quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Depois d' "A Rede"...

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... acho que vamos andar todos desconfiados sobre aquelas pessoas que temos adicionadas no facebook, e que não conhecemos pessoalmente!


Não se vá dar o caso de ser um perfil falso, uma personagem inventada, uma pessoa fictícia.


 


 


A verdade é que, quando nos inscrevemos e utilizamos este tipo de redes sociais, sabemos os riscos e perigos que corremos, sabemos que nem tudo o que por lá se vê é verdade, que cada um diz e coloca lá o que mais lhe convém, e que há muito boa gente que faz, de enganar e manipular os outros, o seu modo de vida, sobretudo se conseguir lucrar alguma coisa com isso.


E se não sabemos, é porque somos mesmo muito ingénuos, ao ponto de acreditar em tudo o que vemos, sem desconfiar, sem duvidar.


 


 


Claro que, apesar de tudo isso, não estamos livres de sermos apanhados no meio de uma rede como esta, de que fala a reportagem de Conceição Lino.


A forma como é engendrada, de forma a que tudo pareça real e credível, torna mais difícil desconfiar de que algo não bate certo, até porque, por um lado, temos tendência a acreditar que ninguém tem necessidade de estar a enganar os outros e, por outro, temos tendência a solidarizar com as desgraças alheias e a criar empatia por quem por elas passa.


 


 


Hoje será transmitida a terceira e última parte desta reportagem, que nos mostra como Sofia conseguiu arrastar para a sua "rede", Nuno, Maria, Ana, Margarida e até Irene, mãe de Nuno.


E talvez aí se consiga perceber qual o principal objectivo de toda esta história inventada, o porquê de envolver estas pessoas, ou a necessidade de o fazer.


Para além de ter feito Nuno apaixonar-se pela imagem e personagem por si criada, ainda conseguiu arrastar outras pessoas desconhecidas, que com ela criaram laços por conta do seu drama, e que passaram a fazer parte da sua falsa vida.


 


 


Porquê? 


Por prazer em brincar com os sentimentos, emoções e vida das pessoas?


Para se sentir mais poderosa, capaz de controlar estas pessoas, e fazê-las jogar o seu jogo sem o saberem, como marionetas nas suas mãos?


O que ganhou esta mulher com toda esta trama inventada?


 


 


E sim, é perfeitamente normal que as pessoas envolvidas estejam revoltadas, e se sintam usadas, manipuladas, enganadas. Que se sintam frustradas consigo mesmas por terem estado tão cegas durante todo aquele tempo, por não terem desconfiado de nada, por terem engolido toda a história de boa fé, sem se questionarem.


 


 


No entanto, embora condenando a atitude desta mulher, não posso deixar de constatar que, apesar de tudo, ela acabou por, de certa forma, dar um sentido à vida destas pessoas que com ela se envolveram.


No caso de Nuno, apesar de todo o desgaste, abuso e chantagem emocional, durante aquele tempo, ele teve um objectivo na sua vida. Se precisava? Se calhar, sim. 


Não criticando a sua atitude, que qualquer um de nós poderia ter, a verdade é que sendo ele um homem bem resolvido, de bem com a vida, com o seu trabalho, amigos e família estruturada, que necessidade tinha de se envolver com alguém, desta forma, sem nem sequer a conhecer pessoalmente? 


A necessidade de se apaixonar. Faltava essa parte na sua vida, e foi por aí que a suposta Sofia atacou.


 


 


Quanto às restantes, todas afirmam que, a determinado momento, foi essa Sofia que lhes deu força e apoiou em situações mais delicadas que elas próprias passaram. Que acabaram por desabafar os seus problemas com ela, e de receber uma força do outro lado que não esperavam.


Ou seja, estas pessoas precisavam de alguém que as ouvisse, com quem pudessem conversar, sem julgamentos. E Sofia aproveitou-se dessa necessidade.


Por outro lado, o facto de apoiarem uma pessoa tão jovem, que sofria de cancro mas que, apesar de tudo, parecia sempre de bem com a vida e bem disposta, também lhes deu um sentido à vida, um propósito. Sentiam-se úteis, por ajudarem alguém. Mais uma vez, Sofia encarregou-se disso.


 


 


E por aqui se pode perceber que, quem planeia engendrar uma teia ou rede como esta, vai procurar pessoas que, à partida, sabe que precisam de alguma coisa, que estão mais susceptíveis, que fazem destas redes o seu escape do dia-a-dia, que procuram fazer amizades e travar novos conhecimentos nas redes sociais, que têm aquilo de que precisa para que mordam o isco.


São estratagemas planeados, bem estudados para que tudo bata certo, construídos ao pormenor, com tempo, e orquestrados por uma mente perversa ou, simplesmente, doente. 


Fazer várias vozes diferentes, e personagens diferentes, fingir uma doença, fingir lágrimas e desespero, inventar mortes de familiares, e acidentes, não é para todos.


Mas, que há pessoas capazes disso, e muito mais, lá isso há. E podem estar mais perto de nós do que pensamos, até mesmo no nosso grupo de "amigos" do facebook!


 


 


E por aí, têm acompanhado a reportagem?


Qual é a vossa opinião?


Já começaram a fazer uma limpeza nas vossas redes sociais, ou estão seguros das pessoas com quem falam?


 


 


Imagem: https://mag.sapo.pt/


 

Um Dia em Dezembro, de Josie Silver

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Não foi n’Um Dia em Dezembro que comecei a ler este livro, mas já no início de janeiro.


E não demorei tanto tempo a terminá-lo, quanto durou a história – de 2008 a 2017 – mas também a leitura foi sendo feita lentamente, com algumas pausas e percalços pelo meio.


 


 


A pergunta que se coloca, depois de acompanhar ao longo de todos estes anos, as vidas destas personagens é “porque demoraram tanto tempo?”.


Porque é que Um Dia em Dezembro não culminou n’Um Dia em Dezembro muito mais próximo daquele em que tudo começou?


Será que as coisas têm mesmo um momento certo para acontecer, que nós saberemos, no devido tempo, qual é, e tudo o que fizermos em contrário, estraga as coisas e acarreta um final indesejado, simplesmente, porque não era o momento?


 


 


E, logo em seguida, pergunto-me, relativamente aos protagonistas da história, e à própria história: estas pessoas existem mesmo? Isto poderia acontecer na vida real?


É que a sociedade e os valores andam de tal forma desorientados e desgovernados, que eu já imaginava todo um outro desenrolar para esta história, eventualmente, mais rápido mas não, necessariamente, mais feliz.


 


 


Basicamente, Laurie vem de um dia de trabalho extenuante e está sem qualquer disposição até se deparar com ele, lá fora, através da janela do autocarro. Ela sabe que ele é o tal! Ele, parece ter sentido o mesmo efeito da seta do cupido, mas entre a surpresa e a passagem à acção, o autocarro parte. E, com ele, qualquer hipótese de se conhecerem, naquele dia de Dezembro.


 


 


Laurie, com a ajuda da sua melhor amiga e companheira de casa, Sarah, vai passar o ano seguinte à procura do “rapaz do autocarro”, sem sucesso, para desespero e tristeza de Laurie.


Já Sarah, que entretanto conheceu o seu príncipe encantado, está ansiosa por apresentá-lo a Laurie, e que gostem um do outro e fiquem amigos.


Sarah apresenta Jack a Laurie, e ambos percebem quem são! Jack, o rapaz da paragem e Laurie, a rapariga do autocarro. E agora?!


