quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Da minha caminhada de fim-de-semana

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No sábado tive que ir comprar umas coisas que me faziam falta e, como o tempo até estava bom, lá me fiz ao caminho, sabendo que me esperava uma grande caminhada pela frente.


Até ao hospital veterinário, passo por uma quinta, e por campos verdes que, a esta altura, estavam cheios de trevos, não sei se de quatro folhas!


Daí, sigo para o Modelo, passando a meio caminho por uma carroça com um burro atado a um poste, com um olhar tão triste que me apeteceu ir fazer-lhe umas festinhas. No entanto, não o conhecendo, abstive-me de tais demonstrações de afecto.


Continuo a caminhar e, mais à frente, avisto as vacas castanhas a pastar de um lado, e as ovelhas no outro. Mais perto, reparo que um carneirinho está a mamar. Também andam por ali patos e galinhas!


Já na estrada do Modelo, ao passar por uma moradia, aparece um cão a ladrar, a defender o seu território. Quando passo pela mesma, à vinda, lá está o dito cão. Desta vez, limita-se a correr até lá mais à frente, acompanhando-me sempre enquanto falo com ele, até que a vedação o limita e, então aí, ladra novamente.


Volto para casa por outro caminho, onde acabo por avistar um gato, também num terreno bravio, no meio de blocos de apartamentos e casas velhas.


Mafra está cada vez mais desenvolvida, mas é incrível como ainda encontramos tanto da vila campestre que um dia foi.


Duas horas depois, e com quase uma volta completa à vila, cheguei a casa! Pelo menos deu para aquecer um bocadinho!


 

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Carta aberta de uma mãe a todos os professores

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"Exmos.(as) Srs.(as) Professores(as),


 


Não entendam esta minha missiva como desrespeito pelo vosso trabalho enquanto professores nem, tão pouco, desconsideração pela disciplina que leccionam, ou pela importância da mesma no percurso escolar da minha filha, vossa aluna, e no seu futuro.


No entanto, permitam-me manifestar, desta forma, a minha opinião que, certamente, enquanto pais que são ou virão a ser, compreenderão.


 


Que futuro terá uma criança/ adolescente que passa os dias no estabelecimento de ensino e, quando chega a casa, vê o seu tempo de lazer ocupado com trabalhos de casa, interrompidos apenas pelo lanche, pelo banho e pelo jantar?


Que vê os seus fins-de-semana preenchidos com trabalhos de casa de várias disciplinas, a que muitas vezes se juntam trabalhos de grupo e o estudo extra para os testes da semana seguinte, apenas interrompidos pelas refeições, pelo banho, e pelas breves pausas que, por entre o estudo, aproveitam para pegar no telemóvel e aceder às redes sociais, ou ouvir um pouco de música?


 


Sei que, certamente, haverão pais que sofrem desse mesmo problema, e vêem a sua vida reduzida a trabalho e tarefas domésticas. A que, muitas vezes, ainda se junta a ajuda aos filhos nos estudos.


Sei que vocês, como professores e pais, também terão o vosso tempo ocupado e limitado, sem muito tempo para a vossa vida familiar, com muita pena vossa e, provavelmente, com queixas por parte dos vossos filhos.


 


Mas sabem uma coisa? 


Sinto falta de passar tempo de qualidade com a minha filha!


Não, simplesmente, estarmos as duas na mesma casa, cada uma ocupada com as suas tarefas, ou as duas às voltas com livros, cadernos e matéria. Mas de estarmos as duas, sem preocupações, sem pressas, sem o relógio a contar o tempo que temos para conviver, no meio de tudo o resto.


 


Tenho saudades dos tempos em que a escola ficava na escola, e a casa era para a família. 


Para uma ida ao cinema, ao teatro ou ao circo, para um passeio num sábado ou domingo, ou até para uma festa de aniversário, tenho que andar a ver no calendário, o melhor dia, em que ela não tenha nada para fazer ou estudar. Passam-se meses, sem que o consigamos fazer. Valem-nos as férias escolares, apenas, e o escasso período de pausa entre fornadas de testes.


 


E, então, pergunto-me:


Não será, por vezes, mais produtivo e educativo, um programa familiar onde possam aprender algo, conviver com a natureza, aprender valores que não vêm nos livros, do que dias a fio encerrados em casa, agarrados a matéria que nem percebe para que lhes servirá?


Não será preferível trocar os nervos, as dificuldades da matéria, o stress dos testes, a correria, as maratonas de estudo, por momentos divertidos e alegres com aqueles que mais os amam?


Não deveria valer uma boa acção, ou um bonito gesto, mais do que uma nota num teste ou na pauta final?


Não deveria um sorriso no rosto, a paz, a tranquilidade, valer mais que o receio de um mau resultado e que as lágrimas por algo que não conseguem perceber, ou não correu bem?


 


Ensinar não tem que ser uma coisa má, deveria ser algo que encarariam com recetividade e curiosidade.


Mas era preciso que o ensino não fosse algo que quisessem enfiar à força na cabeça dos alunos, como quem tem um prazo para enfiar uma infinidade de coisas em algum sítio, dê por onde der, não permitindo que os estudantes apreendam, no seu tempo, aquilo que estão a receber.


O ensino deveria ser o complemento da vida familiar, e não o seu substituto, a tempo integral.


 


E, acreditem, por vezes, tenho vontade de a deixar livre, para aproveitar as coisas boas que a vida tem para lhe oferecer, sem ter que pensar em mais nada. Tenho vontade de obrigá-la a trocar os livros por uma sessão de riso, com as nossas patetices, por umas horas de brincadeira, por uns momentos de solidariedade para com quem mais precisa, por tempo para se divertir com as amigas, por tempo para, simplesmente, não fazer nada!


 


Sinto falta da minha filha, apesar de estar com ela todos os dias!


Como tenho a certeza que vocês, professores, enquanto pais, também sentirão, relativamente aos vossos filhos, ou familiares com quem deixam de passar tempo por conta do vosso trabalho.


 


Grata pelo tempo dispendido na leitura desta missiva que, tenho a certeza, reflete o pensamento e sentimento de muitos pais deste país."


 


 


Não sei até que ponto enviar uma carta destas aos professores da minha filha seria considerado caso grave de internamento! Mas o que aqui está escrito é a mais pura verdade.


E por aí, há alguém que se reveja?

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

A Matemática foi destronada!

 


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Na reunião de pais do final do primeiro período escolar (que por acaso já ocorreu no início do segundo) tomámos conhecimento de que nesta turma, pela primeira vez, a Matemática não tinha sido a disciplina com mais negativas, à semelhança do habitual, tendo sido destronada pela...


 


Físico-Química!


 


Com mais de 50% dos alunos com negativa, seguida do Português, com 50%.


Tirem as vossas conclusões! 


 

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Sugestões para o fim de semana


(clicar na imagem)


 


Neste último fim de semana de Janeiro, a rubrica Fora de Casa traz-vos diversas sugestões para o aproveitar da melhor forma! Ora vejam:


- Para os amantes dos felinos, já sabem que podem ir até ao cinema ver o documentário "Gatos"
- Eu Mafra, "O Anjo" vai descer à terra,pela mão de Filipi di Ramo
- Na Figueira da Foz, saia "Fora do Baralho", com Mário Daniel
- Em Famalicão, um concerto dos Orelha Negra


Fiquem a par destas e outras sugestões, na edição desta semana!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Não Me Deixes Só, de Margarida Freitas

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Não é irónico que, numa época em que as mulheres alcançaram a maior liberdade que poderiam ter, ou alguma vez sonhar, existam cada vez mais sentimentos de dependência, carência, e medo de ficar sozinhas?


