terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Os ciúmes e as inimizades dentro das amizades

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É mau.


É lixado.


Pode ser difícil de gerir.


Pode gerar mal estar e, em último caso, arruinar a amizade.


 


 


A "I" tem uma amiga "I", uma "B", e uma "S".


A amiga "I" tem ciúmes da amizade entre "I" e "S".


A amiga "I" não gosta da amiga "B".


E a "I", está no meio, a tentar lidar com isso, porque todas elas são suas amigas!


 


Alguém já se viu numa situação semelhante?


 


 


Por vezes, chegam amigos novos à nossa vida, mas não significa que os mais antigos tenham perdido o valor ou a importância que tinham, nem o lugar na nossa vida.


Os nossos amigos não têm que ser todos iguais.


Cada um deles, complementa, acrescenta, e traz algo diferente à amizade, com a sua própria personalidade e forma de ser.


Gostamos deles, precisamente, por essas mesmas diferenças. 


E, por isso mesmo, não há razões para ciúmes, porque cada uma tem o seu próprio valor.


 


 


Claro que não podemos obrigar as nossas amigas a gostarem, entre si, umas das outras, ou tão pouco a se tornarem amigas.


Mas, da mesma forma, nenhuma delas tem o direito de interferir na nossa amizade com uma ou com outra, só porque não se dão bem.


 


 


A melhor forma possível de lidar com isso é estarem juntas em momentos diferentes, em situações diferentes. No entanto, naquelas ocasiões em que é inevitável estarem todas juntas, é fundamental dividir a atenção e a disponibilidade, por todas e interagir, na mesma medida, com todas. 


 


 


Os problemas ou motivos para não se darem bem ou não se querem relacionar só elas saberão, e é algo que só elas deverão resolver entre si.


Meter-nos no meio, com ciúmes, chantagens, cobranças ou ultimatos, nunca trará bons resultados para ninguém.


 


 


 


 


 

6 comentários:

  1. Marta, tens toda a razão. E quando temos amigas com formas de ser e estar diferentes é muito complicado reunirem todas ao mesmo tempo. Mas eu tento não valorizar as diferenças que existem e tento, sempre que possível, trazer assuntos que sejam de interesse comum. Beijinhos e gostei muito do post.

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  2. Se fazem chantagem, cobranças e ultimatos com a pessoa é simples!
    Resolve-se o problema de vez e acaba-se com amizade. Quem é verdadeiramente nosso amigo, não cobra coisas estupidas.

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  3. Eu quando falo em diferenças, é mesmo no sentido positivo. Num mesmo grupo, por vezes é bom haver a mais tímida e a mais extrovertida, a mais sensata e a mais impulsiva, a que gosta de cantar e a que prefere dançar, e por aí fora, porque acabam por se complementar.
    Beijinhos e obrigada

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  4. Na infância e adolescência, por vezes não conseguem perceber isso, a acabam muitas vezes ali tipo bola de ping pong, entre amizades.

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  5. Na infância e adolescência este tem sido um problema cada vez mais sentido. Tudo isto para, mais tarde, quando adultos, estarmos quase sós.
    Normalmente, nos meus CT, esta problemática é mais frequente (99,9%) nas meninas. O que mais me custa ver é a maldade de algumas, apenas com 9 anos. Mais do que a que tinha com 20 ou 30. Dizem que refletem os modelos de mães que têm em casa. Não sei, mas assusta-me.

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  6. Sim, os casos que tenho visto, são maioritariamente no sexo feminino.
    A minha filha tem uma colega que teve mesmo que ter acompanhamento psicológico depois de uma amiga ter posto fim à amizade, só porque ela se tornou amiga de outra miúda também.
    E depois, mesmo na adolescência, situações destas podem assumir proporções e consequências mais graves: pressão, mal estar, intrigas para tentar contaminar a amizade, perseguição, ciberbullying e por aí fora.

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