quarta-feira, 31 de julho de 2019

Aquele momento em que...

Imagem relacionada


 


... achamos que está tudo pronto e organizado e, quando vamos ver, falta qualquer coisa, temos que fazer de novo e o tempo está em contagem descrescente!


 


 


No dia anterior preparei tudo. Só faltava registar e imprimir no dia seguinte. Coisa rápida. 


Seria algo simples, feito com calma e com tempo.


No dia seguinte, percebo que não encontro os ficheiros, ou encontro, mas afinal ficou um gravado em cima de outro, e agora falta um deles.


Já não tenho assim tanto tempo. A coisa começa a complicar. A pressão a aumentar.


É preciso repetir trabalho e, já se sabe que, com pressa, pode sair ainda mais asneira.


 


 


No final, depois de tudo concluído, descobri aquilo que não encontrei na altura! 

terça-feira, 30 de julho de 2019

Quase três horas à espera da afixação das turmas!

Resultado de imagem para turmas


 


Liguei ontem para a nova escola da minha filha, para ver se me sabiam informar quando seriam publicadas as turmas.


Informaram-me que seria ontem, a partir das 18 horas, e que deveria ir antes das 20, porque senão o porteiro não deixaria entrar.


 


 


A minha filha chegou lá já passava das 18.30 horas. Ainda não se sabia de nada. Os portões estavam fechados, as turmas por afixar. 


A essa hora, já estava um grande grupo à espera, desde as 18 horas.


Eu saí do trabalho, e fui ter com ela à escola. Cheguei perto das 19.30 horas. Ainda nada. Apenas a informação de que estavam para sair, e que o horário tinha sido alargado até às 21 horas.


 


 


Estava um frio de rachar, vento, já doía os pés à maioria das pessoas.


Algumas desistiram. Outras, foram chegando.


Perto do portão, um grupo de jovens a fazer adivinhar onde a minha filha se vai meter!


Sempre que saía um professor, dizia que estava quase. Que já estavam a ser afixadas.


Ah e tal, mais 20 minutos.


Já eram 20.30...


 


 


Quando, finalmente, perto das 21 horas, abriram o portão, era ver todos a correr para o local, para chegar primeiro, e conseguir ver a sua turma.


Tentámos no bloco mais vazio, mas era do 12º ano.


Voltámo-nos para o outro lado. Toda a gente ao molho, como se estivessem ali a entregar notas de 100 euros ao pessoal.


Espreitámos numa das pontas. Eram do 11º ano. Fomos à ponta contrária. Eram turmas dos cursos tecnológicos.


Para nosso azar, as turmas que queríamos estavam no centro, no meio da confusão.


 


 


Lá conseguimos furar.


Encontrei a turma de Artes. Abaixo, duas de Línguas e Humanidades. Ela não estava em nenhuma.


Estiquei-me um pouco, para ver as do lado. Lá encontrei o nome dela!


Só tive tempo de tirar uma foto, e tivemos que sair dali antes que ficássemos entaladas.


 


 


E sim, acaba por ser uma estupidez termos ido todos a correr ver as turmas ontem, quando as mesmas vão ficar ali afixadas por algum tempo, e poderíamos vê-las com mais calma, noutra altura.


É o que eu tenciono fazer.


Mas a maioria dos que ali estávamos queríamos ter a confirmação de que os nossos filhos ficavam colocados na escola escolhida.


 


 


Em casa, com calma, percebemos que não há um único aluno conhecido da minha filha na turma dela. Escola nova, colegas totalmente novos.


À partida, terá as disciplinas que escolheu. Pelo menos, aparecem lá, com a cruzinha assinalada em alguns dos alunos da turma. Provavelmente, terá essas disciplinas com alunos de outras turmas que também as tenham escolhido.


 


 


Esperemos que não seja uma saga idêntica quando saírem os horários!