 


 


Irão fingir que não se conhecem? Ou contar a verdade a Sarah?


Irá Sarah aceitar que o seu namorado é apaixonado pela sua melhor amiga, e deixar o caminho livre? Irá a amizade entre as duas resistir?


Irá qualquer que seja a relação, entre Jack e Sarah, ou entre Jack e Laurie, resultar?


 


 


Claro que se tudo acontecesse assim tão rápido, não haveria história para preencher o livro, e a vida não é assim tão objectiva, apresentando caminhos rectos e curtos, pelo contrário.


São essas curvas, atalhos, caminhos sinuosos, estradas secundárias e ruas paralelas ou perpendiculares, que se entrecruzam e nos afastam de um determinado rumo, colocando-nos noutro, que vamos descobrindo ao longo dos anos que estas personagens vão vivendo.


 


 


Há momentos em que dá vontade de dar umas bofetadas a uns, para ver se acordam para a vida, e em que sofremos e sentimos as dores de outros, como se fossemos nós a viver.


Há momentos em que nos irritamos com tanta bondade e espírito de sacrifício, e em que valorizamos essas mesmas atitudes, apesar de nem sempre serem para o nosso bem, ou nos fazerem felizes.


Há momentos em que torcemos por uns, e em que apoiamos outros.


Em que nos enervamos com determinadas pessoas mesquinhas, ou vibramos com quem é capaz de pôr os pontos nos “is”.


Há momentos em que rimos, outros em que choramos. Há momentos em nos identificamos com algumas situações, e outras em que percebemos que nunca faríamos aquilo.


É uma história com gente dentro, com corações apaixonados e sofridos, que tentam ser felizes à sua maneira, a cada dia, de cada ano das suas vidas!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Quando o teu organismo está contra ti!

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O meu organismo tem um grande mau feitio, umas pancadas estranhas e, no que toca a teimosia, consegue ser ainda mais teimoso que eu!


Se está em dia sim, tudo corre maravilhosamente bem.


Mas, se me vira costas, e decide ir contra mim, não há como vencê-lo.


 


Primeiro mandou-me a constipação.


"Toma lá, para não te andares a gabar, quando toda a gente está doente, que tens escapado até aqui."


 


A constipação melhorou, mas ele não estava satisfeito e atirou novamente:


"Ah já estás melhor da constipação? Então pega lá esta indisposição e enjoos, para ver se gostas."


E assim passei toda a semana, como uma grávida, sensível aos cheiros, com o estômago a reclamar da comida toda, e com tudo a saber-me mal.


 


Mas como ainda não estava, de todo, contente com as partidas que me andava a pregar, no sábado à tarde deu o golpe de misericórdia:


"Aguenta-te com esta enxaqueca descomunal, a ver se ainda te manténs de pé."


E pronto, conseguiu atirar-me mesmo para a cama!


Ainda fiquei umas horas no sofá com as gatas ao colo, mas o som da televisão e a luz estavam a incomodar tanto, que tive que me levantar.


Só deu tempo de tomar um duche super hiper mega rápido, mal conseguindo abrir os olhos, vestir o pijama e deitar-me.


 


Passada a birra, lá fez as pazes comigo no dia seguinte, voltando tudo quase ao normal!

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Porque é que tenho mesmo um blog?

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Ah, pois, é isso: porque gosto de escrever!


Por vezes, é bom relembrar que o principal objectivo é o prazer, e não uma obrigação.


Na semana passada, as ideias andavam escassas, a imaginação não abundava e não fazia a mínima ideia sobre o que escrever no blog.


E então, lembrei-me do livro que o meu marido anda a ler "A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F" e esse pensamento serviu que nem uma luva: que se lixe!


 


Que se lixe se hoje não há post, que se lixe se não tenho nada para dizer, e não me apetece vir aqui escrever só por escrever.


Que se lixe se não estou com paciência para vir aqui dizer mal disto ou daquilo.


Que se lixe se ainda não posso falar sobre o livro que ando a ler, porque ainda não acabei de o ler.


Que se lixe se não posso falar de filmes ou séries porque, simplesmente, não tenho visto nada.


Que se lixe se a vida anda tão normal, que não há nada de interessante para contar.


 


Não é por o blog ficar sem posts durante uns dias, que vem mal ao mundo. Nem eu deixo de estar cá, nem os seguidores deixam de estar lá.


E por vezes, é bom fazer pausas. Não só nos blogs, mas nas redes sociais, em geral.


Sempre que estamos ligados, andamos sempre, por um lado, naquela ansiedade constante de "será que já me responderam?", "será que já veio o que estava à espera?" e, por outro, "tenho que responder", "tenho que fazer isto", "estão a contar com aquilo".


 


Um fim de semana sem estar preocupada com emails, facebook, blogs, é sempre uma boa terapia de relaxamento!


 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Passeio ao Forte do Zambujal

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Há anos que passamos por ali de carro, e já tínhamos percebido que havia uma escadaria no terreno, que levaria as pessoas a irem à descoberta, mas nunca nos tinha dado para ver o que havia lá em cima.


Na última caminhada que fizemos, ficou combinado irmos até ao Forte do Zambujal numa próxima vez.


Calhou no fim de semana.


 


 


 


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O Forte do Zambujal localiza-se no Zambujal, na freguesia da Carvoeira, concelho de Mafra, integrava a 2.ª das Linhas de Torres Vedras, constituíndo a Obra Militar n.º 95 e, aproveitando uma elevação do terreno, defendia o desfiladeiro de Fonte Boa da Brincosa, o vale da Senhora do Ó e a Estrada da Carvoeira, apoiando a frota inglesa e o controlo da estrada entre Ericeira e Sintra, cobrindo uma eventual retirada luso-britânica, no contexto da guerra peninsular.



 


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O início do caminho faz-se bem mas, à medida que vamos subindo, deixamos de ter qualquer apoio, e começamos a ter noção da altura a que estamos, quando vemos a estrada lá em baixo. E sabemos que, basta um pé mal posto ou uma escorregadela na gravilha, para nos estatelarmos lá em baixo!


É pouco recomendável a que sofre de vertigens mas, em dias de sol, até sabe bem estar lá no cimo, e dá para levar uma mantinha e fazer um piquenique!


 


 


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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

A linha que separa o interesse da inconveniência

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O interesse manifestado por alguém sobre determinado assunto, e a insistência constante, ao ponto de se tornar inconveniente, sobre esse mesmo assunto.


 


 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

O (mau) serviço público em Portugal

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E como os contribuintes "pagam" pelas guerrinhas entre funcionários!


 


No final de 2018, com vários prazos a terminar, a eminência de greve nas semanas seguintes e as festividades de Natal à porta, na minha primeira tentativa de entrega de um processo, foi-me dito que, como o prazo terminava apenas em Janeiro, seria melhor entregar em 2019.


De qualquer forma, bastava levar tudo o que ali estava, e não era preciso mais nada.


 


No início de 2019, na segunda tentativa de entrega, a funcionária não estava por dentro do assunto, e ficou com os documentos, para falar com a chefe, que mais tarde disse que era melhor entregar a outra funcionária, mais habilitada.


 


Terceira tentativa de entrega, com a dita funcionária, num dia em que, devido ao elevado tempo de atendimento e porque estava na hora de encerrar, me disse para ir lá na semana seguinte. Nessa semana, essa mesma funcionária estaria de férias.