Não é irónico que, sendo livres de tomar as suas próprias decisões, como nunca antes foram, e de tomar as rédeas da sua vida, como nunca antes lhes foi permitido, existam mulheres que depositam esse poder nas mãos de um homem por sentirem que, sem ele, nada serão ou conseguirão fazer?


E o mais grave é que a dependência chega a um ponto, em que as mulheres se anulam, em que se rebaixam, em que se deixam pisar, em que suportam tudo e ainda acham que é o que merecem. Pior, a sua mente leva-as a crer que gostam e precisam de tudo aquilo. Que tudo é preferível, do que ficar sozinhas, e enfrentar a vida e o mundo por sua própria conta.


E, mesmo quando encontram algo melhor no seu caminho, acabam por deitar fora, porque sentem falta daquilo a que estavam habituadas, mesmo sabendo que lhes faz mal.


Por carência, por obsessão, por dependência, por medo, por impotência, estas mulheres humilham-se, implorando por algo que, num único momento de lucidez, afastaram da sua vida porque lhes fazia mal.


 


Porque traímos?


Por amor? Por paixão? Por desejo? Por necessidade? Por carência? Por instinto? Por afirmação de poder? Para chamar a atenção? Para esquecer os problemas, ou arranjar mais problemas? Pela aventura?


Uma traição ocorre sempre porque a relação entre o casal não está bem? Ou isso é apenas uma desculpa que encontramos, para justificar o que não tem justificação?


O que nos leva a desejar que nos perdoem uma traição, quando nós próprios não conseguimos perdoar as traições dos outros?


 


O amor torna-nos irracionais? Ou deveria tornar-nos mais sensatos? O amor gera confiança, ou aumenta a desconfiança entre o casal? O amor leva-nos a cometer os actos mais irreflectidos, tanto para o bem como para o mal?


Devem os nossos erros ser desvalorizados e, até, perdoados, em nome do amor? Ou é por esse mesmo amor que esses erros ganham proporções avassaladoras, tornando-os imperdoáveis?  


 


De tudo isto nos fala “Não Me Deixes Só”, de Margarida Freitas, um livro que começa por ser um exercício que a psicóloga recomenda à personagem Margarida Sequeira, de forma a ajudá-la a exorcizar de vez o passado, e a conseguir viver mais feliz no presente, sem receios e sem culpas.


Através desse exercício, ficamos a saber o que levou Margarida a procurar ajuda, e como foi a sua vida até ali. A partir de determinado momento, a história deixa de ser um mero exercício, para se transformar numa espécie de diário, em que acompanhamos a fase mais actual da vida da Margarida, com o homem com quem refez a sua vida, no Brasil, e todas as dificuldades e problemas que a sua relação enfrentou.


Confesso que, a certa altura, comecei a achar a Margarida uma autêntica idiota, que não dava valor ao que tinha, uma mulher embirrante, que não consegue estar bem e tem que arranjar motivos para se chatear e acabar com as relações, instável, imprevisível, impulsiva, orgulhosa. Mas houve momentos em que lhe dei razão, e comportamentos por parte dos seus companheiros, incluindo o mais recente, que também não foram os melhores.


Ainda assim, era como assistir a um extintor a querer apagar o fogo, sempre que ele se acendia mas que, às tantas, de tantas vezes que era utilizado, ficava vazio e juntava-se à chama, para tornar ainda maior e incontrolável o incêndio.


 


Finalmente, quando tudo faria prever um final feliz, e a tão desejada estabilidade emocional e uma família perfeita, a vida encarrega-se de mostrar o quanto pode ser injusta, castigar-nos quando já achávamos que tínhamos as contas acertadas, e trocar as voltas aos nossos desejos, atirando-nos, sem dó nem piedade, para o abismo.


 


Haverá ainda forças, depois de tudo, para recuperar de tamanho estrago? Ou nada mais resta, a que nos agarrarmos, e mais vale deixar-nos levar, ou antecipar o inevitável?


 


Sinopse:


"Saí do quarto, fiquei agitada na sala com o meu choro sufocante, custava-me respirar. Mesmo com o meu grande amor a uma parede de distância, sentia-me só, tão inútil. Os meus pensamentos paralisaram no segundo momento mais doloroso da minha vida, parecia estar a sentir tudo novamente, cada segundo de dor, de desespero. A angústia, a ansiedade, o medo, a pressão… Corri para a casa-de-banho. Vomitei... Tinha o meu corpo a reagir às lembranças."


 


 


Autor: Margarida Freitas


Data de publicação: Novembro de 2017


Número de páginas: 250


ISBN: 978-989-52-0322-2


Colecção: Viagens na Ficção


Género: Ficção


Idioma: Pt


 


Com o apoio de:


quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Muito ou pouco, não importa. É meu!

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Relativamente à encomenda que tinha feito na Worten em Dezembro, acabei por cancelá-la e pedir o reembolso do valor pago - € 32,89.


Uns dias depois, vi que já tinham feito a transferência. Fiquei satisfeita e nem liguei mais até que, uns dias mais tarde,ao ver melhor, percebo que apenas tinha, transferido € 30,89.


Ligo para lá, e a mulher que me atende sugere que talvez seja dos portes. Mas quais portes, se eu não recebi nada? E, mesmo que fosse o caso, o valor seria maior. Conclusão a que chegou logo em seguida!


Tomou nota e encaminhou a situação para o departamento responsável. Uns dias mais tarde, ligaram-me a dizer que, de facto, tinha havido um lapso, e iriam proceder ao reembolso dos 2 euros em falta, que entretanto já recebi.


 


Por acaso, eram dois euros. Mas poderia ser mais.


E, muito ou pouco, não importa. O que interessa, é que esse dinheiro era meu e, se houve engano, que toda a gente pode errar (por acaso é sempre para o lado deles), só tem que ser corrigido.


Agora imaginem 2 euros por cada caso parecido, sem que as pessoas dêem conta, quanto não daria no final!


 

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Sobre o programa Super Nanny

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Eu resumiria o programa numa simples frase: 


"Exploração de crianças que nunca deveriam ser expostas desta forma, consentida pelos pais que nunca deveriam submeter os seus filhos a este circo, para dar audiências à Sic, que deveria ter vergonha na cara, e ajudar estas famílias sem as colocar em frente às câmaras!"


 


No domingo, tinha a televisão na Sic e estava a dar o programa quando fui à sala. A minha filha quis ver, e acabei por ver um pouco também.


Não vi a parte das birras, mas contei à minha filha algumas das birras que ela própria fez, e tudo o que, com elas, veio em termos de acções condenáveis. Ela ficou admiradíssima por ter feito tudo isso, não se recordava já.


Perguntei-lhe como se sentiria se, no lugar daquelas crianças, fosse ela ali na televisão, a ser vista por toda a gente, a fazer as ditas birras. Respondeu-me que se sentiria mal e não ia gostar.


Está tudo dito. Quem realmente precisa de ajuda, procura-a, mas de forma particular. Não para ganhar dinheiro expondo-se a si, e aos seus filhos, para o mundo, no ecran.


Para isso, contratem atores para simular cenas reais, que o resultado é o mesmo.

As malas das mulheres e a segurança em Portugal

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O que tem uma coisa a ver com a outra? Já vão perceber!


 


Não há algo que se assemelhe mais a um armazém ou arrecadação atafulhados de tralhas, que as malas das mulheres. Para além de tudo o que colocamos lá dentro habitualmente, ainda há espaço para mais isto e aquilo. É os telemóveis da filha e do marido, é caixas de óculos, é a carteira do marido para não perder, e por aí fora.


