quarta-feira, 10 de maio de 2017

Sobre a semifinal de ontem do Festival Eurovisão da Canção

Comecei a ver passar música atrás de música, e só dizia, para cada uma delas: "não vale nada", "muitos gritos", "muitos efeitos especiais".


 


Blanche


Até que chegou a minha primeira grande favorita - a Bélgica. Uma música diferente, que poderia ainda ganhar mais se a sua intérprete não estivesse tão nervosa.


 


Mais umas quantas que nada me disseram, e chegou outra favorita - a Finlândia.


 


Gostei ainda das músicas do Azerbeijão, Grécia, Polónia, Islândia e República Checa. Destas sete preferidas, passaram à final quatro, o que já não é mau. 


 


 


Portugal Eurovision entry


 


Então e o Salvador?


É português, eu sei. A letra é bonita, também sei. Mas, mais uma vez, é daquelas músicas que, vindo de outro cantor qualquer e num outro idioma qualquer, me passaria na mesma ao lado. Para um festival da canção, não a escolheria.


No entanto, tendo em conta tantas músicas que não valiam nada, e que já venceram esta competição ao longo dos anos, porque não sonhar este ano com essa vitória?


Os "astros" até parecem estar alinhados, e tudo a encaminhar-se nesse sentido. Porque não pode calhar a nós? Que o Papa, Nossa Senhora de Fátima e até o Benfica valha ao Salvador.


 


Uma coisa é certa, e há que reconhecer o mérito: o Salvador não precisou de muito para brilhar nesta semifinal, o que prova que, por vezes, menos é mais.


Ele não precisou de recorrer aos gritos, e esganiçar-se todo para mostrar do que a sua voz é capaz.


Ele não precisou de um grande palco para mostrar que a sua voz e a sua presença são suficientes para o encher, actuando naquele pequeno palco, no meio da plateia, silenciando todos os que assistiam à sua actuação, ao vivo, ou na televisão.


Ele não precisou de mascarados, de espectaculares efeitos luminosos, de artefactos, de um grande cenário, de bailarinos ou outras distracções. Bastou ele, a sua voz, a sua interpretação singular e sentida, um microfone, e um bonito e simples cenário atrás. E, só por esse momento, já valeu a pena ouvi-lo e vê-lo!


 


Mas, aqui entre nós, sabem que música é que me veio à cabeça hoje de manhã? Don't Walk Away, do Pedro Gonçalves! Que se há-de fazer :) 


 


 


 


 

3 comentários:

  1. E o Salvador também não precisou de decotes, tranças, olhares marotos e sei lá o que mais. Para além dele, num nível mais abaixo também gostei dessa moça da Bélgica mas estava completamente desafinada com os nervos e daqueles da despedida de solteira sobretudo pela animação. De resto era tudo muito mau e já visto.

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  2. Na altura do festival também escolheria a do Pedro Gonçalves, contudo a do Salvador também não é má e fiquei pasmado com as possibilidades existentes de ganharmos o certame! Vi ontem a semifinal e adorei a da Bélgica apesar de ser notório o nervosismo da interprete e gostei também (votei) da canção do Chipre!
    Vamos ver se conseguimos chegar a algum lado este ano...pelo menos já estamos na final. Desde 2010 que não conseguíamos passar da semifinal.

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  3. Do que vi, não gostei de quase nenhuma.
    Algumas fizeram-me lembrar cantores e grupos conhecidos, não me recordo os nomes, até porque não lhes dei grande importância.
    Uma delas levou-me para os Maroon 5.
    Gostei da nossa e valeu pela singeleza de tudo: cantor e música.
    Beijinho

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