último ano, era tentar lembrar-se.


Lembrar-se de quem era, de onde vinha, o que fazia antes de ir ali parar.


Não foi fácil, embora aos poucos tenha conseguido recuperar pedaços da sua memória, que tinha perdido.


O que os médicos lhe tinham dito, quando acordou do coma em que se encontrava, é que tinha sido encontrado inanimado no porto de Saint George, com ferimentos graves por todo o corpo e um traumatismo cranioencefálico, tendo sido levado de imediato para o hospital.


Conseguiram mantê-lo estável, mas em coma, durante vários meses, até que acordou sem se lembrar de nada do que tinha acontecido. Com ele, nada trazia que o pudesse identificar.


Não tendo para onde ir, nem dinheiro para retomar a sua vida naquela ilha, aceitou a ajuda do casal que o tinha encontrado, e que costumava ir visitá-lo, até ele se conseguir organizar.


Pouco a pouco, foi-se lembrando de algumas coisas, como a sua profissão. Talvez por ter observado a riqueza da arquitetura histórica da cidade, e as fortificações circundantes.


Foi assim que conseguiu que lhe desse um trabalho num escritório de arquitetos, à experiência, onde se mantinha até à atualidade.


Várias vezes, via flashes de rostos que lhe pareciam familiares, mas que não conseguia determinar a quem pertenciam, nem lhes dar nomes.


Lembrou-se que tinha uma irmã, Alice. Mas não fazia a mínima ideia de onde ela estaria.


E tinha uma vaga ideia de uma mulher grávida, mas só se recordava de uns casos sem importância em Nova Iorque, e nenhum deles tinha resultado em gravidez. Ou será que tinha?

Ups, esqueci-me dos TPC's!

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A mãe pergunta à filha: "trazes trabalhos?"


A filha responde: "não."


No dia seguinte, ao ver a filha arrumar as coisas na mochila, volta a perguntar: "não trazias mesmo trabalhos dessa disciplina, pois não?"


"Não, mãe."


 


 


Depois da aula, já de regresso a casa:


"Mãe, vais-te passar. Afinal tinha trabalhos, mas esqueci-me!"


 


Às vezes ainda gostava de saber o que é que estas crianças andam na escola a fazer.


Se perguntamos o que é que deram numa determinada aula, não se lembram. Se perguntamos quais são os trabalhos que trazem para fazer, não se lembram. Muitas vezes nem apontam. Ou porque já saíram depois da hora e não deu tempo, porque foi tudo a correr ou porque acharam que não se iam esquecer, e não havia necessidade de apontar.


E, depois, dá nisto. Trabalhos de casa por fazer e anotações na caderneta. 


Claro que, a juntar a esta falta de atenção, podemos somar a quantidade parva de trabalhos de casa que todos os dias trazem para fazer. 


É que, se até aqui, eles traziam trabalhos para fazer para a semana seguinte, agora são para o dia seguinte. E mesmo que seja para dali a dois dias, tem que ser feito naquele porque, entretanto, hão-de vir mais e não convém acumular. Sim, porque não são 2 ou 3 perguntas ou exercícios de cada disciplina, são páginas cheias de cada uma, e várias para a mesma altura.


Às tantas, já estão tão saturados que, mesmo que tenham apontado, já nem se lembram de que também têm aquilo para fazer.


Até nós, adultos, muitas vezes temos lapsos de memória parecidos.


E isto já é assim agora. Quando tiverem, para além de todos os trabalhos de casa, de estudar para os testes, nem quero imaginar.


 


 


 


 

Parvoíces matinais - a palhaça

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- Oh mãe, vê lá se consegues fazer isto? - diz a minha filha, a querer que eu imite a coreografia dela.


Faço tudo atabalhoado, e ela ri-se da minha figura!


 


- Oh mãe, faz lá assim. - volta a dizer, explicando os passos.