Ora, como já aqui disse, no sábado fomos ver o espetáculo Soy Luna Live, na Altice Arena. Na minha mala, além das coisas do costume (que são muitas e já me fazem andar sempre à procura de uma, perdida no meio de todas), levava os bilhetes, a máquina fotográfica, e ainda dois bolos. De tão cheia que estava, até ia aberta.


 


Quando estávamos a entrar para a Altice Arena, tínhamos que passar pelos seguranças e polícia, encarregues de fazer a revista aos nossos pertences.


Mostrei a minha mala à mulher. Ela, limitou-se a desviar as embalagens dos bolos, espreitar lá para dentro e mandar seguir.


E eu fiquei parva com esta forma de actuar. É certo que eu não iria achar piada nenhuma se, ali no meio da rua, me tivesse esvaziado a mala e espalhado tudo, para depois eu ter que voltar a arrumar. A mulher, provavelmente, pensou que, com tanta gente ainda por entrar, não haveria tempo para esvaziar todas as malas e verificar ao pormenor.


Mas, desta forma, fica explicado porque é que muitos acidentes e incidentes acontecem em eventos, apesar de toda a segurança.


Se eu levasse alguma coisa imprópria que fosse: uma arma de fogo, uma faca, um detonador de bomba, ou outra coisa qualquer, no fundo da mala, tinha entrado à vontade, sem que o descobrissem. 


 


Será por terem achado que uma mulher, acompanhada pela filha e pelo marido, seria inofensiva? Ou por pensarem que, num concerto infantil, ninguém iria fazer nada? Será que estavam ali apenas a cumprir horário e receber essas horas de trabalho, ou à procura de pessoas suspeitas, entendendo-se por suspeito alguém com características pré definidas? De determinada raça, de determinada religião, com determinado aspecto ou aparência?


É que, a assim ser, podem estar a cometer o seu maior erro porque, cada vez mais, e tendo em conta os critérios utilizados, o perigo virá sempre de onde e de quem menos se espera, como por exemplo uma mãe acompanhada da sua prole, uma família normal, ou outras pessoas que não valerá a pena revistar ao pormenor, porque não representam, à partida, qualquer ameaça.


 


Espero que esta tenha sido uma situação isolada, e que não represente a forma como é feita a segurança em Portugal! 

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

A dúvida corrói mais que uma verdade dolorosa

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A dúvida, a incerteza e o desconhecimento, corroem mais que uma verdade dolorosa.


Com a verdade, é como se levássemos com uma onda que nos atira ao chão e nos encharca mas, depois, volta ao mar, e nós levantamo-nos e recuperamos.


Com a dúvida e a incerteza, a nossa mente perde o rumo, ficamos sem reacção, e deixamo-nos enrolar pela onda, que tanto nos pode trazer de volta, como levar-nos de vez mar dentro.


Com a verdade, sabemos com o que contamos, e quando chega a altura de seguir o caminho apoiados somente nos nossos pés.  


Com o desconhecimento, não recebemos aviso prévio, e foge-nos o chão por debaixo dos pés, sem perceber muito bem como nos erguer de novo, e onde nos apoiar.


Com a verdade, sabemos que nos podemos atirar, que vão lá estar para nos segurar, ou que não o podemos fazer, porque nos vamos, com toda a certeza, magoar.


Com uma crescente confiança, acreditamos que aqueles braços irão segurar-nos para sempre, tal como os nossos o fazem.


De repente, quando pensamos que estamos seguros, e que o perigo já passou eis que, simplesmente, nos atiram ao chão, como se atira para o lixo algo que se usou quando era mais conveniente, mas já não faz falta, ou já não serve mais. Só não sabemos o porquê...


 


E a dúvida, a incerteza e o desconhecimento, perseguir-nos-ão sempre, não deixando a ferida cicatrizar como gostaríamos, achando que haverá, quem sabe, alguma explicação lógica que não estamos a conseguir ver no momento.


A dúvida, coloca a nossa vida em "banho-maria", enquanto que a verdade, por mais dolorosa que seja, nos leva a seguir com a nossa vida...Ainda que o golpe seja mais fundo, e continue a deixar a sua marca... 


 

sábado, 20 de janeiro de 2018

Soy Luna Live em Portugal

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Não sou adolescente mas sigo a série, e estava ansiosa pelo concerto, que foi espetacular!


Destaco o facto de todos os artistas terem tentado ao máximo falar em português, e interagir com o público, sempre muito simpáticos com quem ali estava para os ver.


E destaco igualmente as mensagens que tentaram transmitir ao longo de todo o espectáculo, acerca dos nossos sonhos, de como devemos lutar por eles, não deixando que ninguém os menospreze ou nos leve a desistir deles.


 


 


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Não estava cheia a Altice Arena, mas o ambiente foi incrível. 


O espetáculo começou com bailarinos patinadores que nos surpreenderam, porque estávamos à espera que fossem os protagonistas a entrar. Mas eles acabaram por vir em seguida.


Em palco estiveram Karol Sevilla, Rugero Pasquarelli, Michael Ronda, Valentina Zenere, Ana Jara, Malena Ratner, Jorge López, Chiara Parravicini e Gastón Vietto, tendo ficado de fora desta tour pela Europa os restantes protagonistas.


No início, fiquei um pouco desapontada, porque pensei que eles iriam patinar em palco, o que não aconteceu logo, tendo optado pelo canto e dança. Mas os patins, que diferenciam a série e eram indispensáveis, acabaram por chegar, nos pés da Luna e dos seus colegas, para dar mais ritmo ao espectáculo.


 


 


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Malena Ratner e Valentina Zenere


 


 


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Karol Sevilla, a cantar La Vida Es Un Sueño


 


 


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A Roler Band - Michael, Gastón e Rugero, em substituição de Lionel Ferro.


 


 


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Um dos momentos românticos entre Matteo e Luna


 


 


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Os amigos - Luna e Simon, em dueto


 


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Os rapazes, a mostrar os seus dotes


 


 


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Esta é uma das músicas que mais gosto - Catch Me If You Can


 


 


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O quase beijo, entre os protagonistas!


 


 


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O final, em apoteose!


 


 


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 A nossa cara de felicidade, por este momento espetacular e único!


 


Valeu a pena, e estávamos mesmo quase em frente ao palco, pelo que foi uma experiência que não nos importávamos nada de repetir.


Mas, como diz a minha filha, já não seria a mesma coisa!


 


 


 


 


 


 


 

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Sugestões para o fim de semana


 


A edição desta semana, da rubrica Fora de Casa, traz excelentes sugestões para o vosso fim de semana, entre as quais o tão aguardado concerto Soy Luna Live, que fará as delícias de todos os fãs da série!


Mas há muito mais para escolher. 
Se gostam de gatos, não percam a apresentação da revista Miau Magazine, em Coimbra.
Em Mafra, haverá circo, com Jorge Cardinali.
Já em Chaves, marcará presença Anselmo Ralph e, na Lousada, Capicua é a convidada.


Teatro e cinema também marcam presença.



Confiram tudo, no vosso guia semanal do Fantastic!


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Cena de terror logo pela manhã!

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Dirijo-me à sala para limpar a caixa de areia das gatas. Quando me volto, vejo uma aranha no braço do sofá, em frente a mim.


Era castanha, quase bege, gorda e com aspecto duvidoso.