 


Quarta tentativa de entrega, com outra funcionária, que começou logo a reclamar que a colega tinha querido livrar-se daquilo, e por isso nos tinha mandado lá ir na semana em que não estava. Ficaram, mais uma vez, com os documentos, para depois ligarem a dizer que teríamos que esperar que a colega viesse de férias, para ser ela a tratar do assunto.


 


A colega, chegada das férias, liga-nos a pedir informações, porque as colegas não lhe explicaram nada. Mas avisa que, provavelmente, vamos ter que preencher impressos. E para termos atenção ao prazo, que está a terminar!


 


Vou novamente buscar o processo, preencho os respectivos impressos, que nunca antes foram mencionados, e levo novamente. 


Atende-me outra funcionária que, de imediato, chama a colega que tinha pedido os impressos. Esta, por sua vez, diz que não é obrigatório entregar com ela, e que podia ser a colega a receber, mas lá acede e verifica tudo.


Diz para irmos lá na semana seguinte, para assinar e trazer o comprovativo.


 


E eis que, esta semana, quase no final de janeiro, ao ir ao dito serviço, achando que, finalmente, tudo estaria resolvido, a funcionária diz que se esqueceu! E pede para a relembrarmos no dia seguinte!

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Estão a ver aqueles dias...

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... em que, de tanto tossirmos, já nos dói tudo e, sempre que vem um novo ataque a caminho, temos que nos dobrar todos para não custar tanto?!


É assim que eu estou. Como se tivesse andado a fazer várias sessões de abdominais num ginásio!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Haverá lugar mais frio que a vila de Mafra?!

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Diz quem por cá mora, ou por cá passa, que Mafra é uma região de muito frio. 


Que é pior do que noutros sítios que já estiveram. 


Que é difícil de suportar.


 


Mafra é, também, uma região ventosa por natureza. Se em Mafra não houver vento, então em mais nenhum lugar há.


 


Agora junte-se estes dois ingredientes - frio e vento - e nem o sol nos vale para aquecer!


Para hoje, a mensagem da protecção civil era a seguinte:


 


 


"O Serviço Municipal de Proteção Civil informa que se prevê, nos próximos dias, uma descida acentura da temperatura (sobretudo no dia 21, mantendo-se a tendência nos dias seguintes), bem como vento a soprar moderado a forte do quadrante norte com rajadas de 80km/h.


As características de tempo frio, associadas ao vento que se fará sentir, aumentarão a sensação de desconforto térmico na população." 


 


 


E em mim já se fez sentir esse desconforto, que não sei o que mais vestir sem parecer um chouriço, e sem que consiga evitar ter o corpo enregelado!


Será que posso hibernar por casa, e só voltar a sair quando o frio desaparecer?!


 

Sobre o Lip Sync Portugal

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Em que consiste o Lip Sync Portugal?


Será um programa humorístico, sendo que os supostos humoristas deixam muito a desejar, e não têm graça nenhuma?


Será um programa de dança, já que basicamente, o grande desafio dos concorrentes é não falhar a coreografia?


Será um programa de imitações, sendo que, como tal, peca pela deficiente caracterização dos concorrentes que vestem a pele dos artistas?


Será uma forma de mostrar o que muitos artistas famosos fazem quando actuam nos seus concertos?


Será um medidor de talentos para a representação ou, reduzindo ao título, de sincronização labial?


Ou será um daqueles programa entre amigos, que se juntam numa sexta-feira à noite e, à falta de melhor para fazer, porque o karaoke já passou de moda, lembraram-se de brincar aos playbacks, gravar essa diversão, e passá-la na TV?  


 


É que, se o objectivo é os concorrentes passarem um bom bocado e divertirem-se, é uma óptima aposta mas, se é para que o público em casa também se divirta, então deixa muito a desejar.


Começando pelos apresentadores, que têm a mania que têm piada, passando pela DJ de serviço, que ainda não percebi bem o que lá está a fazer, e terminando no próprio objectivo do programa, não tem ponta por onde se pegue.


Menos ainda, quando alguns dos concorrentes portugueses tentam reproduzir exactamente as mesmas actuações dos concorrentes das versões estrangeiras.


 


Será a imaginação dos portugueses tão pouco fértil, que não consigam ter uma ideia original para os serões em família que, realmente, cative o público e nos faça vibrar com o mesmo?


 


Se é para ser um programa humorístico, já passam a seguir o "Levanta-te e Ri".


Se é para ser um programa de dança, imitações ou caça talentos, já existem outros dedicados a isso, e com muito mais qualidade.


Mas, se é apenas um noite de amigos, porque não mantê-la na privacidade?


Ganhavam mais. E nós também!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Livros: aquele momento em que parece que nos saiu a lotaria!

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Sabem aquele momento em que achamos que já lemos os livros todos que temos em casa e, por mero acaso, descobrimos que, afinal, ainda existe por lá um livrinho pronto a ler, de que já nem nos lembrávamos?


É quase como descobrir que o nosso bilhete da lotaria tem prémio, ainda que pequeno!


 


Foi essa a sensação que tive quando, ao ler um post de uma blogger aqui no Sapo, me lembrei de que tinha comprado esse livro de que ela falava, que ainda estava dentro da caixa onde tinha vindo, e eu já nem me lembrava que o tinha. Para mim, já tinha lido todos os livros novos.


 


Agora, é arranjar um tempinho para usufruir deste inesperado "prémio"!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Porque não participaria num programa como O Carro do Amor!

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Depois do Casados à Primeira Vista, talvez porque perceberam que não vale a pena investir em casamento, lua de mel, 2 meses de vida paga e ainda um divórcio - até porque todos os casais, a esta altura, já estão divorciados - a SIC optou por um formato mais leve, descontraído, e muito mais barato!


"Ora governem-se lá com um primeiro encontro ou, por azar do primeiro, com um segundo, e contentem-se com umas voltinhas de carro. O que acontecer depois, é problema (e despesa) vosso!"


Confesso que alguns concorrentes até têm a sua graça, mas não é um programa que siga de forma recorrente, e sobre o qual esteja a par de tudo o que por lá acontece.


 


 


Ainda assim, depois de vos ter apresentado vários motivos pelos quais não participaria no programa antecessor, e que se prendiam com questões mais delicadas e com maior relevância, venho agora explicar porque, apesar de este ser um programa mais descontraído, e haver uma menor pressão nos concorrentes, e na forma como a participação afecta a sua vida, eu não participaria n'"O Carro do Amor", e é tão simples quanto isto:


 


Quando ando de carro, a não ser que se esteja a conversar sobre um tema que realmente me interessa, sobre o qual tenha algo a dizer, e me entusiasme, prefiro fazer as viagens calada, a ouvir música, a apreciar a paisagem e, de preferência, que ninguém fale comigo!


 


Ou seja, seria muito difícil para mim fazer conversa de circunstância ou conversa de engate para prender a atenção de quem está do outro lado, e tão pouco teria paciência para ouvir o que a outra pessoa iria inventar, só para ver se levava um sinal verde!


 


E por aí, alguém se atreveria a participar neste formato?


Como gostam de fazer as vossa viagens de carro: com conversa, ou sem ela?


 


 


 


Imagem: Espalhafactos


 

Oh não, outra vez os Lusíadas!

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Imaginem os alunos a ler 20 estrofes dos Lusíadas, e a ter que responder a diversas perguntas sobre aquilo que acabaram de ler, sem qualquer explicação ou orientação.


