
Se repararmos bem, percebemos que as tragédias, as perdas, as dificuldades e os maus momentos, acabam por ser os maiores impulsionadores e responsáveis pelas grandes mudanças da nossa vida.
Porque será que, nesses momentos, descobrimos forças que não sabíamos que tínhamos? Determinação que estava escondida? Vontade de agir, que permanecia inactiva até então? Coragem que nunca antes demos por ela?
Precisamos de "coisas menos boas" na nossa vida, que nos obriguem à acção e à mudança, porque de outra forma nunca o faríamos? Estas provações são uma espécie de "empurrão", que nos leva a tomar decisões que, de outra forma, nunca viriam?
O que é certo é que, muitas vezes, essas mudanças acabam por ser o que de melhor nos acontece na vida!
Serão essas situações, que nos obrigam a mudar, a chave que nos abre portas para novos caminhos que tínhamos que descobrir e que, de outra forma, nunca iríamos percorrer?
Precisamos da tristeza, para encontrar e valorizar a felicidade?
Fará tudo parte do equilíbrio da vida?
Eu acredito que sim.
ResponderEliminarQuando o mar está calmo, basta-nos flutuar com tranquilidade e ficamos no mesmo lugar.
Todavia, lutar contra as ondas exige forças que desconhecemos ter. Mas são elas que conseguem chegar à praia...
Sim, Marta.
ResponderEliminarHá um certo comodismo quando tudo está bem e leva a uma certa apatia ou antes ao comodismo, a permanecermos na zona de conforto.
Um dia as coisas viram-se, porque não há sempre estabilidade, serenidade, conforto, qualquer uma contrariedade mexe com a vida, os sentimentos.
Vêem-se o outro lado, repensa-se, age-se, luta-se para encontrar um novo equilíbrio, talvez mais estável e maduro.
Este teu texto diz-me muito!
ResponderEliminarSe calhar como um sinal à acção...mudar, arriscar, talvez estar assim, desempregado é o impulso que precisava para agir sem medo!
Quem sabe!
Deixaste-me a pensar...
Beijinho.
Porque não?
ResponderEliminarUma pessoa empregada, com um emprego mais ou menos razoável, e contas para pagar, dificilmente sai para algo incerto, por muito que o desejasse. Uma pessoa desempregada, pode arriscar mais, porque nada tem a perder.
Mas isso não quer dizer que todas as desgraças sejam para nosso bem. Nem sempre são.
Veio isto a propósito do filme "Dei-te o melhor de mim". Foi preciso um amigo comum morrer, para eles se reencontrarem, para ela o voltar a perder, e decidir tirar o curso que sempre quis quando era adolescente, e nunca o fez. Foi também preciso este reencontro para que percebesse que o seu casamento não tinha futuro, e tomar a decisão do divórcio. E depois, analisando a minha vida, percebo que também tem sido um pouco assim.
Exactamente!
ResponderEliminarEstamos tão tranquilos a flutuar que, se o mar não se revoltar, passamos a nossa vida inteira assim. Essas ondas grandes obrigam-nos a mexer, seja a ser levados por elas, ou a lutar contra elas.
Acho que a palavra é mesmo essa - comodismo. E medo da mudança.
ResponderEliminarMas quando a vida não é da mesma opinião, obriga-nos a sair da zona de conforto, do casulo.
Por vezes precisamos de um bom "safanão" para acordarmos e darmos valor às coisas que realmente temos à frente da nossa vista e não vemos.
ResponderEliminara mudança é uma coisa boa. temos de começar a olhar para as oportunidades de mudança com melhores olhos ;)
ResponderEliminarÉ preciso é de não ter medo de arriscar ;)
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