
Dirijo-me à sala para limpar a caixa de areia das gatas. Quando me volto, vejo uma aranha no braço do sofá, em frente a mim.
Era castanha, quase bege, gorda e com aspecto duvidoso.
Fiquei ali parada, tal como ela, a olharmos uma para a outra, olhos nos olhos (a bem da verdade, nem sequer lhe vi os olhos, mas vamos fingir que sim, para deixar aquela tensão no ar)!
Enchendo-me de coragem, pego na pantufa que tinha no pé, e avanço para ela, para lhe dar uma tareia tão grande que já não se possa levantar. Ao lhe dar com a pantufa, o raio da bicha salta, e deixo de a ver. Não está na sola da pantufa. Será que tinha asas? Ou abriu o páraquedas sem eu dar por isso.
Mas não. Afinal, tinha caído no chão, toda enrolada. Fui num instante à cozinha buscar a pá e a vassoura, para a tirar dali. A Becas ficou a tomar conta da intrusa, que ainda esperneava quando voltei. Levou uma pisadela, e atirei-a para o meio da rua.
Cenas de terror logo pela manhã não são para o meu coração. Acho que tremi mais com a visão da aranha, que no outro dia, com o sismo!
estou toda arrepiada e acho que assim continuarei todo o dia... não páro de olhar para tudo à minha volta agora!
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ResponderEliminarPrincipalmente para ver se não anda por aí uma maluca de pantufa na mão!
Ui, também tenho pavor. Só de ver arrepia. A sério.
ResponderEliminarHeheh...aranhas a mim não me fazem confusão!
ResponderEliminarTenho aversão aos ratos, esses sim independentemente do tamanho eriçam-me o cabelo todo!
Beijinho
Tens pavor de aranhas por este episódio engraçado. Sabes que as aranhas são sinal de dinheiro não se devem matar mas sim conservar a espécie. E a tua gata não fez nada à aranha ficou apenas a olhar para ela? Episódio super engraçado mesmo. Beijinhos.
ResponderEliminarEntão não podias viver em Mafra, a terra das terríveis e temidas ratazanas!
ResponderEliminarVolta e meia encontro algum na rua, já morto. Ou, então, oiço-os raspar nos esgotos, na casa de banho.
Já a minha mãe, chegou a ter um habitante desses na arrecadação, e uma vez ou duas, entraram-lhe em casa e teve que caçá-los com armadilhas.
Está explicado porque continuo pelintra e sem um tostão - mato-as todas!
ResponderEliminarSempre tive pavor de aranhas. Acho que começou na minha infância. Não me recordo muito, mas lembro-me de uma aranha grande na parede de casa, do lado de fora (tipo tarântula) e de alguém (provavelmente amiga) me querer à força obrigar a tocar nela.
Se fosse a Amora, ainda a comia. A Becas não. Mas também não ia deixar, não fosse aquilo ter algum veneno!
Beijinhos
E aparecem-me sempre aranhas estranhas. Se fosse uma lingrinhas normal, até custava menos.
ResponderEliminarAhahah!
ResponderEliminarFaço o mesmo.
Quando vejo a Kat muito quieta e com o olhar fixo num ponto, já sei que há bichinho por perto.
Por vezes, deixo-a delirar com o bicho, outras, mato-o.
E a Kat deixa-o quando vê que este
não se mexe, que já não lhe dá pica.