segunda-feira, 4 de março de 2019

Quando os casais fazem vida conjunta mas com carteiras separadas

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Será assim tão estranho?


 


Longe vão os tempos em que o marido trabalhava para sustentar a família, enquanto a mulher ficava em casa a cuidar dos filhos, e a gerir a casa, bem como tudo o que com ela estava relacionado, nomeadamente, as despesas.


E parecem estar a passar de moda os tempos em que ambos trabalham e, no final do mês, juntam os ordenados, e vão gastando do mesmo "saco".


 


A tendência é para, cada vez mais, sobretudo quando já passaram por mais do que uma relação, os casais fazerem vida conjunta, mas com contas e despesas separadas, como quem diz: "amor, amor,  carteiras à parte".


 


Isto não significa que não acabem por contribuir, de igual forma, para as despesas comuns. 


O que acontece, muitas vezes, é ficar estipulado o que cada um fica responsável por pagar, dividindo os gastos conjuntos. Quanto ao resto, cada um pode fazer o que bem entender com o dinheiro, e gasta onde quiser, sem ter que dar justificações.


Não são raras as vezes em que maridos e mulheres implicam com o que o outro membro do casal compra, ou com o que gasta dinheiro. Ou vê-se obrigado a estar sempre a pedir, se for só um a gerir o mesmo. 


Também acontece, quando um gasta mais do que devia, o outro precisar e não ter.


 


Pode parecer mentira, mas uma das razões que mais levam ao divórcio/ separação dos casais, são precisamente as questões financeiras.


E, numa altura em que até o IRS, por exemplo, pode ser declarado em separado, não é de estranhar que as carteiras também o sejam.


 


Eu funciono assim com o meu marido, e não mudaria.


Por aqui, cada um recebe o seu ordenado, em contas bancárias separadas, paga as contas que tem a pagar, e fica com o resto para fazer o que entender.


Da minha parte, estou encarregada de pagar a renda da casa e, recentemente, a prestação da Netflix.


O meu marido, em compensação, fica com as despesas de água, luz, gás e tvcabo.


Eu compro a areia para as gatas. Ele, a ração. 


Ambos compramos coisas que todos utilizamos em casa, mas cada um compra para si aquilo que quer ou gosta, e o outro até nem quer.


Se há gastos extra, vemos que tem mais possibilidades de pagar no momento mas, normalmente, gastos relacionados com o carro ficam para ele, e com a casa, para mim.


Tudo o que cada um de nós queira gastar a mais, é problema seu.


Mas acabamos por, em várias situações, irmos alternando as despesas, do género, hoje pago eu o cinema, para a próxima pagas tu.


 


E aí desse lado, consideram que é uma prática que não faz sentido, e pode até revelar falta de gestão e organização, bem como de confiança no parceiro, ou uma alternativa igualmente válida nos tempos modernos?


 

44 comentários:

  1. Juntei os trapinho vai para um ano e desde o início que estipulamos que, cada um tem a sua conta e temos a conta conjunta. Nessa mesma, cada um deposita a metade relativa às despesas fixas + extras. O resto, cada um faz o que bem entender. Assim, ninguém paga a mais ou a menos, é tudo por igual.

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  2. A muita gente ainda faz confusão esta divisão que fazemos
    Dizem que nem parece que somos casados!

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  3. Também é uma opção
    Acho que cada casal deve gerir essa parte financeira como achar melhor, e bem entender, sem ligar ao que é normal, ou ao que os outros possam pensar ou dizer.

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  4. Cá em casa fazemos maios ou menos como tu Marta, temos contas separadas e cada um tem a seu cargo despesas da família. O que sobrar, compro algumas "prendinhas" para mim ou para a minha filha Beatriz.

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  5. Funciona bem, cada um pode agir de acordo com a sua personalidade (no meu caso, eu mais poupada, o meu marido mais gastador), e evitam-se surpresas ou até desentendimentos por causa do dinheiro, ou aquele constrangimento de um estar sempre a pedir ao outro dinheiro para comprar alguma coisa que queira, por mínima que seja.

