
É certo que, em determinadas disciplinas, ou se decora, ou não serve de nada. Ou se percebe, ou é para esquecer. Ou se gosta, ou já segue em desvantagem.
É também certo que o explicador apenas faz a parte que lhe compete, cabendo ao explicando fazer a sua.
E é verdade que, aquilo que parece tão simples, quando explicado com tempo, paciência e simplicidade, se pode tornar um bicho de sete cabeças, na sala de aula.
A minha filha teve explicações de matemática, pela primeira vez, no 8º ano, já a meio do segundo período. Por prevenção.
Enquanto foi percebendo a matéria, foi tirando boas notas. No último período, inteiramente sob o efeito das explicações, teve a pior nota do ano.
Este ano, começou logo no início.
No primeiro período, achou a matéria fácil. E, por isso, teve um 4, quase 5.
A matéria foi complicando, e as notas baixando. Na explicação, dizia que percebia a matéria e os exercícios mas, quando a professora mandava TPC's, por vezes, não sabia resolver. E como não era dia de explicação, lá tentava eu ajudá-la como podia.
Da mesma forma, o explicador foi sempre impecável, enviando a resolução de fichas, algumas das quais eu também tentava fazer.
Dizia ela que os testes que a professora fazia eram mais difíceis.
Acabou o ano com um 3, quase negativa, mas a professora não quis prejudicar a maior parte dos alunos, que estão com exame à porta.
Tem andado a fazer os exames dos anos anteriores, para praticar. Em alguns, teria tirado positiva mas, na maioria, tinha negativa.
Ainda está em explicações.
Mas, sinceramente, a conclusão a que chego, neste caso específico, é a de que as explicações não a ajudaram a melhorar as notas. Apenas a perceber determinados exercícios, no momento em que os resolve, com a ajuda do explicador, mas sem conseguir depois aplicar isso em outros exercícios.
De uma forma geral, se ela percebia a matéria, tirava boa nota. Se não, a nota baixava, e nunca a explicação mudou essa tendência.
Não será responsabilidade única do explicador. Ele não está na cabeça do aluno e não pode resolver ou fazer os testes por ele.
Haverá também alguma responsabilidade do explicando, se se der o caso de não querer saber ou aplicar-se o suficiente, de não se interessar pela matéria ou, simplesmente, não conseguir encaixar, por mais que tente.
Assim, deixo a pergunta a quem já teve explicações, ou tem (ou teve alguma vez) os seus filhos em explicações: as explicações resultaram mesmo?
Eu, por norma, tenho sempre bons resultados... Mas não é tudo 5...alguns meninos deixam apenas a negativa para obter um 3 bem pequeno... Outros passam da negativa para os bons... O explicador não faz tudo, depende do empenho do aluno e das dificuldades... Muitos até se esforçam imenso mas têm dificuldades imensas também! O mais importante é que o explicador nunca desiste de ajudar o aluno, enquanto alguns professores o fazem... O aluno precisa muito disso....
ResponderEliminarObrigada pelo comentário, Maribel.
ResponderEliminarDe facto, noto uma diferença do explicador anterior para o deste ano, sendo o último muito mais preocupado e sempre pronto a ajudar, esclarecer dúvidas, mas mais no imediato.
No entanto, na prática, sinto que, se ela não tivesse tido explicações, os resultados seriam os mesmos.
Eu tive explicações de matemática mas na verdade não resultou muito, mas também na altura eu não andava muito concentrada!
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