quinta-feira, 31 de agosto de 2017

A lupa de alguém, de Anabela Neves

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Primeiro, conheci o blog.


Mais tarde, a autora!


E, agora, foi a vez de ler o livro, inspirado no dia-a-dia de uma operadora de caixa, e da relação entre estes profissionais, e os clientes que frequentam os hipermercados.


 


De entre as situações abordadas neste livro, destaco as seguintes, que também já me aconteceram:


 


Respeitar o espaço de cada um - não tanto na hora de pagar, no que diz respeito à privacidade para marcar o código multibanco, mas até mesmo na fila, onde cheguei a estar com os clientes de trás com os carrinhos encostados a mim, ou ao meu lado, em vez de esperar na fila. Já chegou a acontecer a cliente de trás começar a "acomodar" melhor as nossas compras, e a tentar fazer quase o trabalho da operadora, para ela própria se despachar. Já cheguei a ter ainda os sacos do lado de cá, enquanto arrumo trocos e talões, e estar já a cliente seguinte em cima de mim, a fazer pressão para desocupar porque agora é a vez dela.


 


Quando a caixa está fechada - já me aconteceu dirigir-me a uma caixa e a operadora avisar-me que ia fechar, e para me dirigir a outra caixa. De seguida, vejo nessa dita caixa, que ia fechar, um outro cliente a ser atendido. Abordei a operadora, que se desculpou com o facto de que eu tinha um carrinho cheio, e aquele cliente tinha poucas compras. Isso para mim não faz sentido. Se é para fechar, fecha para todos. Desta vez, não me calei e foi das poucas que reclamei da funcionária. Nunca mais fui a uma caixa onde ela estivesse.


 


Os cupões de desconto - confesso que não vou muitas vezes ao Continente, mas quando vou, vejo os talões que tenho e, de acordo com aquilo que vou comprar, se algum deles serve. A maioria, por norma, vai para o lixo logo ali. Para a caixa, só levo os que me interessam. Poupa-se tempo e trabalho a ambos - operadora e cliente.


 


Estar ao telemóvel na caixa - confesso que já me aconteceu estar a falar ao mesmo tempo que estou na caixa, e ir colocando os produtos no saco, e tirando dinheiro para pagar ao mesmo tempo. Espero não ter causado, ainda assim, transtorno para os restantes clientes.


 


As prioridades - já me aconteceu estar numa caixa prioritária, no tempo em que as havia, sem me ter apercebido de que o era, com as compras no tapete, e a cliente atrás de mim invocar a prioridade, tendo eu me desviado, para ela passar. Logo atrás, mais um casal com 2 filhos pequenos, e eu a pensar "onde me vim meter, se aparecer aqui uma dúzia de clientes, passam todos à frente". Felizmente, esse casal não quis exercer o seu direito. Se tivesse as compras no cesto, era mais fácil. Mas estar a tirar as compras do tapete para colocar no cesto e ir para outra caixa, também não fazia sentido.


 


Há muitas mais situações com que todos nós, certamente, nos identificamos, mas para isso têm que ler o livro, ou acompanhar a autora em A lupa de alguem


 


Como em tudo o que são trabalhos, em que existe contacto com o público, é necessário uma pessoa mostrar simpatia, disponibilidade, fazer um pouco de ouvinte, conselheira, psicóloga até, mostrar-se prestável. Mas há limites, e os clientes também têm que perceber que, quem ali está atrás da caixa não é um robot, é um ser humano como eles, e só porque está a trabalhar e lhe pagam para o fazer, não tem que aturar tudo ou fazer de criado para todo o serviço, só para manter os clientes satisfeitos.


 


Por outro lado, também há clientes que marcam pela positiva, e que tornam os dias de trabalho mais suportáveis e agradáveis, fazendo a diferença. 


 


Acho que tudo se resume a respeito, tolerância e educação. Se cada um de nós fosse munido de um pouco destes três ingredientes, evitavam-se muitas situações como as relatadas neste livro.


 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

É este o sistema de saúde que temos em Portugal

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O meu pai esteve quase um ano à espera de uma consulta de oftalmologia no hospital público, para futura cirurgia às cataratas.


