terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Sobre o programa Super Nanny

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Eu resumiria o programa numa simples frase: 


"Exploração de crianças que nunca deveriam ser expostas desta forma, consentida pelos pais que nunca deveriam submeter os seus filhos a este circo, para dar audiências à Sic, que deveria ter vergonha na cara, e ajudar estas famílias sem as colocar em frente às câmaras!"


 


No domingo, tinha a televisão na Sic e estava a dar o programa quando fui à sala. A minha filha quis ver, e acabei por ver um pouco também.


Não vi a parte das birras, mas contei à minha filha algumas das birras que ela própria fez, e tudo o que, com elas, veio em termos de acções condenáveis. Ela ficou admiradíssima por ter feito tudo isso, não se recordava já.


Perguntei-lhe como se sentiria se, no lugar daquelas crianças, fosse ela ali na televisão, a ser vista por toda a gente, a fazer as ditas birras. Respondeu-me que se sentiria mal e não ia gostar.


Está tudo dito. Quem realmente precisa de ajuda, procura-a, mas de forma particular. Não para ganhar dinheiro expondo-se a si, e aos seus filhos, para o mundo, no ecran.


Para isso, contratem atores para simular cenas reais, que o resultado é o mesmo.

6 comentários:

  1. Completamente de acordo Marta!
    Cá em casa, ele viu este fim de semana e eu resmunguei por estar a dar audiências àquilo!
    Existem crianças difíceis eu sei, contudo por vezes faz falta uma palmada bem dada! Ah não se pode e tal...
    Eu levei tantas e não fiquei traumatizado por isso e o meu amor pela minha mãe é enorme à mesma!
    Maus pais recorrem à televisão, usam os filhos como moeda de troca para ganhar uns trocos.
    Lamentável.
    Beijinho.

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  2. Muito bem. Nem mais, Marta. Não vi e ainda bem. Antes de ir para o ar ouvi falar e mesmo que não quisesse ouviria pois, para anunciar os programas que hão de vir, são uma praga. Nessas anunciações já se vê qual a qualidade e como é o programa. Será que não têm que fazer com coisas mais úteis?

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  3. O primeiro não vi. Este segundo, apanhei já no fim, na parte do programa em família que há muito não faziam, e dos abraços que há muito não davam.
    O problema de muitas destas crianças, passa pela falta de tempo dos pais, e dificuldades em lidar com os filhos, nas diferentes fases da vida.
    Antigamente também acontecia. E hoje é a realidade de muitas famílias. Mas não podemos agora transformar tudo em programas de TV.

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  4. Existem crianças difíceis, ou que passam por situações difíceis, e pais que não têm tempo para os filhos, não têm paciência, ou não sabem como lidar com eles em determinadas situações ou fases da vida.
    Por vezes uma palmada ajuda. Outras, de nada serve e ainda faz pior. O diálogo é importante, mas as regras e limites também. Eles testam-nos. Nós, temos que saber evitar os golpes. E, quando não conseguimos, não há nenhum mal em pedir ajuda, para criarmos defesas e aprender alguns truques que podem fazer a diferença.
    Mas em privado.

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  5. Aí está, Marta. Nestas coisas é que se vê como é a cultura do povo português. Desculpem-me mas é o que eu acho. Ficasse sempre nas palavras.

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  6. Vi mesmo o final do 1º o 2º não quis ver.
    E eu prefiro a SIC a outros canais de televisão.
    Uma coisa é certa, vai quem quer e não se incomoda de expor os filhos.
    Óbvio que para a criança não é bom, eu não consentiria que o meu filho(a) aparecesse num programa a mostrar o seus defeitos, as suas birras.
    Ouvi o debate, gostei de ouvir todas as intervenientes, cada uma em defesa do seu papel, mas acho que a CPCJ precisa de fazer muito mais.
    É que muitas das vezes, quando age, já o caso está demasiado complicado, perdido, para alguns, e acredite, Marta, quem em muitas situações são as escolas/ professores que mais fazem pelas crianças.
    Gostei deste seu comentário:
    "O diálogo é importante, mas as regras e limites também..."
    Há muitos anos que afirmo que as primeiras pessoas a receberem ajuda de como educar e fazer crescer uma criança, são os pais.
    Se os pais não têm regras e limites, os filhos ( nem todos, porque ainda há pais muito complicados que têm excelentes filhos) também não os têm.
    O não e o sim, fá-os entender o que a vida é o quanto custa, dá-lhes responsabilidade, autonomia, força, que é o que todos queremos, como pais, e cidadãos, certo?

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