Não dará bom resultado, por certo.


Quando acabam de vir do Auto da Barca do Inferno, que é muito mais cativante, torna-se ainda mais difícil mostrar interesse nesta obra.


 


Eu já não me lembro muito bem do que falei na altura, quando era eu a aluna. Mas sei que, ontem, a olhar para aquelas estrofes que a minha filha tinha que ler, não percebi nada!


Tive que ler várias vezes, para conseguir retirar de lá umas "pingas", apesar de muito espremer.


Claro que, depois de ver a análise daquele excerto, tudo começa a fazer mais sentido.


 


Para mim, Lusíadas tem que ser dado em aula. Tem que ser uma obra analisada e explicada em conjunto por alunos e professores. Não se pode esperar que os alunos cheguem ali e percebam o que está lá escrito, implícito, o que é para reter e perceber, quando nem sequer a linguagem percebem.


 


Penso que, para a maioria dos estudantes, os Lusíadas continuam a ser o pesadelo da escola, na disciplina de português, e nos exames finais!


 


Deixo-vos aqui esta opinião sobre a inclusão do estudo desta obra nas escolas: https://www.publico.pt/2015/02/22/sociedade/opiniao/o-ensino-de-os-lusiadas-1686615


 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

O maravilhoso mundo das encomendas online

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Ando há dias para encomendar um bolo de aniversário (aqui por casa, tanto as filhas felinas como a filha humana fazem anos em janeiro).


Nunca tenho tempo, porque ando sempre a correr, e sempre em cima da hora para entrar no trabalho.


Estava a ver que chegava ao dia do aniversário, e nem bolo tinha.


 


Hoje, perante essa constatação, pesquisei na internet a pastelaria. Encontrei. "Boa - tem site!


Entro no site, e vejo um separador "Encomendas". Clico, e vejo que dá para fazer encomenda. "Perfeito!"


Preencho os meus dados, os dados sobre o bolo que pretendo e envio.


 


Logo em seguida, recebo a confirmação da encomenda, e um email da pastelaria a perguntar se queria alguma decoração no bolo. Respondi também por email, e pronto! Tão simples, e sem sair de casa!


Espero ter o bolo amanhã à minha espera 

Inclusão social e aprendizagem ao mesmo tempo!

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O espanhol está cada vez mais na moda, e tem vindo a substituir o francês e o alemão nas escolas portuguesas, nas preferências dos alunos quanto à aprendizagem de uma segunda língua estrangeira.


Para tal (no caso da minha filha foi uma grande influência) contribuíram as séries infantojuvenis Violetta e Soy Luna.


Mais recentemente, as várias séries espanholas que têm vindo a passar na Netflix e, como não poderia deixar de ser, lá em casa, a série colombiana La Reina del Flow.


 


Tal como acontece com o português e o inglês, também o espanhol não é igual em todas as regiões, e percebemos essa diferença entre o espanhol de Espanha, e o espanhol da Colômbia. Ainda no outro dia trocávamos impressões sobre isso, porque houve palavras que a minha filha aprendeu na aula, com um significado, e que na série tinham outro significado.


 


Por coincidência, no início deste segundo período, a turma da minha filha ganhou mais uma aluna, de nacionalidade colombiana!


Segundo me disse a minha filha, ela percebe o português mas fala, maioritariamente, espanhol.


Assim, mencionei à minha filha que poderia aproveitar a chegada desta nova aluna para desenvolver os seus dotes para a inclusão social e escolar, conversando com ela, ajudando-a a integrar-se na turma, a sentir-se bem recebida. 


Ao mesmo tempo, disse-lhe que era uma boa oportunidade, já que tem tanto jeito e gosta da língua, de ela aprender a falar ainda melhor espanhol, afinal, uma das melhores formas de aprender, é falar, e ouvir.


 


Parece que está a correr bem e têm, inclusive, um trabalho de grupo para fazer juntas.


Em português!


 

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Será consequência da idade?

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Pensar que a vida é curta demais para nos deixarmos contagiar pelo mau humor dos outros, para deixar que alguém, cujo dia não está a correr bem, consiga afectar o nosso dia, descarregando em nós aquilo que os frustra?


 


Dar cada vez menos importância a coisas e situações em que, antes, ficávamos a matutar e a remoer o tempo todo?


 


Ver determinadas pessoas com outros olhos e perceber que, algumas dessas pessoas com as quais antes até nos identificávamos, e poderiam fazer parte das nossas vidas, são aquelas que hoje, quereríamos bem longe e não têm nada a ver connosco, nem com a nossa forma de ser e estar na vida?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Cinema de fim de semana

Nota negativa para:


 


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Quem me conhece sabe que comédias deste género não são o meu forte e, logo aí, já ia de pé atrás. Mas como a minha filha queria ver, lá acedi.


A história até dava um bom filme de acção. 


Sim, porque de comédia tem muito pouco. O famoso "Mr. Bean" é bom nesse papel em que, mesmo sem abrir a boca, nos faz rir.


Já neste género de filme, perde a sua graça, e a sua personagem chega até a irritar, de tão burra e desastrada que é.


 


 


 


Nota positiva para:


 


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Um filme com mais de 20 anos, mas que permanece actual.


Que mostra como nem todos os jovens provenientes de bairros problemáticos,  são delinquentes.


Que mostra que, por vezes, basta que acreditem neles e lhes dêem uma oportunidade, para que mostrem todo o seu potencial, conhecimento, vontade de aprender e de ser alguém na vida.


Que prova que, nem sempre, as escolas, e os professores, estão preparados para tirar o melhor destes jovens, discriminando-os, desistindo deles, considerando-os casos perdidos.


Que exemplifica como, para um jovem aprender e se motivar, o segredo não está num programa de ensino convencional, sem graça e, muitas vezes, ultrapassado. Os jovens podem aprender a mesma coisa de diferentes maneiras, e de forma mais cativante.


Que demonstra que, muitas vezes, as famílias desestruturadas, a pobreza, o meio em que estão inseridos, pode influenciar os jovens negativamente mas, se houver alguém que lhes estenda a mão, que lhes mostre que podem ser diferentes, que podem escrever a sua história, tudo pode ser diferente.


Claro que seria uma utopia pensar que basta uma professora excêntrica, e verdadeiramente preocupada, para mudar o destino de todos.


E, como tal, até nesse ponto o filme é realista, ao mostrar que houve jovens que Louanne não conseguiu salvar.


O meu marido, que já trabalhou com jovens em risco e lidou de perto com eles, estava a ver o filme e a reconhecer, de certa forma, os jovens que conheceu, naquelas personagens.


 

O misterioso desaparecimento dos talheres na escola

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Na escola onde a minha filha anda, implementaram agora novas regras no refeitório, nomeadamente, no que diz respeito ao uso dos talheres.


Segundo as novas normas, apenas os alunos que compram as suas refeições na escola têm direito ao uso dos talheres da escola. Quem levar as refeições de casa, tem que levar a sua loiça e respectivos talheres, que a escola deixa de facultar.


 


E isto porquê?


Porque, só no primeiro período, já desapareceram da escola cerca de 300 talheres!


 


E a culpa é de quem?


Tendo em conta esta medida, a escola presume que os "ladrões de talheres" são apenas aqueles que levam a comida de casa, e almoçam na escola, pedindo emprestados os talheres. Não coloca, em momento algum, a hipótese de que quem paga as refeições também pode não estar inocente.