Fiquei ali parada, tal como ela, a olharmos uma para a outra, olhos nos olhos (a bem da verdade, nem sequer lhe vi os olhos, mas vamos fingir que sim, para deixar aquela tensão no ar)! 


 


Enchendo-me de coragem, pego na pantufa que tinha no pé, e avanço para ela, para lhe dar uma tareia tão grande que já não se possa levantar. Ao lhe dar com a pantufa, o raio da bicha salta, e deixo de a ver. Não está na sola da pantufa. Será que tinha asas? Ou abriu o páraquedas sem eu dar por isso.


 


Mas não. Afinal, tinha caído no chão, toda enrolada. Fui num instante à cozinha buscar a pá e a vassoura, para a tirar dali. A Becas ficou a tomar conta da intrusa, que ainda esperneava quando voltei. Levou uma pisadela, e atirei-a para o meio da rua.


 


Cenas de terror logo pela manhã não são para o meu coração. Acho que tremi mais com a visão da aranha, que no outro dia, com o sismo!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Em modo "recuperação de emails"

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Ontem, sem querer, carreguei em eliminar, na caixa dos emails enviados. 


Quando tentei anular, o outlook bloqueou, eu enervei-me e carreguei, mais uma vez sem querer, no botão para experimentar a versão beta e foi o pânico geral!


Como é que eu saio daqui? Após várias tentativas falhadas, e cada vez mais baralhada, uma pesquisa rápida mostrou-me que era só voltar a clicar no mesmo botão,para voltar à versão antiga.


Ufa, menos mal!


Agora só tenho 7 anos de emails para recuperar! Coisa pouca, portanto!


 


 


 

Já lá vão 14 anos de maternidade!

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E posso dizer que as coisas não melhoram ou pioram, necessariamente, à medida que os anos vão passando.


São situações, peripécias, descobertas, mudanças, preocupações, alegrias e conquistas diferentes, pelas quais já passámos (ou não) enquanto filhos, e que agora vivemos no lugar de pais.


Faz parte da vida!


Parabéns, filhota! Que tenhas um dia muito feliz!


 


 

RX - The Code

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Em Março de 2017, a banda açoriana The Code lançou, pela mão da Farol Música, o EP "Estrada".


No final do ano, apresentaram um novo tema: “Fly Higher”, que mostra que o rock e a música contemporânea podem funcionar lado a lado.


“Esperança, perseverança e motivação” é a grande mensagem que os The Code  têm para oferecer!


Aqui fica o RX à banda, a quem desde já agradeço!


 


 


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De que forma se descreveriam, através destas palavras:


 


Ilha – somos uns privilegiados por ter nascido no meio do Atlântico. Ser “da ilha” é ser, humilde, amável, lutador e sempre pronto a ajudar o próximo.


 


Mar – o mar dá e recebe de novo, as suas ondas vão e vêm. É como a letra do nosso tema “É o Amor”. Também os The Code dão o que possuem: a sua energia, a sua voz, o seu trabalho, a sua música...


 


Chave – trabalho. O trabalho é a chave. A chave para o reconhecimento, mérito e sucesso.


 


Estrada – somos perseverantes. A nossa estrada teve e tem altos e baixos. Quem não tem? O caminho é em frente, e é em frente que se faz a estrada.


 


Voar – somos ambiciosos q.b.. Claro que queremos “voar” mais alto. Ambicionar e querer voar não é, necessariamente, falta de humildade. Pelo contrário: é saber reconhecer também as qualidades e saber que também merecemos ir mais longe. Como diz a nossa letra “We can fly so damn higher, higher, so do you…”


 


Mensagem – todos os nossos temas/letras têm sempre uma mensagem positiva. Cada qual interpreta à sua maneira, mas a mensagem final é a mesma para cada um.


 


Esperança – “é a última a morrer”. Esperança por um mundo melhor, sem hipocrisias, em maldade, sem crueldade. Esperança faz também parte da nossa mensagem. Apelamos à igualdade entre todos e ao melhor que há em todos nós.


 


Mudança – por vezes, é inevitável. Estamos sempre dispostos a mudar. Temos passado por mudanças muito positivas. Tanto a nível pessoal como profissional.


 


Luta – podemos dizer que começámos do zero. Muito do que conseguimos foi com o nosso suor e dedicação, portanto Luta é, com certeza, um substantivo que nos define.


 


Amor – o amor anda por aí… é universal e todo o indivíduo é capaz de senti-lo. Amor é oferecer. É dar e receber. A nossa música é uma forma de amor e de amar. Amamos o que fazemos e, como diz o velho ditado, “quem corre por gosto não cansa”!


 


 


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Fly Higher é o mais recente single do The Code. Quão alto estão dispostos a voar, neste mundo da música?


O quão alto possível. Fazer a música que gostamos, pô-la cá fora e receber o “feedback” que temos tido é um grande voo. Esperamos voar cada vez mais, levando a nossa música a mais pessoas.


  


 


Que balanço fazem deste ano que está a terminar, e que objetivos gostariam de concretizar em 2018?


Quase não conseguimos descrever. Foram muitas mudanças, mas tão boas e positivas.


Estivemos com a agenda cheia, com os recintos repletos de gente, com uma energia inexplicável a rodear-nos.


Lançámos, com a parceria da Farol Musica, o tema “É o Amor” que, surpreendentemente, foi eleito para passar, e ainda continua em airplay, na telenovela Espelho D’Água. Lançámos no fim de novembro de 2017 o tema Fly Higher. Superou as nossas expetativas.


 


 


Têm algum momento que vos tenha marcado mais, desde que começaram a promover “Estrada”?


Temos tantos… todos tão especiais e únicos. Talvez ter atuado nos Estados Unidos da América nos tenha marcado um pouco mais, pois, pela primeira vez saímos de Território Português para levar a nossa música ao outro lado do mundo. Foi fantástico. Muito emocionante.


 


 


Por onde vão andar os The Code, nos próximos dias?


2017 foi fechado com chave de ouro. Terminámos o ano com um concerto nas Portas da Cidade, ex-libris da cidade de Ponta Delgada. Foi muito gratificante tocar para a multidão que novos rodeava. Não poderíamos encerrar 2017 de melhor maneira.


Neste momento estamos mais “arrumados em casa”;. Estamos a planear o próximo videoclipe, a criar temas novos, a preparar 2018. Queremos fazer mais e melhor… sempre.


 


Muito obrigada!


 


 


Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens. 

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Quando miúdos pequenos têm que se desenrascar sozinhos

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Antigamente, era habitual irmos para a escola sozinhos, muitas vezes a pé, fizesse chuva ou sol. Não havia pai nem mãe para nos levar ou buscar.


Se recuarmos ainda mais, ao tempo dos nossos pais, era normal ainda antes de irem para a escola, fazer algum recado, ir buscar o leite ou o pão, ou algo do género.


 


Actualmente, e eu sou um bom exemplo disso, desde que a minha filha entrou para o Jardim de Infância que, sempre que posso, vou levá-la e buscá-la, seja a pé ou de carro. E, quando nem eu nem o meu marido podíamos, ia o avô.


Quando ela foi para o ciclo, teve mais liberdade, mas continuo a fazê-lo, se os horários derem para isso.


A primeira vez que quis ir visitar a antiga professora à escola primária, deixei, mas com indicações para ter muito cuidado com as passadeiras, os carros, e para ligar à saída e à chegada.


Ainda hoje, não deixo a minha filha andar muito na rua sozinha.