Ontem foi, depois de vários adiamentos, o dia da consulta.


 


"O senhor tem uma grande catarata. Quer avançar para a cirurgia?"


"Claro!"


"Muito bem. Então dirija-se ao gabinete "x" para tratar de tudo."


 


O meu pai assim fez.


A funcionária explicou-lhe que iria fazer o primeiro exame em outubro, outro em novembro, e os restantes talvez só para o ano.


 


"Então e quando é que é marcada a cirurgia?"


"A cirurgia será marcada 8 meses depois de termos todos os exames!"


 


É este o sistema de saúde público em Portugal. 


Como é óbvio, quem pode, tem mesmo que se virar para o privado se quiser resolver os problemas de saúde a tempo.


 


É triste...

Ao Fechar a Porta, de B.A. Paris

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O que posso dizer deste livro?


Lembra-me aquele ditado "Quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro".


Lemos a sinopse, e pensamos de imediato "alguma coisa se passa".


Começamos a ler o livro e pensamos "O Jack é um sacana controlador, que não deixa a mulher fazer nada sozinha".


É sufocante não poder almoçar sozinha com as amigas, não ter o seu próprio dinheiro, o seu próprio telefone, o seu próprio endereço de email, uma caneta que seja ou um bloco de notas na mala, e por aí fora.


Mas, será só isso que aquela porta esconde? Ou existirão outros segredos mais macabros? Será Grace, de facto, a vítima que aparenta, e o Jack o mau da fita que a autora dá a entender?


 


Confesso que esperava muito mais desta história, e muito mais da Grace, embora não faça ideia se, no lugar dela, não faria o mesmo. No final, sim, teve a minha aprovação, pela forma como deu a volta, escapando impune.


Surpreendeu-me que a chave para tudo tenha vindo de quem menos se esperava, e da forma como foi oferecida.


Se, na maioria das vezes, as mulheres conseguem ser "cabras" umas com as outras, ainda existem algumas que são solidárias, nos bons e maus momentos. 


E se, convivendo com os outros, achamos que os conhecemos bem e nem nos apercebemos de algo errado, ainda há quem decifre o enigma, e consiga perceber que existe um ponto negro, no meio de uma tela branca.


Mas este livro desiludiu-me, sobretudo, pela previsibilidade. 


 


 


SINOPSE


"Quem não conhece um casal como Jack e Grace? Ele é atraente e rico. Ela é encantadora e elegante. Ele é um hábil advogado que nunca perdeu um caso. Ela orienta de forma esmerada a casa onde vivem, e é muito dedicada à irmã com deficiência. Jack e Grace têm tudo para serem um casal feliz. Por mais que alguém resista, é impossível não se sentir atraído por eles. a paz e o conforto que a sua casa proporciona e os jantares requintados que oferecem encantam os amigos. Mas não é fácil estabelecer uma relação próxima com Grace... Ela e Jack são inseparáveis. 

Para uns, o amor entre eles é verdadeiro. Outros estranham Grace. Por que razão não atende o telefone e não sai à rua sozinha? Como pode ser tão magra, sendo tão talentosa na cozinha? Por que motivo as janelas dos quartos têm grades? Será aquele um casamento perfeito, ou tudo não passará de uma perfeita mentira? 

Um thriller brilhante e perturbador, profundamente arrebatador, que se tornou num autêntico fenómeno literário internacional com publicação em mais de 35 países. A não perder."



 


 


 

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Reflexão do dia

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A música "chiclete" dos Táxi, continua actual, e aplica-se bem às relações de hoje em dia: prova, mastiga e deita fora, sem demora!


 


Concordam?

Emoji: O Filme

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A minha filha queria ir ao cinema. De entre os filmes que haviam, ela escolheu este. E adorou!


Já valeu a pena por isso.


O meu marido ia adormecendo na primeira parte. Diz que a segunda parte compensou e deu o dinheiro por bem empregue.


 


Já eu, achei o filme mediano, tendo em conta o que já se fez, em termos de animação e mensagem a transmitir.