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  6. Acho a vossa solução muito boa, não acho que seja a ideal para mim, mas se funciona convosco, está perfeita. Contas e dinheiros separados evita uma série de desavenças e, se pensarmos bem, é a mais justa. Sou independente demais para me ver a dar satisfações do que gasto e não sou adepta de andar a controlar os gastos de outra pessoa.
    Já agora, o meu ideal (que não pratico, porque não tenho com quem ;) ) é uma espécie de terceira conta onde cada um depositaria uma quantia acordada por ambos e que serviria para pagar todas as contas conjuntas. Ou seja, em vez de um pagar a renda, outro a água..., essa conta pagaria todas essas despesas. Com o que cada um fica na sua conta, faz o que quer e não há "sarilhos").

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  7. Penso que cada casal deverá chegar, entre si, à melhor forma de gerir a parte financeira, até mesmo nos casos em que um ganha mais que outro, ou tem mais gastos que o outro.
    E a forma como resulta com uns, não tem necessariamente de funcionar ou ser a ideal para outros.

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  8. Para mim, faz todo o sentido. Aqui por casa também fazemos mais ou menos assim. Já passei por outra relação em que tinhamos conta conjunta e o resultado foi catastrófico por isso acho preferível alguma separação a nível financeiro.

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  9. Por acaso ambos temos a mesma conta bancária e não fazemos a distinção a esse ponto e lá vão 14 anos de casamento. Nunca tivemos problemas relacionados com gastos pessoais. Isto pq quando começamos a namorar tivemos uma conversa sobre finanças e quais os nossos objectivos e responsabilidades e por ambos termos a mesma visão sobre a vida. Por isso talvez para mim confesso que é algo estranho essa situação de contas separadas. Mas claro acho que cada casal deve ter a relação que mais lhe é adequada.

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  10. Acho que isso depende de caso para caso. Pareceu-me que a maioria dos comentários é de pessoas que fazem gestão dividida das despesas. Também conheço um casal muito conservador e tradicional, na casa dos 60 e tal anos, casados há mais de 40, mas que vão jantar fora e cada um paga o seu. O meu caso é diferente. Nós gastamos dinheiro de um bolo comum, independentemente do cartão que é usado para pagar uma despesa. Vamos gerindo conforme o dinheiro que está em cada conta.
    Penso que esse modelo também funcionará melhor quando não existem grandes disparidades de ganhos e por isso a divisão das despesas comuns pode ser equitativa e ainda sobrar para cada um "gastar o seu". No nosso caso, existe uma grande disparidade salarial entre ambos e esse cenário não seria de todo possível. Implicaria termos um nível de vida mais baixo ou o ordenado de um de nós não suportaria metade das despesas comuns, quanto mais sobrar para gastos pessoais. Como tal, o dinheiro que ganhamos os dois é para um bolo global, que vamos gerindo em conjunto.
    Independentemente disso, pelo nosso funcionamento como casal, sei que o faríamos mesmo que fosse possível essa gestão dividida. Temos valores e formas de estar na vida muito semelhantes, confiança total um no outro e nada a esconder. Não estou a dizer que os outros não tenham. Mas connosco, a partilha total é o que funciona melhor e nem nunca equacionámos de outra forma. Ainda hoje ao almoço comentávamos a rir que há mais de 10 anos, com pouco mais de 6 meses de namoro, comprámos uma casa os dois - o que, para a maioria das pessoas, pode parecer uma loucura. Um de nós já trabalhava há bastante tempo e tinha um ordenado simpático, o outro tinha começado a trabalhar há pouquíssimo tempo, nem efectivo estava. No entanto, mesmo à época, nunca nos passou pela cabeça fazer de outra forma.

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  11. Sim, é ainda mais usual para quem já passou por más experiências.
    Quando pensei em ter uma vida a dois, era essa a minha ideia, mas algumas bocas levaram-me a optar pela divisão. E quando me juntei com o meu actual marido, decidimos assim logo de início.

