sexta-feira, 28 de abril de 2017

Sugestões para o fim-de-semana

(cliquem na imagem)


 


 


Todas as semanas, o Fantastic apresenta algumas sugestões culturais, com concertos, peças de teatro, espetáculos ou outros eventos que poderão visitar. Nesta edição do Fora de Casa, conheçam algumas das propostas para a semana de 27 de abril a 3 de maio, entre as quais:


 



  • A Ovibeja;

  • A comédia Agregado Nada Familiar

  • O espetáculo Os Maias

  • O Sines Tall Ships Festival

  • Hip Hop Internacional Portugal


 


e muito mais! 


 


 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Transcendence: A Nova Inteligência

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Um filme que tem fantasia a mais para o meu gosto, mas que nos faz pensar em algumas coisas como:


- ter cuidado com aquilo que desejamos porque, um dia, quem sabe, isso pode vir a ser concretizado, e tornar-se mais assustador do que benéfico


- a ciência é espectacular, mas há certas coisas que devem permanecer como estão, e deixar a natureza seguir o seu curso, sem interferir


- por muito boas que sejam as intenções de alguém, quando se lança nestas experiências, até que ponto a capacidade de controlar tudo e todos, e o próprio mundo, não desviarão alguém do seu carácter, e a sede de poder não a levará a actos abomináveis?


- poderá uma máquina substituir um humano a todos os níveis, e ser vista pelos demais como se fosse a pessoa, e não a máquina, que ali está à sua frente?


 


 


 


Sinopse:


"Will Caster é um dos mais importantes investigadores no campo da Inteligência Artificial, dedicando toda a sua vida a criar uma máquina capaz de pensar e sentir por si mesma. As suas experiências e criações controversas tornaram-no famoso na sua área de estudo, mas transformaram-no também num dos principais alvos dos grupos extremistas antitecnologia. Com o projecto quase concluído, Will é atacado por um grupo terrorista e deixado gravemente ferido. Antes que ele morra, Evelyn, a sua mulher, insere no seu cérebro um protótipo que lhe retira a consciência e a transfere para um supercomputador. Evelyn verifica que a mente de Will ressuscitou no processador da máquina e que continua a funcionar na perfeição. Porém, Caster revela uma vontade de adquirir conhecimento que parece ter perdido qualquer noção dos limites. Decidido a ganhar poder e controlar o mundo, ele tem um objectivo muito específico: tentar convencer a mulher a ligá-lo à internet para que ele se possa propagar por todos os computadores existentes e criar uma inteligência colectiva. Apesar de isso significar o sucesso de décadas de estudo e total dedicação, Evelyn percebe o impacto que poderá ter não apenas na sua vida, mas na de toda a Humanidade." 

Fui eu que escrevi isto?

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Já vos aconteceu lerem algo que escreveram há bastante tempo, olhar para aquelas palavras, para aquele texto, e perguntarem-se "fui mesmo eu que escrevi isto?"?


 


Acontece-me tantas vezes! 


E penso "não sei como é que estas palavras saíram, mas se fosse hoje, nunca conseguiria escrever isto".


De uma forma geral, parece que tudo o que escrevo hoje, não sai tão bem como o que escrevia há uns anos atrás.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Mestres da Ilusão 2

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Todas as críticas que li sobre este filme foram, de uma forma geral, negativas.


Ainda assim, e porque prefiro ser eu a tirar as minhas próprias conclusões, vi-o no passado fim de semana.


No primeiro filme, havia um objectivo concreto, e a surpresa no final foi enorme, quando percebemos quem esteve por detrás de tudo aquilo.


Neste segundo filme, os cavaleiros voltam ao ataque, com uma missão em que acabam por ver o tiro sair pela culatra, sendo que os próprios ilusionistas irão ser enganados, e eles próprios vítimas de um truque, que os leva a ter que sobreviver sozinhos, em Macau.


Como se isso não bastasse, o seu líder é denunciado, e vê-se obrigado a juntar-se ao homem que anteriormente enviou para a cadeia, para salvar os seus companheiros.


 


 


Este filme serve, sobretudo, para mostrar duas coisas:


Por vezes, não gostamos que haja alguém que nos lidere, e desejamos ser nós mesmos esse líder, achando que faremos melhor. Ora, basta que algo corra menos bem, e nos vejamos numa situação propícia, para pôr em prática aquilo que há muito queríamos. A questão é que querer nãoé o mesmo que estar preparado, e conseguir. Quando nos falta humildade e o poder nos sobe à cabeça, deixamos de ver, e as coisas podem correr mal.


É nessa altura que chega o verdadeiro líder que, apesar da traição, continua ao nosso lado e nos ajuda nos momentos que dávamos por perdidos. 


 


Quando estamos cegos pela vingança e sede de justiça, acreditamos apenas numa única verdade - a nossa. Mas nem sempre as coisas são o que parecem, nem sempre os maus são assim tão maus, nem os bons assim tão bons. E, num momento de lucidez, tudo aquiloem que sempre acreditámos pode ser deitado por terra, e mostrar que, muito do que fizemos, foi em vão.


 


 


O que menos gostei neste filme foi o regresso de algumas personagens do primeiro filme, quando poderiam ter trazido novas, que trouxessem um novo mistério.


O facto de continuar sem saber ao certo qual o papel de uma determinada personagem na organização denominada "O Olho". O meu marido diz que ele é "O olho", mas eu acho, ou desejo, que não. Que haja mais para além disso.


No primeiro filme, sabemos que um grande ilusionista perdeu a vida ao tentar um truque arriscado. Mas ele próprio dizia que tinha sempre um truque na manga.


Por isso, e havendo um terceiro filme (parece que já existem negociações para tal), gostaria que fosse esse ilusionista "O Olho". Que ele tivesse sobrevivido ao acidente, com o tal truque na manga, e que estivesse por detrás de tudo.


 


 


A não ser assim, ou este terceiro filme traz algo de muito surpreendente e novo, ou acabará por ser mais do mesmo, sem qualquer lógica.


 

Encontras-me no Fim do Mundo, de Nicolas Barreau

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Depois de toda a novela com a aquisição deste livro, que se encontra esgotado em algumas lojas, e noutras não, chegou-me às mãos pela Leya.


 


É um livro pequeno, que se lê bem, e que gostei, embora estivesse à espera de muito mais do que aquilo que ele tem para oferecer.


 


Jean Luc é um homem que, depois de uma carta de amor mal sucedida na adolescência, e da reacção à mesma por parte da sua amada, jurou nunca mais voltar a escrever outras cartas.


A par com essa resolução, Jean Luc é hoje um homem que vive rodeado de várias mulheres, sem nunca se envolver a sério com nenhuma. Elas são tantas que, por vezes, é difícil tentar descobrir qual delas poderia ter enviado aquela carta misteriosa que recebeu na sua caixa do correio.


Assinando como Principessa, e escrevendo num tom a fazer lembrar séculos passados, esta misteriosa mulher lança-lhe um desafio: escrever-lhe de volta, e tentar descobrir quem ela é.


Jean Luc achou que seria muito fácil e que, com as palavras certas, a convenceria a mostrar-se em pouco tempo.


Mas a Principessa revela-se uma mulher inteligente, que lhe vai dar a volta, fazendo-o apaixonar-se por si, fazendo-o respeitá-la e, num determinado momento, até sofrer com o seu silêncio, até que ele procuncie as palavras mágicas, que o levem a encontrar-se com ela, no fim do mundo.


