No outro dia fui à Caixa Geral de Depósitos.
Enquanto esperava pelo atendimento, observava uma senhora idosa que estava a utilizar a caderneta na máquina, para fazer as operações.
Atrás dela, um funcionário da CGD, supostamente, a ajudá-la.
Mas, na verdade, a forma como ele falava com a senhora, intimidava mais do que ajudava.
Para nós, geração das tecnologias, aquilo pode ser básico mas, para os mais velhos, nem por isso.
Nesses momentos, faz falta mais respeito, paciência e compreensão com os idosos.
No entanto, o funcionário falava como se se tratasse de uma criança, a quem já tinha explicado como se fazia, e que não havia jeito de aprender, com pouca vontade de ali estar, de explicar mais uma vez, mais interessado em olhar para o telemóvel, sem perceber que o dinheiro já tinha saído, e que devia dizer à senhora para o retirar.
Quando o fez, mais uma vez, aquele tom de saturação, de enfado.
Estas pessoas esquecem-se que, um dia, também lá chegarão, e não iriam, por certo, gostar que os tratassem assim.
Custa ver essas coisas.
ResponderEliminarEnsinar e ajudar é um dom... Seja para o fazer com crianças, jovens, adultos ou idosos....
ResponderEliminarOlá Marta. Infelizmente, deparamo-nos muitas vezes com essas situações. Os que atendem essas pessoas não têm "tato" nenhum. Julgam que essas pessoas para além das dificuldades de locomoção e a pele envelhecida também, são surdas e burras (sem ofensa a…). Muitos funcionários tinham que frequentar ações de formação sobre “atendimento ao público”, ou “curso de cortesia” ou outro parecido. Eu costume de dizer que doutores há muitos mas senhore(a)s á poucos. Cumprimentos lá para casa.
ResponderEliminarTriste a falta de respeito pelos mais velhos. Não suporto . E é em todo o lado. Bancos, transportes públicos até num voo assisti a uma hospedeira a descompor um passageiro. Não resisti e disse-lhe 2 ou 3 verdades.
ResponderEliminarOh Marta, que triste!!!
ResponderEliminarNão será só com idosos, acho que anda tudo impaciente e sem respeito nenhum por ninguém...
ResponderEliminarHá muita falta de empatia!
ResponderEliminarMesmo. Ainda hoje vi uma cena parecida, noutro serviço público.
ResponderEliminarA funcionária iam reclamando e mandando as bocas, mas naquele tom de condescendência, e a rir pelo meio, como se estivesse apenas a brincar.
Sim, é verdade. Mas os mais vulneráveis têm maior dificuldade em se "defender" destas pessoas.
ResponderEliminarO que não falta por aí é doutores a ostentar o título!
ResponderEliminarEnquanto vão apanhando estas pessoas mais vulneráveis, fazem o que querem. Mas, por vezes, apanham quem lhes faz frente e os põe na ordem, e aí já não gostam.
Beijinhos!
Se custa. E ali na CGD é sempre maioritariamente pessoas idosas que lá vão.
ResponderEliminarAté eu por vezes sou difícil. Quando me tentam explicar alguma coisa, eu tenho que saber tudo ao pormenor, senão perco-me. Mesmo que para os outros fique subentendido, para mim tem que estar tudo explícito, passo a passo.
ResponderEliminarPor vezes faz-lhes falta ouvir essas verdades, para ver se baixam a crista.
ResponderEliminarE vê-se tanto por aí
ResponderEliminarBaixou logo. Nem respondeu.
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