 


E é por isso que olho para alguns miúdos pequenos, muito mais novos que a minha filha, a irem sozinhos para a escola, com uma mistura de admiração mas, ao mesmo tempo, receio pelo que lhes possa acontecer, e alguma pena, por não terem ninguém que os acompanhe.


Há uns tempos, quando ia com a minha filha, precisamente para deixá-la na escola e seguir para o trabalho, vi um rapaz pequenino, com uma mochila que tinha quase o mesmo tamanho que ele às costas. Ia sozinho. Mal conseguia andar. Achei graça ao miúdo. Ele, propositadamente ou não, acabou por ir ao nosso lado, e estive quase para lhe perguntar se queria ajuda, se queria que lhe levasse a mochila. Mas depois, achei melhor estar quieta, não fosse o miúdo assustar-se, afinal, eu era uma estranha.


 


Hoje, estava a ir para o trabalho, e o miúdo ia à minha frente. O meu pai também ia mais à frente, e o miúdo perguntou-lhe se vinha algum carro, para poder passar. Depois, agradeceu. Não é para todos. A maior parte, até mais velhos, não diria nada.


De repente, o miúdo vira-se para trás e vê-me. Faz uma festa, a rir e a dizer olá, como se já nos conhecessemos há muito tempo e eu fiquei naquela "é comigo?!".


Disse-lhe olá, e ele esperou por mim, para ir para cima comigo. Anda na primária, no 2º ano. Diz que está habituado a ir sozinho, e que a mãe não pode, porque está a tomar conta da irmã mais nova. Conversámos um bocadinho, enquanto caminhávamos.


Quando páro para colocar comida aos gatos, ele fica ali comigo mas depois, preocupado,pergunta-me as horas e diz que tem que ir andando, para não chegar atrasado. E lá foi ele, a correr, porque o caminho até à escola ainda é longo. Se tivesse mais tempo, tinha ido com ele até meio do caminho.


 


Sim, o miúdo é pequeno, mas teve que aprender a desenrascar-se sozinho. Estará mais preparado que muitos mais velhos. Mas, ainda assim, sinto que ele não se importava de ter companhia, e que se sentiria mais seguro se alguém estivesse com ele.


Simpatizei mesmo com o miúdo, apesar de não ter jeitinho nenhum com crianças. Espero reencontrá-lo um dia destes novamente.

Coraline: um filme de animação de terror?!

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Quando vi a história do filme, acho que não me apercebi bem do que se tratava, e lembro-me de ter pensado que era um bom filme para ver. 


Nunca cheguei a vê-lo, durante todos estes anos, mas no domingo passou na televisão, e achei que seria boa ideia vermos os três, no final do dia, para descomprimir dos estudos e trabalho rotineiro de fim de semana. E, assim, sentámo-nos os três na sala, nós duas com as bichanas ao colo a dormir, para uma sessão de cinema infantil.


A minha filha, que agora está na fase dos filmes e séries de terror, não estava lá muito entusiamada, mas depressa mudou de atitude, ao ver que aquele filme era puro terror, só que em formato de animação!


 


Embora tenha sido considerado um grande filme para todas as gerações, tenha angariado várias críticas positivas, e transmita uma importante mensagem, para mim, foi um filme que não me inspirou, de todo. E que não recomendo a quem que não tenha um gosto específico por este género de ficção.


Mais, sendo um filme de animação que era suposto ser para crianças, não recomendo. Os mais novos são bem capazes de ter pesadelos!


 


Destaco a personagem do gato, que tem um papel extremamente importante na história e consegue, mesmo quando não fala, transmitir aos espectadores os seus sentimentos e emoções.


De resto, tirando mesmo a moral da história, achei um filme uma grande "seca", e arrependi-me de ter sugerido desperdiçar o nosso precioso tempo com ele.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O Livreiro, de Mark Pryor

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Este livro foi-me oferecido pela Wook, na compra de um outro que nem sei qual foi, e era mais um que já nem me lembrava que tinha por lá, guardado numa caixa.


Como estou a tentar poupar na compra de livros e, ao mesmo tempo, ler os que ainda tenho lá por casa em fila de espera, peguei nele, decidida a reduzir a lista.


 


A história começa com Hugo, chefe de segurança da embaixada americana, em Paris, a tentar comprar alguns livros a Max, um “bouquiniste” seu conhecido que já considera um amigo, e que vende, à semelhança de outras pessoas, livros, torres e outros brindes junto ao rio.


Depois de ver uma outra bouquiniste ser agredida, e o receio no olhar de Max, Hugo teme que também tenham ameaçado o seu amigo. E as suas suspeitas confirmam-se quando, mais tarde, Max é levado sob ameaça, sem que Hugo o possa evitar, ainda que tenha tentado.


Sem saber o que aconteceu ao seu amigo, mas vendo que a polícia francesa não está muito interessada em agir, arquivando o caso por falta de indícios e com base em testemunhos que afirmam que Max entrou na embarcação de livre vontade, Hugo começa a sua própria investigação, com a ajuda de Emma, sua secretária, e Tom, um amigo e agente da CIA com quem trabalhou em tempos.


E, à medida que vai fazendo perguntas inconvenientes, e incomodando pessoas que não deve, sobretudo quando descobre que, para além de Max, outros bouquinistes apareceram mortos, a sua vida, e a daqueles que lhe estão próximos, fica em risco.


Na busca pela verdade, Hugo depara-se com o passado de Max, sobrevivente do holocausto e, posteriormente, caçador de nazis, e alguns livros valiosos e com informação explosiva, que podem estar na origem destes crimes.


Ou serão os livros uma mera distração, escondendo algo muito pior, e planeado em grande escala?


Rodeado de possíveis suspeitos, incluindo a jornalista Cláudia, com quem se envolve, conseguirá Hugo chegar ao assassino, antes que este chegue até si?


 


Confesso que este livro foi uma boa surpresa. Não é um daqueles livros que, de tão bom, se lê num ápice sem lhe tomar o verdadeiro sabor. É um livro para se ir lendo, que prende sem nos apressar, com uma história que promete.


E é aí que falha. Promete, mas acaba por não cumprir como poderia, com algumas surpresas e suspense, mas com uma ligação que nada tem a ver com aquilo que sugere, e que deveria ter sido melhor explorado e aproveitado.


O final é um pouco rocambolesco para o meu gosto. É como se, ao saborear uma sobremesa, estivéssemos à espera daquele toque sublime no final, e percebêssemos que a parte melhor já nós comemos, e ficou apenas o banal para o fim.


 


Ainda assim, gostei do livro.

Começar a semana a tremer!

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E não é só de frio!


Esse também se faz sentir por aqui, mas o que fez tremer o chão e a secretária foi mesmo um tremor de terra acabadinho de ocorrer.


Isto está a tornar-se frequente aqui na zona, o que não me agrada nem um pouco. Ainda mais porque estou num segundo andar!


 


Linda-a-Velha e Vendas Novas também sentiram. E por aí, mais alguém?

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Sugestões para o fim de semana


 


(clicar na imagem)


 


Não sabem o que fazer este fim-de-semana?


Aqui ficam algumas sugestões :)


 


Se gostam de ouvir boa música, porque não assistir ao concerto de Miguel Gameiro, em Torres Vedras.


Mas se acharem que "Rir Ajuda", vão até Lisboa, e aproveitem a oportunidade para ajudar a Fundação do Gil.


Em Tomar "A Grande Ressaca" promete momentos hilariantes.


No entanto, se quer voltar a ouvir aquelas músicas que fizeram história como banda sonora dos filmes da Pixar, terão que ir até ao Porto, para o Pixar in Concert.