É actual, sem dúvida, e damos por nós a pensar em todos aqueles emojis que usamos no dia-a-dia nas conversas e mensagens. Damos por nós, juntamente com as personagens, a percorrer o visor do smartphone, e percorrer os espaços entre as diversas aplicações, entrando numas, saindo de outras, com direito a passwords, firewall, reciclagem, hackers e muito mais.


 


No final da primeira parte, a sensação foi: ok, muito giro, mas não passa nada para este lado. Já no final do filme, após a moral da história, fica a decepção por um enredo tão fraquinho.


 


A mensagem: a amizade está acima de qualquer protagonismo, porque de nada serve sermos os maiores, estando sozinhos, e devemos aceitar, e ser, aquilo que somos, e não aquilo que os outros querem que sejamos.


 


 


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O portador do smartphone, que vai colocar em risco a vida de todos os emojis


 


 


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Hi-5, Gene e Rebelde, os salvadores da pátria


 


 


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A má da fita

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Mais uma obra de arte em Mafra

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 Por mim, podem fazer algo do género a todos os prédios da vila!

Das promoções do Continente

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Num dia da semana passada fomos ao Continente comprar material escolar.


Aproveitei que lá estava, e comprei uma embalagem de croissants integrais, que já há meses não comia, e que estavam em promoção. A minha filha levou também uma embalagem de pão, e paguei estas duas coisas à parte, para não juntar com o material escolar, nem com a roupa.


Na altura achei caro, mas com três contas e vários sacos, nem liguei. Só em casa, ao ver o talão, e comparando com a embalagem dos croissants, percebi que tinha pago o preço normal, de € 3,20, e não o da promoção, de € 2,04. 


 


As operadoras de caixa dizem sempre, quando perguntamos pelo desconto, que os mesmos são no fim. Mas, mesmo assim, é preciso muita atenção. Ainda assim, aquilo intrigou-me, apesar de as máquinas também falharem.


No sábado, ainda antes de me dirigir ao Continente para reclamar, voltei a olhar para a embalagem, e então percebi o que se passou.


Na etiqueta da embalagem, com os ingredientes, validade e preços, vinha também a menção de que a promoção era válida até 22 de agosto. Eu tinha comprado os mesmos a 23, daí não ter assumido a promoção.


 


De qualquer forma, sendo uma promoção válida apenas até ao dia 22, o Continente não deveria ter aquelas embalagens à venda, no dia seguinte, com aquela indicação de promoção, fazendo publicidade enganosa. Deveria ter colocado nova etiqueta, com actualização do preço.


 


Felizmente, nem questionaram, e devolveram prontamente a diferença do valor pago a mais.


 


 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Fui bicada por um pombo!

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Ontem, deitadinha na toalha ao sol, sinto qualquer coisa de volta do meu pé.


Ouvi o meu marido dizer qualquer coisa, mas a minha surdez não me deixou perceber o que era.


Pensei que era ele que se estava a meter comigo.


Quando me levanto e olho, deparo-me com um pombo, que me estava a "bicar" o pé!

domingo, 20 de agosto de 2017

Onde é que está a farmácia?

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E pronto, para terminar a semana de férias em grande, nada melhor que ficar doente!


É o resultado da mistura explosiva entre sol na cabeça e banhos de água gelada no mar :)


 


Ontem à noite, depois de dois dias a rebuçados para a garganta, tive mesmo que ir ao hospital. Diagnóstico - faringite!


Fomos à suposta farmácia de serviço permanente, indicada no mapa do hospital, levantar os medicamentos. Chegámos lá e...onde é que está a farmácia?!


Prateleiras vazias, portas trancadas, gradeamento. Nada de farmácia. Consultámos pela net, e também dizia que era aquela. Mais pessoas foram, entretanto, chegando lá para o mesmo, ficando à toa.


Voltámos ao hospital, onde a funcionária nos informou que agora a farmácia era noutro lado. Mas, se não perguntarem, as pessoas que se guiam pelo mapa vão todas enganadas. 


Não era mais fácil afixar um aviso da mudança de instalações, junto ao mapa?


Uma estupidez, que nos faz andar a todos às voltas de um lado para o outro, a gastar gasolina, porque em Mafra mesmo, não havia nenhuma disponível.


