terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Cleo, de Sandra Pestana

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"Se existem seres capazes de mostrar o verdadeiro significado da palavra "amor", são os animais!


E que bonita pode ser uma relação entre um animal e um humano, quando ambos são capazes de partilhar esse amor entre si, e com aqueles que os rodeiam.


Quando entram na nossa vida, os animais transformam-na numa espécie de montanha russa, com todas as suas traquinices, brincadeiras, aventuras e personalidade muito própria.


Trazem consigo alegria, amor, amizade, lealdade, companheirismo. Trazem-nos momentos altos, quedas abruptas, subidas difíceis de escalar. Mas, também, estabilidade.


Muitas vezes, cria-se uma ligação tão forte que mais parecem nossas almas gémeas, embora tão diferentes. É assim que vejo a relação entre a Cleo e a Sandra.


Se é verdade que a Sandra nunca desistiu da Cleo, também é verdade que a Cleo lutou até não poder mais, para não desistir da Sandra, para não a desapontar nem defraudar as expectactivas que tinha em relação a esta guerreira. Porque uma era a força da outra, e daí se alimentavam, e ultrapassavam cada obstáculo que se atravessava nos seus caminhos.


É mais fácil vencer quando acreditam em nós, quando há sempre uma palavra amiga, um pequeno gesto que faz toda a diferença, um sorriso. É mais fácil acreditar quando depositam confiança em nós, quando estão lá nos momentos em que nos vamos abaixo, quando, mesmo debilitados, ainda tentam um último esforço só para nos ver bem.


Mas chega o momento em que eles nos ensinam que amar é, também, deixá-los seguir o seu caminho, o seu destino. É deixarmos de pensar em nós, e no quanto iremos sofrer, para pensar neles e no quanto sofrem agora, para pensar que eles estão cansados demais para ficar, e que chegou a hora de partir. Amar é, também, aceitarmos e cumprirmos o seu último desejo.


A missão da Cleo foi cumprida!


E a Sandra absorveu todos os ensinamentos que ela lhe transmitiu, restando agora recordar para sempre as memórias dos momentos que passaram juntas.


Feliz de quem teve, ou tem, a oportunidade de partilhar a sua vida com um animal! Feliz de quem consegue compreender o verdadeiro significado dessa relação, e dar-lhe o devido valor.


A Sandra fê-lo ao longo de 16 anos, fê-lo ao escrever este livro, e fá-lo todos os dias, ao partilhar com os outros a história da Cleo,ao ajudar outros animais, ao dar oportunidade a outros animais de fazerem parte da sua vida, e de criar uma nova relação, uma nova ligação. 


Também a Sandra está a cumprir a sua missão.


E a Cleo, onde quer que esteja, estará muito orgulhosa da sua mãe!"


 


 


Na entrevista à autora, Sandra Pestana, a mesma deu-nos a conhecer um pouco sobre a história da Cleo.


Mas aconselho-vos a ler o livro, porque só assim vão perceber a dimensão dos sentimentos e do amor que unia a Sandra e a Cleo.


Só através dele irão perceber como as duas estavam ligadas, como a Sandra tudo fez para prolongar ao máximo o tempo e, acima de tudo, a qualidade de vida da Cleo, e como a Cleo sempre lutou para fazer valer o seu "título" de guerreira. 


E como esta cadelinha lutou! Sempre que começavam a respirar de alívio, outro problema surgia. Em muito lhe valeu a determinação e intuição da Sandra, para que tivesse o melhor tratamento e recorressem à melhor opção, dentro do quadro negro que, a cada vez, lhe retirava um pouco da esperança.


A Cleo é a prova de que se devem ouvir sempre duas, três ou até mais opiniões, porque o que parece uma coisa, pode na verdade ser outra.


Mas, mais do falar de todas as provas duras por que passaram, quero salientar os momentos felizes e a alegria que a Cleo trouxe à vida da Sandra e do Víctor.


Em algumas partes, conseguimos mesmo imaginar as cenas, e rir com elas!


É isso que vale a pena reter, e recordar!

2 comentários:

  1. Adorei o texto pois eu compreendo os sentimentos que se tem por um animal de estimação, eu tenho um com 15 anos e meio e tenho um amor por ele como ele tem por mim, mas custa-me muito aceitar a partida deles, sei que eles têm de partir mas não é fácil lidar com essas situações pois eu faço voluntariado com cães na União Zoófila e desde que estou lá já vi partirem muitos e ganhei muito afectividade por eles e foi muito difícil aceitar a partida deles e aceitar que eles já não estão aqui, estarão noutro lugar a olhar por todos nós penso eu. Mas é óptimo partilhar o amor que temos por eles, um amor incondicional, tenho de ler o livro fiquei curiosa de saber a história. Todos os assuntos que tenham a ver com eles tenho sempre muito interesse.
    Bom fim de semana. Beijinhos Sandra.

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  2. De certeza que irás gostar!
    Eu, que até nem ligo muito a cães, sendo mais apaixonada pelos felinos, adorei e chorei a ler a história.
    A Cleo teve problemas desde o início, mas foi ultrapassando tudo. Até ao momento em que se sentiu cansada demais para continuar.
    Mas este livro levanta também outras questões a nível da medicina, dos profissionais de saúde, dos tratamentos mais adequados, e de escolhas ou decisões que os donos têm que tomar.
    Neste caso, a Sandra pode procurar diferentes opiniões, diferentes métodos, diferentes soluções. Mas, e quem não tem essa sorte? Quem não pode? Quem se fica pelo que o primeiro diz, e age de forma errada por desconhecimento, por confiança em quem deveria saber o que faz e diz?
    Beijinhos e bom fim-de-semana!

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