
Sabem aqueles desafios que nos costumam surgir, de frases com palavras pela metade, ou frases escritas no sentido inverso que, ainda assim, conseguimos decifrar porque o nosso cérebro faz a associação automática?
Também na escrita, acontece o mesmo. O autor do livro pode descrever dois acontecimentos separadamente, e o nosso cérebro fazer a associação entre os dois, sem qualquer dúvida. Por vezes, essa associação é correcta. Outras vezes, não. Pode apenas servir para o autor conduzir o leitor ao caminho que quer que ele siga, para depois o impacto da verdade ser maior. Ou significa apenas distracção ou falta de atenção do leitor.
Não sei se a autora de "Deixei-te Ir" teve alguma dessas intenções, mas a verdade é que o meu cérebro associou, de tal forma, uma coisa à outra que passei metade do livro, enganada!
De facto, nesta história, nada é o que parece. Nem sempre aqueles que julgamos vítimas são as verdadeiras vítimas. Nem sempre os que julgamos bons o são de verdade. Nem sempre aqueles que nos parecem culpados, têm culpa.
A qual destes grupos pertencerá Jenna Gray? Quem poderá confiar nela, e em quem poderá ela confiar?
Um livro a ler, para quem gosta do género!
"Numa fração de segundos, um acidente trágico faz desabar o mundo de Jenna Gray, obrigando uma mãe a viver o seu pior pesadelo. Nada poderia ter feito para evitar esse acidente.
Ou poderia? Essa é a pergunta que a inquieta quando tenta deixar para trás tudo o que conhece, procurando um novo recomeço refugiada num chalé isolado na costa de Gales.
Também o detetive Ray Stevens, responsável pela investigação por este caso que procura a verdade, começa a ser consumido pela sua entrega ao mesmo, deixando a vida pessoal e profissional à beira do precipício.
À medida que o detetive e a sua equipa vão juntando as pontas do mistério, Jenna, lentamente, permite-se vislumbrar uma luz de esperança no futuro, o que lhe dá alguma segurança, mas é o passado que está prestes a apanhá-la, e as consequências serão devastadoras."
Livros policiais é o meu género mas...nunca descubro o autor do crime. Sou mesmo "lerda" e desconfio sempre daquele que não tem a culpa. O livro atrás nunca o li mas, então para mim, arte de escritor. Temos que variar o nosso género de leitura para pelo menos conhecer o outro lado. Estou a ler o livro "escrito na água" e não é o meu género seguramente. Mas vou até ao fim do livro, palavra que vou.
ResponderEliminarAfinal, quantos livros é que esta autora editou?
ResponderEliminarQue eu saiba, 2!
ResponderEliminarEste foi o primeiro. "Estou a Ver-te", o segundo. Mas eu, como sou do contra, comecei pelo último :)
Se o autor conseguir que não descubramos o culpado, então é porque fez um bom trabalho!
ResponderEliminarEu umas vezes acerto, outras atiro completamente ao lado, e outras preferia que tivesse sido este ou aquele.