 


Chegados à farmácia, estive mais um tempo à espera na rua, enquanto a Dr.ª procurava os medicamentos, ligava para uma colega, voltava a procurar...


 


Por fim, lá encontrou tudo!

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Balanço da primeira semana de férias

Continuo cheia de sono! As meninas felinas não ajudam, e o meu organismo também não colabora :)


Só me apetece dormir na praia, ou na piscina.


 


Graças aos mergulhos na piscina de Mafra, fiquei surda de um ouvido!


 


Depois de uma ida à piscina de Mafra, e do regresso a Tróia na quarta-feira, ontem foi dia de irmos até ao Estoril. Apanhámos sol, mas o vento fazia a areia chicotear-nos o corpo todo. Saímos da praia prontos a fritar, muito semelhantes a croquetes! 


 


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Ao final do dia, ainda tive direito a uma massagem no pé, porque não sei como, acordei ontem cheia de dores e coxa!


 


E assim chega ao fim a primeira semana de férias.


Amanhã rumamos a Coimbra, para a apresentação do livro do Clube de Gatos do Sapo, no Pet & Tea :)


 


 


 


 

Sugestões para o fim-de-semana


 


(clicar na imagem)


 


Mesmo em férias, o Fora de Casa traz-lhe as melhores sugestões para os próximos dias:


 


Se gostam de cinema ao ar livre, podem vir até Mafra hoje e amanhã
Se preferem teatro, então podem ir até Setúbal, à Festa do Teatro 
Estão aí também as Festas do Mar, em Cascais
Para os mais novos, Xana Toc Toc, na Figueira da Foz



 


Descubram tudo na edição desta semana!


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Visita ao Jardim dos Valores

Moro aqui a escassos metros, e nunca tinha lá entrado.


Hoje, como já era tarde para visitarmos o museu, ficámo-nos pelo Jardim dos Valores, da Universidade dos Valores, em Mafra.


 


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Em festa, e em família!

Todos os anos, por esta altura, a família reune-se para celebrar o aniversário do meu pai.


Este ano, não esteve presente o meu sobrinho, que está no Algarve, em serviço.


 


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Pela primeira vez, desde que o meu pai oferece raspadinhas a todos nestes almoços, saiu-me um euro!


E ainda ganhámos a partida de sueca :)

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Blog temporariamente encerrado para férias!

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O blog vai entrar, a partir de amanhã, em modo férias! 


 


 

Sugestões para o fim-de-semana


 


(clicar na imagem)


 


O que é que apetece mesmo nestes dias de verão? Uma bela mariscada! Então, aproveitem o Festival do Marisco, em Olhão.


Se são aqui do concelho de Mafra, então aproveitem para visitar a FexpoMalveira.


Festivais de música, feiras medievais e jogos equestres também fazem parte das sugestões desta semana.


Acham que "Ainda Falta Aqui Qualquer Coisa"? Então, vão até ao Casino Estoril, e descubram tudo neste novo espetáculo dos irmãos Feist.


Tudo isto e muito mais, no Fora de Casa desta semana!

Isto não é trabalho, é escravatura disfarçada!

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Estão a ver aquela pessoa mesmo branquinha, que não pode apanhar um bocadinho de sol que fica logo vermelha, que usa sempre protector solar factor 50, e leva sempre chapéu de sol para a praia, para se proteger?


Estão a imaginar essa mesma pessoa, enviada para uma espécie de deserto sem qualquer protecção e sem saber para o que ia, estar cerca de 10 horas exposta ao sol, sem poder sair de onde está, a não ser quando lhe derem autorização, caso precise ir à casa de banho, ou na sua escassa meia hora de almoço, únicos momentos em que lhe é permitido sentar-se?


Como é que acham que essa pessoa chegará ao final do dia?


Com sorte, com um valente escaldão e sem se poder mexer. Com azar, sujeito a ir direitinho ao hospital, com desidratação, queimaduras de pele, cefaleias, tonturas, febre e, em casos mais graves, perda de consciência.