É quando ele percebe que, no fundo, ela estava ali tão perto, e nunca tinha reparado nela!


 

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Dramas de uma mulher sem nada para calçar!

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Ontem, como estava bom tempo, decidi estrear uma camisola preta nova, igual a uma que comprei para a minha filha.


O problema é que a maioria das calças que tenho, e que me ficam justas, são escuras. Logo aí, começou o primeiro problema. Encontrar umas calças clarinhas, que me ficassem bem. Até tinha um ou dois pares, mas são largas em baixo (à boca de sino), e com as botas que tenho não ficam bem. 


Precisava de umas sandálias de verão. Corri a casa toda, abri todas as caixas em que tenho calçado, e não me apareceram as sandálias. Não faço ideia do que lhes fiz, ou onde as poderei ter arrumado. 


A ficar sem tempo, vesti antes umas calças de ganga, e fui experimentar os sapatos da minha filha, porque não tenho sapatos meus. Mas, para isso, precisava de meias de licra cor de pele, que eu também não tinha. E, mais uma vez, fui à gaveta da minha filha para ver se me desenrascava.


Calcei as meias e os sapatos, mas estes ficavam-me largos, e a cair dos pés! Desisti dessa ideia, e fui experimentar as botas. Ficavam mal. Voltei a descalçar as botas e as meias, e tive que me contentar com umas sandálias antigas que já não usava, e que mais pareciam ter saído de um caixote do lixo mas que, depois de bem limpas, acabaram por ser a minha salvação!


 


Conclusão a que chegámos: preciso urgentemente de comprar sapatos e sandálias, ou chego ao verão a calçar botas de inverno, e preciso de comprar calças mais atuais, e que eu possa usar, ao invés de estarem a ocupar espaço para nada!

Juntos para Sempre - Saí do cinema apaixonada por cães!

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Já tinha visto o trailer, e sabia que ia gostar. Sabia também que iria chorar. E lembrar-me da Tica, claro!


O que eu não sabia, é que sairia da sala de cinema apaixonada por estes animais. É certo que gosto de cães, e por todas as histórias que tenho lido, em que eles entram, e por casos reais a que assisto, essa paixão já tinha vindo a ser semeada. Mas eu, que sou incondicionalmente apaixonada por gatos, dei por mim a pensar que não me importava de ter um cão como estes!


 


"Juntos para Sempre" é um filme que todas as pessoas que gostam de animais deveriam ver.


Talvez seja um filme mais duro para quem, algum dia, já perdeu o seu animal de estimação. Mas  ainda assim, acho que irá gostar.


Ver "Juntos para Sempre" é como estar num ringue de boxe, e estar a levar socos, uns atrás dos outros. Aos primeiros rounds, ainda nos conseguimos erguer por momentos. A meio do combate, já não conseguimos. Depois de soco atrás de soco, rendemo-nos. Só queremos que tudo acabe bem,e que o final chegue depressa.


 


Há de tudo neste filme:


- a amizade entre um cão e uma criança, que vai crescendo à medida que os anos vão passando


- o abandono dos animais, por pessoas sem escrúpulos,no meio do nada


- um cão deixado fechado num carro, com altas temperaturas, e quase a morrer à sede


- pessoas que adotam cães bebés porque são bonitinhos e fofinhos, mas deixam de lhes dar atenção quando crescem


- pessoas que amam os animais e são capazes de tudo por eles e, quando assim é, custa muito mais a despedida


 


E acreditem, ainda hoje, ao pensar naqueles olhos castanhos, fico com um aperto no coração, e um nó na garganta.


Os animais são tão mais inteligentes, verdadeiros, amigos e leais, que a maioria dos humanos, que não há forma de explicar como nos marcam. 


 


A história é narrada pelo protagonista canino do filme, o que ainda contribui mais para nos apaixonarmos, e sofrermos com cada vida que passa, e já não volta.


 


Pode parecer masoquista, mas via este filme novamente. E mais uma vez, e mais uma!


Mas talvez seja melhor verem vocês mesmos, para perceber tudo o que estou para aqui a dizer :)


 

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Coisas que me irritam

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Baterem à porta, quando têm a campainha mesmo ao lado!


Será caso para colocar um aviso com uma setinha a apontar?


Acho que não resolve!


 


E se há pessoas que batem com tanta força, que quase destroem a porta, também há aquelas que batem tão devagar e com tanto cuidado, que o pancada se confunde com o bater da porta com o vento, e nem percebemos que está alguém do outro lado! 


É o que acontece a quem costuma levar os ovos à minha mãe. Ela só sabe que a pessoa bateu, porque até a viu chegar!


 


 


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Sugestões para o fim-de-semana


 


 


A edição desta semana, da rubrica Fora de Casa, traz sugestões para o fim de semana que aí vem, que para muitos portugueses até será prolongado!


Não percam:
- os grandes concertos de Caetano Veloso e Raquel Tavares
- momentos de humor com Miguel 7 Estacas, e a comédia Dois Homens Completamente Nus
- o Mundial Rallycross de Montalegre


 


E ainda:


- rally


- uma mostra gastronómica


- um festival de improvisação teatral


 


Para descobrir tudo, cliquem na imagem, e escolham aquela que mais vos agrada! 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Focar num único rumo ou dispersar por vários?

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Na vida, há pessoas que:


 


Se contentam com pouco, estando satisfeitas com aquilo que têm. Embora sabendo que um pouco mais seria bem vindo, não consideram que isso justifique mudanças, e permanecem sempre da mesma forma, a não ser que algum facto involuntário as obrigue à mudança.


 


Querem sempre mais, nunca estando satisfeitas com aquilo que têm.


 


Ter ambição, desde que com conta, peso e medida, não é mau. Nem tão pouco desejar um futuro melhor, um bom ordenado, melhores horários, e outras regalias que não existem na situação actual.


Mas, dentro deste grupo, encontramos dois tipos de pessoas:


 


- as que sabem exactamente aquilo que querem, que definem a sua meta, e seguem esse caminho com um objectivo concreto, ainda que possa ser realizado ou não, e não se dispersam;


 


- as que querem várias coisas ao mesmo tempo, ou que não fazem a mínima ideia do que querem, e acabam por se dispersar por vários caminhos, que por vezes nunca chegam a atravessar até ao fim, mudando para outros que também não completam, numa tentativa de chegar a uma meta, seja ela qual for.


 


Mudar, se essa mudança é fundamental para o nosso bem estar, arriscar e perder, e voltar a tentar, enveredar por novos caminhos quando já vimos tudo o que tínhamos a ver nos antigos, quando chegamos à meta e precisamos de novas para alcançar, não tem que ser necessariamente algo de mau.


 


Mas eu gosto daquilo que é aparentemente seguro. Gosto de ter um plano, uma linha definida, uma meta concreta. E tenho alguma dificuldade em compreender aqueles que não têm esta forma de estar. Que hoje querem uma coisa, e é para norte que vão, mas amanhã já não é aquilo que querem, e afinal o caminho é para sul, e passados uns dias afinal querem ir para oeste, para chegar à conclusão que o caminho ideal é a este, e é isso que definitivamente querem. E, uns tempos mais tarde, já mudaram de ideias outra vez.


