quarta-feira, 10 de abril de 2019

A consulta dos 15 anos

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Ontem foi dia de consulta com a médica de família.


Bem, com a médica de família é uma maneira de dizer porque parece que agora, tudo o que antes fazia a médica de família, agora é a interna que a substitui.


Aproveitaram que os jovens estão de férias da Páscoa para marcarem estas consultas que fazem parte do programa, sendo esta a consulta dos 15 anos.


 


 


A consulta propriamente dita, é precedida de uma consulta de enfermagem, onde veem o peso, altura, IMC, tensão arterial e a enfermeira faz algumas perguntas da praxe, não só em termos médicos, mas também a nível escolar.


Já com a médica, após uma primeira abordagem geral, é pedido ao acompanhante adulto que se retire durante algum tempo, e deixe os filhos para uma conversa a sós com a médica.


 


 


De volta ao gabinete, o recado foi:


 


Melhorar a alimentação - eu bem tento, mas não tem sido fácil


Falou do cálcio do leite, que é importante beber mais do que apenas um copo por dia - então em que é que ficamos: deve-se beber leite, ou o cálcio está presente noutros alimentos que o substituem?


E recomendou pão de forma, para o pequeno almoço!


Mais sopas, mais fruta, menos doces, bolos e afins, menos fritos.


 


Uma receita de vários produtos para combater o acne, que me ficaram em quase 60 euros (espero que valham bem a pena o dinheiro gasto, e que ela os utilize)


 


Umas análises - ao colestrol e afins, e também aquela que pedi, para saber qual o grupo sanguíneo da minha filha


 


A indicação de que deveria frequentar uma actividade extra curricular, nomeadamente, a dança, que é o que ela mais gosta, pelo menos duas vezes por semana, porque isso a irá ajudar a desenvolver outras competências que poderão vir a ser úteis para completar o 12º ano.


Eu até não me importaria, se não tivesse já todas as despesas que tenho, inclusive com a explicação de matemática.


E também não me importaria, se ela tivesse um horário e tempo disponível para isso, o que não é o caso.


De qualquer forma, embora eu compreenda que lhe faria bem, e que é algo de que gosta, também é verdade que muitos de nós nunca precisámos de nada disso para nos sairmos bem no ensino secundário.


 


 


A conclusão a que chegámos: 


A médica fez o papel que lhe competia, e transmitiu os conselhos que deveria.


Cabe a nós segui-los ou não, porque cada um sabe de si, e nem sempre é possível colocá-los em prática.


Até porque, muitas vezes, nem os próprios médicos praticam aquilo que aconselham aos pacientes!


Eu já tinha constatado, e a minha filha saiu de lá com a mesma ideia: não simpatizamos com a médica. Não é que não fale bem ou seja antipática. Simplesmente, com aquele ar de superioridade, mas ao mesmo tempo sonso, de quem acabou o curso há meia dúzia de anos, não consegue cativar da mesma forma que a nossa médica de família que, apesar de ter os seus dias de fugir, quando está em dia sim, é espectacular.


 


 


 

8 comentários:

  1. É uma chatice quando não é a nossa médica de família. Já quase que sabemos o que ela, médica de família, irá dizer mas, é nossa. Parece tudo muito fácil mas não é porque ainda não se convenceram que num orçamento familiar não estica. Depois á aquela frase “célebre” “- Se em casa houver comem.” Duvido que se fosse mesmo a médica de família, por mim falo, a atender receitasse tanta coisa. O meu marido não tem jeitinho nenhum para marcar consultas para o meu filho. Marcou quando ele começa as aulas do 3.º período, claro que teve que desmarcar. O que vale é que eu tenho consulta e vou falar com ela para ver o que ela me diz sobre quando é que pode vê-lo. Enfim.

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  2. Neste caso, foi a enfermeira que enviou carta a marcar a consulta e, como até calhava em férias, deu para ir.
    Tecnicamente, esta médica está a trabalhar em conjunto com a nossa médica de família, a fazer o internato (não sei bem se é esta a denominação) sob a orientação da nossa médica só que esta, como tem outros assuntos e responsabilidades, parece estar a delegar este tipo de consultas para a sua interna.

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  3. Por vezes eles também têm de se proteger de alguma forma, e por vezes passam a ideia errada.

    Parecem-me tudo bons conselhos, uma actividade física é muito boa para tudo, mas entendo bem a questão do orçamento, no entanto, acho que vale muito o esforço.

    Beijinhos
    https://titicadeia.blogspot.com/

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  4. Da consulta, o que mais me intrigou foi, de facto, a questão do leite. E só à noite soubemos a do pão de forma. Ora, como sabemos, qualquer pão é mais saudável que o pão de forma!
    A minha filha gosta muito de dança e, nos últimos 2 anos, teve aulas, uma vez por semana.
    Mas este ano, com o custo adicional da explicação, e o horário preenchido, para além dos vários trabalhos, testes e exames no final do ano, tornou-se impossível.

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  5. Os médicos fazem o seu dever, que é prevenir, aconselhar, medicar, ouvir, etc.... e cabe a nós seguir ou não. Beijinhos

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  6. É muito importante que, mesmo em idade mais jovem, os estudantes continuem a fazer as suas consultas de rotina...

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  7. Nestas idades, cada vez menos os jovens vão a este tipo de consultas.
    Até porque, como li algures, associam estas consultas à infância, quando agora já são adolescentes.
    As próprias salas onde são atendidos, e a sala de espera, está vocacionada para os mais pequenos, e não para jovens destas idades, pelo que acabam por se sentir deslocados.

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  8. Sim, mesmo dentro daquilo que os médicos nos dizem, temos que perceber o que podemos colocar em prática ou não. Beijinhos

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