 


Como já perceberam, embora ambos os casos fossem graves, isto não aconteceu, como seria de esperar em pleno Agosto, em diversão, numa praia ou numa piscina. Foi mesmo em trabalho.


Que empresa é esta que coloca os seus funcionários a trabalhar nestas condições, neste caso, total falta de condições, sem qualquer protecção? Qual é a empresa que permite que um funcionário seu seja obrigado a estar 10 horas de pé, sem qualquer abrigo, sem o avisar para levar um chapéu ou protector solar, e garrafas de água?


 


 


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E ainda vêm cá dizer que compensa? Compensa para eles, que não passam por metade daquilo que os funcionários passam.


O meu marido saiu do trabalho anterior porque era, psicologicamente, desgastante. Porque tinha que trabalhar vários dias a 12 horas, para poder ter uma folga, e o ordenado não compensava.


Contrataram-no para um posto provisório, que seria de 8 horas, com folgas aos domingos e dois sábados por mês, além dos feriados, até Junho, sendo que depois lhe arranjariam um posto fixo, de preferência mais perto de casa. Promessas...


A realidade foi ter que começar a trabalhar aos sábados e, inclusive, um feriado, ficando com a única folga ao domingo.


A realidade, foi fazerem-no andar a saltitar de posto em posto, a gastar dinheiro em gasolina e portagens, para trabalhar  de 10 a 12 horas por dia, para postos que não ficam nada perto de casa.


A realidade, foi ter que, muitas vezes, gastar dinheiro a comer fora, ou comprar comida por ali, por não saber que condições iria encontrar.


A realidade, foi dizerem-lh o horário que iria fazer nos próximos dias, num dia, e no seguinte alterarem-lhe a vida toda.


Mas a gota de água foi mesmo o último posto em que foi colocado.


Que tenha que trabalhar mais horas que o suposto, custa, mas ainda se faz. Que não tenha computador ou televisão para se entreter, mas tenha ao menos uma cadeira, e um sítio onde comer, também se aguenta. E até se aguentava, com esforço, estar várias horas de pé, desde que no interior.


Mas ter que ficar 10 horas debaixo de sol, em pé, com mau ambiente entre colegas de trabalho, valendo-lhe unicamente os homens da obra, que lhe foram dando garrafas de água para não desidratar, e chegar a casa de tal forma que até metia medo, só de olhar, sujeito a ter problemas graves de saude, não se admite. É desumano. Se todas as empresas têm que ter condições mínimas para os funcionários, onde estavam elas neste caso? 


E se acontecesse algo de grave, quem é que assumia a responsabilidade?


 


É revoltante...


 


Ah e tal, a empresa só tem postos bons. Tinha, há anos atrás. Agora, não me parece.


Ah e tal, a empresa só tem postos de 8 horas. Mentira! Pelos vistos, agora fazem mais.


Ah e tal, a empresa paga bem. Já lá vai o tempo! Agora, paga o mesmo que as outras, por mais tempo de trabalho. 


 


E quem diz esta, diz outras. 


Trabalhos em part time, de 8 horas, a receber 600 euros, trabalhos de 12 horas, de segunda a sábado, a ganhar 800 euros, e por aí fora, é o que mais se encontra hoje, quando se anda à procura de trabalho.


 


Dizem que a escravatura já acabou há muito tempo. Pois não parece que seja verdade. O que me parece, é que ela continua a existir, mas de outra forma, mais disfarçada!

Sigam esta caixinha de música!


 


Em dia de follow friday, o meu destaque vai para um blogue que tenho acompanhado, e que já me fez recordar muitas músicas que estavam adormecidas. 


Sabem quando aqueles mágicos começam a tirar algo da cartola, e atrás daquilo vem outra coisa, e por aí fora? É esse o efeito que A minha caixinha de música tem em mim: através daquela música, lembro-me de outra, e essa outra remete-me para outra que me faz recordar outra, sem parar!


 


E porque a leitura é outra das minhas paixões, o Pedro Rodrigues proporciona-me também a leitura do seu conto Tudo por Amor, que me tem mantido presa a cada capítulo!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Existe idade certa para começar a namorar?