 


Para mim, é mais fácil uma pessoa conseguir algo focando-se nisso a 100%, do que querer várias coisas ao mesmo tempo, dispersando-se por todas elas, correndo o risco de não conseguir nenhuma. Como se costuma dizer "quem tudo quer, tudo perde" e "mais vale um pássaro na mão, que dois a voar".


 


É-me ainda mais difícil compreender quando se trata de adultos, com responsabilidades assumidas, que ambicionam estabilidade na sua vida. Porque esta dispersão parece-me tudo menos estável. Que miúdos acabados de sair do liceu, ou até da universidade, se sintam assim, ainda se compreende. Mas adultos, numa idade em que deveriam ter já a sua vida organizada, é mais difícil...


 


E, depois, pergunto-me: serão assim em tudo na vida? É que se, em determinados assuntos, essa dispersão e mudança constante de planos e ideias, não causam muitos estragos, haverá outras decisões que, depois de tomadas, não há volta a dar para voltar atráscom elas. E que está ao lado de pessoas assim sente tudo menos segurança e estabilidade.


 


E por aí, são mais de se focar, ou dispersar?


O que acham que trás mais vantagens ou desvantagens?


 

Começou o 3º período e...

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...estamos a dois meses das férias grandes de verão!


 


 


Os estudantes estão na última etapa desta prova que começou lá atrás, em setembro de 2016. 


Nesta fase, embora tenham tido uma pausa para férias durante a Páscoa, já estão cansados. Os dias maiores e ensolarados, já os fazem mais querer passear, estar na rua, e não fechados dentro das salas de aula. Os professores terão mais dificuldades em captar a atenção dos alunos, que tendem a dispersar-se, talvez ainda mais que no resto do ano.


 


É o período mais pequeno do ano lectivo, em que se farão provavelmente, menos testes, e haverá menos meios alternativos para avaliação. Há quem diga que o segundo período é a oportunidade de subir as notas relativamente ao primeiro período, e o terceiro período a etapa de consolidação dessas mesmas notas. Há quem veja esta última etapa como pouco necessária, produtiva, útil.


 


Por outro lado, não é sempre nas últimas etapas que vamos buscar forças onde achamos que já não existiam? Não é nestas fases que ganhamos uma energia extra, e damos tudo por tudo para chegar ao fim com uma boa classificação?


Então, que os estudantes, neste terceiro período, consigam ganhar o alento necessário para recuperar de eventuais "acidentes de percurso", e mostrem que ainda é possível, com esforço, aproveitar da melhor forma estes dois meses de aulas, para que cheguem ao final do ano lectivo com a sensação de "missão cumprida", e possam ainda mais desfrutar das férias e do verão que vem a caminho!


 


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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Marta "maria esquecida"!

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Todos os anos, um amigo do meu marido liga para ele a dar os parabéns no dia do aniversário. Todos os anos, esse mesmo amigo me envia um mensagem no dia do meu aniversário. Nunca se esquece. Nunca falha.


E todos os anos nós lhe retribuímos de uma forma muito singular: nunca nos lembramos de quando é que ele faz anos!


O ano passado pedi ao meu marido para lhe perguntar, para anotarmos e assim não voltarmos a falhar. Ontem, lembrei-me que esse amigo fazia anos em Abril. Oops, estamos em Abril!


Procurei em todas as agendas e caderninhos que tenho aqui pela mala, e nada. Não devo ter apontado a data. E agora, será que já fez, ou que ainda vai fazer?


Pelo sim, pelo não, enviei mensagem a pedir desculpa, e a dar os parabéns atrasados. Ele responde de volta, a agradecer, e confirma que, de facto, já fez anos!


 


Somos mesmo amigos esquecidos e despassarados! 


Mas há que ver pelo lado positivo. Se há dois ou três anos nos lembrávamos alguns meses depois, este ano só falhámos por dias. Ainda há esperança de que, daqui em diante, consigamos acertar no dia!


 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Noé - o filme

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Na altura em que estreou no cinema, fiquei muito tentada a ver.


Depois, quando deu na televisão a primeira vez, apanhei um bocadinho, e não me inspirou, até porque era enorme. Este domingo, acabei por vê-lo.


 


Desde pequena que fiquei a conhecer diversas histórias que vêm na Bíblia, e esta é logo uma das primeiras, que não deixa ninguém indiferente: a famosa Arca de Noé, onde foram preservados um casal de animais de cada uma das espécies, enquanto Deus inundava a Terra com um enorme dilúvio. Depois de parar de chover, enviaram um pássaro para determinar quando poderiam voltar a sair da arca. Se não estou em erro, o pássaro foi e voltou duas vezes, sem nada. À terceira, voltou com um ramo no bico. E por último, não voltou. Foi quando perceberam que poderiam sair da arca, e voltar a terra firme. Há ainda a parte do arco-íris que surge no céu, e que simboliza a aliança de Deus com o Homem.


 


Li várias vezes estas histórias, nas Bíblias para crianças que me ofereceram em pequena. Na altura, gostava de lê-las. Hoje, ao recordar-me delas, apercebo-me que, a serem verdadeiras, mostravam um povo que levava a sua fé e crença em Deus a extremos e, até, a um certo fanatismo.


 


Sempre me ensinaram que Deus é amor, e que é justo. Sempre duvidei da sua existência. Não consigo perceber onde é que esse Deus encaixa num mundo em que tantos inocentes sofrem as maiores atrocidades, enquanto os "maus" permanecem impunes. 


 



Neste filme, um dos descendentes de Caim, que representa o mal, afirma: "Deus criou o Homem à sua imagem. Ele não é diferente de nós. Nós somos o reflexo dele."



Não teria ele uma certa razão? Como poderia um Deus bondoso matar? Ou mandar matar? Sim porque, por exemplo, na história de Abraão, depois de supostamente lhe ter dado o seu filho Isaque mandou, em seguida, matá-lo como sacrifício para pôr à prova a sua fé em Deus. Que Deus é este que condena à morte quem tem o mal dentro se si, quando ele próprio incita a cometer actos como este?


 



Por outro lado, Noé dizia à sua mulher, tentando justificar a sua decisão de nem eles próprios entrarem na arca e se salvarem "Todos temos o mal dentro de nós. Não poderemos ser salvos."


Mais uma verdade! 



Por muito bons que sejamos, há sempre algo que nos pode corromper. Haverá sempre algo capaz de nos levar a cometer actos de maldade, nem que seja para defender-nos e aos nossos.


 


No caso concreto do filme, no que era Noé diferente daqueles que estavam agora a ser condenados pela justiça divina?


Noé não hesitou em deixar morrer uma jovem, que nada tinha a ver com estas guerras, para se salvar a si e ao filho. Noé não hesitou em declarar a sentença de morte para toda a família, incluindo as próprias netas, que quase matou com as suas próprias mãos, por achar que era o que Deus queria. Onde é que está aqui a bondade, o amor?


E o que conseguiu com isso? Conseguiu que todos se revoltassem contra si. Conseguiu que um dos seus filhos se passasse para o lado dos "vilões", contra o próprio pai, por não perceber que moral tinha o pai para condenar os outros, quando se estava a tornar igual.