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  12. Provavelmente, há vários anos atrás, também acharia estranha essa divisão.
    Quando existem duas pessoas com formas de pensar semelhantes, noção das responsabilidades e objectivos comuns, faz sentido.
    Mas se existem divergências, e se as mesmas puderem resultar em discussões, ou prejuízo para uma das partes, é melhor separar.

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  13. Muito obrigada pelo comentário, Ana!
    Penso que a confiança, ou melhor, a falta dela, também poderá influenciar a decisão, a par com objectivos e formas de pensar e estar distintas, ou até más experiências anteriores.
    Eu, no que respeita a finanças, sou muito cautelosa, controlada. E há certos gastos que, se dependessem de mim, e estando num bolo conjunto, não concordaria. Assim, cada um faz o que bem entende.

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  14. Bom tema, este.
    Do que conheço dos membros da família, sobrinhos, há uma terceira conta que é gerida para as despesas da casa e do.dia-a-dia.

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  15. Acho perfeito... ou então não... Seria perfeito se, como no meu caso, a mulher ganha um terço do homem...
    Como dividir despesas quando um ganha o ordenado mínimo (por exemplo) e o outro três vezes mais?
    Como se pagam as despesas a meio nestes casos?... Ou até em ordenados um pouco superiores mas onde exista uma enorme discrepância? É que a desigualdade continua a beneficiar os homens e num grande número de casos, infelizmente, a autonomia e independência não é viável... Nem sempre é uma questão de modernidade ou falta dela. É mais uma questão de desigualdade.

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  16. É uma opção. No fundo, não deixa de ser uma divisão.

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  17. No nosso caso, eu ganho menos que o meu marido, e o meu ordenado dá apenas para a alimentação para mim e para a minha filha, despesas da casa, a renda da casa e alguns extras como telemóvel, explicação, alguma coisa para a escola.
    O meu marido, ganha um pouco mais que eu. E todas aquelas despesas que ele até quer que nós tenhamos, mas que da minha parte ele sabe que não posso pagar nem ajudar, ele assume o compromisso.

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  18. Nem mais, até que para ter contas conjuntas implica mais custos e não justifica! Cada um gere a sua carteira como quer.

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  19. Eu acho que é uma maneira como outra qualquer de gerir as finanças de uma família, e cada casal deve fazer como acha melhor sem ligar aos comentários de terceiros, porque o dinheiro é uma coisa séria e provoca desgaste desnecessário num casal.. No meu caso é uma conta conjunta para as despesas comuns. Comunicação, é sempre o elo mais forte do casal.

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  20. Quando o marido quer dar uma tem que te pagar ? Mas que disparate esse de carteiras separadas ? Se ficares doente e não tiveres dinheiro para os medicamentos… bem deves passar sem eles. Que egoísmo é este em que as pessoas querem e não querem ? Casamento é partilhar as coisas boas e coisas más, eu tenho conta conjunta com a minha esposa desde sempre, ela está desempregada à 5 anos e nunca na vida me passou pela cabeça perguntar-lhe onde gasta o dinheiro que eu ganho. Se ela quer ir tomar um lanche com as amigas vai, tem um cartão multibanco da conta conjunto. Se um dia eu ficar desempregado e sem dinheiro teremos que enfrentar as dificuldades em conjunto. Se não querem viver em comunidade, pois fique sozinhas.

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  21. No contrato assinado de casamento basicamente utiliza-se o termo "partilha de bens adquiridos". Na minha opinião, talvez o que isto queira dizer é que 50% do que o homem ganha é da mulher e 50% do que a mulher ganha é do homem. Pondo isto em prática se o homem ganha o ordenado de 650 euros líquidos tem que colocar na conta da esposa 50% do valor (325 euros) e se a esposa ganhar 1100 euros por mês esta tem de colocar 50% do valor ou seja 550 euros euros por mês na conta do marido. Depois, cada um, na sua conta individual faz o que bem entende. Depois pode-se criar a conta conjunta (do género como a conta do condominio) onde se define as despesas domésticas e estas são pagas a 50%. Cada um contribui para essa conta comum com igual valor. Outras despesas como despesas com automóvel do marido vejamos que o talvez o carro pode ser considerado de ambos (não é so do marido, mas para uso dos dois). E a despesa pode ser 50-50 na mesma.

