Em primeiro lugar, porque tenho uma vida banal, sem escândalos ou segredos escabrosos por revelar o que, logo à partida, invalidaria a minha participação ou sequer escolha, da parte da produção, para participar!
Mas, imaginando que, de facto, isso era irrelevante, e que eu estava sozinha e disponível para uma aventura do género, não participaria porque:
- tenho uma filha, e nunca a deixaria entregue aos cuidados dos avós ou do pai, para embarcar numa experiência que me afastasse dela por mais que um dia - um filho precisa da mãe (e do pai, se for o caso) ao seu lado, sobretudo se forem pequenos
- tenho uma filha, e não a sujeitaria a viver com uma pessoa que eu própria não conhecia, um perfeito desconhecido para ambos
- tenho duas gatas e, tal como acontece com a minha filha, nunca me separaria delas, nem as deixaria entregues a ninguém
- pelos motivos atrás indicados, e outros mais, nunca deixaria a minha casa, para ir viver noutra casa qualquer, ou na de outra pessoa
- sou alérgica ao casamento - nem com o meu marido, estando juntos há quase 9 anos, me caso, quanto mais com um estranho
- partindo do princípio que o casamento é oficial, e não apenas simbólico, o que é que isso acarretaria, em termos legais? E o divórcio? Suponhamos que a pessoa não se quereria divorciar? Que argumento será utilizado num divórcio sem consentimento? E responsabilidades com dívidas que entretanto houvesse? Se com alguém que conhecemos num processo dito normal, já temos problemas e surpresas, quanto mais assim.
- nunca deixaria a minha felicidade, e eventual descoberta do amor, nas mãos de estranhos
O amor é muito mais que mera ciência.
Pode-se tentar estudar, analisar, compreender, alcançar, experimentar...
Mas nenhum desses processos nos garantirá alcançá-lo ou vivê-lo.
Essa parte, cabe a cada um de nós!
São tantas as concicionantes e variáveis, e tantos os factores que podem influenciar, que nenhum especialista, por muito que formule hipóteses, faça previsões, promova ou intente experiências, conseguirá mais do que meras probabilidades.
E, pelo que já vimos, essas probabilidades têm tido resultados maioritariamente negativos e contrários ao esperado!
Por mim não é dos programas que perca tempo. Quer eu queira, quer não, sigo devido às pessoas falarem, a televisão dar sucessivamente “cenas dos próximos capítulos” e na internet publicitam. Quem quer vê, quem não quer não vê. Ainda bem que todas as pessoas não gostam do amarelo. Já me deparei com um ar escandalizado de uma colega minha por eu não ver ou ter visto. Deu-me tanto gouzo!!! Ainda mais quando a individa se entrega toda cheia de convicção para me explicar e dar a sua opinião tim-tim por ti-tim. Para ela eu com certeza não estava na moda ou não sabia ver televisão. Só a mim me diz respeito pelas minhas razões. Ainda bem que algumas pessoas gostam. Aplaúdo, até, pela inacreditável da minha pessoa de como era impossível que isso fosse possível. Para além disso faz-me “confusão” como é que se gasta dinheiro pela festa, de ser um cerimónia religiosa(?) e depois se divorcião vão ao desencontro aos votos que fizeram, a decoração da casa e afins, para além das discuções que não interessam, para além de muito mais. Vejam o que gostam mas não “obriguem” a quem nem sequer quer ver nem ouvir.
ResponderEliminarNão creio que tenha de existir escândalos, a maioria dos concorrentes são pessoas com vidas normalíssimas.
ResponderEliminarEm Portugal o divórcio é fácil, basta uma das partes o solicitar, creio que casam em regime total de separação de bens e esse problema não se coloca, cada um é responsável por si.
Acredito é que é preciso uma boa dose de loucura para participar neste programa, embora acredite que alguns esperavam mesmo encontrar uma pessoa com quem partilhar a vida.
O que começo a duvidar é se foram realmente escolhidos para fazerem par ou para dar raia, mas em termos sociológicos o programa é muito divertido.
Sim, é uma tentativa, como os sites na internet, de encontrar alguém com quem possam construir uma relação. Com loucura à mistura!
ResponderEliminarGosto dos conselhos dos coachs, não tanto dos do sexólogo.
Também gosto de analisar os comportamentos.
Por exemplo, esta semana do "sim" que foi proposta aos concorrentes, foi interpretada como a semana em que um diz, e o outro obedece, quando não era nada disso que se pretendia.
Eu gosto de ver, gosto de observar os comportamentos, ver a forma como agem, no fundo, a parte social.
ResponderEliminarChocam-me alguns conselhos que os especialistas dão, mas gosto de alguns dos desafios propostos.
Não vi, mas pelos anúncios ao programa dá para perceber que não resultou muito bem.