 


Ainda a respeito do filme, estava à espera de melhor. É muito tempo de filme, para uma história tão pequena. Há partes que não batem certo com aquilo que se conta, e que levantam algumas incongruências e questões:


- Na história do filme, Noé e o pai parecem viver sozinhos. Quando o pai morre, sendo Noé ainda criança, como é que ele sobreviveu sozinho todos aqueles anos, até à idade adulta?


- No filme, o que a história dá a entender é que havia apenas a família de Noé, do lado do "Bem", e todos os restantes do lado do "Mal". Seria mesmo assim?


- No filme, não há um limite para a entrada dos animais. No entanto, se formos pesquisar, há diversas versões de imposição de quantidade de animais de cada espécie. A ser assim, porque teriam de morrer todos os outros?


- A própria construção da arca suscita dúvidas. Conseguiria uma arca como aquela, construída unicamente de madeira, como pareceu, manter-se intacta com todos aqueles animais dentro?


- Como era possível haver lume dentro da arca, sem a incendiar?


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

Hoje "neva" em Mafra!

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Depois de alguma chuva que caiu logo pela manhã, eis que os habitantes de Mafra são brindados com uma espécie de neve.


Não uma neve branca e fria, mas em tons de rosa e com cheirinho a flores!


O vento que se faz sentir abana, de tal forma, as árvores, que está a arrancar todas as pétalas das flores acabadas de florescer, fazendo-as voar pelo ar e cair no chão, formando um manto.


Parece mesmo que está a nevar, só que em vez de água, são flores!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Eu e os bichos na Páscoa - mais uma trágica comédia!

Domingo de Páscoa - a minha filha está a passar o dia com o pai, e o meu marido a trabalhar. 


Estou, portanto, sozinha em casa com as bichanas. Ou assim pensava eu.


 


Quando vou fazer a cama, e dou a volta para o meu lado, vejo um bicho no chão.


 


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Entro em modo "pânico - bicho a bordo", e deduzo que uma pantufa não será suficiente para dar cabo daquela coisa. Daí que tenha ido em segundos ao outro lado buscar uma bota, com sola de madeira.


Com um misto de aversão e nojo, mas com a determinação de deixar o bicho bem "morto morrido", dou-lhe com a bota 4 ou 5 vezes, com as gatas a observarem e, provavelmente, a pensar o que raio estou a fazer, ou se terei enlouquecido! 


Pego então no cadáver do dito cujo, e mando para a rua. Não me perguntem o que era, mas tinha mais ou menos o aspecto da imagem acima.


 


Ao final da tarde, vou apanhar a roupa que tinha estendido. Abro a porta da entrada e, no chão, está uma lesma!


Brrr, mas estes bichos lembraram-se todos de me chatear hoje? - penso eu.


Saí para a rua, encostei a porta ao degrau, e consegui esmagar-lhe um pedaço do corpo. Em seguida, ainda fui buscar o mata moscas para verificar o estado da bicha, e mandá-la para o quintal.


 


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Hoje, ainda em recuperação destes assassinatos, vou a sair de casa e quase coloco a mão em cima de uma aranha avermelhada e gorda que estava no cimo do portão. Não fui de modas, levantei o pé (até estou de botas), e dei-lhe com ele, atirando-a ao chão, provavelmente morta.


 


Agora que penso nisso, não me lembrei de verificar se realmente tinha ido desta para melhor. Pelo sim, pelo não, é melhor ir com cuidado para casa, e veronde ponho as mãos! 


 


 

Obsessão online

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Sinopse:


"Estamos constantemente ligados através dos nossos telefones, laptops e da Web. Contudo, enquanto olhamos para os nossos ecrãs, quem olha para nós? Conheça Emma, uma bela estudante universitária do Midwest que acabou de chegar a Nova Iorque, entusiasmada por estar sozinha na grande cidade. Contudo, quando um perseguidor consegue entrar nos seus dispositivos, ele destrói as ilusões de Emma de privacidade e ela descobre quão frágil pode ser a nossa noção de segurança. Ashley Benson protagoniza este thriller psicológico inovador que explora um mundo em que as câmaras estão sempre ligadas e alguém está sempre a ver."


 


Vimos este filme no sábado à noite. O meu marido, que já estava com sono, ia adormecendo!



É um filme estranho, parado, não é daqueles com acção, que nos assusta a ponto de nos fazer saltar do sofá, mas não deixa de ser assustador.



Em determinados momentos, torna-se aborrecido mas, ao mesmo tempo, sinistro.


Embora com temáticas totalmente diferentes, lembrou-me um pouco o "Projecto Blair Witch", uma espécie de gravação amadora. Poderia ter sido, dentro do caminho escolhido, muito melhor explorado e com maior credibilidade. Parece muitas vezes uma tentativa falhada.


 


 


Mas, continuo a dizer, é assustador! 


Assustador quando vemos aquele vulto preto a deambular pela casa. Quando percebemos que alguém anda a vigiar. Que alguém consegue ter controlo sobre as nossas conversas, sobre o nosso telemóvel, sobre a nossa vida.


Assustador quando essa pessoa está a uns passos de nós enquanto dormimos, sabe tudo sobre nós, mesmo aquilo que não era suposto.


Assustador porque, no final, Emma, que já está em pânico e aterrorizada, vai mesmo ser atacada, enquanto conversa com a mãe no pc, e vamos permanecer na incógnita sobre o que lhe aconteceu, e quem esteve por detrás de toda aquela perseguição e obsessão.



Não daquela forma em que os sustos são momentâneos, mas passam. É mais aquele receio que se infiltra no nosso subconsciente.



 


As cenas que me fizeram mais confusão foi a que Emma chega a casa e se depara com o seu gato morto. E a cena em que, durante segundos, se vê uma sombra preta passar pela porta interior.


No meio de todo este mistério, há uma frase bem real, e que acho que ainda não percebemos bem as consequências que daí poderão resultar:


 



"Na internet, consegue-se encontrar tudo..."


domingo, 16 de abril de 2017

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Sugestões para o fim-de-semana


 


A Páscoa está aí à porta, e o Fantastic presenteia os seus seguidores, com uma mão cheia de sugestões para este fim-de-semana prolongado!
Comece já a desvendar o que vem dentro de cada um dos nossos ovos:


 


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Para os mais pequenos:
Um workshop para crianças na Associação Meleca e uma Feirinha da Páscoa



 


Para os mais crescidos:
Concertos imperdíveis de Aurea, The Gift, Roberto Carlos e Gabriel o Pensador, entre outros
Uma exposição espacial - Cosmos Discovery
A Feira do Folar em Silves e a Festa dos Museus em Leiria


E muito mais, a ver na rubrica Fora de Casa.


Boa Páscoa!


Comprar livros nas livrarias online - umas perdem, outras ganham

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90% dos livros que tenho são comprados na Wook online. Aproveito promoções, poupança de portes de envio e outras ofertas para poder poupar alguma coisa. 


Fiz uma encomenda há pouco tempo, da qual fazia parte um livro que tinha sido uma recomendação deles, recebida por email. Uns tempos depois informam-me que o dito livro está esgotado, pelo que vão devolver o valor pago, uma vez que não poderão satisfazer a encomenda.


 


"Com o intuito de o manter atualizado sobre o estado da sua encomenda, vimos por este meio informá-lo que o título encomendado "Encontras-me no Fim do Mundo", se encontra indisponível no fornecedor e sem previsão de fornecimento. Gostaríamos ainda de referir que efetuamos todos os esforços no sentido de satisfazer o seu pedido, contactando fornecedores e canais de distribuição alternativos, mas os nossos esforços revelaram-se infrutíferos."