    De qualquer maneira o ideal é seguir como Cristo diz: "mais vale dar que receber". Depois acho que os casais podem é sim começar o despique não de quem retém mais para si e para as suas coisas pessoais, mas quem dá mais ao seu próximo, para que ele se sinta melhor. Acho que a ideia do "ama o teu próximo como a ti mesmo" deve regular o bom senso com vista à criação de relações com base em sentimento de amor, respeito e justiça mútua.

    Fica a ideia :-).

    Fernando Jorge

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  22. Este é um assunto que tenho pensado muito ultimamente.

    Aqui em casa existe uma enorme disparidade. Ele ganha mais do dobro do que eu. Eu sou muito poupada e ele esbanja/desperdiça muito dinheiro.

    Temos partilhado as despesas a meio mas tem sido um enorme sacrificio financeiro para mim.

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  23. Pensei que era só eu que vivia uma situação dessas. Obrigado pelo tema.

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  24. Acho que revela desconfiança mútua, que não será a melhor base para uma relação. E, a menos que as despesas sejam divididas a meio entre os dois (o que é difícil havendo salários bastante diferentes) pode levar a discussões futuras. Porque não é lógico que o que ganha menos, não podendo contribuir com 50% das despesas, ainda fique com dinheiro para os tais extras. Se não tem para o bem comum, como pode ter para si próprio. Mas desde que funcione e seja livremente aceite pelos dois, qualquer regra é boa, claro. Para mim seria difícil...

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  25. A desconfiança e insegurança, sobretudo quando um dos membros do casal é um gastador nato e o outro não, pode levar a que se opte por contas separadas. Por vezes, há situações de dívidas, créditos, gastos que podem desestabilizar toda a economia familiar, por parte de um dos membros, quando a conta é comum.
    Penso que tem que haver bom senso, concordância e flexibilidade de ambas as partes.

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  26. Por aqui também. Até agora, tem funcionado, e já não me vejo a fazê-lo de outra forma.

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  27. Também eu! E já por diversas vezes fui criticada por isso

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  28. Quando assim é, penso que o melhor é sentarem-se e conversarem sobre as despesas indispensáveis que podem pagar em conjunto, e contribuírem os dois para as mesmas, numa conta comum. E, depois, com o restante, se sobrar, cada um faz os gastos extras que entender.
    Como já referi antes, há também que haver bom senso e flexibilidade, no sentido de, caso um ganhe um ordenado muito superior ao outro, dar um maior contributo, se assim o entender.

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  29. Obrigada pelo comentário, Fernando!
    Para ser sincera, não vejo o casamento como um contrato (embora juridicamente seja exactamente isso), e há muitas coisas que devem ser partilhadas, para lá das finanças, tais como as que refere - amor, respeito, cumplicidade, confiança e por aí fora.
    Eu considero que uma contribuição na medida do ordenado que cada um ganha seria o mais justo.
    Quando me refiro a um pagar as despesas do carro, e o outro as das casa, não é porque uma coisa seja de um, e a outra de outro, e só um se sirva delas. É apenas um acordo. No nosso caso concreto, eu já pagava a renda, quando o meu marido foi para lá, e ele já pagava a prestação do carro, quando nos juntámos. Apenas mantivemos o que já existia.
    Por outro lado, tenho uma filha que não é dele, e com gastos que não seria justo ele contribuir. Já o meu marido, gosta de investir em cursos de formação, que considera que eu não tenho que ajudar a pagar.
    Ou seja, apesar da divisão, entendemo-nos, e é o que mais importa.

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  30. Olá :) apareci aqui um bocado perdida porque vi na página do sapo e acedi por curiosidade. Assim, decidi dar o meu testemunho porque realmente foi um tema que me despertou interesse.

