sexta-feira, 12 de abril de 2019

Perdida - o filme

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A Netflix está a apostar em grande, em filmes e séries na língua espanhola, sejam eles mexicanos, espanhóis, colombianos ou, como é o caso deste filme, argentino - Perdida.


 


 


Tudo começa quando um grupo de jovens faz uma viagem até à Patagónia. Lá, fazem o que todas as adolescentes fazem: divertem-se, bebem, dançam, falam de rapazes e atiram-se a eles.


Mas nem tudo corre como deveria, e Cornélia, a melhor amiga de Pipa, desaparece sem deixar qualquer rasto.


Ninguém sabe o que lhe aconteceu, e o corpo nunca foi encontrado.


 


 


Passaram-se 14 anos. 


Cada uma daquelas jovens seguiu a sua vida.


Pipa é agora uma agente da polícia, que persegue raptores de crianças.


Cornélia foi dada como morta, depois de uma longa investigação sem qualquer pista que pudesse indicar o contrário.


 


 


No entanto, passados estes 14 anos, a mãe de Cornélia continua a não conseguir fazer o luto, por não saber o que aconteceu, e considera que Pipa é a única pessoa capaz de investigar e desvendar o mistério, sobre o que realmente terá acontecido à sua melhor amiga.


 


 


Apesar de renitente em voltar a remexer no passado, Pipa acaba por iniciar a sua própria investigação, que colocará em perigo, não só os que lhe são mais próximos, como a sua própria vida.


 


 


 


Sinopse:


"Anos após o desaparecimento da sua amiga na Patagónia, uma mulher polícia inicia uma investigação para obter repostas, mas depressa percebe que a sua vida corre perigo."


 


 


Trailer:



 


 


Para reflectir:


 


Poderiam as coisas ter sido diferentes?


 


Poderia alguma daquelas adolescentes ter feito algo que mudasse a história?


 


Pode uma amizade sobreviver ou voltar a existir, quando todo o passado e caminhos distintos se interpõem entre duas pessoas, criando um fosso instransponível entre elas?


 


Pode o passado (ou acontecimentos traumáticos), que afastou duas pessoas, ser o mesmo que acabou por unir uma delas a outra totalmente distinta?


 


São esses acontecimentos, esse fardo, esse passado que carregamos dentro de nós, os responsáveis pela pessoa que hoje somos, ou essa é uma escolha que depende somente de nós - matar quem fomos, para dar lugar a quem somos, em quem nos tornámos? 


 


Será que existem verdades que devem ficar enterradas? 


 


Ou valerá a pena enfrentar as consequências de uma verdade trazida à luz, que causará sofrimento a todos os que rodeiam?


 


 

11 comentários:

  1. Excelentes questões.
    Para os pais, e por mais que doa, será sempre saber o que aconteceu.
    Seja qual for a resposta, vai doer, vai mexer com a vida de todos, e fazer o luto está no direito deles, sobretudo quando essas pessoas acreditam que ela pode estar viva.
    Marta, vemos notícias de famílias que têm os filhos em cativeiro 10,20 anos e que ninguém desconfiou de nada, um pai ou uma mãe que crêem que o seu filho pode estar vivo, querem saber a verdade.
    Bom fim-de-semana.

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  2. Uma história bem interessante,mais uma a caminho dos meus favoritos ;)

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  3. Obrigada pela partilha! Parece ser super interessante. Um beijinho

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  4. Tantas questões...
    "Pode uma amizade sobreviver ou voltar a existir, quando todo o passado e caminhos distintos se interpõem entre duas pessoas, criando um fosso instransponível entre elas?"
    Vou só comentar esta questão isoladamente, até porque não vejo a série!
    Acho que a amizade prolonga-se no tempo sim, se nada se interpor...porque a partir do momento em que começam a existir muitos mas, muitas dúvidas, muitas pontas soltas e até afastamentos incompreensíveis... na minha maneira de ver as coisas, passamos rapidamente a colegas se não até apenas conhecidos! Mas lá está, isto acontece quando as pessoas desconhecem o verdadeiro significado da amizade.
    Bom fim de semana Marta!

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  5. Para as questões que colocas, é um filme ao meu estilo!

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  6. Não se pode dizer que seja um grande filme mas, para mim, cada vez mais, os filmes têm que me dizer algo, fazer reflectir sobre algo, mesmo que de forma ligeira e descontraída.
    E este conseguiu fazê-lo.

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  7. Neste filme, acredito que a mãe preferisse a verdade. Mas a própria filha determinou que ela permanecesse na ignorância, afinal, para todos os efeitos, aquela adolescente morreu, a cada dia que passou depois de desaparecer, e deu lugar a uma estranha, que é preferível ninguém voltar a ter na vida.

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  8. Acaba por ser uma história igual a tantas outras que já vimos, o que difere é mesmo aquilo sobre o qual ele nos faz pensar.

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  9. Bom, isso dependerá muito da perspectiva e gosto pessoal de cada um. Não é um filme que marque e que adicione aos favoritos, mas já valeu pela reflexão que retirei dele

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  10. Aqui neste caso, foram 14 anos de separação. E, com eles, acontecimentos que levaram a criar afinidade com outras pessoas, a transformar-se noutras pessoas, e a pôr um ponto final numa amizade que há muito deixou de o ser, e não tem volta a dar.

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  11. Para mim, séries e filmes só são válidos em tais circunstâncias. Daí, raramente gostar de americanices.

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