Não me sai nada de jeito, e troco tudo. Mais risos.


 


 


(mais tarde)


 


- Oh mãe, faz lá uma cara de convencida.


- Como é que faço isso?


- Assim, olha para mim.


- Esquece, eu só sei fazer cara de palhaça!


- Pois, já percebi!


 


 

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Aulas de dança para crianças em Mafra

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Agora, todas as crianças que quiserem ter aulas de dança têm mais um espaço à disposição.


Todas as sextas-feiras, das 18h às 18.45h, há aulas de dança para crianças entre os 7 e os 12 anos (pode ser que entretanto venham a ter aulas para o escalão seguinte) que se queiram inscrever.


As aulas decorrem na Casa do Povo de Mafra, e têm um valor mensal de € 15,00 (pago na última 6ª feira de cada mês), a que acresce um seguro anual de € 12,00, caso não possua outro seguro.


A professora é a Liliana Sousa, a quem deverão contactar caso haja interesse na participação.


 


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A minha filha já experimentou uma aula, e gostou muito. Está inscrita e vai frequentar até completar os 13 anos (já não falta muito). Gostava que houvesse aulas destas para adolescentes,para que ela continuasse a praticar algo que lhe dá prazer, ao contrário das típicas aulas de educação física.


 


 

Quantos Sidónios haverão neste mundo?

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Ontem, enquanto esperava a minha vez de ser atendida, deparo-me com uma cena que mostra o mau feitio que algumas crianças têm logo em pequenas e que, se não for travado, pode dar mau resultado.


 


Um miúdo estava, segundo me pareceu, naquele mesmo espaço com a mãe e o pai. Como não tinha nada com que se entreter, decidiu ir até à porta e rasgar uma comunicação que ali estava afixada. A mãe levanta-se, ralha com ele, sem muito sucesso, e volta a sentar-se. 


Em seguida, o miúdo pede à mãe o telemóvel para jogar. A mãe diz-lhe que não tem bateria. O miúdo insiste. A mãe torna a responder. E o miúdo não se faz rogado, vira-se para a mãe e diz, naquele tom bruto e desafiante:


 


"Dá-me já! O telemóvel é meu, não é teu. Dá-me. É meu. Não é teu!" 


 


Não sei o que se passou depois. Sei que o miúdo ainda por ali andou aos encontrões às cadeiras, a mãe acabou por levá-lo para o exterior onde estava alguém, supostamente o avô, que ficou o resto do tempo com ele. O suposto pai, só o chamou uma vez (e daí ter percebido o nome), parecendo que não estava a ligar muito ao que o miúdo fazia. A mãe que tomasse conta.


 


Posso estar totalmente errada, até porque não conheço as pessoas de lado nenhum para julgá-las ou afirmar o que quer que seja sobre as mesmas. Mas o miúdo tinha ar de "rufia" e, daqui a uns anos, a continuar assim, vejo-o bem capaz de bater na própria mãe. Com um bocadinho de sorte, com a aprovação do pai.

A primeira viagem escolar

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Este ano a minha filha veio para casa com uma novidade: a turma vai fazer um mealheiro ao longo do ano, para depois realizar uma actividade ou passeio.


E as minhas sirenes entraram logo em alerta máximo!


 


Viajar? Com esta idade? Para onde?


 


Não há nada de concreto ou explícito, a mensagem só falava em passeio ou actividade, o que não é muito esclarecedor. Cada aluno que quiser participar deve levar 1 euro para a escola todas as semanas. E eu fiquei bastante apreensiva relativamente à participação da minha filha.


É que se for para fazer um passeio aqui para estes lados, como é habitual, é uma coisa. Viajar para fora do país, é outra. E, se para a primeira hipótese até estou inclinada a colaborar, para a segunda nem por isso.


