quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Manter o equilíbrio

Resultado de imagem para equilíbrio


 


Poderá uma pessoa, que sempre viveu a sua vida a desempenhar o mesmo papel ao longo dos anos, ter a oportunidade de mostrar as suas outras facetas? Ser-lhe-á, alguma vez, permitido trocar de papel?


Na sociedade, em geral, e no seio da família, em particular, cada membro tem um papel fundamental, e necessário para o equilíbrio.


É esse equilíbrio que mantém toda a estrutura de pé. 


Para que possa haver uma troca de papéis, mantendo o equilíbrio é necessário que, também os outros, o façam. 


Porque, na falta de um pilar que seja, nada resiste, tudo se desmorona.


 


Se existe alguém que leva tudo na brincadeira, tem que haver alguém que leve as coisas a sério.


Se há alguém que gasta, tem que haver alguém que poupe.


Se há alguém que se desmarca, tem que haver alguém que se responsabiliza.


 


E por aí fora...


 


E, quando são sempre os mesmos a desempenhar o mesmo papel durante toda a sua vida, torna-se difícil sair dele, e deixar que outros o assumam. Por outro lado, é algo que gostariam de fazer, para variar: estar, por algumas vezes, do lado de lá, e ver os outros a interpretar o nosso papel.


No entanto, sem uma troca recíproca, é "morte" certa, porque se todos segurarmos a estrutura do mesmo lado, é mais que certo que ela cairá do outro, sem qualquer suporte. E se, simplesmente, deixarmos de a segurar, ela cairá em cima de todos.

7 comentários:

  1. Nem mais, mas...e quando estão sempre há espera que sejam os mesmos a "segurar as pontas"? E se mudarmos de papel todos notam que houve mudanças mas, esquecem-se que, temos necessidade de variar, faz bem ao ego, e que o equilíbrio não é necessariamente sempre para o mesmo lado. O ser humano acomodasse ao mesmo modelo, viciante.

    ResponderEliminar
  2. É algo muito complicado por todos os motivos que descreves, por exemplo há casais que são um descalabro total, nenhum é responsável...

    ResponderEliminar
  3. Nunca pensei muito nisso!
    De certeza que no meu seio familiar tenho um papel fulcral, como cada um de nós, mas sinceramente não o consigo decifrar!
    A mudança de atitude pode trazer dissabores...por mim, o melhor é mesmo não ousar!
    Beijinho

    ResponderEliminar
  4. É esse o mal muitas vezes - esperar que seja sempre o mesmo a segurar as pontas. E se só essa pessoa segura as pontas, nunca as poderá largar, embora por vezes tenha vontade de baixar os braços.

    ResponderEliminar
  5. Pois há! É uma baldaria :)
    Mas também há os que são certinhos de mais, e nunca fazem uma extravagância.
    Quando cada membro tem personalidades opostas, complementam-se. Mas se mostrarem sempre o mesmo comportamento, essa complementaridade pode tornar-se fatal.

    ResponderEliminar
  6. Hum, se pensares bem, hás-de descobrir o teu. Ou então é sinal que estás a desempenhar um bocadinho de cada e, por isso, nenhum se sobressai.
    Por exemplo, em relação à minha filha, eu sou a que impõe regras, disciplina, limites, enquanto o pai a estraga, faz as vontades, aproveita para brincar.
    Com o meu marido, em sou a mais racional, a que pondera, a que joga pelo seguro, enquanto ele é mais impulsivo, brincalhão, precipitado.
    É certo que eu não conseguiria ser de outra maneira por muito tempo mas, por vezes, apetecia-me, só por uns momentos, estar do outro lado, e que alguém assumisse a parte mais séria por mim.

    ResponderEliminar
  7. Lá está um equilíbrio é fundamental e bom senso também!

    ResponderEliminar

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!