(imagem SAPO24)
O que me apraz dizer sobre esta segunda semifinal do festival da canção?
De uma forma geral, cada música era pior que a outra, daquelas que dá vontade de andar para a frente, não fosse o facto de estar a ver em directo, um impedimento.
Ouvi a música do Diogo Piçarra e, logo no início, na parte instrumental, veio à minha mente outra música, o que me deixou com a sensação que ele teria ido "roubar" essa parte a algum lado. Era a música sobre a qual eu tinha maior expectativa, e acabou por ser uma decepção.
Ouvi a música da Isaura, na voz da Cláudia Pascoal, e percebi que a Cláudia canta, de uma forma geral, todas as músicas da mesma forma, e com algum excesso de teatralidade. Se em algumas músicas resulta, noutras estraga. Ainda assim, a música não é má.
Ouvi a música do Armando Teixeira, na voz da Lili, e foi a única que me ficou na cabeça, o que quer que isso queira dizer. Gostei da música, e da forma como a Lili a interpretou.
Finalmente, Peter Serrado, um lusodescendente que quis vir participar no festival português, e acabou por interpretar a música mais "comercial", de todas as que passaram nesta edição. Foi a que mais gostei, independentemente de ser cantada em inglês, e de não ser, de todo, uma potencial favorita a representar o nosso país.
Como se costuma dizer, um raio nunca cai duas vezes no mesmo sítio, por isso, qualquer que seja a escolha, não vamos vencer novamente. E se a inovação do Salvador resultou, não quer dizer que a fórmula volte a funcionar nos anos seguintes. Por isso, poderiam ter escolhido melhores músicas.
Olá, Marta!
ResponderEliminarHoje também dei a minha opinião, sinceramente não achei este semi-final tão desastrosa como a outra em tudo, a que mais gostei foi a do Miguel Ângelo e a do Peter. Acho que o Diogo Piçarra tem uma excelente, mas a música é triste demais e como tu bem dizes, o raio nunca cai duas vezes no mesmo sítio.
Acho que o que nos vai safar é estamos mais próximos do nosso aliados de votação e talvez não tenhamos uma votação tão desastrosa, mas que não vamos ganhar nop...
Ontem, enquanto via uns minutinhos do Festival, dei por mim a pensar como tu : dificilmente venceremos de novo.
ResponderEliminarParabéns pelo destaque.
Obrigada!
ResponderEliminarNem me tinha apercebido :)
Acho que toda aquela envolvência a que assistimos o ano passado, muito por conta também (mesmo que não propositado) do estado de saúde do Salvador, da sua forma de cantar e se exprimir, e atitude desprendida, foi algo que dificilmente se voltará a repetir, pelo menos nos próximos anos.
E, diga-se de passagem que, não sendo fã incondicional da música do Salvador, ainda assim vejo que dava 10 a 0 a qualquer uma destas que foram apresentadas nas duas semifinais.
Não vi a primeira, ou melhor, vi no dia seguinte, a andar para a frente, e não gostei de quase nenhuma das canções.
ResponderEliminarA do Miguel Ângelo, no início, prometia, mas depois, acabou por desapontar.
À excepção da Patati Patata, que passou não sei bem como, quase todas as outras poderiam ser banda sonora de um velório.
Eu bem dizia que o Diogo Piçarra tinha ido roubar a música a qualquer lado!
ResponderEliminarMas não pensei que fosse à IURD
Adoro ler os seus post Marta, embora nem sempre venha aqui ao seu canto.
ResponderEliminarQueria dizer que, contrariamente ao ano passado, que não vi o festival, este ano, fui vendo uma ou outra.
A semana passada, mal vi.
Ontem, enquanto passava a ferro fui vendo. Não conheço quase nenhum dos cantores, e o que ouvi, na verdade, não gostei.
Não ouvi a o Diogo Piçarra, ia mudando de canal, mas ouvi a do Peter Serrado e mal ele deu uns acordes na viola, e lhe saem os primeiras palavras da canção comentei "temos um Bruce Springsteen". Gostei da melodia mas acho que as canções devem ser cantadas em português.
Por fim, e no geral do que vi e ouvi, não me parece que este ano tenhamos o mesmo sucesso do ano passado.
Sinceramente, nem o festival da eurovisão gosto de ver.
Sabe o que gostei muito, muito, neste festival? O vestido da Sónia Araújo.
Adoro vermelho, adorei o vestido, sentir-me-ia uma diva, mesmo sendo baixa, naquele vestido.
Um beijinho
Eu quando era nova adorava ver o festival da canção com todos os países, fazia as votações em casa com os meus pais, escolhíamos as que mais gostávamos, e nunca acertávamos!
ResponderEliminarDepois deixei de me interessar, alguns anos via, outros não. A escolha da representante portuguesa segui com mais atenção o ano passado. Este ano, nem me lembrei da primeira semifinal. Vi depois a gravação, em pouco tempo, mais pelas críticas e polémicas que fui lendo. Esta semifinal queria ver, pelo Diogo Piçarra. Mas aquele timbre do Peter é muito bom!
Beijinhos
Pois, é sempre difícil acertar na música, apesar da Suécia já ter percebido a fórmula.De certo modo, é preciso originalidade e ao mesmo tempo é preciso muita ligação imocional à música. Daquil que eu tenho visto muito nos últomos anos na Eurovisão, é que ganha a música que mais tem história e ligação com o cantor. Como aconteceu com o Salvador, a maneira como ele intrepertou a música e a história dele ajudou-o muito ganhar. No ano anterior, a Jamala ganhou porque apresentou uma música de caráter poítico e pessoal com qual vivia naquela altura, criando maior ligação com o público! Até a Conchita tinha uma ligação com a música! A meu ver, é aí que os países deviam focar-se, por outro lado, isso não significa que a canção não possa ser comercial ou tenha que ser depressiva!
ResponderEliminarNão vi nada do festival, mas já li sobre a polémica da musica que o Diogo piçarra cantou.
ResponderEliminarEstive ontem à noite a comprovar - só muda a letra! E o Diogo canta francamente melhor :)
ResponderEliminarEu sempre ouvi dizer que, entre os factores que levam uma música a vencer, estão muitos que nada têm a ver com a qualidade da música em si. E nunca percebi muito bem como funcionavam as votações, em termos de critérios.
ResponderEliminarPenso que, de uma forma geral, os possíveis sucessores tendem a repetir a fórmula vencedora do ano anterior, para ver se resulta. Mas nesse ano já não é isso que se quer. Algumas músicas vencedoras levaram o prémio porque apostaram no que era diferente, no que não se esperava, no inédito e até polémico.