quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Há professores...

Resultado de imagem para professor educação física


 


...e há pessoas que são pagas para dar aulas.


O professor de educação física da minha filha inclui-se nesta segunda categoria.


 


Que a minha filha não gosta de educação física já é sabido. E que para a maior parte das actividades que se fazem nas aulas não tem grande jeito, também é certo. Sai à mãe!


Ela própria já disse ao professor, quando este lhe perguntou o quanto gostava de educação física, que de o a 5, era 0.


Mas é missão do professor incentivar os alunos, motivá-los, encontrar alternativas que os façam ver a educação física com outros olhos. E encontrar formas de avaliar distintas, o que não é o caso.


Para este professor, há metas mínimas a atingir e, caso não atinjam, têm negativa. Essas metas baseiam-se unicamente em aulas práticas.


Portanto, a minha filha sabe que a negativa está sempre garantida, enquanto tiver este professor.


 


Todos nós sabemos que as aulas tanto podem ser feitas no interior, como no exterior. Sendo que o exterior é, por norma, usado para a parte do atletismo, e jogos que podem ser feitos ao ar livre.


O professor lembrou-se de os pôr a fazer prancha sobre uma bola de basquete, em pleno alcatrão. 


Correu mal à minha filha que, quando ia a levantar-se, desequilibrou-se e bateu com o cotovelo no chão, arrancando a pele.


Tudo bem, são acidentes que acontecem, e ela não é nenhuma flor de estufa. Mas estava a sangrar, e o professor lá lhe disse para ir lavar o braço.


A auxiliar que ali estava, para além de lavar-lhe a ferida, achou por bem pôr um pouco de betadine.


Ela voltou para a aula.


 


E o professor? O professor reclamou por ela estar com betadine, porque só tinha mandado lavar!


A sério?!


O ideal tinha sido ir à enfermaria, limpar a ferida, pôr betadine e tapar aquela zona, pelo menos enquanto estivesse na aula, para evitar outro acidente, no mesmo sítio, protegendo assim a ferida.


E ele estava preocupado com o facto de ter betadine? Estaria com medo que manchasse o alcatrão?!


Sem comentários...


 


 


 

6 comentários:

  1. Marta, se calhar mais cedo ou mais tarde vais ter que falar com o director de turma!

    ResponderEliminar
  2. Quantas vezes os alunos passam a gostar de uma disciplina só porque o professor/a era excelente a apresentar as aulas.... esse deveria ser o maior gosto em dar aulas...

    ResponderEliminar
  3. Que ela se esforce ao máximo para conseguir ter positiva.
    Também era um aluno fraquinha EF mas nunca tive negativa. Tive um professor que nos atirava pedras quando parávamos durante a corrida.

    ResponderEliminar
  4. Eu também sempre fui aluna fraquinha, e safei-me sempre com 3.
    E a minha filha também tinha sempre 3. Aliás, no sétimo ano, teve um 3 e não fez nem metade do que faz agora. Naquele ano, se se tivesse esforçado um pouco, com sorte ainda tinha um 4!
    Mas com este professor, é negativa, se não cumprir os objectivos, independentemente do esforço que faça.

    ResponderEliminar
  5. Pode ser que não se volte a repetir.
    A minha filha por acaso até nem desgosta do professor, detesta é as actividades, e a forma de avaliar. Mas, com sorte, é o último ano que o atura! E por enquanto, no ciclo, ainda não conta muito esta negativa.

    ResponderEliminar
  6. Ela teve dois professores de quem gostava. O do 5º ano, que era também director de turma e que, ainda hoje, se nos vir na rua, nos fala, ou pergunta por ela. Era exigente enquanto professor, mas todos gostavam dele. E o do 7º ano, porque era tudo na boa. Não queriam fazer determinada actividade, faziam outra. Infelizmente, o primeiro reformou-se, e o segundo mudou de escola.

    ResponderEliminar

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!