Sei que algumas turmas do 7º ano costumam fazer viagens a Madrid, Londres ou a Paris, com os professores, tipo visita de estudo. Se for esse o caso, não sei se quero deixar a minha filha embarcar numa viagem dessas. Chamem-me mãe galinha, protectora, que não quer deixar a filha ganhar asas e voar, mas considero que nesta idade ainda é cedo para viagens destas, e para depositar a responsabilidade pela minha filha unicamente nas mãos dos professores.


Talvez no 9º ano, e já ela um pouco mais velha, consiga deixá-la ir. Neste momento, não me parece.


Ainda assim, e como não sei mesmo se será isso, lá autorizei a participação e vai começar a levar o dinheiro. De qualquer forma, a qualquer momento, conforme vinha no recado da directora de turma, podemos desistir e reaver o dinheiro entregue.


 


E por aí, qual é a vossa opinião acerca das viagens escolares? Com que idade fizeram as vossas?


 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O que o sono me faz

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Pensamento à noite, quando já estou cansada e cheia de sono, e só quero chegar à cama:


"Amanhã de manhã levanto-me mais cedo, e arrumo isto, faço aquilo, e por aí fora. "


 


Pensamento da manhã seguinte, quando me deveria estar a levantar:


Ao primeiro do despertador - "Só mais um bocadinho e já vou."


Ao segundo toque - "Estou aqui tão bem. Só mais um bocadinho."


Ao terceiro e último toque - "Bolas, era para me levantar mais cedo, e acabo por me levantar à hora do costume!"


 


Resultado: tenho que andar a acelerar para fazer tudo e sair de casa a horas decentes!

Frio num dia, calor no outro

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Este fim-de-semana os edredãos deixaram de estar dobrados aos pés da cama, para voltarem à posição de inverno.


Já me soube bem vestir casacos quentes, calçar meia e botas, vestir pijamas de manga comprida.


Já comecei a dormir, em alguns momentos, de cabeça tapada.


Esta semana, já vesti uma gola alta, e já comecei a ter frio no trabalho.


 


E depois, de repente, vem novamente o sol e o tempo quente, que nos faz andar cheios de calor e desejar voltar às roupas mais frescas. E com estas mudanças, claro, uns ameaços de constipação lá por casa. Nem as gatas escapam! 

TPC's online - um método inovador!

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O professor de história da minha filha, como já anteriomente tinha referido, foi meu professor quando andei na escola, por volta do mesmo ano em que ela está agora.


Quando mencionei isso, alguém comentou que era uma boa forma de avaliar se os métodos se mantinham, ou acompanhavam as novas tendências.


E, na verdade, este é um bom exemplo!


Logo no início, informou que iria enviar os trabalhos de casa por email. Fiquei apreensiva, porque nem todos têm email, nem todos têm sequer computador ou outra forma de aceder à net. Já para não falar que os alunos nem sempre vão verificar o email. Mais depressa os vemos nas redes sociais.


Nas primeiras semanas, nada de trabalhos. Depois, avisou que iria enviar um trabalho. Era apenas um formulário para preencher com os dados do aluno.


 


 


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Na passada semana enviou outro, para os alunos fazerem para esta semana. Avisou-os de que iria enviá-lo. Estive a ver o trabalho com a minha filha, e posso-vos dizer que gostei deste método!


É inovador, sem dúvida. Não é massacrante. Entusiasma os alunos a fazer e procurar a informação porque só têm que preencher um formulário. A maior parte das respostas é por cruzinhas, letras de correspondência e por aí fora. 


Só acho que o professor deve ter o dobro do trabalho que teria se, simplesmente, pedisse aos alunos para fazer a ficha "x" ou "y" do livro. Porque, no fundo, as imagens e muitas das perguntas são as que constam do livro, e que o professor transforma em formulário online. Mas vale bem a pena o esforço!


Que mais professores sigam este exemplo!


 


 


 

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Ficar efectivo ou manter o posto de trabalho?