 


Haverá ainda tempo para cinema, stand up comedy, ilustração e muito mais!


Espreitem já a edição desta semana, da rubrica Fora de Casa 


 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Volta Para Mim, de Mila Gray

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Um romance que nos fala de amores proibidos, da vida militar e suas consequências, e de culpa. Da culpa que assumimos, mesmo não tendo. Da culpa que nos incutem, à falta de melhor alvo para descarregar a frustração. 


Jessa e Riley são irmãos, filhos de um pai que sofre de stress pós guerra que exerce, simultaneamente, uma protecção exagerada, injustificada e despropositada sobre a filha e, ao mesmo tempo, uma pressão à base do receio, para que ela faça aquilo que ele determinou para o seu futuro. A mãe revela-se submissa, nunca defendendo nem se intromentendo nesses assuntos.


Riley fugiu dessa vida, alistando-se, juntamente com o seu melhor amigo Kit, como marine. 


Kit é um "alvo a abater" por parte do pai de Jessa, que não o suporta nem vê com bons olhos a amizade com o filho, a familiariedade com a sua mulher, e a aproximação da filha. Não se sabe porquê, apenas que é por ser filho do seu ex melhor amigo, e devido a uma questão do passado.


 


Mas Kit está apaixonado por Jessa, e ela por ele! E, assim, iniciam uma relação secreta, durante o tempo em que estão, Kit de licença, e Jessa de férias de verão. Kit vai transformar Jessa numa mulher mais confiante, segura, decidida, e capaz de enfrentar o seu pai, que tanto teme.


Chega então o dia da partida de Kit e Riley para a última missão como marines, com a promessa de que Kit tomará conta do seu irmão, e vice-versa, e que voltará para Jessa, para assumirem o amor que os une.


No entanto, algo trágico acontece e, quando Jessa vê o pai de Kit bater à sua porta, fardado, sabe que alguém morreu. Terá sido o seu querido irmão, que deixou por cá a sua amada à espera do filho de ambos? Terá sido Kit, o seu amor? Terão sido ambos?


 


E agora, como ficam os planos de Jessa? Terá ela ainda a coragem para seguir com eles, sozinha? Ou resignar-se-á a seguir a vontade do pai?


Quanto tempo se pode esperar por um amor, quando do outro lado não há resposta? Como se pode lutar sozinho? Em que momento se torna necessário seguir em frente, a bem da nossa saude mental?


 


E quando a culpa nos consome, como enfrentar todos à nossa volta? Como pedir perdão? Como nos perdoarmos, ainda que nada tenha sido culpa nossa? Como recuperarmos a vida que estamos prestes a deitar fora?


 


Será a pessoa menos esperada, que terá a resposta para todas estas questões, e que fará a diferença entre um erro imperdoável, e a escolha do caminho certo.


 


 


SINOPSE


"Regressado de uma missão em Cabul, o marine Kit Ryan sente-se perigosamente atraído por Jessa, irmã do seu melhor amigo. Mas Jessa parece ser a única rapariga que ele não pode ter. Kit, porém, não deixa que nada se interponha entre ele e Jessa, e ela rende-se irresistivelmente. O que começou por ser um namoro de verão, em breve se transforma numa relação que altera radicalmente o mundo de ambos. Kit tem de partir de novo, mas está disposto a sacrificar tudo por Jessa. Ela dispõe-se a esperar por Kit, aconteça o que acontecer. No entanto, para além da distância e do tempo, algo mais os separa... Uma história intensa e apaixonante sobre o amor e a amizade."


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A minha pontaria para compras online...

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... e não só!


 


Raramente tive problemas com compras efectuadas online, mas desta vez parece que o azar me bateu à porta, e ando com má pontaria, falhando os alvos.


 


Em novembro, decidi experimentar mandar vir umas peças de roupa através de uma revendedora, no facebook. Foi mesmo um tiro no escuro, e por isso encomendei só duas peças, sabendo que poderia vir a dar aquele dinheiro como perdido.


Após enviar mensagem, demorou algum tempo a responder, mas quando confirmei que queria encomendar, deu-lhe a pressa, sobretudo no pagamento, o que achei logo suspeito.


A encomenda foi feita a 20 de novembro. Na página, dizia que poderia demorar 2 semanas a 1 mês.


Em Dezembro, chegou um das peças (não a que a minha filha mais queria), e fiquei mais descansada. Perguntei por memsagem porque só tinha vindo uma peça, responderam-me que era normal, porque são fornecedores diferentes.


Até hoje, estou à espera da segunda peça. A revendedora diz que a encomenda saiu logo após o pagamento, que se não fosse recebida voltava para ela, mas como envia em correio normal, não tem forma de saber onde está a encomenda! Ela, que enviou, não consegue saber nem dizer nada. No entanto, pasmem-se, disse-me para perguntar nos CTT! E pergunto o quê, exactamente, sem qualquer referência?!


 


Em Dezembro, tentei comprar uma escova alisadora para oferecer à minha filha. Queria pagar com o cartão universo, segui os passos até ao fim, mas não me deu confirmação de encomenda, nem recebi qualquer email ou sms. Liguei para lá. Não sabem dizer nada sem número da encomenda, que eu não tinha, porque não recebi nada. Sendo assim, nada a fazer.


Arrisquei fazer de novo, desta vez a pagar por multibanco. Recebi logo em seguida os dados para pagamento. A encomenda foi feita a 8 de Dezembro, e recebi um email a informar que a data de entrega prevista era 27 desse mês. Não dava para o Natal, mas ficaria para o aniversário.


Esta semana liguei para a Worten. Como o prazo previsto tinha passado, iriam pedir informação ao fornecedor, para nova previsão. Em alternativa, poderia cancelar a encomenda. Foi o que fiz. Agora é esperar pelo reembolso, para comprar a escova noutro lado. E já nem para o aniversário vai a tempo.


 


Também nos últimos dias do mês de Dezembro, fui encomendar a lente para os óculos da minha filha. Para despachar o assunto, paguei logo. Ficaram de me avisar quando chegasse, para lá ir, prevenindo-me que só lá para o dia 3 é que conseguiria pedir, devido às festas de ano novo. Mesmo assim, já faz hoje uma semana, e nada. Lá vou ter que ligar para saber se ainda demora.


 


E, entretanto, o dinheiro está do lado de lá!


 

Manter o equilíbrio

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Poderá uma pessoa, que sempre viveu a sua vida a desempenhar o mesmo papel ao longo dos anos, ter a oportunidade de mostrar as suas outras facetas? Ser-lhe-á, alguma vez, permitido trocar de papel?


Na sociedade, em geral, e no seio da família, em particular, cada membro tem um papel fundamental, e necessário para o equilíbrio.


É esse equilíbrio que mantém toda a estrutura de pé. 


Para que possa haver uma troca de papéis, mantendo o equilíbrio é necessário que, também os outros, o façam. 


Porque, na falta de um pilar que seja, nada resiste, tudo se desmorona.


 


Se existe alguém que leva tudo na brincadeira, tem que haver alguém que leve as coisas a sério.


Se há alguém que gasta, tem que haver alguém que poupe.


Se há alguém que se desmarca, tem que haver alguém que se responsabiliza.


 


E por aí fora...


 


E, quando são sempre os mesmos a desempenhar o mesmo papel durante toda a sua vida, torna-se difícil sair dele, e deixar que outros o assumam. Por outro lado, é algo que gostariam de fazer, para variar: estar, por algumas vezes, do lado de lá, e ver os outros a interpretar o nosso papel.


