
... e a quem os obriga a seguir um longo guião pré definido:
Debitar uma grande quantidade de informação de uma só vez, no sentido de explicar o que estão a fazer, não vai captar a atenção de quem está do outro lado. Pelo contrário, a pessoa vai perder-se e deixar de prestar atenção ao que lhe estão a dizer. E, às tantas, querer desligar a chamada!
Assim, para aqueles que ainda atendem essas chamadas, e que até se predispõem a ouvir ou a responder às questões colocadas:
- Ao invés de debitarem de uma só vez a informação, notando-se que estão a ler o guião, é preferível o improviso, explicar a informação de forma interventiva com quem está do outro lado, para que não perca o fio à meada, nem adormeça pelo meio
- Sejam claros e objectivos - estar com muita conversa que não serve para nada, para chegar a algo que se poderia dizer de forma sucinta, cansa
- Nem sequer tentem fazer inquéritos/ questionários com dezenas de questões - as pessoas até podem ter boa vontade e querer colaborar, mas isso é um abuso e, por certo, não conseguirão que muitas aguentem até ao fim, sem se desculparem com a falta de tempo e paciência, e desligarem a chamada
Sabes que eu não tenho a mínima paciência para atender a estas chamadas?
ResponderEliminarEu atendi hoje uma, depois de dias com o mesmo número a ligar. Era acerca de um inquérito a que tinha respondido pessoalmente numa ida às compras. A mulher explicou tudo tão detalhadamente que, quando acabou e me perguntou o que eu achava, eu, que não fixei nada do que me disse, só perguntei: então por que parte começamos? E ela: podemos agendar um dia que lhe dê mais jeito. Disse que tinha os dias demasiado ocupados. Então e ao fim de semana? Não posso, o meu marido está a trabalhar, e leva o carro. Mas não precisa de ir a lado nenhum. E só então, percebi! O que ela queria era ir à minha casa fazer o inquérito, e entregar o respectivo prémio de participação!
ResponderEliminarEspertinha, a mulher!
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