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Ao longo da nossa vida deparamo-nos com situações que nos obrigam a escolhas difíceis e, qualquer que seja a decisão tomada, não sabemos se terá sido a mais correcta ou se ainda nos iremos arrepender. Mas é aquela que nos pareceu melhor no momento.


 


Antigamente, toda a gente sonhava ficar efectivo no seu trabalho. Era sinal que tinha emprego garantido, algumas regalias, e de que se acabava a incerteza acerca do futuro. Ninguém gosta de trabalhar um tempo, depois ser dispensado e ter que voltar a procurar trabalho, para mais uma vez ser dispensado no fim do contrato, e começar tudo da estaca zero. 


Mas será que, hoje em dia, as coisas ainda são assim? Será que os trabalhadores actuais ainda desejam assim tanto esta efectividade no trabalho?


Em relação aos patrões, não temos dúvidas que cada vez menos passam um trabalhador a efectivo optando, muitas vezes, por fazer sucessivos contratos e, algumas até, a contornar a lei de forma a esquivarem-se. Porque isso significa um vínculo que nem sempre querem manter, mais encargos e menos facilidade em se verem livres dos funcionários. Mas a verdade é que, se um trabalhador efectivo tiver que ir para a rua, seja por que motivo for, vai na mesma como os outros, talvez apenas com mais algum dinheiro, se não for caso de falência ou insolvência.


 


 


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Sendo assim, será que estar efectivo continua a ser, para o trabalhador actual, o mais importante?


E se, por oposição ao ficar efectivo na empresa actual, tiver a oportunidade de manter o posto de trabalho enquanto assim o quiser e fizer por isso, por conta de outras empresas? É quase como se estivesse efectivo. O posto é do trabalhador, só muda a empresa.


Foi esta decisão que o meu marido teve que tomar. Ou ficava efectivo na actual empresa, mas mudava de posto, que ainda não sabia qual seria. Ou se mantinha onde está há quase 5 anos, mas passava a trabalhar para a nova empresa que para lá vai. 


Isto é quase como uma pessoa andar a comer sempre a mesma coisa o tempo todo e, de repente, nos acenarem de dois lados diferentes com duas iguarias que daríamos tudo para provar!


E, lá está, para se agarrar uma, tem que se abdicar da outra. O meu marido escolheu a que lhe pareceu melhor, tendo em conta o horário, as regalias, o facto de estar a estudar ao mesmo tempo, os colegas e outros factores. Para nós, pareceu a mais acertada. Agora é esperar para ver se, de facto, foi a decisão certa!


 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

The Voice Portugal - as primeiras batalhas

Ontem foi noite de batalhas no The Voice Portugal, uma etapa bastante injusta, como já anteriormente tinha referido.


De uma forma geral, concordei com as escolhas dos mentores, embora não tenha compreendido algumas decisões por eles tomadas.


 


 


Assim, relativamente à equipa do Anselmo:



 


Natacha x Mariana - saiu vencedora a Natacha. Concordo, embore ache que ela ainda não mostrou tudo o que vale.


 


 



 


Laura x Simone - saiu vencedora a Laura. Quando vi quem ia disputar esta batalha pensei logo que a Laura já era. Há qualquer coisa que não me cativa nela, não sei se é o nervosismo, falta de confiança ou o próprio timbre. Fiquei na dúvida se o Anselmo a escolheu porque realmente achou que foi superior, ou apenas porque era muito mau eliminá-la pela segunda vez nesta fase. Assim, tiveram que eliminar o Simão/ Simone (também muito conveniente).


 


 


Equipa da Aurea:



 


 


Francisco x Isis - foi declarado vencedor o Francisco. Já não era novidade nenhuma! Mesmo antes de cantarem, já se sabia quem iria ser escolhido. Tudo bem que o Francisco canta bem, tem aquele jeito só dele, aquele timbre e expressões muito características, mas a Isis também canta e interpreta muito bem.