 


Teimosa como sou, fui verificar se realmente o livro estava esgotado ou não, e confirmei que tanto na Bertrand como na Fnac era essa a menção. No entanto, encontrei o livro à venda do site da Leya. Para não me iludir, enviei um email para a Leya, que me disse que tinha o livro para envio imediato.


Ora, não sei o que a Wook quis dizer com contactar canais de distribuição e fornecedores alternativos, mas era evidente que ainda havia uma hipótese não explorada, e foi isso mesmo que lhes comuniquei, na esperança de que fossem eles a recorrer à Leya, pedir-lhes o livro e enviar-me.


 


Respondem-me assim:


"Em resposta ao solicitado, verificamos que o artigo Encontras-me no Fim do Mundo encontra-se esgotado na nossa plataforma Wook, se pretender estar informado da disponibilidade do artigo na nossa plataforma, poderá ir ao seguinte link ...e selecionar o ícone esgotado ou não disponível para ser posteriormente ser notificado da disponibilidade do mesmo."


 


Uau! A sério?!


"Que está esgotado na vossa plataforma eu já percebi. 

Mas como disseram que tinham efetuado todos os esforços no sentido de satisfazer o meu pedido, contactando fornecedores e canais de distribuição alternativos, revelando-se os vossos esforços infrutíferos, pensei que, indicando-vos eu onde o livro se encontra disponível, poderiam agilizar os meios para satisfazer o meu pedido, usando esta alternativa.

Sendo assim, vou encomendar directamente à Leya." - respondi eu.

 

 

 

 

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Foi o que fiz! Não naquele dia, mas hoje, aproveitando a promoção de 40% de desconto em romances com mais de 18 meses. Com o dinheiro que a Wook me devolveu, deu para pagar este, e ainda sobrou uns cêntimos.

 

E é assim que, enquanto uns perdem dinheiro, outros ganham, e eu consigo o livro que queria.

Pelo menos, assim espero. E espero que valha a pena todo o trabalho que me deu para o conseguir. 

 

 


 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Adolescência, autoestima e redes sociais

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O que é que estas três coisas têm em comum?


Estão, cada vez mais, ligadas entre si.


 


 


É sabido que uma baixa autoestima pode levar uma pessoa a problemas físicos e emocionais. E, se aos adultos, já traz consequências nefastas, aos adolescentes os estragos podem ser ainda piores.


Eles estão numa idade em que precisam de ser aceites, precisam que gostem deles e da sua imagem, precisam de amizades e grupos com os quais conviver e viver aventuras. Não é fácil sentirem-se excluídos, não estarem dentro da norma, serem diferentes.


 


 


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Por exemplo, uma adolescente que veja as amigas começarem a ter amigos rapazes, a ver que estes se interessam por elas, ou até perceber que as amigas já namoram, e que nada disso acontece no seu caso, vai sentir-se à margem. Para compensar, por achar que talvez tenha defeitos, não seja bonita nem tenha qualidades que cativem os rapazes, e que nunca ninguém gostará dela, ou qualquer outro motivo, vai tentar encontrar aprovação e elogios que lhe elevem a autoestima, e a façam acreditar que também consegue o mesmo que as outras.


As redes sociais são um dos meios mais eficazes para o conseguir. Conhecem rapazes de qualquer lugar, muitos com perfis falsos, com os quais mantêm conversas que resultam, muitas vezes, em pedidos de fotografias que as adolescentes enviam, na esperança de receber os tão almejados elogios. Fotografias que podem pôr em risco a sua vida, ser usadas de forma abusiva e divulgadas entre outros, ou até para fins criminosos.


 


 


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Como se costuma dizer, a culpa não é só deles. Eles "deitam a escada", só sobe quem quer. E elas querem muito. Vale tudo por um "és linda", "és perfeita", "tens um corpo fantástico", "és uma querida" e por aí fora. Ainda que metade desses elogios possam ser falsos. E sendo que, na maior parte das vezes, mesmo verdadeiros, escondem segundas intenções. 


Mas isso somos nós, adultos, que compreendemos. As adolescentes não têm ainda essa noção, e para elas essa subida da autoestima é fantástica, ignorando que podem vir a pagar um preço bem alto por ela.


 


 



Da mesma forma, funcionam todos esses desafios e jogos sem sentido que se vão fazendo nas escolas, ou em directo nas redes sociais, e que já resultaram em mortes para os adolescentes que os aceitaram, porque não queriam ser diferentes, porque queriam fazer uma coisa espectacular e ser famosos, porque queriam, de alguma forma, ser aceites e fazer aquilo que, supostamente, os adolescentes normais fazem. O que não percebem, é que os adolescentes normais não precisam de fazer nada disso.


 


 


Mas tudo isso só saberão se tiverem um grande suporte emocional por detrás, que ajude estes adolescentes a viver esta fase da sua vida sem correr riscos desnecessários, elevando-lhes a autoestima e incutindo-lhes confiança em si próprios, mostrando-lhes o valor que têm, e o que os torna diferentes mas especiais à sua maneira.


Caso contrário, descobrirão, agora ou somente mais tarde, quando atingirem uma outra maturidade, ou quando forem atingidos pelas consequências dos seus actos.


 


 


É certo que, já nos meus tempos de adolescência, existiam perigos e situações semelhantes, mesmo sem redes sociais, que nem sonhávamos que viessem a existir. 


No entanto, hoje, as redes sociais funcionam, cada vez mais, como uma bola espelhada, que reflete a luz em várias direcções, multiplicando os efeitos de algo que, por si só, já é grave.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Manias

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Serei a única que prefiro ler eu própria alguma notícia, texto ou email, do que me estarem a ler o que lá está?


É que nem vale a pena tentar, porque me disperso logo, e acabo por ter que ler tudo em seguida, para perceber o que lá está.


Lá em casa ainda me perguntam "mas qual é a diferença entre ser eu a ler ou tu?". No meu caso, faz mesmo muita diferença!

Haverá vida depois da morte?

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A morte sempre foi um tema sobre o qual evito falar, ou sequer pensar, porque senão começo a imaginar cenários nada animadores.


Sendo eu uma pessoa céptica, acredito que quando morremos, o nosso corpo fica debaixo da terra a ser comido pelos bichos, e acabou.


 


 


Deixamos de existir, de sentir, de pensar, de ser. É uma sensação muito estranha saber que, mais cedo ou mais tarde, será esse o nosso inevitável destino. E nada restará do que fomos, ou do que vivemos.


 


No entanto, ultimamente, tenho-me deparado algumas vezes com a teoria da reencarnação. Tanto na leitura, com o livro "Maldito Karma", em que a personagem principal morre e reencarna numa formiga, devido às acções que teve em vida, e que a condenaram a renascer nesse novo corpo, como no filme que tenciono ver brevemente "Juntos para Sempre", que também existe em livro, com o título "Teu Para Sempre", em que um cão morre e reencarna noutros cães, sempre com uma missão diferente, tentando descobrir o objectivo de todas essas etapas, e da própria vida.


 


 



 


Pelo que pude perceber, em cada nova vida, a figura reencarnada lembra-se das suas anteriores vidas, e daqueles que delas fizeram parte, como se apenas o corpo fosse diferente.