ResponderEliminarSe o amor fosse assim tão fácil e se encontrasse apenas com uma fórmula... por muito compatíveis que duas pessoas sejam, isso não significa que terão química para se apaixonarem. Até podem ter muito em comum, incluindo objectivos de vida, mas, ainda assim, não é isso que vai definir se irão amar o outro... É sempre um tiro no escuro!
ResponderEliminarDe acordo com tudo o que a levava a não participar neste Casados À Primeira Vista", no meu caso, e porque não tenho filhos, não participaria porque não gosto de me expor.
ResponderEliminarO casamento não é oficial. Foi feito em Espanha por um cuidador (uma espécie de registo, ao estilo de Las Vegas) onde não é preciso licença de casamento.
ResponderEliminarA maioria das cenas foram gravadas em Espanha, só os vídeos individuais é que foram gravados em Portugal... boa parte das pessoas que aparecem nas cerimónias são figurantes espanhóis.
Os que se aguentem, em Janeiro de 2020 podem casar-se realmente pelo registo (e pela igreja, se quiserem) com a boda paga pelo programa. Se fores notando nas coisas que comem e nas compras que fizeram, não encontras quase nada que conheças a marca.
Aquilo é uma telenovela preparada por sociólogos e psicólogos matrimoniais, convidando pessoas que estavam inscritas em alguns sites de encontros e que aceitaram receber 6000 euros para estarem 15 dias a gravar o programa.
Era capaz de concorrer, se claro, desse para ganhar umas massas valentes. Não queimo a imagem a troco de nada, se a produção pagasse aí uns 10k até que não me importava de participar.
ResponderEliminarTrata-se de um programa que pensei jamais ver. As versões internacionais não me cativam, e verdade seja dita, nunca tinha visto um programa completo.
ResponderEliminarAgora, deparo-me com algo que me permite fazer aprendizagens, inclusive, nas relações de amizade e uma análise à nossa sociedade.
Uma coisa é certa, a equipa portuguesa não se saiu nada mal na produção do programa. Espero que consigamos vender o programa para fora.
Presumo que nunca verei esse libertino programa. Prefiro ler os disparates do gajo que se diz chamar Diogo Faro. O gajo é rabo, não é? Desconfio que é!
ResponderEliminarProgramas para quem não tem mais nada que faça :) Vidas aborrecidas e porque não se importam nada de ficar conhecidos, mesmo que seja pelas piores razões.
ResponderEliminarTodos precisamos de algo para descomprimir depois de um dia de trabalho, nem que seja um programa destes. Mesmo não prestando para nada, viciam.
ResponderEliminarEu gosto de ir vendo como interagem os casais, que conselhos vão sendo dados pelos especialistas, que desafios vão sendo propostos.
Mas, claro, se esta "experiência social", como lhe chamam, fosse feita fora da televisão, e sem remuneração, o número de participantes seria bastante mais reduzido.
Eu costumo ver o The Voice, nos serões de domingo, mas confesso que está a perder o interesse e, por outro lado, este Casados está a viciar.
ResponderEliminarSim, é precisamente por isso que gosto de ver este programa, ao contrário de outros do género, que têm passado na TV.
ResponderEliminarAqui acaba por estar um retrato das relações hoje em dia, das personalidades que encontramos nos membros dos casais, do investimento que cada um está disposto a fazer numa relação.
Sendo um programa de TV, haverá ali muita coisa encenada, pedida pela produção e pouco espontânea.
Não sendo um exemplo de casal, olho para estes e penso: meu deus, se nós tivéssemos desistido à primeira dificuldade, não estávamos juntos hoje.
Nunca digo nunca, porque pela boca morre, muitas vezes, o peixe!
ResponderEliminarO dinheiro não é tudo, nem paga tudo.
Mas se pagassem bem e eu precisasse mesmo de dinheiro por motivos de força maior, ainda íamos os dois: eu e o meu marido!
Eu sempre digo "o amor não é tudo". Por vezes há amor, mas ele não vence todas as barreiras.
ResponderEliminarOntem, perguntava um dos especialistas à Sónia "se era amada, porque é que a relação acabou? Se o amor quebra todas as barreiras..."
Não estou de acordo com ele. O amor não quebra barreiras. Pode ajudar a tentar ultrapassá-las, quebrá-las, vencê-las. Dá força extra mas, por vezes, não é suficiente.
E olhe que alguns dos participantes não deixaram uma boa imagem com esta exposição, saindo mesmo o tiro pela culatra.
ResponderEliminarPelo que ouvi dizer, uma das quintas onde foi feita a cerimónia de um casal é cá em Portugal.
ResponderEliminarE relação ao casamento, já ouvi as duas versões, a de que são oficiais, e a de que não são.
O meu marido diz que o prédio onde vivem é em Lisboa, e vê-se alguns casais irem ao mesmo mercado ou supermercado, mas não reparei qual era.