 


Segundo a professora, alguns acabam por ser encontrados pela escola, por vezes no chão, nos caixotes do lixo. Mas a maioria são um caso perdido, e a escola não tem dinheiro para compensar tamanho roubo com a compra de novas centenas de talheres.


 


O uso dos microondas também foi alterado.


Agora, deixa de haver uma funcionária disponível, com a exclusiva missão, na hora de almoço, de aquecer os almoços aos alunos, para terem eles próprios que o fazer, e responsabilizar-se pela sua utilização e eventuais estragos.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Culpa, de Jeff Abbott

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Não é à toa que sou fã de Jeff Abbott, e ele mostrou, mais uma vez, que é merecedor dessa lealdade e preferência.


E que é possível, haja talento e imaginação, inovar e escrever algo totalmente diferente daquilo a que me tem vindo a habituar, e continuar a manter a fasquia alta, superando as expectativas.


 


 


Jeff Abbot é, por norma, sinónimo de espiões, perseguições, adrenalina, acção, muito mistério.


Mesmo que mudem as personagens, e a história seja outra, estes ingredientes não faltam.


Mas, por vezes, presenteia os leitores com algo um pouco diferente, ainda que mantendo o estilo.


Aconteceu com Beijo Fatal, que li há precisamente um ano (ele há coincidências), e voltou a acontecer agora, com Culpa!


 


 


Viver com a culpa de algo que fizemos já é mau. Viver com a culpa de algo que sabemos que não fizemos, mas de que somos acusados, é péssimo. Mas, viver com a culpa de algo de que não sabemos se somos ou não culpados, embora todos nos apontem o dedo, porque, simplesmente, perdemos a memória e não njos lembramos de nada, deve ser terrível.


 


 


Como o autor faz ver, a determinado ponto do livro, quando uma pessoa sofre de amnésia e não se lembra de nada da sua vida, todos aqueles que lhe são próximos, e mesmo todos aqueles que nos querem mal, podem reescrever a nossa história à sua maneira, e como mais lhes convém, brincando com a nossa vida como se fossemos marionetas nas suas mãos. Contando mentiras, fingindo algo que não são, ocultando segredos...


 


 


Jane e David eram amigos, vizinhos e colegas de escola.


Um dia, tiveram um acidente de carro. Ele morre. Ela sobrevive. Mas acordou sem memória. Não se recorda dos últimos três anos da sua vida, nem do acidente.


No local onde tudo ocorreu, um bilhete de suicídio escrito por ela. E duas vidas destruídas. Uma pela morte. A outra pela rejeição, pela hostilidade e pela culpa de ter arrastado para a morte o seu amigo.


Todos lhe viram as costas, e quem está ao seu lado parece não o fazer pelos motivos certos.


 


No dia em que faz dois anos que tudo aconteceu, surge uma mensagem que se mostra fundamental, ainda que o objectivo não fosse esse, para a descoberta de toda a verdade.


Alguém parece saber o que, de facto, se passou naquela noite. Alguém que pode ilibar Jane e, ao mesmo tempo, apontar para outro culpado: "Todos vão pagá-las!".


As vítimas desta vingança sucedem-se, desde os paramédicos que auxiliaram Jane, aos amigos que viram os seus nomes presentes nos relatórios policiais.


Jane acha que pode ser Perri, mãe de David. E esta acha que só pode ser Jane, ou a sua mãe, a autora dos posts e mensagens, sob o nome de Liv Danger.


 


Os amigos de Jane parecem todos esconder algo dela.


A sua mãe parece querer interná-la à força.


 


Mas Jane não se irá deixar intimidar, e dará início à sua própria investigação, para chegar à dura verdade sobre o que verdadeiramente aconteceu, se o acidente foi mesmo uma tentativa sua de suicídio, ou se foi provocado por alguém que poderá estar mais próximo dela do que imagina.


 


E se a resposta a arrastar para a morte? À morte a que conseguiu escapar há dois anos atrás?


 


Depois da saga da personagem Sam Capra, tinha algum receio de não me entusiasmar por um novo livro diferente do autor, mas ele conseguiu calar-me, surpreender-me, e ficar ansiosa pelo próximo!

É preciso muito cuidado com aquilo que assinamos

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Porque, uma vez assinado, estamos a dar o nosso consentimento, a nossa autorização. E, nestes casos, de nada serve mudar de ideias e telefonar a dizer que já não temos interesse, que fica sem efeito.


 


Isto vale para todos nós, mas sobretudo para os mais idosos, os mais susceptíveis de serem ludibriados, convencidos, manipulados.


E refiro-me, maioritariamente, às empresas de fornecimento de energia do mercado livre que, volta e meia, batem à porta para tentar a sua sorte, e se aproveitam de quem não percebe muito do assunto mas fica sempre satisfeito quando ouve a palavra "desconto" na factura, ou a frase "fica tudo igual, mas paga menos".


 


 


Aconteceu a alguém próximo de mim. Não uma, não duas, mas três vezes!


Sim, a pessoa parece que não aprende. Mas a culpa não é apenas dela.


Da primeira vez, quando tentaram anular o contrato assinado, disseram que aquele telefonema seria suficiente, já que estava dentro do prazo para mudar de ideias. Ainda assim, enviaram carta registada com aviso de recepção, por segurança.


Passados uns meses, a mesma situação. O mesmo procedimento.


 


 


E agora, a história repete-se, com outra empresa. Só que não perceberam. Deixaram passar o tempo. Só viram que algo estava errado quando receberam uma factura da anterior empresa em que mencionava rescisão de contrato.


Ao ligar para lá, ficaram a saber que isso de devia a terem mudado de empresa fornecedora. Foi aí que perceberam que, apesar de no dia seguinte a terem assinado o contrato com a nova, terem ligado a dizer que não queriam avançar, e de esta ter respondido que assim ficava sem efeito, o contrato tinha mesmo seguido para a frente!


E ninguém quer saber que não seja o mesmo titular a assinar os contratos, nem tão pouco é necessária uma rescisão escrita para a empresa com a qual tinham contrato até à data. Desde que forneçam os dados, a mudança é feita automaticamente.


 


 


 


Por isso, para que conhece ou tem familiares que possam ser "vítimas" desta forma de actuação, ou para aqueles que podem, sem querer, cair nestas "armadilhas", nunca é demais lembrar que:


 



  • evitem abrir a porta a pessoas estranhas, que vos pareçam que andam a oferecer serviços 

  • caso abram a porta, nunca os deixem entrar em casa

  • nunca forneçam dados que sejam pedidos por essas pessoas, nem lhes mostrem as vossas facturas da empresa que têm

  • se estiverem sozinhos, ou tiverem dúvidas, peçam para deixar o cartão ou folheto com o contacto para, caso haja interesse, ligarem mais tarde (é sempre uma forma de adiar a decisão e poder falar com alguém que possa ajudar)

  • nunca acreditem em tudo aquilo que vos dizem, sobretudo se parecer que a esmola é grande demais, que dá para desconfiar

  • nunca assinem nada, sem terem a certeza daquilo que estão a fazer

  • caso assinem, mostrem logo que possível os documentos a alguém, que poderá ajudar de imediato caso haja intenção de cancelar

  • se pretenderem mesmo anular o contrato assinado, façam-no sempre por escrito, através de carta registada, para que fiquem com uma prova de que o fizeram (os telefonemas nem sempre são eficazes e, por mais que as chamadas sejam gravadas, por vezes desaparecem misteriosamente, ou são eliminadas do sistema ao fim de algum tempo)


 


 


 


 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Ai, as reuniões de pais!

