quinta-feira, 6 de julho de 2017

Qual a idade certa para a primeira consulta de planeamento familiar?

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Muitas mães, e pais, pensam que os filhos são sempre pequenos e só pensam nos amigos, brincar e pouco mais. Sobretudo, as filhas.


"Ah e tal, ainda é muito nova para pensar em namoros. Ah e tal, ela é certinha. Ah e tal, se houvesse alguma coisa, eu sabia."


 


Pois as miúdas começam cada vez mais cedo a pensar em rapazes, em curtir, namorar ou seja lá o que for. Ainda mais se têm amigas mais velhas que já o fazem.


Hoje em dia, com a internet, com os colegas ou com a própria escola, elas já sabem mais do que nós, na idade delas. E os pais vêem aí a possibilidade de escapar a certas conversas, porque já há quem o faça por eles. 


Levar as filhas a uma consulta de planeamento familiar? Nem pensar, alguma vez! Isso é para quem está a pensar ter filhos! Para muitos, levar uma miúda de 12/13 anos a uma consulta dessas, é a mesma coisa que estar a dar permissão para que ela inicie a sua vida sexual, é estar a incentivar ao sexo na adolescência.


 


Mas é um pensamento errado. 


A consulta de planeamento familiar não é exclusiva para futuras mamãs, nem tão pouco serve exclusivamente para entregar preservativos e pílula grátis.


É uma consulta aconselhada logo que os adolescentes atingem a puberdade, e que pode ajudar a lidar com as mudanças no corpo, que esta fase implica.


E sim, pode ser uma forma de, sobretudo as adolescentes, esclarecerem dúvidas, de se informarem e prevenirem de forma consciente, ainda que, por vezes, nada disso evite que haja gravidezes não desejadas, abortos e transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.


 


Mas isso não é desculpa para descartar a consulta, como algo que não serivá para nada. E se bem não faz, mal também não há-de fazer.

2 comentários:

  1. Concordo! E se as mães e os pais tomarem posições muito radicais sobre o assunto e se excluírem da educação sexual, vão fazer com que jovens procurem a informação de outras formas e nem sempre é a mais correta!

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  2. Acho impressionante como os pais que, quando foi a altura deles, o fizeram (não importa se com a nossa idade se com menos) e nós, não o podemos fazer.
    As tais conversas que os pais tentam contornar ao máximo só originam consequências piores, e muitas das vezes, irreversíveis.
    O exemplo mais marcante é aquele em que todos os membros de um grupo de amigos já teve relações sexuais, com exceção de um. Se os pais contornaram esse assunto, o adolescente ou a adolescente em questão, obviamente vai sentir-se na obrigação de o fazer também, porque não se quer sentir à margem. Nunca ninguém lhe explicou que, no fim das contas, se são mesmo amigos não vão exclui-los. Os pais não tiveram a coragem de falar disso. As consequências acabam por ser irreversíveis. Arranja-se um parceiro sexual qualquer e trata-se do assunto.
    Acho que essas consultas são úteis, eu nunca fui a nenhuma, os meus pais sempre me explicaram tudo e eu agradeço-lhes isso, felizmente não são como muitos que falam como se sexo não fosse natural, mas sim um crime que não pode ser cometido a qualquer custo.
    Proteção a mais, nem sempre tem o resultado desejado, e há pais que ainda não chegaram a essa conclusão.

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