    Estou junta há cerca de 1 ano e as despesas sempre foram todos dividas igualmente pelos dois.
    Apesar de termos sálarios diferentes, as despesas são conjuntas e no seu todo. Desta forma, arranjamos uma app que nos auxilia com essa gestão e colocamos todas as despesas que temos: jantares fora, take aways, renda, luz, agua, gás, padarias, supermercados, entre outras.
    No final/inicio de cada mês ajustamos o que devemos: se ele me deve a mim, ou eu a ele, liquidamos o valor.

    Para nós funciona bem desta forma e não tenho ninguém que me controle os gastos na roupa ehehehe.

    Nesta fase, juntamos em conjunto para um dia mais tarde (em partes iguais) e temos cada um o seu dinheiro e a liberdade de fazer o que bem lhe apetecer.

    Isto também porque numa relação que tive anteriormente, e apesar de ainda não viver junto com ele, questionava sempre a razão de eu gastar X dinheiro em X coisa/objeto/viagem ou item. Mesmo sendo apenas um comentário, era um comentário desagradavel.

    Beijinho :)

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  31. Ao contrário do que afirma, pelo menos no nosso caso concreto, não há egoísmo. Há flexibilidade, bom senso. Ninguém fica sem medicamentos, ninguém fica sem comida, ninguém fica privado ou impedido de ter as coisas essenciais e básicas. Quando um não pode, o outro avança.
    Enfrentamos na mesma as coisas boas, e as dificuldades.
    Mas, só porque somos casados, não temos que fazer tudo em conjunto, e isso inclui as finanças.

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  32. Obrigada pela visita, e pelo testemunho.
    É disso que mais gosto na partilha destes textos: perceber como funciona com os outros, conhecer outras experiências, ouvir outros testemunhos.
    A app de que fala é uma excelente ajuda no controlo dos gastos. Eu não uso app, mas vou anotando tudo o que gasto, e com o quê, para me ir controlando.
    Penso que a partilha total resulta melhor em primeiras relações, ou quando os membros do casal têm formas de pensar semelhantes.
    Mas, quando há diferenças significativas, ou já vimos escaldados de relações anteriores, torna-se mais complicado confiar.
    Há comentários que não matam, mas moem! E foi a partir desse tipo de comentários que tomei a decisão das contas separadas na anterior relação, que acabou por se tornar algo assente à partida, nesta actual.

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  33. Cada casal deve adoptar à maneira/realidade de cada um, e não deve seguir-se pelo o que os outros dizem ou possam pensar. No entanto, confesso que a realidade das contas separadas ainda me faz um bocadinho confusão. Nada contra, mas penso que não funcionaria connosco enquanto casal.
    Numa relação há 12 anos, casados há 3 anos, onde já passamos por fase de desemprego de um e de outro, por grandes disparidades salariais entre os dois e agora com salários praticamente semelhantes, sempre funcionamos com conta conjunta. Só temos uma conta, onde caiem os ordenados e as respectivas despesas são todas retiradas do mesmo local.
    Nunca tive de pedir autorização para comprar o quer que seja, nem pedir dinheiro, nem ele o fez. Basicamente é olhar para a conta e perceber se aquele mês será o melhor para fazer investimentos pessoais ou uma compra de luxo. Quando existem despesas extra é falado e decidido pelos dois. Se tiver que ir ao cabeleireiro vou, se ele for jantar com os amigos vai, se me apetece um livro e ele um cd de música compra. Não justificamos nada um do outro. O dinheiro é dos dois, e é gerido pelos dois como pessoas adultas e com bom-senso.
    Pagamos um casamento assim (sem fazer distinção se a despesa era da noiva ou do noivo, simplesmente íamos pagando confirme as despesas iam aparecendo) já compramos casa nestes modos e comprámos um carro a pronto desta forma. Para mim não faria sentido de outra forma porque onde existe confiança, transparência e respeito. Acho que o essencial é conhecer os objectivos comuns do casal e alinhar formas de estar e gerir o dinheiro comum.
    Mas cada casal deve perceber como é o melhor para eles e o que funciona melhor para que exista felicidade! Quem sabe se também não funcionaria também para nós assim.

