terça-feira, 8 de maio de 2018

Modernices - telemóveldependência

Resultado de imagem para telemóvel a carregar


 


No outro dia fui às Finanças.


Estava a abarrotar. Avistei um lugar disponível na fila de frente para a parede e apressei-me a ir para lá.


Num dos assentos, estava um homem com o seu telemóvel a carregar na tomada dessa parede, pelo que tive que pedir licença ao homem para passar. Ele lá desligou o cabo do telemóvel para eu passar, e voltou a ligar logo em seguida.


E pensei eu: "se me chamam primeiro que ele, lá vou ter novamente que pedir licença novamente, e esperar que ele desligue o carregador, para conseguir passar.


 


Hoje fui à Conservatória. Ali pelo átrio,ao que parece, também há umas tomadas à disposição e, como tal, ocupadas por pessoas que por ali estavam à espera da sua vez, a carregar os telemóveis.


 


Cada vez mais, seja onde for, se vê isto. Seja em serviços públicos, seja em festas ou celebrações especiais, como há dois anos, numa passagem de ano. É quase tão banal como chegar a um sítio qualquer e procurar ou perguntar a password de acesso a Wi-Fi grátis. 


 


Assim à primeira vista, consigo apontar duas causas para este novo fenómeno:


1 - Os serviços públicos são tão demorados, que as pessoas têm que se entreter com alguma coisa enquanto esperam, por vezes tão demorados que dá tempo de ficar sem bateria e, por isso, têm que pôr os telemóveis a carregar, ou simplesmente para poupar bateria


 


2 - Estamos tão dependentes dos telemóveis que não conseguimos passar o tempo de outra forma que não seja agarrados a eles, seja onde for, a que horas for, e com quem estivermos

4 comentários:

  1. É verdade Marta. Ainda escrevi hoje no meu blog sobre a conversa "cara acara" entre as pessoas. Um dia "apagam-se as luzes" e depois?!?!?!

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  2. O tempo que se passa nos serviços públicos obrigam a essas medidas

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  3. Por acaso já se vão apagando, embora não falhe a electricidade :)
    No registo civil, para tirar a foto para o cartão de cidadão, os funcionários têm, muitas vezes, que desligar as luzes.
    Nos serviços públicos vê-se de tudo um pouco: os mais velhos, que encontram conhecidos e por ali ficam a fazer tempo na conversa, a falar da vida deste e daquele, os que levam tablets e portáteis para adiantar o trabalho, os que jogam, os que aproveitam para telefonar para alguém, os que levam livros ou revistas para se entreterem, enfim...

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