Mas será que, a haver mesmo este processo, isto será verdade? Ou, pelo contrário, a pessoa reencarnada será uma nova pessoa, sem qualquer memória do passado?


 


Seremos nós, também, pessoas reencarnadas? Teremos vivido já outras vidas? Será a reencarnação parte integrante do ciclo da vida?


E as outras pessoas, com quem convivemos? Conseguirão, de alguma forma, perceber quem fomos, quem somos? Ou não farão a mínima ideia que, um dia, já fizemos parte das suas vidas?


 


Tanto nos livros como no filme, as personagens vivem, em determinadas vidas, em locais totalmente diferentes, mas conseguem, noutras, contactar com os seus entes queridos, e enviar sinais, embora não podendo explicar directamente quem são.


 


E porque este filme é sobre animais, é impossível não pensar na nossa Tica. Será que também ela reencarnou noutra gata, e estará hoje por aí, com uma outra família? 


Conseguirá, à semelhança de Bailey, um dia voltar para nós?


 

terça-feira, 11 de abril de 2017

Sinto a Tua Falta, de Kate Eberlen

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Se tivesse que escolher a palavra que melhor define esta história seria, talvez, "perdoar".


 


É possível perdoar um irmão que nos deitava abaixo e achava que era melhor que todos?


É possível perdoar um filho, que nada fez para impedir o irmão de caminhar para a morte, ainda que nada pudesse fazer?


É possível perdoar pais para quem um filho significa tudo o que há de bom no mundo, e o outro filho a culpa pela morte do primeiro?


É possível perdoar o homem com que se teve uma relação de seis anos, e abandona a companheira porque de um caso com outra mulher resultou uma gravidez?


É possível perdoar um homem que, mesmo estando ao nosso lado, nunca percebeu o que afinal nós precisávamos?


 


 


É possível perdoar a nossa melhor amiga por ter começado a namorar sem nos contar?


É possível perdoar a nossa melhor amiga por se estar a deixar deslumbrar pelo dinheiro e pela vida de rica que lhe está a ser dada, e ter atitudes que, antes, seriam impensáveis? 


É possível perdoar a nossa melhor amiga quando, mal viramos costas, ela nos rouba o namorado, embora sabendo que, de qualquer forma, nunca iríamos levar a relação avante?


 


 


É possível perdoar uma mãe que morre de cancro, deixando-nos perdidas e com o futuro destruído, apesar de nenhuma culpa ter por isso?


É possível perdoar um pai que não dá valor à filha, nem a tudo o que ela tem feito desde a morte da mãe?


É possível perdoar um irmão que também nos desvaloriza, e manteve a sua vida à distância, mesmo sabendo que as irmãs, sobretudo a mais nova, precisavam de si?


É possível perdoar a irmã de quem cuidámos desde a morte da nossa mãe, sacrificando os nossos sonhos, quando ela nos acusa de não a ter deixado viver?


 


 


É possível perdoar o destino, que nos coloca no caminho de tantas pessoas, e vice-versa, umas boas, outras nem tanto, enquanto mantém à distância aquela que seria a mais acertada?


 


 


E, afinal, o que há a perdoar?


É a vida...Tudo isto faz parte da vida, das nossas experiências. 


 


 


Tess e Doll são as melhores amigas, e estão de férias a fazer um interrail. Tess pressente que a sua vida irá, de certa forma, mudar. Tem uma estranha sensação, mas não sabe explicar. Entretanto, recebe o tão desejado resultado dos exames, que lhe garante a entrada para a universidade.  


Durante este interrail, Tess conhece Gus, embora não troquem grandes palavras.


Ao longo de mais de 10 anos, os seus caminhos irão cruzar-se sem, no entanto, se encontrarem, mesmo estando a escassos metros um do outro. É estranho imaginar como, por vezes, as pessoas estão tão perto e, ainda assim, tão inacessíveis...


 


Gus é o segundo filho de uma família que não o perdoa por ter virado costas ao irmão mais velho, quando ele inconsequentemente, decide deslizar na neve fora da pista, sofrendo um acidente que lhe ditou a morte. Gus foi para a universidade, formar-se em medicina. É lá que conhece Nash, que se tornará uma grande amiga, e que conseguiu aquele quarto à última hora, devido a uma desistência.


 


Tess descobre, quando regressa das férias, que a mãe tem um cancro em estado avançado, acabando por morrer, deixando a seu cargo Hope, a irmã mais nova, que sofre de síndroma de Asperger. Assim, ela passa a cuidar da irmã, desistindo da universidade.


 


Toda a história será alternada entre a vida de Tess e a de Gus, desde esse momento, até à actualidade, e tudo aquilo por que passaram: conquistas, derrotas, paixões, desamores, discussões, frustrações, desilusões, reviravoltas, desencontros, lutas.


 


Poderão Tess e Gus, ao fim de tantos anos, voltar a encontrar-se? Será que estão destinados a ficar juntos ou será, nesta altura, tarde demais para ambos?

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Expliquem-me como se eu fosse muito burra!

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Ontem, para ir ao cinema, apanhámos o autocarro para Lisboa.


Tendo a minha filha 13 anos, perguntei se já pagava bilhete inteiro. A motorista confirmou que sim, com essa idade, já paga um bilhete inteiro mas, como é férias da Páscoa, a empresa tem a promoção que permite aos estudantes pagar meio bilhete. Por isso, foi meio bilhete que ela pagou. Sem stress, tendo a motorista sido muito simpática e atenciosa.


 


Também no cinema, paga o bilhete estudante em vez do normal. Sem stress.


 


À vinda, ela pediu meio bilhete. O motorista tirou, mas perguntou se ela tinha documento de identificação com ela. Por acaso eu tinha-o comigo, e já ia tirar quando ele me diz que não precisava de mostrar, era só para o caso de aparecer o fiscal.


Perguntei eu "então mas ela mesmo tendo 13 anos, não está abrangida pela campanha da Páscoa?".


Respondeu o motorista "sim, sim, mas tem que ter o documento de identificação com ela, senão paga bilhete inteiro".


 


 


Agora, expliquem-me como se eu fosse muito burra, porque depois de toda esta explicação, continuo sem perceber o que uma coisa tem a ver com outra.


Partindo do princípio que o dito "documento de identificação" é o cartão de cidadão, o que é que o mesmo prova? Que ela tem 13 anos. 


Estariam por acaso a pensar que ela seria uma adulta disfarçada de criança? É que mesmo com 18 anos, ainda poderia ser estudante! E no cartão de cidadão não diz que ela está a estudar. Ainda se pedisse o cartão de estudante, aí compreendia. Assim, não consigo perceber.


É que nem no cinema pediram nada disso.


 


De qualquer forma, fiscais é algo que não vejo há décadas nestes autocarros. Não sei para quê tanta conversa fiada.


 

Fomos ver a Bela e o Monstro

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Há algum tempo que a minha filha me andava a pedir para irmos ao cinema ver o filme A Bela e o Monstro.


Aproveitámos as férias da Páscoa, em que os fins-de-semana não são passados a estudar, e fomos ontem as duas.


Como já estreou há algum tempo, havia apenas 4 pessoas na sala, por isso, conseguimos os lugares que mais gostamos, e silêncio era algo que certamente haveria.


 


O que a minha filha achou do filme?


Adorou! 


 


O que eu achei do filme?


