terça-feira, 14 de maio de 2019

A quem (ou ao que) nos agarramos nos momentos de dificuldades?

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Testemunhas de Jeová - parte I


 


No sábado passado, estava eu calmamente a sair de casa para ir estender roupa, quando sou abordada por três mulheres, que queriam conversar comigo sobre Deus e a Bíblia. Por certo, já saberão de quem se trata!


Por norma, despacho-as logo, até porque nada daquilo que me digam me fará mudar de opinião, mas desta vez, deixei-as falar.


 


Uma delas era mais nova, talvez até mais nova que eu e, apesar da sua crença, percebia-se que era uma pessoa com quem se poderia ter conversas interessantes. Ainda nos rimos com umas piadas, falámos de animais, era uma pessoa descontraída. As outras, mais velhas, não deviam estar satisfeitas com o rumo da conversa!


 


E, talvez por isso, a querer puxar a brasa à sua sardinha, uma delas perguntou-me:


"Então, quando a D. Marta tem algum problema, ou está a passar por dificuldades, em quem é que se apoia, como faz para ultrapassar?"


Respondi-lhe que, nesses momentos, luto como posso para ultrapassar, apoiando-me na família, que é quem está ao meu lado!


 


 


Aliás, os momentos mais complicados, problemáticos, difíceis, pelos quais passamos são, por norma, aqueles em que temos maior tendência a nos agarrar a algo, a aceitar apoio, independentemente de onde venha,  a procurar respostas, a depositar fé naquilo que nos der esperança de que tudo vai melhorar.


Mas são, também, os momentos em que estamos mais vulneráveis, susceptíveis e, como tal, aqueles em que tendemos a acreditar em tudo o que nos coloquem à frente dos olhos, a ser enganados.


Além de que, muitas vezes, as pessoas só se viram para a religião, para a fé, para pedir ajuda a Deus, quando estão mal. Depois, quando estão bem, não querem mais saber.


 


 


Como já aqui referi algumas vezes, aceito que as pessoas tenham que se agarrar a algo, se isso lhes der esperança, se as ajudar a seguir e frente, a minorizar o sofrimento e a dor, mas não me queiram "impingir" algo em que não acredito.


 

7 comentários:

  1. Também gosto de pensar pela minha cabeça!!! E quando tenho alguma dificuldade procuro a minha força interior e a minha família!
    Gostei do texto, Marta!
    Feliz Dia!

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  2. Lá em casa tenho um marido totalmente crente em Deus, enquanto que eu sou a céptica e descrente.
    Claro que, neste tipo de conversa, em que só querem vender o seu peixe, eu tendo a ser radical, por oposição.
    Creio que Deus, a existir, esteja dentro de todos nós, e não alguém ou alguma entidade que está lá no céu. Acredito que quem é crente, deve agir em conformidade no seu dia a dia.
    Mas também sei que, muitas vezes, em nome de Deus, muitas seitas/ religiões se aproveitam da fragilidade das pessoas para as enganar.
    Um bom dia para ti Luísa, com muito calor!

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  3. Eu não gosto nada que me tentem dar uma lavagem ao cérebro graças a Deus sei muito bem aquilo que sou e quero ;)
    Adorei o texto!

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  4. E são insistentes.
    Já me diziam que poderiam passar noutro dia, com mais calma, para me mostrar isto e aquilo.
    Tiveram sorte desta vez, e já chegou. Apesar de até nem ter desgostado da conversa, porque, lá está, a mais nova mostrou interesse em conhecer o meu ponto de vista, e não tentou dar-me a volta como costumam fazer.

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  5. Houve uma única vez em que parei para ouvir e foi a única até hoje em que os deixei falar. Estava doente, cansada, nem me apeteceu despachá-los. Mas o fim da conversa acabou como eu já sabia que iria acabar. Eu não sou crente e definitivamente não são essas conversas que me irão converter.

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  6. Lá por casa costumo ter várias conversas com o meu marido, porque eu não sou crente, mas ele sim.
    Não só a nível pessoal como naquelas questões "se Deus existe e é tão bom como o pintam, porque é que não defende ou protege os inocentes".
    Houve apenas uma pessoa que, em modo ficção, conseguiu dar-me uma explicação relativamente lógica para esse facto.
    Gosto quando as pessoas falam do seu ponto de vista, da sua experiência e do porquê de acreditarem naquilo que acreditam, desde que respeitem igualmente o meu ponto de vista, numa espécie de debate saudável, e não tentando impôr a verdade de cada um aos outros.
    E é isso que sinto na maior parte das vezes. Que a mensagem é unilateral, sem abertura. Destas 3 pessoas, só de uma delas senti que estava a ter uma conversa comigo, e não a apregoar.

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  7. Belo texto. Tb penso por mim e tento resolver as coisas. Tudo tem solução.
    Estas senhoras às vezes de tanto insistir tornam.se chatinhas. Noite tranquila

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