No entanto, sem uma troca recíproca, é "morte" certa, porque se todos segurarmos a estrutura do mesmo lado, é mais que certo que ela cairá do outro, sem qualquer suporte. E se, simplesmente, deixarmos de a segurar, ela cairá em cima de todos.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Beijo Fatal, de Jeff Abbott

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Sabem quando estão habituados a ver um determinado actor desempenhar todos os seus papéis num mesmo registo, que sempre funcionou e, de repente, o colocam noutro registo diferente? E até resulta, de uma forma diferente, mas igualmente boa?


Na escrita acontece o mesmo. Foi isso que senti com este livro do Jeff Abbott.


Estava habituada, desde o primeiro livro até ao último que li deste autor, a uma boa dose de adrenalina, um "non stop" desde a primeira cena até à última, com muita perseguição, correria, fugas, tiros e pancadaria, a fazer-nos suster a respiração até ser seguro.


 


Este livro, embora seja um policial, nada tem a ver com a escrita e dinâmica a que Jaff Abbott me habituou e, se não soubesse que era dele, nunca associaria a obra ao autor.


Em Beijo Fatal, é possível ir com calma, respirar, relaxar em alguns momentos.


 


O que acontece em Beijo Fatal?


Peter, filho da senadora Lucinda, regressa a Port Leo e aparece morto no barco de um amigo, onde estava temporariamente a morar.


Tudo aponta para suicídio, e algumas pessoas responsáveis pela autoridade no local parecem querer que o caso seja tratado como tal, pressionando tanto os polícias responsáveis pela investigação, como o próprio juiz de paz.


Whit é o juiz de paz, um homem que está nesse cargo por ter esgotado as outras opções, com uma ajudinha do pai, e que poderá ter que abandonar se não ganhar as próximas eleições. Não que ele se preocupe muito com isso. 


Buddy é o seu rival directo, responsável pelo lar, que anseia pelo dia em que Whit será banido, ocupando assim o seu lugar.


Velvet era a companheira de Peter, e não acredita que ele se tenha suicidado. Na verdade, Peter tinha voltado para lutar pela custódia do filho, e fazer um filme sobre o misterioso desaparecimento do seu irmão Corey.


E temos ainda Lâmina, que nos é dado a conhecer no primeiro capítulo, um homem que assassina as suas Queridas e as enterra no quintal da sua casa tendo escolhido, como próxima vítima, Velvet.


Será Whit e Claudia, responsável pela investigação, a tentar descobrir o que liga a morte de Peter, ao assassino das Queridas, ao desaparecimento de Corey e aos segredos mais bem guardados de Port Leo e dos seus habitantes.


E por aqui mais uma vez se vê que, quem tem poder, pode fazer tudo e sair impune, pode ameaçar, pode encobrir, pode utilizar os meios à sua disposição para fins pessoais, sem que nunca ninguém saiba. Até ao dia em que isso lhes pesar demais para os deixarem seguir em frente, se virem encurralados, ou a verdade for desenterrada. 


 



Sinopse



"Whit Mosley, juiz de paz na cidade de Port Leo, Texas, é um rapaz novo e descontraído, tanto na vida como no cargo. Em ano de reeleição, não parece muito interessado em lutar pelo seu emprego, o último numa longa lista de falhanços profissionais.

No entanto, as águas da pacata cidade costeira não vão demorar muito a agitar-se: uma noite, Whit é convocado para atestar um óbito. O cadáver pertence ao filho de uma senadora, regressado à terra natal depois de uma carreira no mundo da pornografia. Terá sido suicídio, alimentado por uma antiga tragédia familiar? Ou será que um assassino obcecado o usou como peão num jogo deturpado?

Quando Whit desafia a pressão política e começa a investigar, ele e a detetive Claudia Salazar põem as suas carreiras - e as suas vidas - em perigo, expondo um ninho de barões da droga, vigaristas e tubarões sedentos de poder, todos em busca de sangue.

Mas nas areias quentes de Port Leo há segredos ainda mais obscuros enterrados… e ninguém é o que parece ser."

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Reflexão do dia



Foto de Marta E André Ferreira.


 



Não importa quão mau o nosso dia possa ter sido porque, no final nesse dia, quando chegarmos a casa, estaremos juntos...


Estaremos unidos...


E, como família, ultrapassaremos todos os problemas, todas as dificuldades, ganhando forças para enfrentar um novo dia!


 


Reflexão dedicada a todos aqueles que têm na sua família, e no seu lar, a maior de todas as forças - o amor! O amor que apoia, que conforta, que aquece o coração, que limpa as lágrimas, que ri com alegria.  O amor que se sente por dentro, e se reflecte por fora!


 



 










 







O Rapaz do Pijama às Riscas

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No sábado, a minha filha escolheu este filme para vermos.


Não é, por certo, o género dela, mas ela queria vê-lo, e eu aproveitei para lhe explicar um pouco como funcionavam as coisas naquele tempo, como pensavam os alemães, o que faziam aos judeus, para que serviam os campos de concentração.


Pelo menos, não está, neste momento, na mesma total ignorância que Bruno, a personagem principal deste filme, que achava que o campo de concentração era uma quinta, que os lavradores vestiam pijamas, e que poderia fazer amigos entre as crianças que por ali estavam. 


Por falta do que fazer, e porque não tem ali quaisquer amigos ou entretimento, Bruno escapa-se por uma janela de um barracão nas traseiras da casa, para explorar tudo à sua volta, indo parar à vedação do campo de concentração, onde conhece um menino judeu - Shmuel.


É incrível a ingenuidade de Bruno, talvez herdada da mãe, que só mais tarde percebe quem é, realmente, o marido e o que faz ali.  Mas, se o objectivo era fazer o expectador sentir empatia por Bruno, isso nem sempre é conseguido. Aliás, houve uma parte em que me apeteceu pregar-lhe dois pares de lambadas.


Porque, afinal, na maioria das vezes, filho de rico nunca chega a perceber verdadeiramente quem não nasceu com a mesma sorte, e tende a mostrar o seu carácter egoísta e medroso, quando mais se exigia coragem.


Até na parte final, Bruno vê a entrada no campo de concentração, disfarçado com o seu "pijama às riscas", como uma aventura na qual vai tentar ajudar Shmuel a encontrar o pai deste. E, mal começa a ver as coisas complicarem-se, quer voltar atrás, para a sua vidinha, para a sua segurança.


Mas Shmuel relembra-o do motivo porque ali está, e da ajuda que lhe ofereceu, levando Bruno a ganhar coragem, e seguir em frente. Só não sabia as consequências que daí adviriam.


Disseram que era apenas um banho que iriam tomar. Na verdade, estavam numa câmara de gás, a caminho da morte.  


 


E se, de repente, fossemos os responsáveis pela morte do nosso filho? Se fizessemos a ele o mesmo que fazemos àqueles que não consideramos "gente"? 


Mudaria alguma coisa na nossa consciência? Ou seguiríamos adiante, lamentando a perda como um dano colateral, numa missão nobre pela salvação da raça superior?


 


Chegará o pai de Bruno a tempo de impedir aquele genocídio, que ele mesmo, à semelhança de outros tantos, ordenou?

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Sugestões para o fim de semana


(clicar na imagem)


 


Entrámos num novo ano, e nada melhor do que começar da melhor forma, com as primeiras sugestões "Fantastic" de 2018.
Embora as grandes celebrações tenham terminado, ainda existem eventos que vos poderão levar a sair de casa neste fim de semana. Confiram:


Mão Morta, em Braga
Fado: Uma Forma de Vida, no Funchal
Gustavo Carona e o Grande Concerto de Ano Novo, em Lisboa



E ainda bailado em Guimarães, teatro de marionetas na Póvoa de Varzim, e exposições em Castelo Branco e no Porto, a não perder!