Como se costuma dizer em muitas ocasiões "menos é mais", e neste filme, menos cantoria significaria poupança de tempo, e mais interesse no mesmo. Ao fim da segunda música, eu já bufava, e cada vez que alguém começava a cantar, eu só perguntava quando é que a música acabaria, para poder voltar a concentrar-me no filme. Será que este filme é um musical, e eu não sabia?


Quanto à história propriamente dita, também fiquei desapontada, porque não é a história que eu conheço e sempre ouvi contar.


Na "minha" história, a Bela não era filha única, tinha duas irmãs ambiciosas. Não era a Bela que ia ter com o pai ao castelo do monstro, era o pai que voltava a casa e contava que, para se salvar, umas das filhas tinha que ir morar para o castelo, tendo a Bela se oferecido para ir no lugar do pai.


Na "minha" história, o montro deixava-a visitar a família, por curtos períodos, entregando-lhe um anel que, ao rodar, a transportava para casa, e de volta ao castelo. Nesta, ela viaja através de um livro, mas para o passado, para a casa onde os pais moravam quando era pequena, e onde a mãe morreu.


Na "minha" história, não havia mobiliário, castiçais, loiça ou relógios falantes, havia uma governanta, com quem Bela conversava muito, e a quem ajudava na estufa de rosas.


Na "minha" história, não havia Gastón. Não havia qualquer pretendente para Bela.


Na "minha" história, eram as irmãs que, com inveja, fizeram tudo para que Bela fosse ficando em casa, e adiasse o regresso ao castelo, para que o monstro morresse e Bela não pudesse fazer nada.


 


Esta adaptação, não é a história da minha infância. É uma das muitas adaptações que foram surgindo. Mas não foi tanto isso que desiludiu, foi mesmo as cantorias excessivas e desnecessárias.


 


Tendo em conta outros filmes da Disney, adaptados para personagens de carne e osso, esperava muito mais deste filme. Não me convenceu, embora tenha gostado de algumas partes, nomeadamente, algumas cenas cómicas com o monstro que, devo dizer, em certas alturas estava mesmo fofinho!


 


 


 


 


 

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Letras Aventureiras


 


Dois jovens escritores, gémeos, nomeados os mais jovens escritores portugueses em 2016.


São também bloggers.


O João dedica-se mais à escrita, o Luís gosta de ilustração e tecnologia.


Chegaram recentemente à família anfíbia que é o Sapo, e partilham connosco um pouco daquilo que são, e que fazem.


Dois talentos natos que não podem deixar de conhecer: João Jesus e Luís Jesus, nestas LETRASAVENTUREIRAS!

Em Abril, a Inominável vale por mil!


 


 


(clicar na imagem)


 


É apenas uma, a número 7, curiosamente lançada a 7 de Abril, mas quase nos atrevemos a dizer que vale por mil!


Pelos conteúdos, pelo trabalho de todos os colaboradores e, claro, das Inomináveis Mor que tornam tudo isto possível!


Então e o que é que se pode descobrir nesta INOMINÁVEL de Abril?


 


Tudo isto:


Corações Inomináveis - rubrica dedicada aos animais e associações que os protegem


Agenda Inominável - com sugestões para os meses de Abril e Maio


Musicalizando - com entrevista a Paulo Sousa


Tendências de A a Z - a rubrica de moda a cargo da Sofia Silva


Receitas irresistíveis com chocolate


Viagens em tons de verde


 


E muito mais!


Vão lá espreitar!


 

Ainda haverá espaço para a criatividade no futuro?


 


Ao longo dos tempos, temo-nos vindo a transformar cada vez mais em robots, em pessoas mecanizadas com com instruções claras de como funcionar, deixando pouco espaço a algo que fuja dessa rotina programada.


E, como é óbvio, isso tem as suas repercussões e consequências nefastas, a curto, médio e longo prazo, não só a nível físico como a nível mental e emocional.


Em vez de nos sentirmos leves, felizes e de bem com a vida, sentimo-nos como se carregássemos um peso enorme às costas, tristes, abatidos, conformados.


Os dias e a nossa vida deixam de ser coloridos, passando a vivê-los em tons de cinzento.


O tempo passa por nós,e nem damos por ele passar. Até ao dia em que olhamos para a monotonia em que a nossa vida se tornou.


Deixamos morrer os sonhos, a imaginação, a criatividade...No novo mundo, não há muito espaço para isso. 


Iremos mesmo permitir que isso aconteça?


Será que vamos a tempo de inverter este quadro, ou será algo inevitável?


 


 


Esta curta-metragem mostra um pouco do que está a acontecer às nossas crianças, e aos adultos.


Os autores, Daniel Martínez Lara e Rafa Cano Méndez mostram, em cerca de 7 minutos, o que acontece à nossa vida quando a criatividade é afundada pela rotina diária.


O vídeo incide também sobre a paternidade, e a importância de deixar as crianças fazerem as suas próprias viagens.

 

 

Concordam com esta visão?


 



 


 

Sugestões para o fim-de-semana


(clicar na imagem)


 


O Peixe em Lisboa elegeu o melhor pastel de nata - o da Ericeira!


Mas ainda há muito mais para saborear, por isso, vão até lá!


Mas, se preferem um ritmo mais mexido, nada como o Brasil Junino, ou uma tarde dançante com muita rumba e tango à mistura!


A banda desenhada também não foi esquecida: vem aí o Anicomics Lisboa 2017.


E que tal aproveitar o bom tempo para ir até ao Caparica Primavera Surf Fest?


Estas e outras sugestões na rubrica Fora de Casa, do Fantastic, para a semana de 6 a 12 de Abril!

quinta-feira, 6 de abril de 2017

O melhor pastel de nata é o da Ericeira!

Foto de O Pãozinho das Marias.


 


O Pãozinho das Marias venceu o concurso do melhor pastel de nata de Lisboa!


Naquela que é a segunda participação nesta competição, o pasteleiro Francisco Duarte venceu a 9ª edição do concurso "O Melhor Pastel de Nata", inserido no festival Peixe em Lisboa, a decorrer até domingo, no Pavilhão Carlos Lopes.


Na edição 2017 do concurso participaram 26 estabelecimentos com fabrico próprio da região da Grande Lisboa. Houve duas provas de pré-seleção, antes de se decidir os 12 finalistas que estiveram em concurso nesta quarta-feira. Para além da pastelaria O Pãozinho das Marias, estava também entre os finalistas a pastelaria Pólo Norte, de Mafra.


O júri foi composto por Virgílio Gomes, pelo enólogo Domingos Soares Franco, a jornalista Cristina Liz, a blogger Isabel Zibaia Rafael e o especialista em doces Carlos Braz Lopes.


Os critérios de seleção foram o aspeto, o toque da massa, o sabor e consistência da massa e do recheio.


 


Foto de O Pãozinho das Marias.


 


 


Imagens O Pãozinho das Marias

O que têm uns a mais, têm outros a menos!

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Tivessem algumas pessoas metade das ocupações que eu tenho, e eu metade do tempo livre delas, e seríamos todos mais felizes!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Entrevista aos Pussywhips

Aqui fica a entrevista realizada aos Pussywhips, para a rubrica Saídos da Rádio, do Fantastic:


 



 


(Cliquem na imagem para ler a entrevista)


 

As vantagens de estudar com a minha filha

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Não, não vou dizer que ela aprende melhor, que tem melhores notas, e que o estudo conjunto se reflete numa melhor avaliação.


