
O que tem uma coisa a ver com a outra? Já vão perceber!
Não há algo que se assemelhe mais a um armazém ou arrecadação atafulhados de tralhas, que as malas das mulheres. Para além de tudo o que colocamos lá dentro habitualmente, ainda há espaço para mais isto e aquilo. É os telemóveis da filha e do marido, é caixas de óculos, é a carteira do marido para não perder, e por aí fora.
Ora, como já aqui disse, no sábado fomos ver o espetáculo Soy Luna Live, na Altice Arena. Na minha mala, além das coisas do costume (que são muitas e já me fazem andar sempre à procura de uma, perdida no meio de todas), levava os bilhetes, a máquina fotográfica, e ainda dois bolos. De tão cheia que estava, até ia aberta.
Quando estávamos a entrar para a Altice Arena, tínhamos que passar pelos seguranças e polícia, encarregues de fazer a revista aos nossos pertences.
Mostrei a minha mala à mulher. Ela, limitou-se a desviar as embalagens dos bolos, espreitar lá para dentro e mandar seguir.
E eu fiquei parva com esta forma de actuar. É certo que eu não iria achar piada nenhuma se, ali no meio da rua, me tivesse esvaziado a mala e espalhado tudo, para depois eu ter que voltar a arrumar. A mulher, provavelmente, pensou que, com tanta gente ainda por entrar, não haveria tempo para esvaziar todas as malas e verificar ao pormenor.
Mas, desta forma, fica explicado porque é que muitos acidentes e incidentes acontecem em eventos, apesar de toda a segurança.
Se eu levasse alguma coisa imprópria que fosse: uma arma de fogo, uma faca, um detonador de bomba, ou outra coisa qualquer, no fundo da mala, tinha entrado à vontade, sem que o descobrissem.
Será por terem achado que uma mulher, acompanhada pela filha e pelo marido, seria inofensiva? Ou por pensarem que, num concerto infantil, ninguém iria fazer nada? Será que estavam ali apenas a cumprir horário e receber essas horas de trabalho, ou à procura de pessoas suspeitas, entendendo-se por suspeito alguém com características pré definidas? De determinada raça, de determinada religião, com determinado aspecto ou aparência?
É que, a assim ser, podem estar a cometer o seu maior erro porque, cada vez mais, e tendo em conta os critérios utilizados, o perigo virá sempre de onde e de quem menos se espera, como por exemplo uma mãe acompanhada da sua prole, uma família normal, ou outras pessoas que não valerá a pena revistar ao pormenor, porque não representam, à partida, qualquer ameaça.
Espero que esta tenha sido uma situação isolada, e que não represente a forma como é feita a segurança em Portugal!
Cá para mim, a senhora "revistadora" sabia bem o que é uma mala de senhora e tem uma...ainda pior. Hehehehehe!!!
ResponderEliminarTem toda a razão, Marta.
ResponderEliminarNos dias que correm, todos somos suspeitos, até porque não falta quem tenha uma arma branca.
Às tantas, penso eu, se fosse uma mochila, obrigava-a a abri-la.
Não costumo trazer muita "tralha" na carteira, e em eventos levo mínimo possível.
Beijinhos
Pois, se calhar!
ResponderEliminarEu acabo por levar sempre tudo, e depois é uma confusão, porque tira isto, põe aquilo, fica tudo desarrumado e tenho sempre receio de perder alguma coisa no meio da confusão.
ResponderEliminarPor acaso havia miúdas pequenas com mochilas da Luna. Será que as revistaram, ou deixaram passar porque, enfim, são crianças pequenas?
É um bocado assustador... não se preocupam com os pormenores e depois é assim que as coisas se dão :/
ResponderEliminar