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Como as abomino cada vez mais!


 


O único motivo que ainda me faz querer ir a essas reuniões é o facto de a directora de turma ter alguma informação importante que, caso eu não compareça, me possa escapar ou dela ficar sem conhecimento.


 


Não é pela ficha da avaliação do período, que a esta altura já sei as notas.


 


Não é pelo facto de a professora ter algo a dizer sobre a minha filha, porque se houvesse algo de mau, teria contactado antes. E de bom, não é preciso uma reunião conjunta para o mencionar. 


 


Não é para tomar conhecimento das medidas de auxílio à aprendizagem que, no caso da minha filha, se resumem à educação física, e à atitude de ambas as partes: professor e aluna. Até porque uma das medidas, da parte do encarregado de educação, para a minha filha, era incentivá-la a fazer os TPC's. Ora, a educação física não os trazem! Só se eu a puser a fazer exercício em casa!


 


Não é pelo prazer de conviver com professora e pais, cada um com a sua ideia formada, as suas convicções, a sua forma de pensar. Uns a concordar com os métodos dos professores, outros a discordarem. Com a directora de turma numa posição ingrata, sem querer tomar partido de nenhum dos lados mas a tentar, contra as evidências, defender os seus colegas professores, sem ficar contra os pais.


 


Não é pelo tempo que perco nessas reuniões, muito dele desnecessário.


 


É mesmo pela informação relevante que possa vir a ser transmitida, e que poderia ser enviada aos pais por email.


 


Depois, confesso, não vou muito à bola com a directora de turma. 


Ela é simpática, amável, muito profissional enquanto professora, preocupada com os alunos no que se refere aos estudos, mas há ali qualquer coisa no meio de tudo isso, que me soa a falso. Pode ser impressão minha. Mas não vejo a hora de me livrar destas reuniões.

Morar com os senhorios por perto

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Seja por baixo, em cima ou ao lado, morar numa casa arrendada com os senhorios por perto nunca dá bom resultado!


Pelo menos quando eles querem implicar.


 


 


No outro dia estávamos a tentar consertar a porta da dispensa, que se estava a soltar toda, pregando a folha à madeira. Deu para desenrascar.


Já com a porta da entrada, não me atrevo a mexer. Várias vezes avisei o senhorio que a porta, e a própria fechadura, não estavam boas, e que era melhor chamar o carpinteiro.


O senhorio ia lá, dava uns retoques, um spray e ficava utilizável. Pediu-me para avisar se voltasse ao mesmo.


 


 


Agora está pior. Para a fechar é preciso bater com ela com força, e como os vidros perderam a massa, a qualquer momento podem saltar.


Falei com o senhorio novamente. Ficou então de ir lá ver e, se fosse o caso, chamar um carpinteiro.


Nisto, vem a mulher lá de dentro de casa, perguntar o que se passava. O marido explicou.


Ela ficou muito admirada, como se não fosse normal uma porta se estragar, danificar, ficar velha e precisar de arranjo. Talvez pense que as coisas duram para sempre, como novas!


Mas se o espanto dela me deixou boquiaberta, ainda mais estupefacta fiquei quando se sai com esta:


 


"Ah, então era por isso que estavam aí a martelar no outro dia?


Até estive para dizer ao meu marido para ir lá baixo ver o que é que estavam a fazer!"


 


Desculpe?!


Ao que parece, não se pode fazer nada na minha casa (enquanto pagar renda é minha) sem que ela queira meter o bedelho e aprovar ou reclamar daquilo que fazemos.


 


 


O marido é um homem impecável, apesar de não estar com muita vontade de gastar dinheiro, mas não se mete naquilo que fazemos. Já a mulher, cruzes, até para pôr um prego na parede tenho que pedir autorização daqui a pouco.


Deve pensar que tem ali uma grande casa!


Se se preocupasse menos com o que andamos a fazer, e se preocupasse mais com o poço de humidade que é a casa, com as rachas nas paredes onde se infiltra a água, com o salitre das paredes, que se desfazem ao mínimo toque, ganhávamos todos mais!


 


 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

9 anos celebrados no dia 9!

Foi no dia 9 de Janeiro de 2010 que demos início à nossa relação, que ainda hoje se mantém firme.


Estes são apenas alguns dos momentos que recordamos destes 9 anos!


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À Conversa com Ricardo Daniel e Tiago Barbosa

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O Natal já passou, mas os convidados de hoje trazem-nos o seu presente na forma de entrevista!


Fiquem com o Ricardo Daniel e o Tiago Barbosa: 


 


 


 


 


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Para quem não vos conhece, que são o Ricardo e o Tiago?


Tiago: Somos os dois professores, músicos (o Ricardo é baterista e o Tiago é cantor e teclista), compositores, letristas e produtores e além deste projecto partilhamos mais dois: a banda Cambraia e a Associação Revolution Art.


 


 


De que forma é que vivem esta quadra do Natal?


Tiago: Acreditamos na magia do Natal desde crianças e continuamos a acreditar e a ser crianças. É sempre um momento de revermos entes queridos de quem estamos afastados durante o resto do ano e é sempre bom matar saudades.


 


 


Como surgiu a ideia do musical “Feliz Natal Lobo Mau”?


Ricardo: Eu tomei conhecimento do livro com o mesmo título e propus à autora transformá-lo numa peça de teatro cantada, o que foi aceite com entusiasmo.


Reuni com o Tiago e com a Maria Ramires (presidente da nossa Associação Revolution Art) e decidimos avançar com o projecto: eu faria a adaptação do texto e as letras das canções bem como a programação e gravação das percussões e o Tiago comporia e gravaria os restantes instrumentos e a voz.


Entretanto aceitámos o desafio da Câmara Municipal de Almada para estrearmos o espectáculo na festa de lançamento do Natal de Almada em que se acendem todas as luzes de Natal da cidade na presença de centenas de crianças e suas famílias.


Propositadamente, acrescentámos um refrão na canção com que termina a peça e que diz “Lá para fora a ver as luzes de Natal!”, e acabámos todos na rua mesmo. Foi muito giro. Foi um sucesso.


 


 


Este foi a vossa primeira experiência em musicais, nomeadamente, infantis?


Ricardo: Sim, a primeira de muitas, esperamos nós. Já trabalhámos em composição e gravação de música e locução em audio books para crianças mas nunca tínhamos levado nada a palco. Gostámos muito e queremos mais.


 


 


Na vossa opinião, até os “lobos maus” da vida têm direito a um Feliz Natal?


Tiago: Claro que sim. Na verdade, todo o ser humano tem um pouco de lobo mau e também de Pai Natal. Temos é que nos esforçar para que o lobo só apareça muito de vez em quando.


 


 


A história do musical é agora apresentada em disco, numa espécie de história cantada. Porquê só agora, um ano depois, o lançamento deste álbum?


Tiago: A Ada Domingos, da Farol, está sempre muito atenta ao que vamos fazendo e já trabalha connosco há algum tempo com a nossa banda, os Cambraia. Assim que soube do “Feliz Natal, Lobo Mau” desafiou-nos logo para que gravássemos tudo para que todas as crianças do mundo pudessem ter acesso à história e às canções, mesmo que não possam ver o espectáculo. E assim nasceu o disco, que gravámos no nosso estúdio na Revolution Art, na Sobreda de Caparica, Almada.