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  34. Por aqui, cada um tem a sua conta e temos também a conta conjunta onde cada um coloca o proporcional ao ordenado que recebe, sendo que, é desta conta conjunta que pagamos as despesas conjuntas. :)

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  35. Essa é uma prática comum e vencedora cá em casa há vinte anos.

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  36. Por aqui também! Já não imagino fazer as coisas de outra forma.

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  37. Cada um sabe de si mas, para mim, não faz sentido. Vida em comum é isso mesmo. Em comum. Mas isso é, reitero, para mim que sou casado há 32 anos...

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  38. E se funciona, não há porque mudar.
    Penso que qualquer opção é válida, desde que ambos estejam de acordo. Resulta melhor quando há formas de pensar semelhantes, objectivos comuns. Pode trazer dissabores quando cada um tem uma forma de gerir diferente, interesses e objectivos diferentes, ou outras circunstâncias particulares de casa casal, em que há necessidade de precaver e prevenir.

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  39. Vivo com o meu namorado há 2 anos e vamos casar e desde sempre que a realidade das contas separadas me fez muita confusão.
    O casamento - ou a união de facto, consoante os casos - tem características muito próprias e uma delas é, precisamente, a comunhão de mesa (aqui entendida como comunhão de vida económica).
    Caso contrário, a relação não é tipicamente a de um casamento.
    No meu caso eu ganho muito mais do que o meu namorado e isso não é impedimento nenhum para que a conta seja conjunta.
    Sei de pessoas que se queixam "ah, eu quero comprar isto mas ele não concorda. Se tiver uma conta só minha então já posso comprar". Isto não é um casamento. Um casamento é as pessoas conversarem sobre as coisas que querem e chegarem a uma solução que satisfaça ambas as partes.

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  40. O casamento entre duas pessoas são essas mesmas pessoas que o fazem, e estabelecem as regras entre si, sobre como o vivem, sejam elas quais forem. Não devemos viver a nossa vida agarrados a estereótipos, a definições pré estabelecidas que, hoje em dia, já estão desajustadas da realidade.
    Acho que é um pouco como a regulação das responsabilidades parentais. Tudo o que fuja da regra da guarda para a mãe, e do fim de semana para o pai de 15 em 15 dias, que vigorou durante décadas, já parece estranho. No entanto, cada vez mais os pais fazem acordos fora da norma, e cada vez mais os juízes decidem pela guarda partilhada, que ainda causa imensa confusão a muitas mães.

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  41. Olá Marta.

    Vivo junta a cerca de uma ano. Ele nunca contribui para as despesas nem de água, luz, tv cabo supermercado ou outras despesas. E se existem despesas extras sou eu a pagar. Nunca me pergunta o que está para pagar. Sabe que as despesas são elevadas mas não ajuda.
    Cada vez que tento falar sobre dinheiro e acerca das contas ele exaltasse e é uma guerra de meia-noite como lidar com esta situação?
    Eu já nem sei o que fazer parece-me que ando a sustenta-lo e já estou a ficar farta, depois ainda tem a lata de dizer que a carteira é em conjunto e que se eu pago é porque posso porque ganha pouco . Os ordenados são equivalentes.
    Como Lidar com esta situação ?


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  42. Bom dia.
    Essa é uma situação que só os dois poderão resolver.
    Vida conjunta implica partilha de despesas, ou um acordo prévio sobre como vão funcionar as coisas, e quem vai pagar o quê.
    Se não está satisfeita, é melhor sentarem-se e conversarem, para esclarecer o que não lhe agrada, e que espera que colabore daqui em diante.
    Mas se não conseguem ter uma conversa, se já há acusações, desculpas e um sentimento de que existe mais uma relação de conveniência financeira do que amor, então talvez seja melhor repensar a relação.
    Por vezes, as pessoas aproveitam-se da generosidade dos outros, e vão-se acomodando, até porque o outro não diz nada e aceita esse abuso, não o vendo, no início, como tal.
    Mas, com o passar do tempo, e ao ver que aquilo que poderia ser uma ajuda inicial se torna uma rotina adquirida, a pessoa começa a ver as coisas com outros olhos, e é melhor resolver o quanto antes a situação, antes que se arraste.

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