Mas, por vezes, ter olhado para a matéria que ela anda a dar nas aulas, ajuda a responder acertadamente a algumas perguntas a que, de outra forma, eu nunca saberia:


 


Qual é a capital do Lesoto?


 


Antananarivo


Dodoma


Maseru


Paramaribo


 


Ora, uma das coisas que a minha filha mais teve que fazer, a geografia, foi identificar países e capitais em mapas. Sabia que esta tinha sido uma delas, e apenas as duas últimas me diziam algo. A minha filha inclinava-se mais para Paramaribo. Eu, disse-lhe que ia mais para Maseru.


Se estivesse lá a jogar, tinha acertado!

De repente, todos se lembraram de vir para aqui

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Moro na zona velha da vila de Mafra, onde o sossego ainda é uma realidade. 


Pelo caminho, temos um parque infantil, onde cheguei a ir muitas vezes com a minha filha, ficando mais tarde abandonado às moscas. Só iam para lá meia dúzia de gatos pingados, a maioria sem idade sequer para lá andar. Muitos pais deixaram de lavar os filhos porque o parque servia também de casa-de-banho para alguns cães.


 


Já na Igreja de Santo André, quando por lá víamos alguém, pensávamos logo "boa coisa não é". Suspeitávamos de drogados, delinquentes e afins. Uma vez por outra lá vinham alguns jovens até ao palco onde costumam fazer as festas, mas quase sempre figuras de aspecto duvidoso.


 


Ainda assim, sendo raro, era um sossego passar ali naquelas ruas, numa zona quase esquecida e abandonada, que nada tem de interessante para ver.


 


No entanto, nestes últimos tempos, não sei se devido ao facto de a Universidade de Valores se situar nesta zona, e ter dado uma nova vida ao Palácio dos Marqueses, parece que esta parte da vila virou moda!


Todos os dias vejo malta do ciclo no parque, a andar de baloiço! Até as colegas da minha filha já ganharam esse gosto.


E na igreja, vejo frequentemente vários grupos, rapazes e raparigas, ora a apreciar a vista, ora a namorar ou até a jogar à bola.


A isso se deve também o facto de ficar relativamente perto da escola, e de aproveitarem os furos e horas sem aulas para dar uma voltinha.


 


Mas que é estranho, é!


E eu preferia os tempos em que tudo era mais calminho :) 

terça-feira, 4 de abril de 2017

Primavera

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Ontem, senti a Primavera!


Nem sempre se consegue, mas ontem deu para senti-la.


 


Em cada raio de sol que aquecia o meu corpo, e me fazia querer passar o resto do dia na rua;


No chilrear dos passarinhos, que pareciam celebrar a vida;


No aroma que invadiu as ruas, por onde quer que passasse, a flor de laranjeira, a fazer lembrar os campos; 


Nas árvores que vou vendo pelo caminho, já cobertas de flores brancas e rosas;


Nas pinceladas brancas sobre o azul do céu, a completar esta linda tela à vista de todos, mas que só os mais atentos conseguirão ver;


E regressar a casa com o sol a brilhar, e não à noite, como estava habituada.


Agora sim, é Primavera!

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É algo que faço com alguma facilidade, mas com um grave problema: uma vez decorados de uma determinada forma, só os sei dizer dessa forma!


Depois, quando estou a falar com alguém, e me repetem esse número de uma forma diferente, fico à toa, e a rever mentalmente se aquela sequência é, de facto, o número que eu disse!


Também vos acontece?

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Casamento Forçado: Na Cama Com um Cowboy

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Andrea é a típica rebelde, mimada e maria-rapaz!


Revoltada pela atenção que nunca teve do pai ausente, Andrea refugia-se nos amigos duvidosos, nos distúrbios que provoca, e nos sarilhos em que se mete. É uma menina/ mulher da cidade, e é lá que se sente bem.


Richard é o típico cowboy, afeiçoado à terra, aos animais, ao sossego.


 


O único motivo que o leva a visitar a cidade é tentar convencer o homem, que lhes aluga os terrenos contíguos aos seus, a vendê-los. Esse homem é, nada mais nada menos, que o pai de Andrea!


O primeiro encontro entre Andrea e Richard dá-se, precisamente, à porta do restaurante onde o pai dela o esperava para falarem de negócios. Ela a sair disparada, indo de encontro a Richard, e ele irritado por aquela pessoa nem sequer se ter desculpado. A cena que se segue é, no mínimo, caricata!


Mais tarde, os dois voltam a cruzar-se e Richard consegue, de novo,  "domar" a fera, o que leva o pai de Andrea a propôr um acordo surreal: Andrea e Richard terão que se casar e assim permanecer durante 1 ano, em Montana! Se cumprirem o acordo, Andrea poderá voltar a Nova Iorque e continuará a receber o apoio financeiro dos pais, e Richard terá os seus desejados terrenos. Caso não aceitem, Andrea irá para a rua, sem qualquer ajuda, e Richard poderá esquecer os terrenos.


 


E é assim que, no dia seguinte, partem os dois para Montana, já casados, para aquele que ameaça ser o pior ano das suas vidas. Mas será que as coisas ainda podem piorar mais? Conseguirão eles cumprir o acordo até ao fim? Será Andrea atingida pela maldição de Montana? E como fica Jennifer, a noiva de Richard, no meio de tudo isto?


 


Para quem gosta de um bom romance este é, sem dúvida, um livro a não perder!


Tem partes mesmo cómicas, em que nos vemos a imaginar aquelas cenas e a rir com elas, e outras em que dá vontade de dar um abanão a cada um, para ver se abrem os olhos e deixam de ser casmurros. É um livro pequeno, que se lê num ápice, e se fica com vontade de ler mais! 


 


 


 


 

Atendimento de qualidade por funcionários em formação

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A maior parte das vezes as pessoas fogem dos funcionários que estão em formação, preferindo ser atendidas pelos mais experientes, que já estão há mais tempo naquele posto de trabalho.


Normalmente, porque têm a ideia de que será mais demorado ser atendido por alguém que está a começar a aprender, e que ainda não sabem como lidar com os clientes. Na maioria das vezes, está comprovado.


 


No entanto, os funcionários em formação também trazem algumas vantagens. E eu confesso que estou a gostar muito do atendimento feito pelos mesmos, em detrimento dos mais experientes.


 


Ora vejam:


 


No talho, sempre que peço uma perna de peru cortada aos pedaços, os mais experientes fazem-no como foi pedido. Outros, cortam às fatias, como se fosse costeletas.


O funcionário em formação perguntou-me "quer cortada aos pedaços com osso, ou sem osso". E eu, claro, aproveitei a maré e pedi para tirar os ossinhos todos!


 


Na pastelaria, sempre que peço mais do que um produto, tenho que pedir para os separar. A muitos, tenho que pedir o talão, senão, vai fora.


O funcionário em formação, além de ter colocado separadamente, ainda perguntou se queríamos que juntasse guardanapos!


 


 


Podem estar ainda a aprender, podem ainda não ter experiência, mas pelo menos tentam agradar os clientes com um bom serviço e simpatia.


Os mais experientes, já estão cansados, sem paciência, atendem a despachar e, muitas vezes, de mau humor, e não estão para muitas mariquices.

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!