 


 


Equipa do Mickael:


 


 


Tamara x Juliana - para minha grande surpresa, mas concordando com a escolha, saiu vencedora a Juliana. Fiquei admirada por ninguém ter salvo a Tamara, porque ela é um animal de palco. Pessoalmente, prefiro o timbre da Juliana, e esteve muito melhor nesta batalha que na prova cega. A Tamara deu um show na prova cega, e tem mais atitude em palco. Mas pareceu-me que estava demasiado convencida que ia passar porque estava na praia dela, já conhecia a música e tinha, à primeira vista, várias vantagens sobre a Juliana. E na verdade, é mais completa. A Juliana tem uma bonita voz, mas precisa soltar-se mais. Ainda assim, a voz da Juliana sobressaiu mais esta noite.


 


 


 


 


Fernando x Pedro - saiu vencedor o Fernando, mas o Pedro foi salvo pela Marisa. Confesso que gostei mais de ouvir o Fernando na prova cega. Aqui na batalha, gostei de algumas partes. Já o Pedro, parece-me que se envolve mais com a música e nos envolve a nós, e tem ali um potencial que deve ser aproveitado. Como um dos mentores disse, gostei de partes de um e de outro. Talvez o Fernando tenha mais qualidade e hipóteses de chegar longe. E o Mickael, depois da festa que fez quando o Fernando o escolheu, não o ia mandar embora. Mas eu achei o Pedro ligeiramente melhor nesta batalha.


 


 


Equipa da Marisa:  



 


 


Diana x Hélia - saiu vencedora a Hélia. Esta foi uma batalha "estúpida" e muito fraquinha, quando poderia ter saído dali um bom momento musical. Cada pessoa tem os seus compromissos, e saberá da sua vida, mas logo de início foi a Diana que esteve nos ensaios, sozinha. Juntaram-se depois no último ensaio, com uma sugestão que não sei se se destinou a sobrecarregar a Diana, e facilitar a vida à Hélia. Não acho que qualquer uma delas tenha capacidades para chegar longe no programa, uma pela voz, outra pela atitude. E gostei mais de ouvir a Hélia, nas partes em que cantou. Mas não sei até que ponto esta distribuição da música a favoreceu. No entanto, ela não tem atitude em palco. Pelo trabalho e vontade de vencer, e por ter mais garra, talvez tivesse optado pela Diana.


 


 



 


Maria x Marcos - venceu a Maria. Não gosto da Maria. Já na altura do Ídolos não gostava. Gosto da voz dela, e achei que ficou muito bem nesta música. Não gostei dos gritos dela, principalmente no final. Senti que o Marcos estava mais envolvido na música que a Maria. E também a voz dele ficou muito bem neste tema. Talvez a Maria tenha mais potencial para seguir em frente. Nem percebi porque é que o Marcos foi escolhido nas provas cegas, mas mostrou que sabe fazer melhor. Ainda assim, também não percebo porque tentaram os 3 mentores salvá-lo.


 


 


Pontos negativos:


- O assassinato de várias músicas, com a justificação de dar o cunho pessoal, de fazer versões diferentes. Os mentores que anteriormente criticaram os concorrentes de o fazer e, com isso, a interpretação ficar confusa, estão precisamente a fazer o mesmo agora.


 


- O facto de terem virado cadeiras para salvar determinados concorrentes e para outros, talvez com mais potencial, terem permanecido quietos.


 


- O Bonga - alguém me sabe dizer o que é que o homem ali esteve a fazer?


 


- O facto de só ter havido uma batalha da mentora Aurea, ao contrário dos restantes mentores (a não ser que me tenha escapado alguma coisa).


 


 


Pontos positivos:


- A escolha das Patrícias para ajudar os concorrentes da Aurea, e do Diogo Piçarra, para os da equipa do Mickael.


 


 


Imagens The Voice Portugal

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  Chuva, chuva, e mais chuva!