sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Já Te Disse Que Me Fazes Falta?

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Depois de Já Te Disse Que Te Amo e de Já Te Disse Que Preciso de Ti, chega o terceiro e último livro da colecção, da autora Estelle Maskame.


 


No final do último livro, e depois de tudo parecer encaminhar-se para um final tempestuoso, mas feliz, Tyler acaba por ir embora, com a promessa de, um dia, voltar, deixando Eden entregue a si mesma, e a lidar com a confusão que ambos causaram, e com todas as consequências que daí resultaram.


 


Foram vários os meses sem notícias, sem respostas às mensagens, com chamadas ignoradas.


Foram vários meses de rejeição por parte do pai, do meio irmão Jamie, de amigos e de todos, em geral.


Foram vários meses de choro, de raiva, de dúvidas, de incertezas.


 


Hoje, Eden não suporta ver casais felizes, nem nada que esteja relacionado com amor. Hoje, Eden não quer ouvir falar de Tyler, nem tão pouco vê-lo à sua frente, algo que não acredita que aconteça, de qualquer forma.


 


Até ao dia em que ele volta, e ela se vê frente a frente com a pessoa que nos últimos meses passou a odiar.


Ali está ele, como se tivesse apenas ido passar uns dias fora e estivesse de volta, com um sorriso na cara, que depressa desaparece quando se depara com a reacção de Eden.


 


Por onde andou Tyler todo este tempo? O que fez? Como é agora a sua vida? Porque razão deixou Eden sem qualquer explicação durante todos aqueles meses, e volta agora?


Eden diz-lhe que já não o ama, que já desistiu dele há muito tempo, que nada resta e é tarde demais. Que não o quer ver. Será verdade?


 


Mas a sua madrasta, decidida a tentar resolver todos os problemas pendentes que afectam a sua família, desde que os dois largaram a bomba e a fizeram explodir, organiza um fim de semana em família, para finalmente conversarem e entenderem-se.


 


No entanto, as coisas não estão a correr bem para ninguém.


Eden ouve palavras duras do pai, e fica com a certeza de que ele a odeia, e nunca haverá uma relação de pai e filha entre eles.


Tyler não consegue convencer o padrasto de que as coisas mudaram, nem tão pouco ver o seu pedido de desculpas aceite.


Jamie não suporta nenhum dos dois - Eden e Tyler - e parece mesmo sentir nojo deles.


E Ella começa a desesperar, no meio de uma batalha entre os próprios filhos, a enteada e o seu marido. Ella tem a sua opinião, e apoia incondicionalmente o filho, mesmo que as suas atitudes não sejam aquelas que o marido gostaria.


 


Esta parte da história, tal como a primeira, acaba por explorar muito a vertente psicológica das várias personagens.


Porque reagem da forma que reagem, o que está por detrás dessas atitudes, o que nunca foi dito e que agora vem à tona.


 


Se tivesse que resumir este livro numa palavra, seria "perdão". 


É um livro sobre perdoar aqueles que nos magoaram, e perdoarmo-nos a nós próprios, pelos erros cometidos.


 


De encontrar um sentido para a nossa vida, de ter um objectivo traçado, de agir por nós, e não pelos outros.


De darmos, a nós e aos outros, uma nova oportunidade de fazer as coisas certas, de forma certa, com maturidade, com certezas, com confiança.


De deixar de recear a opinião dos outros, e preocuparmo-nos mais com o que realmente desejamos.


De tornarmos aquele lugar onde nos sentimos bem, o nosso lar.


 


 


Confesso que fiquei surpreendida por tudo o que fui descobrindo. Depois de tudo, algumas revelações provocam mesmo uma espécie de choque, e levam tempo a compreender e aceitar.


 


De toda a história, destaco a frase "Às vezes, as pessoas têm que ser egoístas. Às vezes, as pessoas têm de se pôr em primeiro lugar."


Mesmo que os outros não compreendam.


 


Se isto significa que Eden e Tyler ficam juntos, ou se seguem, definitivamente, cada um o seu caminho, só o saberão quando lerem a história! 


 


 


 


 

12 comentários:

  1. Depois do que escreves-te... fiquei com uma vontade enorme de ler o livro!
    Vai já para a minha lista de compras!

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  2. Já tens os anteriores?
    Senão, será mais difícil apanhares o fio à meada, e perceberes as decisões tomadas.

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  3. Não conhecia a trilogia. Vou ver se consigo encontrá-los. Gosto deste tipo de livros em que exploram a parte psicológica das personagens.

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  4. A mais rica, psicologicamente, é a personagem Tyler.
    Desde os problemas com a lei, os sarilhos, as drogas que toma para esquecer e se abstrair da vida e de todos os maus tratos e abusos que sofreu, até se apaixonar pela meia irmã, cujo pai dela e padrasto dele, o odeia.

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  5. Ao ler este título ouso apresentar o pensamento do teu marido: "E eu a pensar que ela tinha-me escrito um post!" :p
    Continuação de boa sexta.

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  6. Será?!
    Mas o dia dos namorados foi ontem Hoje já voltámos ao estado normal!

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  7. Se eu te disser que pensava que a greve da função pública era na segunda e terça...

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  8. Como não leio livros, mas pegando na frase que transcreves...muitas vezes esqueço-me de mim em prol dos outros! Tenho de aprender a ser mais egoísta! Os outros também o são para mim...

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  9. Por vezes tem mesmo que ser. Não que haja mal em pensar e querer ajudar os outros, mas muitas vezes acabamos por nos esquecer de nós mesmos.

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  10. A greve é quando o Homem quer :)
    Mas, normalmente, querem mais à sexta!

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  11. Olá Marta.
    Estou a acabar de ler o segundo livro desta série.
    Diz-me só uma coisa que me está a intrigar, o Dean, o ex namorado da personagem principal, não aparece mais na história? É que eu gosto tanto dele

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  12. Já não me lembro bem mas, se surgir neste último livro, será esporadicamente e sem grande relevo.

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