quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

As maiores recordações somos nós que as guardamos

Resultado de imagem para destralhar


 


Se há pessoa avessa a destralhar e, sobretudo, a desfazer-se de todas aquelas coisinhas que tem lá por casa a ocupar espaço, só porque é uma recordação disto ou daquilo, porque foi dada por esta ou aquela pessoa, porque tem um significado especial ou qualquer outra justificação, sou eu.


É por isso que ainda conservo bonecos de quando era pequena, livros de quando andei no secundário, a roupa toda da minha filha, acumulada ao longo de 13 anos, e tantas outras coisas que por lá andam, em caixas, caixinhas e caixotes.


A minha filha está a ir pelo mesmo caminho.


Quando temos que fazer pinturas, ou limpezas grandes, é tanta coisa para tirar, para depois voltar a arrumar, que mal nos conseguimos mexer e entender de onde saiu tudo aquilo.


 


Até quando vou continuar a fazê-lo? Não sei...


Eu bem tento, mas depois penso "ah e tal, isto não", "aquilo também não" e continuo a ficar com tudo.


Gostava de ser mais desprendida, mas é algo que ainda não consegui.


 


No entanto, nos últimos tempos, tem-me dado muita vontade de dar uma grande volta a tudo o que tenho em casa, e que já não utilizo. O problema é que, se começo, com a vontade com que ando, vai mesmo tudo. E, depois, o mais certo é arrepender-me. Mas já será tarde demais.


 


 


 


Resultado de imagem para baú de recordações


E daí? Será assim tão importante? Se acontecesse alguma coisa (esperemos que não) e perdessemos tudo, não teríamos que seguir em frente, sem nada poder fazer? Viveríamos, por isso, menos felizes? Seria isso motivo para nos esquecermos dos momentos, das pessoas, das recordações que guardamos? Não.


Não precisamos de muito para viver. Não nascemos com muito, e não partimos deste mundo com muito. Da mesma forma, enquanto cá estamos, também não precisamos de muito. Apenas do essencial.


O que mais importa é, enquanto cá estivermos, tentarmos ser felizes, acima de tudo, com aquilo que experienciamos, que vivemos, que guardamos na nossa memória e no nosso coração. E nenhuma dessas emoções se resume unicamente a bens materiais.

3 comentários:

  1. Afinal não sou a única. Também acumulo assim coisas e mais coisas pelas mesmas razões. Penso que somos saudosistas. Mas tenho mesmo que fazer uma triagem, pois preciso de espaço :)

    ResponderEliminar
  2. Mesmo! Custa-me tanto desfazer-me das coisas. Ainda por lá guardo uma camisola cor-de-rosa do Tom & Jerry, já muito velha e desfiada, que usava com os meus 13/14 anos, porque era a minha preferida!

    ResponderEliminar
  3. Eu quando era pequena guardava tudo. Fazia coleção de tudo. Mas de há uns anos para cá tenho um grande gosto em destralhar. Parece que fico a sentir-me mais leve.
    E digo-te que ainda não precisei de nada que se foi, até porque são coisas que já não tinham uso nenhum e das quais depressa me esqueço.
    Ando a precisar de andar mais uma volta pela casa mas ando preguiçosa.
    Mas mesmo assim tenho muita treta guardada. Brinquedos e livros. Em todo o caso acho que se tivesse que fugir e deixar tudo para trás nada me iria fazer realmente falta.

    ResponderEliminar

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!