 


 


O disco tem músicas novas, que não fizeram parte do musical?


Ricardo: Não. O texto e as canções do espectáculo foram gravadas integralmente. É como se estivessem a ver o espectáculo, podem facilmente imaginar. 8 - Neste trabalho contam com a participação de José Coelho e Mila Belo. Como surgiram essas colaborações? Ricardo: A Mila Belo é uma amiga, cantora e actriz que conheço há muitos anos e com quem já tinha trabalhado e gravou a parte da narradora, o Tiago ficou de descobrir um lobo mas trouxe um coelho: o José Coelho fez de lobo mau no palco e no disco. Agradecemos muito aos dois.


 


 


“Quem é o Pai Natal” é o single de apresentação. Na vossa vida, já encarnaram alguma vez esse papel?


Tiago: Eu já trabalhei num centro comercial vestido de Pai Natal. Numa peça foi a primeira vez que o fiz. O Ricardo só faz de Pai Natal para a filhota dele, que eu saiba. Mas que fique claro: nenhum de nós é, realmente, o verdadeiro e único Pai Natal. Esse só tem tempo para um palco: o mundo inteiro.


 


 


O álbum foi lançado a 30 de novembro. Que feedback têm recebido relativamente ao mesmo?


Tiago: Ainda é cedo para saber, mas os primeiros tempos têm corrido bem, as crianças ouvem e cantam as canções o dia inteiro, deixando por vezes os pais à beira de um ataque de nervos. Parece-nos um belo feedback.


 


 


E para 2019, já têm algum novo projeto em mente?


Ricardo: Em 2019, para já, queremos levar o “Feliz Natal, Lobo Mau” às escolas. Temos um outro projecto de Natal em mente há algum tempo, mas esse já exige outros meios de produção e outra escala. Quem sabe se não se realizará já em 2019? Vamos ver. Em nome da Revolution Art, desejamos um grande 2019 a todos e que a magia do Natal possa durar todo o ano. Até breve e muito obrigado por nos ajudarem a espalhar a nossa música pelo mundo.


 


 


Muito obrigada a ambos, e um Feliz 2019!


 


 


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

O Dia Em Que Te Perdi, de Lesley Pearse

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“O Dia Em Que Te Perdi “ refere-se a uma irmã que, de um momento para o outro, perde o seu irmão gêmeo, a única pessoa com quem podia contar na vida.


Mas poderia aplicar-se às várias perdas que ambos foram tendo nos últimos meses.


 


 


O dia em que perderam a mãe, enviada pelo pai para uma clínica especializada em pessoas com doenças mentais, após uma tentativa de suicídio que, felizmente, foi travada a tempo.


O dia em que perderam o pai, que os entregou em casa da avó para que se distraíssem e não pensassem tanto na mãe, enquanto ele cuidava da sua vida sem os filhos.


O dia em que perderam a sua casa, onde sempre tinham vivido e crescido.


E, finalmente, o dia em que Duncan desaparece.


Diz-se que os gêmeos pressentem tudo o que se passa ou acontece um com o outro, seja algo bom, ou mau.


Mas, será isso o suficiente para os ajudar?


 


 


Ainda assim, nem só de perdas é feita a história de Maisy e Duncan.


Existem pessoas que passaram a fazer parte das suas vidas, que os transformaram pela positiva, que lhes deram aquilo que nunca o pai nem a mãe, nem tão pouco a avó, conseguiram dar, e que cuidaram deles e os amaram como mais ninguém.


Apesar dos seus próprios problemas. Apesar de terem todos os motivos para estar de mal com a vida.


 


 


Esta nova história da Lesley Pearse, muito diferente de tudo o que a autora tem escrito até hoje, aborda o tema da pedofilia, misturada com sadismo.


A vida de aparências.


A educação rígida e desprovida de demonstração de sentimentos.


A excessiva protecção, associada a uma inexistente comunicação entre pais e filhos.


 


 


Quando Duncan desaparece, Maisy e Grace parecem ser as únicas verdadeiramente interessadas em procura-lo, e a não desistir de o encontrar, apesar de os meses irem avançando sem notícias. Apenas elas parecem conhecer verdadeiramente Duncan, a ponto de saber que ele não fugiria de livre vontade.


E serão elas a fazer o trabalho que a incompetente polícia não consegue levar a cabo.


Mas será isso o suficiente para descobrir a verdade sobre o desaparecimento de Duncan, e salvá-lo, sem perderem, elas próprias, a vida?

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

À Conversa com Alexandra Consolado

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Porque existem cada vez mais pessoas interessadas em fotografar, seja momentos, paisagens, pessoas, lugares, animais ou qualquer outra imagem, deixo-vos aqui uma entrevista especial, alusiva ao tema, com a Alexandra Consolado, a quem desde já agradeço pela disponibilidade! 


 


 


 


 



 


 


Quem é a Alexandra Consolado?


Sou uma apaixonada por arte.


Durante cerca de 10 anos trabalhei em televisão, na área de audiovisuais, nomeadamente legendagem, maquilhagem, assistente de produção e realização, entre outros.


Mais tarde comecei a dedicar-me à fotografia de forma mais séria e fiz vários workshops que me deram as bases para desenvolver o meu trabalho.



Ao ser apaixonada por fotografia, tenho uma enorme satisfação em imortalizar momentos únicos e transmitir às pessoas, emoções que me fazem sentir feliz, ao proporcionarem-me instantes de verdadeiro contacto com a natureza, história, cultura, gentes…



Neste momento estou também envolvida num projecto no facebook, num grupo de discussão, chamado CANON CLUBE PORTUGAL (tudo, em maiúsculas), que criei em outubro de 2015. É uma espécie de fórum com partilha de dúvidas, aconselhamento na compra de equipamentos, bem como no manuseamento dos mesmos. Sendo a marca que uso, tinha vários amigos que também usavam Canon. Existiam por vezes, certas dúvidas que surgiam, ora a nível de funcionalidades do equipamento propriamente dito, ora em situações de avarias, etc. E o grupo, inicialmente, começou com esses amigos. Entretanto, o grupo cresceu imenso, e tem neste momento mais de 6 mil membros. Ao fim do segundo ano de existência, achei que poderia dar algo mais ao grupo, e realizei o 1º passeio fotográfico, em parceria com a PhotograPhylia, uma marca de serviços de formação em fotografia, e com o apoio da Canon Portugal. No terceiro ano, realizei um workshop e passeio fotográfico, também em parceria com a PhotograPhylia e, de novo, com o apoio da Canon Portugal. Nesse passeio, tivemos equipamento fotográfico cedido pela Canon, que os inscritos podiam usar, bem como alguns brindes oferecidos por aquela marca.


 


 


 


Como é que surgiu a sua paixão pela fotografia?


A paixão por fotografia surgiu já há muitos anos.


Na década de oitenta, começaram a aparecer as primeiras câmaras instantâneas Polaroid, e isso despertou-me a curiosidade. A dada altura o meu pai ofereceu-me uma câmara fotográfica de rolo, tinha eu cerca de 12 anos. Os filmes na altura eram de 12, 24 e 36 exposições, no geral.



