Da infância à velhice, caminhamos para um mundo cada vez mais dependente das drogas.
Na infância, temos crianças hiperactivas, que são obrigadas a tomar medicação para acalmar e conseguir concentrar-se.
Na adolescência, os nervos que antecedem os exames e provas, obrigam à toma de calmantes.
Na idade adulta, a pressão de uma carreira bem sucedida e a competição obrigam, muitas vezes, a tomar comprimidos para dormir, ou antidepressivos, ou ainda suplementos disto e daquilo, porque a alimentação não é a melhor. Ah, e os comprimidos para a memória, que já começa a falhar.
Mais tarde, com a idade a avançar e possíveis doenças, os mais velhos começam a ter uma pequena farmácia em casa, com medicamentos de todas as cores e feitios para tomar.
Longe vão os tempos em que tudo se resolvia à base de chás, xaropes naturais, mezinhas e afins ou tínhamos, simplesmente, que aguentar e ultrapassar o melhor que podíamos.
Felizmente, a medicina evolui à medida que a nossa sociedade se vai transformando, acompanhando-a nas mudanças, e oferecendo melhores respostas aos problemas que vão surgindo.
Mas, será que não estamos a cair no exagero, ao tentar solucionar tudo aquilo que nos afecta à base de drogas?
É este o mundo que nos espera, e aos nossos descendentes, no futuro - um mundo totalmente dependente das drogas?
Já tomei muitos antibioticos que hoje uma simples gripe já não se cura com analgésicos! Estamos intoxicados....
ResponderEliminarDepois claro...as doenças aparecem cada vez mais cedo!
Eu confesso que, em determinadas situações, tenho mesmo que recorrer ao antibiótico, não há outra forma, nem vale a pena inventar muito.
ResponderEliminarMas tento não me "encharcar" em comprimidos, quando não é mesmo imprescindível.
Mas ficamos dependentes cada vez mais cedo.
A nossa sociedade tem, sim, um problema com drogas... Mas fazer o quê? É também a sociedade que nos obriga a ter essa necessidade, com todas as pressões que exerce sobre as pessoas.
ResponderEliminarÉ irónico, mas é verdade.
ResponderEliminarO facto de termos que ser os melhores, de termos que ser perfeitos, de não podermos errar, leva-nos ao limite, e isso combate-se com drogas.