
Dizia o meu marido que, na zona onde morava antes, era-lhe extremamente fácil comunicar com as pessoas e fazer amizades, com as quais acabava por sair, conviver entre jantaradas ou, simplesmente, um café, por exemplo.
E que aqui, onde moramos, é mais difícil porque não há essa abertura por parte das pessoas que cá vivem, ou com quem trabalha. Que são mais desconfiadas, fechadas e não criam muita empatia pelos outros.
Ou seja, antes tinha uma vida social activa. Agora nem por isso. E sente falta. Acha que é bom, que nos faz bem.
Já eu, tenho uma opinião um pouco diferente.
Não sou de amizades relâmpago, como se vê muito por aí. Para mim, as amizades costumam-se ir cimentando, com o tempo e, como tal, desconfio logo quando as coisas acontecem demasiado rapidamente, e quando pessoas que se conhecem há dois dias já se consideram amigas, e já querem combinar saídas e programas em conjunto.
Não é que não goste desses momentos, de sair, de conviver.
Quando era mais nova, também tinha um grupo de amigos, com o qual saía, ia ao cinema, à discoteca, fazíamos jantares de aniversário e passagens de ano, ou nos encontrávamos para um café. Mas, depois, cada um foi à sua vida, uns casaram, outros partiram, outros tiveram filhos, uns separaram-se, e o grupo acabou.
Hoje em dia, não sinto tanto essa falta, como o meu marido. E fico sempre renitente quando ele quer que nos juntemos para um programa qualquer com colegas de trabalho que vai conhecendo, achando que podem vir a formar um grupinho, porque sei que provavelmente, não vai sair dali nenhuma amizade, e que, muitas vezes, ao fim de uns tempos a febre passa, mudam de trabalho e deixam de se falar.
Ou até mesmo com antigos amigos dele, ou conhecidos, que ao fim de uns anos se lembram de aparecer, ou ele de os procurar, mas dali a uns tempos, com sorte, voltam ao esquecimento.
O meu marido gosta de conhecer pessoas novas, de travar amizades, de falar com toda a gente.
Eu não procuro amizades, nem me faz diferença que, em último caso, para a maioria das saídas, sejamos só os 2, ou os 3. Não me incomoda que a minha vida social seja escassa ou quase nula. Prefiro isso do que estar a ali só por estar, e perder tempo a apostar em algo que sei, à partida, que não levará a lado nenhum. Claro que, se houver oportunidade e as coisas se proporcionarem, gosto.
Assim, a questão que coloco é: quão importante é para o ser humano ter uma "vida social" activa?
Quão importante é, para vocês aí desse lado? É algo de que precisam, sentem falta, ou não estão preocupados com isso?
É algo que sentem que melhora a vossa vida e a vossa saude, quer física, quer mental? Ou é indiferente?
Compreendo ambos.
ResponderEliminarO teu marido tem razão, mas… eu também não consigo estar num grupo superior a 5 pessoas, nas quais confie. Por aqui, vida social zero.
Entre alguns colegas (poucos) há. Mas para, assim que viras as costas, todas as tesouras apontarem no teu sentido? Prefiro a solidão.
Olá Marta, eu não tenho uma vida social muito activa, até porque o dia-a-dia casa/trabalho/casa não o permite. Mas tenho um grupo de amigas de há longa data que nos encontramos 1 vez por mês para um jantar. Aí colocamos tudo em dia. alamos diariamente pelo WhatsApp, nem que seja bom dia. De vez em quando, algum convite de familiares para lanchar ou jantar.De resto, só saídinhas com o maridos e as filhas.
ResponderEliminarEu não tenho nada de vida social; por mais que eu tenha um tempo que eu poderia está conversando e conhecendo pessoas, eu simplesmente gasto esse tempo que tenho fazendo coisas que gosto e que me aprimorem de algum jeito. Mas ao mesmo tempo gostaria de ter um laço de amizadade e de afeto por uma pessoa, acredito que esses laços agradáveis com pessoas que são a essência da vida.
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