 


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A primeira paixão na primária, o primeiro amor no ciclo, e até o primeiro beijo, aos 10/11 anos, quem não conhece alguém que o teve/ fez?


São coisas perfeitamente normais, que começam a acontecer no final da infância e início da adolescência embora, há uns anos atrás, com uma certa “inocência” que hoje já quase não existe.


Actualmente, cada vez mais os jovens tendem a apressar todas as fases da sua vida.


Querem antecipar tudo, ser adultos mais cedo, começar a ter certos direitos mais cedo e, claro está, começar a namorar mais cedo.


 


Mas, afinal, existe uma idade certa para se começar a namorar?


 


Em que é que nós, adultos, nos baseamos para estipular uma idade concreta, em que permitiremos aos nossos filhos namorar?


 


Na idade com que nós próprios o pudemos fazer?


Aos 18 anos, porque é quando atingem a maioridade?


Quando terminarem os estudos, para não atrapalhar?


 


Ou outro qualquer critério, que nos pareça razoável?


 


Dizem os entendidos que namorar implica maturidade, e que deverá ser esta a chave para o início de um namoro.


 


Por norma, as meninas tendem a alcançá-la mais cedo que os rapazes. Mas, será que uma adolescente de 13/14 anos já tem maturidade suficiente para saber o que é namorar, e o que isso implica?


E os rapazes? Quando saber se eles estão preparados para esse passo?


 


O que se vê, cada vez mais, entre os jovens, é namoros que acontecem virtualmente e que, tão depressa como começam, acabam, porque entretanto se fartaram da conversa e descobriram alguém mais interessante nas redes sociais.


Depois, há aqueles “namoros” a que não se pode bem chamar disso, que começam a surgir no ciclo, e que envolvem uns encontros às escondidas na parte menos movimentada da escola, nos intervalos ou na hora de almoço.


Ou ainda aqueles que começam aos 9/10 anos, em que serem "namorados" ou "conhecidos" vai quase dar ao mesmo!


Há quem ainda não tenha maturidade para namorar, mas queira aventurar-se no desconhecido, e experimentar iniciar-se na actividade sexual, porque os(as) amigos(a)s o fazem, e não querem ficar para trás.


 


Enquanto acontece com os outros, nem nos preocupamos muito com isso. Mas, e se de repente, forem os nossos filhos nessa situação?


Como devem reagir os pais ao ver que a sua filha de 14 anos está apaixonada e quer namorar tão cedo?  


Como devem reagir os pais, quando um filho de 16/17 anos chega a casa com a namorada?


 


Será mesmo verdade que o amor não escolhe idades, e que não devemos proibir estes "namoros", porque essa proibição pode ter o efeito contrário?


Será que devemos permitir, dentro de certas limitações, esse namoro que surge, na nossa opinião, precocemente, ou nem por isso?


 


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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Procurar trabalho estando a trabalhar

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Sem horário definido, podendo estar hoje num sítio, amanhã noutro, sem folgas e a trabalhar 10 a 12 horas por dia, é complicado arranjar um novo trabalho.


É quase como a pescadinha de rabo na boca.


A pessoa está farta daquele trabalho/ horário, e quer mudar. Por isso, candidata-se a outros trabalhos, uma vez que só poderá sair de onde está, com garantia de novo trabalho. Mas, como está a trabalhar e nunca sabe o seu horário, ou porque está a fazer as tais 10/12 horas, quando lhe marcam as entrevistas, ou não consegue confirmar, ou simplesmente não pode ir, anulando qualquer hipótese, o que a faz ter que se aguentar com o que tem. 


Ou, então, toma a atitude drástica de sair do actual trabalho, sem qualquer garantia, porque só assim terá tempo para poder procurar algo melhor. Mas terá que se mentalizar que, no final do mês, o ordenado habitual não estará lá, e a sua situação vai ficar pior do que estava, mesmo não recebendo o ordenado justo pelo trabalho que faz.


 

Há mais alguém por aí?

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Com vontade de ir ao armário buscar os casacos de inverno que achou que só voltaria a vestir lá para Novembro, com vontade de beber um chá quente ou sentar-se à lareira, ou de ligar o ar condicionado no quente, em pleno Agosto, de tanto frio que está?!