 

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Sou só eu?

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Que a escrever a data ainda penso que estou em 2017, em vez de 2018?


Ou há mais alguém por aí que, nestes dias do início do novo ano, também troca as datas?!

A Rapariga no Gelo, de Robert Bryndza

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Foi a minha última leitura de 2017, e conseguiu surpreender-me!


Quando li um excerto, oferecido pela Wook, há uns meses atrás, fiquei com a sensação que não iria gostar muito, por ser mais do mesmo. Ainda assim, mesmo sem o interesse inicial, deixei-o ficar na lista de livros a adquirir.


Lista essa que facultei ao meu marido, para o caso de ele me querer oferecer algum livro. Havia uns que eu preferia mais, mas ele acabou por comprar este. E acertou!


 


O que mais destaco neste livro, é a forma como ele retrata o poder dos mais ricos, das pessoas mais influentes, de um nome, do dinheiro. E como esse poder pode controlar tudo e todos à sua volta, de acordo com os seus interesses, pisando, destruindo e eliminando quem se colocar no seu caminho.


Por vezes, a fome de poder é tão grande, e o receio de um escândalo tão temido, que se cometem os actos mais impensáveis, considerando-os meros "danos colaterais".


 


Andrea é filha de um dos homens mais poderosos e respeitados na região, oriunda de uma família rica que lhe permite ter tudo o que quer. Um dia, Andrea aparece morta, num local que não seria de esperar que frequentasse, dando início a uma investigação para a qual foi chamada a liderar a inspectora Erika Foster.


Quem não fica satisfeito com essa escolha é Sparks, que fará de tudo para voltar ao comando, descredibilizando qualquer teoria ou linha de investigação que Erika apresente. Erika também não dificulta essa tarefa, agindo muitas vezes por impulso, colocando em risco a sua carreira, que já se encontrava por um fio.


Ainda assim, ela acredita que está no caminho certo, e terá o apoio de Moss, Peterson e Isaac, ainda que o seu superior, Marsh, a tenha suspendido e afastado do caso, e pareça temer represálias vindas do pai de Andrea.


De facto, até na polícia e na justiça o poder exerce a sua influência, levando muitas vezes a corrupção, a injustiças, ao encobrimento da verdade, por "uma boa causa", para ninguém sair prejudicado, e continuar na sua vidinha, sem se chatear.


 


Andrea estava noiva de Giles, e parecia a mulher perfeita, mas vamos percebendo que não era bem assim. E se David, o seu irmão, parece defendê-la das críticas, já Linda, a irmã, parece não querer poupar Andrea, pouco se importando se ela está morta e não se pode defender.


E, por aqui, percebemos que esta é uma família que vive de aparências, não se conhecendo minimamente uns aos outros, nem se preocupando verdadeiramente uns com os outros, mas apenas consigo mesmos.


É acusado um homem pelo seu assassinato, mas depressa se percebe que era apenas um bode expiatório que a polícia precisava, para mostrar serviço. Com essa teoria caída por terra, e com a possibilidade de outros casos antigos estarem interligados com a morte de Andrea, Erika vai em frente, e leva para a esquadra vários suspeitos para interrogatório, tentando a sua sorte.


Mas o verdadeiro assassino, que a tem seguido de perto, e até já a tentou matar na sua própria casa, está uns passos à sua frente e, quando ela percebe quem é, poderá ser tarde demais, e não conseguir escapar, também ela, com vida, desta vez, tornando-se mais uma das "Raparigas no Gelo".


 

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O Silêncio, de Fiona Barton

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Numa demolição em curso, de uma velha casa de classe média em Londres, um trabalhador descobre um esqueleto minúsculo, pertencente a um bebé, que parece estar enterrado há anos. 


Kate, a jornalista, parece achar que, por detrás desta descoberta, pode estar a história de que precisa para manter o seu trabalho, evitando ir parar à lista dos funcionários a despedir. E, por isso, começa a investigar, por sua conta, o que poderá ter acontecido, quem será o bebé sepultado, e a mãe dele.


Enquanto isso, Emma lê a notícia no jornal e fica perturbada, dando a entender que pode saber algo sobre o assunto, um segredo que há muito guarda, e que não quer ver desvendado.


Por outro lado, Angela também fica perturbada com a descoberta, e insiste que poderá ser o corpo da sua filha desaparecida. Após os procedimentos da praxe, os testes mostram uma correspondência de ADN, confirmando as suas suspeitas.


E Emma respira de alívio.


Só Jude, mãe de Emma, parece não se preocupar minimamente com o assunto, apesar de ter morado naquela mesma rua, na altura em que tudo terá acontecido. Será que ela não sabe mesmo de nada?


Mas, uma reviravolta na história, prova que o segredo é bem mais complexo do que poderíamos imaginar, que há duas pessoas com contas a ajustar com o passado, e outras duas que poderão ser mais próximas do que pensam.


E, quando o silêncio começa a destruir a pessoa, está na hora de expor a verdade, e desenterrar toda a história, custe o que custar, doa a quem doer.


Posso dizer que gostei muito mais deste livro que do anterior “A Viúva”, da mesma autora, e foi uma bela prenda de Natal que recebi!

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Da passagem de ano

Foi passada a três.


E começou logo com um episódio caricato, que só poderia acontecer mesmo comigo!


À entrada do bar, havia umas velas a dar as boas vindas e, mal entrei, o meu cabelo tocou numa delas e começou a arder, e eu nem dei por nada! Foi um homem, que vinha atrás de nós, que apagou o fogo.


O que me poupou a ter de começar 2018 careca, como o dono do bar, que nos recebeu e que, durante boa parte da noite, fiquei a pensar se era o Paulo Gonzo, o seu irmão gémeo, ou um sósia dele!


É que além do aspecto físico, tem a mesma voz rouca, e até canta. 


 



 


Os microfones é que não quiseram colaborar com ele e, sempre que levava um para o palco, falhava. Quando voltava à zona do balcão, começava a funcionar. Isto repetiu-se por 3 ou 4 vezes, o que gerou gargalhada geral, pelo momento insólito, ou não fosse Insólito o nome do bar!


O ambiente estava bom. Havia algumas famílias com crianças pequenas, sendo que a maior parte levou comida de casa (eles permitiam).


 


 


Foto de Marta E André Ferreira.


Levaram-nos até à nossa mesa, já reservada, e lembraram-se que éramos nós a família que tinha pedido hamburgueres para essa noite, que a filhota e o marido gostaram bastante!


 


O pessoal era muito simpático e atencioso. A música era boa: desde brasileira, rock, kizomba, e umas dos meus tempos de discotecas.


Aqui ficam algumas imagens dessa noite:


 


Foto de Marta E André Ferreira.


Eu e a minha filha, a dançar


 


Foto de Marta E André Ferreira.


A posar para a foto


 


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A dançar, desta vez com o marido


 


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Marido e filha, ao som de Follow The Leader


 


Foto de Marta E André Ferreira.


À meia noite, como manda a tradição, tivemos direito ao espumante para brindar, e às 12 passas, que foram comidas à pressa, tendo ficado metade dos desejos por pedir!


 


 


Foto de Marta E André Ferreira.


Foto de Marta E André Ferreira.


Foto de Marta E André Ferreira.


Foto de Marta E André Ferreira.


 


Imagens minhas e do Insolito Bar


 


 


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!