Era preciso ter algum cuidado a fotografar porque acabavam num instante. Ao início foi-me oferecido filme de 12, mais tarde 24 e isso já me deixava super feliz. Apesar de estar sempre ansiosa pela revelação do filme, para ver os resultados, também não é menos verdade, que escolhia criteriosamente o que fotografar para não desperdiçar fotos.



Actualmente não se dá valor a este tipo de coisas, pela memória exagerada dos cartões de memória das câmaras, que consoante o tamanho/qualidade escolhida, podem fazer desde umas centenas até uns quantos milhares de fotografias.


 


 


 


A fotografia é algo a que se dedica a nível profissional, ou como hobbie?


A fotografia esteve sempre presente na minha vida. Inicialmente como registo de momentos únicos e importantes, mais tarde como registo de viagens, depois como passatempo, e mais recentemente a nível profissional.


 


 


 


O que mais gosta de fotografar? Tem preferência por algo específico, ou deixa-se levar pelo que vai observando ao seu redor?


Adoro fotografar paisagem e natureza, nomeadamente à noite.



Considero-me uma pessoa introvertida, não me sinto à vontade a registar momentos de fotografia de rua, por exemplo, porque penso sempre que estou a invadir a privacidade dessas pessoas, de certa forma.



Mas adoro fazer fotos a pessoas minhas conhecidas, não só pela interactividade que existe, mas também por poder transmitir através da fotografia, sentimentos e até a personalidade dessas pessoas. Gosto muito de fotografar crianças pela capacidade que têm de ser espontâneas.


 


 


 


A fotografia tem evoluído muito ao longo dos anos. Consegue destacar alguma técnica ou método já ultrapassado que a tenha marcado em especial, e que lhe deixe saudades?


O método Polaroid da fotografia instantânea, foi o que me despertou a curiosidade e o interesse pela fotografia, se bem que hoje em dia, o instantâneo se faz com o telemóvel nas redes sociais, bem como certas câmaras, através de WIFI-NFC e Bluetooth, principalmente, pela via digital e não impressa. Essas câmaras instantâneas continuam a existir, apesar de toda a evolução.


 


 


 


Pessoalmente, a Alexandra prefere as tradicionais fotografias em papel, ou está rendida ao formato digital?


Gosto de toda a fotografia desde que me provoque alguma sensação de surpresa ou de prazer. Que deixe o meu olhar preso! Que conte uma história! Ainda que a história que conte, possa ser interpretada de forma diferente, consoante a vivência de cada um.


Pois, como dizia Ansel Adams, “Não fazemos uma foto apenas com uma câmara; ao ato de fotografar trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, a música que ouvimos, as pessoas que amamos”.


 


 


 


 


 


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A Alexandra afirma que a sua fotografia favorita é aquela que fizer amanhã. Cada imagem, ou momento, ainda por captar traz sempre algo de novo e especial, que faz essa fotografia ser a favorita?


Sim!


Porque cada fotografia que penso fazer é um novo desafio e é sempre um momento único e também uma imagem única, como todas as imagens registadas. À medida que vou fotografando, e no processo de evolução normal de cada fotógrafo, é natural que prefira as fotografias mais recentes. E também como sou muito crítica com o meu trabalho, quero sempre fazer melhor e melhor; daí dizer que a minha fotografia favorita é a que vou fazer amanhã. Estamos em constante evolução.


 


 


 


 


Na sua opinião, qualquer pessoa pode captar boas fotografias, desde que tenha o material adequado, ou há conceitos básicos que é necessário aprender ou ter em conta?


Uma câmara, por si só, não faz uma boa fotografia, mas ajuda muito na qualidade da imagem, a nível de resolução e funções. Uma pessoa que não perceba os conceitos básicos e as técnicas para fotografar, não faz uma boa fotografia só porque tem uma câmara de topo nas mãos.


 


Assim sendo, como nos dizia o grande mestre da fotografia Michael Langford: “a aprendizagem da fotografia é semelhante à da escrita. Em primeiro lugar há que desenhar as letras que formam as palavras, depois é preciso escrevê-las, compondo os períodos e os parágrafos. Mas é óbvio que aquele que faz tudo isto não será considerado um escritor, enquanto não tiver ideias para expor através de palavras.


Do mesmo modo a teoria técnica é para o fotógrafo um meio para alcançar um fim visual, algo que proporciona maior controlo e auto-confiança para se realizar aquilo que se quer expressar.”


 


 


 


As melhores fotografias refletem, de alguma forma, a sensibilidade, pensamento e o sentimento de quem as tira?


Absolutamente!


 


 


 


Para além da fotografia, está também ligada a outras artes, sobretudo, que envolvam criatividade. Há alguma que queira destacar?


Gosto muito de escrever os meus poemas. Por vezes, quando publico uma fotografia, associo-lhe um poema da minha autoria.


 


 


 


Para quem estiver interessado, que tipo de trabalhos costuma fazer a nível fotográfico?


O trabalho que tenho feito é muito diversificado. Faço essencialmente fotografia de paisagem para quem queira decorar as suas casas. Faço também fotografia de crianças. Faço fotografia de eventos com alguma frequência. Fiz também já alguns trabalhos para empreendimentos turísticos para divulgação nos seus sites, bem como para páginas do facebook e booking.


 


 


 


Gostaria de deixar alguma mensagem para todos aqueles que gostam de fotografia, e estão agora a dar os primeiros passos?


Aconselho a não comprarem equipamento fotográfico muito dispendioso, sem saberem que utilização lhe vão dar, caso não entendam nada de conceitos e técnicas fotográficas. Isto porquê? Porque correm o risco de comprar equipamento muito avançado sem conseguirem desfrutar dele, ou equipamento muito básico que se fizerem um workshop de Iniciação à fotografia e continuarem a evoluir, chegam á conclusão que estão muito limitados, na fotografia que pensam vir a fazer no futuro, seja no âmbito amador ou profissional.


Fazer um workshop de Iniciação à Fotografia Digital, para ter as bases para entender como se fotografa. Depois de entender alguma coisa sobre fotografia, é fundamental conhecer-se bem o equipamento que se possui. E recomendo a leitura do manual da câmara, bem como de outros equipamentos. Os passeios fotográficos entre amigos ou conhecidos, são excelentes para partilha de amizade, mas onde regra geral se aprende muito pouco.


Por último, e não menos importante, pratiquem muito!


 


 


Muito obrigada, Alexandra!


 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Dia de Natal na Serra de Montejunto

O nosso último passeio de 2018 foi mesmo no dia 25 de Dezembro, para aproveitar o bom tempo e fazer algo diferente do habitual nestes dias festivos.


Por isso, rumámos até à Serra de Montejunto, onde apreciámos um presépio dentro de uma gruta, as ruínas do convento, a mítica e lendária lagoa e caminhámos pela calçada dos frades, sem deixar de observar a natureza que nos envolvia.


Aqui ficam as imagens:


 


 


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Reza a lenda que a serra é oca, e que o mar entra por ela dentro e, por isso, a lagoa não tem fundo e nunca seca. Quem lá entrar dentro, já não consegue sair.


 


 


 


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A Calçada dos Frades foi construída para servir a construção e o uso do Convento de Nossa Senhora das Neves da Ordem dos Dominicanos. Pela Calçada, por meio de animais de carga e carroças, transitaram os materiais de construção necessários, os abastecimentos para os trabalhadores, sendo depois usada diariamente pelos frades dominicanos, que aí passaram a viver. Caíu em desuso com a abertura da estrada alcatroada.


 


 


 


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A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!