 


É que já estou com o pingo no nariz, a espirrar, e só me falta começar a bater os dentes!

terça-feira, 8 de agosto de 2017

E agora, para que escola vai?

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A minha sobrinha vai, em Setembro, para o 10º ano.


Nos tempos do meu sobrinho, ele conseguiu vaga na escola aqui de Mafra que, para além de ser mais perto e acessível em termos de transportes, também era mais sossegada e com melhor ambiente para os alunos.


O meu irmão queria que a filha viesse para cá também. Só que, este ano, as vagas que há são para os alunos residentes em Mafra. Além disso, para o curso que ela escolheu, já estão preenchidas todas as vagas.


A entrar nesta escola, o que não é certo, terá que entrar num curso diferente daquele que quer, e só depois, se for possível, mudar para a sua escolha inicial, se houver desistências/ transferências.


Na área de residência dela, a escola está lotada, e não há vagas para mais alunos. Nem nas escolas dos arredores. A haver vagas, teria que ir para uma escola a cerca de 50 km de casa, e em zonas problemáticas, pautadas pela criminalidade.


Na situação dela, segundo consta, estão mais alunos que, neste momento, não se encontram inseridos em nenhuma turma, em nenhum curso específico, e com a sua vida escolar incerta, até que o governo decida que aqueles alunos têm que estudar seja onde for, e os coloquem onde bem entender.


Enquanto isso, é tempo perdido, e dinheiro gasto em livros para cursos provisórios.


Enquanto isso, outros alunos conseguiram, por meios menos lícitos, as desejadas vagas, levando a acreditar que mais vale enganar, para se conseguir o que quer, do que ser honesto, e levar uma nega.


 


É este o futuro do ensino em Portugal?

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Génesis, de Karin Slaughter

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Por vezes, quando lemos uma história, perguntamo-nos o porquê de a autora estar a falar tão pormenorizadamente daquelas personagens, que são apenas meros figurantes, e que nada adiantarão à mesma.


Porque, por vezes, é nas personagens mais insignificantes que está a chave!


E, tal como essas personagens nos passam quase ao lado, também na hora de cometerem os crimes, elas passam ao lado das vítimas e dos próprios investigadores, como se não tivessem qualquer papel a desempenhar naquela trama.


 


Will e Faith vão, desta vez, investigar o que aconteceu a Anna e a Jackie, duas mulheres que conseguiram escapar de uma caverna de tortura. A primeira, está a lutar pela vida, no hospital. A segunda, matou-se depois da fuga.


Nos dias seguintes, mais duas mulheres desaparecem em circunstâncias misteriosas, suspeitando-se que tenha sido a mesma pessoa que raptou as primeiras.


Em comum, têm o facto que serem apelidadas de "cabras", não terem amigos, ninguém simpatizar com elas, terem problemas de anorexia, e de terem uma boa vida e dinheiro.


Mas, quanto mais investigam, mais andam em círculos, sem chegar a nada em concreto.


Enquanto isso, há uma criança entregue aos serviços da assistência social, à espera que encontrem a mãe, e um bebé que ninguém sabe onde, e em que condições estará, à espera de ser encontrado.


Para ajudar Will e Faith, surge a personagem Sara, uma antiga médica legista, que fará uma análise com base nos seus conhecimentos, e poderá ajudar a desvendar o mistério.


 


Nesta história, Will, que é normalmente uma pessoa calma e ponderada, perde a cabeça e quase mata uma pessoa. Será que Amanda, a sua chefe, vai gostar disso? E Will, como irá ele lidar com essa falha?


Já Faith, descobre que está novamente grávida, e que é diabética. Como irá ela conciliar estas duas condições, com o seu trabalho de investigadora?


Amanda resume esta dupla da seguinte forma:


 


Um pateta disléxico com um problema de temperamento e uma diabética gorda e fértil a quem faltam conhecimentos rudimentares de controlo de natalidade!


 


Quando tudo e todos parecem estar contra eles, e numa corrida contra o tempo, serão Will e Faith capazes de resolver o caso?


