segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Quando a ajuda tem o efeito inverso

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Por vezes, as pessoas têm tendência a querer ajudar ou outros, sem saber exactamente a realidade da situação em questão, sem estar envolvida na mesma.


Essa ajuda traduz-se, quase sempre, por fazer o contrário daquilo que os outros fazem e que, supostamente, está a ser prejudicial a quem queremos ajudar.


Como se quisessem libertar essa pessoa, dar-lhe a liberdade, autonomia e confiança que os outros não depositam nela, limitando-a.


E se as coisas até começam a correr bem, acham-se os maiores, porque souberam lidar com tudo, sem stress, levando-as a acreditar que tudo o resto era desnecessário.


Mas esse é, muitas vezes, o grande erro porque, quando menos esperarem, a situação que provocaram pode fugir do controlo, e as consequências ser catastróficas. E, aí, onde fica a valentia, a arrogância do "afinal eu é que sei"?


Nessa altura, o pensamento muda para "afinal, não sei assim tão bem lidar com isto" ou "afinal, talvez os outros não estivessem tão errados".


Se é verdade que, por vezes, pode ser benéfico ouvir conselhos ou opiniões de pessoas que não estão por dentro das situações, e as coisas até resultam positivamente, também é verdade que, noutras circunstâncias, podem trazer uma melhoria de pouca duração,que acabará por descambar e piorar a situação.


É muito fácil formar juízos de valor e emitir opiniões. Mas quem opta por ficar do lado de fora nunca conhecerá, a 100%, aquilo que se passa no interior.

6 comentários:

  1. Onde muita gente opina, pouca gente acerta!
    Só quem mora no convento sabe o que lá vai dentro e nós, os que vivemos a situação é que devemos ter noção do que é melhor para nós ou não! Tirando isso só mesmo uma opinião especializada dependendo do problema, do momento!
    Beijinho, boa semana!

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  2. Francamente, Marta, já estive para ajudar mais do que agora. Sinceramente. Por várias vezes e vezes sem conta que fiquei mal "vista". Tanto a nível familiar com profissional e assim. Já penso duas vezes e já não "levo trabalho de casa" desse género. Fartei-me e vi que era eu que "levava avante" ideias minhas e não só. Os meu cabelos brancos e as minhas rugas são à conta disso. Mas o meu filho ajudo de certeza e o que não faz uma mãe por um filho? Bjs Marta.

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  3. Isto acontece muito, mas a inspiração para este texto veio de uma situação que vi na série The Good Doctor: o tutor da personagem com autismo acha que ele não está preparado para conduzir porque pode distrair-se e colocar-se em perigo a ele e aos outros. Mas uma amiga acha que autismo não é impedimento para ele conduzir e dá-lhe as chaves do carro para a mão. Tudo corre bem, até que lhe ensina a fazer umas parvoíces, ele fica excitado e descontrolado, e quase choca com uma árvore, provocando um acidente que, felizmente, só danificou o carro.
    Afinal, havia algum fundamento para aquela relutância.
    Boa semana!

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  4. Costuma acontecer muito no que toca a relações, e educação dos filhos dos outros!

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  5. Ajudar não custa e não é errado. Mas se queremos ajudar, que seja uma ajuda responsável. Nem sempre a ajuda que damos, ou que nos oferecem é aquela que é necessária e mais apropriada.
    No caso deste episódio que vi, a mulher, sem saber quem era aquele homem que não deixa o seu amigo tomar as próprias decisões e anda sempre em cima dele, chamou-lhe velho metediço. Só quando percebeu que ele foi a única pessoa que cuidou do amigo desde pequeno, quase como um pai, e se preocupa com ele, é que viu que estava errada. Só quando viu no que poderia ter resultado a sua ajuda, achando que estava a fazer bem, é que percebeu que havia uma razão para haver restrições, receios.

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