
É incrível a facilidade com que, muitas vezes, expressamos de forma tão rápida, e sem direito a discussão, as nossas convicções e posturas, sobre determinadas situações que ocorreram a outras pessoas.
“Eu não…”, “Eu nunca…”, “Comigo nunca…”, “A mim não…”, “um filho meu nunca…”.
Depois, vemo-nos a passar exactamente pelas mesmas situações e, não raras vezes, com a mesma facilidade com que antes manifestámos essas convicções, vemo-las, nesse instante, a cair por terra!
Porque, como eu sempre digo, é muito fácil falar quando estamos de fora. Mais difícil é quando estamos dentro.
Mas esse abandono das convicções anteriormente manifestadas não significa que tenhamos estado errados antes, ou que estejamos a errar agora.
É com a vida, e com as experiências, que aprendemos, e é essa aprendizagem que nos leva a reflectir melhor, e a optar por uma postura diferente perante as situações.
Na vida, nem tudo é preto ou branco. Há uma infinidade de cores. Não existe apenas o sim e o não, ou é ou não é. Existem outras opções. E é, muitas vezes, nesse meio termo, que encontramos o equilíbrio!
Cabe-nos a nós agir com alguma flexibilidade e adaptação ao mundo em que vivemos, e à era em que estamos por cá. Sem deixar de lado a responsabilidade, os nossos valores, e tudo aquilo em que acreditamos, pondo-nos no lugar dos outros e seguindo o nosso coração, saberemos exactamente como devemos agir, e podemos ter a certeza que, resultando ou não, essa será a melhor forma de ter a certeza de que estamos no bom caminho, e não nos devemos condenar por agir dessa forma.
Nem de prepósito, estou a ler o livro "Nunca digas adeus" da autora Lesley Pearse. Estou a começar o 3.º capítulo por isso não faço ideia de como se vai desenrolar a história, expeto o que li na snope. Mas sim já vi uma vizinha minha que fazia finca-pé por causa dos filhos dos outros e agora é o dela. Costumo de dizer que ela viusse ao espelho. Um género déjà-vu. Hehehehe!!!
ResponderEliminarPor acaso já o li! Não é dos que mais gostei, mas é bom (sendo da Lesley Pearse é difícil não o ser).
ResponderEliminarEu já nem falo no sentido negativo, no da crítica de quem não tem mais nada que fazer.
Há mesmo aquelas questões que, numa determinada altura, nos parecem certas e acreditamos que não poderá ser de outra maneira. Mas quando estamos directamente envolvidas, percebemos que a nossa opinião pode ser diferente, dependendo das circunstãncias.