Um blog pode fazer parte da nossa vida, mas não deverá ser nunca, exclusivamente, a nossa vida.
Por muito difícil que seja lidar ou conviver com as pessoas cara a cara, fazer novas amizades, travar novos conhecimentos na nossa vida, fora da blogosfera, e se procure colmatar essa dificuldade, seja ela por que motivo for, na blogosfera, as coisas quase nunca correm como idealizamos. A maior parte das vezes, é um engano.
Nem todas as pessoas que encontramos na blogosfera são exactamente como se apresentam. Muitas vezes, são personagens criadas especificamente para aquele blog.
Além disso, alguns blogs chegam e partem, uns mais rapidamente que outros, não dando tempo para criar laços ou, quando criados, acabam por se quebrar.
Se é possível nascer amizades neste mundo virtual? Sem dúvida! Não faltam exemplos de bloggers que se conheceram através dos respectivos blogs, e que levaram essa amizade para além da blogosfera. E, quando isso acontece, é bom! Eu que o diga.
No entanto, e como é óbvio, essas amizades são (ou deveriam ser) apenas uma parte do conjunto de pessoas que fazem parte das suas vidas.

Por muito bom que seja pertencer a este mundo da blogosfera, e sermos mimados com comentários, visualizações, destaques, supresas e prémios, que o é, sem dúvida, até que ponto a nossa vida se pode resumir à felicidade que daí advém?
Sermos reconhecidos pelo que escrevemos é óptimo. Sentir que os seguidores se identificam e partilham as suas opiniões, também. Saber que um post nosso chegou a muita gente e nos fizemos ouvir, idem. São pequenos mimos que nos deixam com um sorriso no rosto. É quase como um presente por aquilo que andamos aqui a fazer.
Mas é algo que depressa vem, e depressa vai.
Ninguém, por mais comentários ou visualizações que obtenha (salvo raras excepções) fica mais rico por isso! Ninguém anda a coleccionar troféus (tipo óscares da blogosfera), pelos destaques obtidos ao longo dos meses.
A única riqueza que recebemos de um blog, é o seu conteúdo, aquilo que quisemos pôr cá para fora, o nosso testemunho. São as amizades que eventualmente se façam, e que se fortaleçam também fora do mundo virtual. É a troca de experiências, opiniões e conhecimentos que poderemos fazer através deste meio. E um ou outro prémio que se vença em algum passatempo.
Se passarmos a nossa vida numa tristeza, porque não conseguimos isto ou aquilo aqui na blogosfera, amargurados porque naquele dia ninguém nos visitou ou comentou, frustrados porque fizemos um texto tão bom, e não o destacaram, enfurecidos porque alguém tem mais "protagonismo", e com o coração cheio de negativismo porque a vida que idealizámos conquistar na blogosfera não é aquela que esperámos, então não estamos, de facto, a viver.
Estamos a reduzir a nossa vida a muito pouco, se acharmos que, somente num blog, estará escondida a chave para a nossa felicidade.
Sim, um blog pode ser importante em determinadas fases da nossa vida, ou até mesmo sempre, por um motivo ou por outro. E não há qualquer mal nisso. Mas não podemos viver, unica e exclusivamente, encerrados dentro da blogosfera, e esperar que os restantes bloggers façam o mesmo.
Um blog poderá ter sempre um lugar reservado na nossa vida. Já a vida, é abrangente demais para a reduzirmos ao espaço de um blog.
Olá Marta! Concordo em absoluto com o teu texto. Um blog é isso mesmo, uma âncora de salvação por vezes, um local onde colocamos as nossas frustrações e desabafos. Mas é importante saber distinguir o real do virtual, saber que há limites e onde deveremos parar...
ResponderEliminarBeijinhos
Parabéns Marta! Nunca é demais alertar as pessoas para a realidade.
ResponderEliminarUm beijinho e um bom dia!
Concordo Marta.
ResponderEliminarHá que saber separar ou colocar limites a nós próprios.
Um blog não é só um blog, tem gente dentro, mas nem sempre essa gente corresponde aquilo que nos é dado a conhecer. Felizmente nunca tive desilusões, muito pelo contrario conheci varias pessoas 5 * graças aos blogs.
Beijinho
Gostei muito do que li!
ResponderEliminarconcordo absolutamente contigo. espero que não existam pessoas blogo-dependentes, pois isso seria muito mau, há que saber distinguir as coisas.
ResponderEliminarAcredito que haja pessoas dependentes de tal forma que querem tentar viver uma vida aqui, assim como há quem o faça nas redes sociais (facebook e outras).
ResponderEliminarQue vibram porque fulano comentou o seu texto, ou ficam à beira de um ataque de nervos porque já passaram duas horas e ainda não disseram nada :)
Obrigada, Maribel :)
ResponderEliminarSim, até agora também só me trouxe coisas boas, momentos especiais, e conheci pessoalmente algumas pessoas impecáveis. Espero que assim continue. Mas há mais vida para além do blog, e não a podemos esquecer :)
ResponderEliminarBeijinhos
Os blogs estão a tornar-se aquilo em que as redes sociais se tornaram há algum tempo, uma vida a que muitos se agarram para fugir da sua própria, e depois é difícil sair dela.
ResponderEliminarBeijinhos :)
Obrigada, Novembro!
ResponderEliminarPor vezes não é fácil porque as pessoas encontram aqui muito do que precisam, e não encontram lá fora.
É como se se agarrassem a uma bóia de salvação. Mas a bóia só serve para um determinado tempo, e como meio para chegarem sãos e salvos a terra firme. Ninguém pode viver toda a vida agarrado a ela, porque um dia irá começar a esvaziar, e aí não haverá quem as salve.
A vida não é fácil, mas quando as pessoas têm consciência da realidade é mais fácil dar a volta.
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