 


 


SINOPSE

 


"Mulheres brutalmente torturadas. Um padrão que as liga a todas.

A caça ao homem já começou.

Há três anos e meio, Sara Linton, antiga médica-legista, mudou-se para Atlanta na esperança de deixar para trás o seu passado trágico. A trabalhar agora num hospital, depara-se com uma mulher jovem e gravemente ferida, que a arrasta para um mundo de violência e de terror.
A mulher foi atropelada por um carro, mas, completamente nua e brutalizada, dá sinais de ter sido vítima de uma mente muito perturbada.
Quando o agente especial Will Trent se desloca à cena do acidente, descobre uma câmara de tortura enterrada na terra, uma caverna de horrores que revela uma verdade sinistra: a doente de Sara é só a primeira vítima de um assassino sádico e demente.
Arrancando a investigação das mãos do chefe da Polícia local, Will e a sua colega Faith Mitchell mergulham no turbilhão que é a caça ao assassino. Will, Faith e a severa chefe de ambos, Amanda Wagner, são os únicos obstáculos que existem entre um louco e a sua próxima vítima…"


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Chegou a Inominável de Agosto!

Foto de Revista Inominável.


 


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Inominável em Agosto?


Sim! É verdade :)


Este é o primeiro ano em que a Inominável lançou uma edição especial no mês de Agosto, e está de parabéns!


 


Ainda não a viram? Então, não percam tempo!


Para além das habituais sugestões da Agenda Inominável, e da rubrica Musicalizando, desta vez dedicada ao Salvador Sobral, há muito mais para descobrir a cada página:


 


- o regresso das tendências de A a Z, com a Sofia


- sugestões de bebidas vegetais, com a D. Pavlova


- um magnífico passatempo, porque a Inominável é "Mãos Largas"


- uma viagem até Veneza, com a Ana


- um novo conto da Carina


 


E muito mais, a um click de distância!


Do que estão à espera?! Espreitem já AQUI

Sugestões para o fim-de-semana


 


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Chegou mais uma edição do Fora de Casa, com sugestões fresquinhas para o fim-de-semana!


Começamos a norte, com o Neopop Festival'17, uma Viagem Medieval por Terras de Santa Maria, o concerto das Golden Slumbers, no Porto, e Teatro de Rua, em Espinho.


Pelo centro, o Leiria Dancefloor, as Noites da Foz, em Figueira da Foz, e um Encontro Animal muito especial.



Na margem sul, destaque para o Voa - Heavy Rock Festival.


Espreitem já a nossa agenda, e escolham!


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Conseguirá o Homem actual viver sem internet?

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Estivemos cerca de um dia sem serviço Meo em casa.


Feita a comunicação, foi dito que iriam dar seguimento ao processo. Várias chamadas, e o assunto estava em tratamento. Teríamos que aguardar até 24 horas.


 


Enquanto isso...


 


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Não temos televisão:


Eu - não há problema, também não tenho tempo para isso com tudo o que há para fazer em casa, e à noite leio o livro que vai a meio


Marido - ficou sentado com a gata ao colo, a olhar para as moscas


Filha - nem se preocupou


 


 


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Não temos telefone:


Todos - não há problema, temos telemóvel


 


 


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Não temos internet:


Eu - ok, o que vale é que tenho no trabalho, mas vai-me impedir de participar numa reunião online


Marido - completamente passado, porque precisava de enviar e ver emails sobre trabalho, e nada de resolverem o problema


Filha - completamente passada, porque não conseguia ver vídeos, jogar, falar com os amigos, publicar no canal do youtube, e foi "obrigada" a deitar-se cedo porque não tinha nada para fazer, e a levantar-se cedo para ir para casa dos avós apanhar a net da vizinha


 


A internet, aquela que nos isola do mundo à nossa volta, é a mesma que nos liga ao mundo, e nos faz sentir deslocados, desinformados, autênticos extraterrestres, sem ela.


 


Conclusão: podemos até passar sem telefone fixo, e sem televisão. Mas, e sem internet, conseguiremos na actualidade e no futuro, viver sem ela?


 


 


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!