Geração ON - uma forma diferente de ocupar as férias de verão

Resultado de imagem para geração on mafra 2019


 


Chegam as férias de verão, e os jovens querem é aproveitar as férias ao máximo, dormir, ver aqueles filmes e séries que estão em lista de espera, estar com os amigos, e por aí fora.


Há os que querem ir à praia com os amigos, ir até uma esplanada, mas também os que ficam em casa o dia todo.


Os que não têm com que se ocupar, que estão dependentes das férias dos pais para sair, os que passam os dias divididos entre o pc, o telemóvel e as consolas.


Isto até pode parecer divertido nos primeiros tempos após o final das aulas mas, depois, acaba por se tornar aborrecido. 


 


 


A Câmara Municipal de Mafra (ao que parece algumas câmaras têm projectos idênticos) propõe aos jovens do concelho uma experiência diferente, para ocupação do tempo livre nas férias de verão que proporciona, simultaneamente, um primeiro contacto com o contexto laboral e um rendimento extra que vem sempre a calhar.


 


 


Todos aqueles que tenham entre 16 e 25 anos, o 9.º ano de escolaridade (ou frequência do mesmo no ano letivo 2015/2016) e residência no concelho de Mafra, podem inscrever-se e fazer parte da Geração ON. 


O programa decorre entre 1 de julho e 15 de setembro, através da realização de diversas atividades e tarefas, nos serviços ou projetos municipais e outras entidades de acolhimento, desenvolvendo ou explorando as suas competências.


Existem vários turnos, delineados de acordo com as especificidades das entidades e serviços de acolhimento, sendo que alguns decorrem em simultâneo.


Por cada hora de trabalho, a Câmara Municipal de Mafra paga 2 euros.


 


 


Os serviços vão desde os mais simples para os mais jovens, a outros mais exigentes, para os mais velhos e aqueles que estão a tirar licenciaturas, contando, este ano, para além do habitual, com a Geração ON Eventos, e a Geração ON Natura (que incluem os Centros Azuis, em praias do concelho).


 


 


Este projecto não é novo.


No meu tempo, já existia, com a denominação de "Jovens em Acção".


Na altura, participei um mês na secção de Contencioso, outro na de Contabilidade, e um terceiro na de Recursos Humanos, da CMM. 


O trabalho consistia, basicamente, em arquivar documentos, tirar cópias, fazer recados, sendo que volta e meia lá explicavam um pouco do que se fazia em cada secção.


Depois, fiz dois turnos na Biblioteca de Mafra, onde gostei mais de estar: atendia os clientes que iam requisitar ou devolver livros, arrumava a secção de livros infantis, entre outras coisas.


E ia começar no Museu Municipal, quando fui chamada para o meu actual trabalho.


 


 


Trabalhava 3 horas (penso eu), de manhã, ainda ficava com as tardes livres, e recebia algum dinheiro ao final do mês.


Um tempo depois, enviaram-me o certificado de participação, que ainda hoje guardo.


É algo que recomendo e sobre o qual já falei com a minha filha, para ela, eventualmente, se inscrever no próximo ano, quando já tiver idade para o fazer.


 


 


 

segunda-feira, 29 de julho de 2019

"Team Strada" - quantas mais haverá por aí?

Resultado de imagem para team strada


 


Algo alheia a estas modernices da actualidade, foi com total surpresa que ouvi falar, no sábado, na "Team Strada" e de Hugo Strada.


Não fazia a mínima ideia de quem eram, ou do que faziam, até a minha filha me explicar, e falar da polémica em que estavam envolvidos.


Fiquei curiosa, e estivemos as duas a ver as notícias sobre o caso, e as acusações contra este senhor, que já colocaram em acção a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção de Crianças e Jovens.


 


 


Ao que parece, Hugo Strada, um Youtuber português, de 36 anos, que se diz gestor de artistas e influencers, e mentor do grupo de Youtubers "Team Strada",  recrutou/ contratou jovens, menores de idade, para formarem a "Team Strada", e participarem no canal do Youtube, agora encerrado por violação das regras da comunidade e também pelo facto do caso estar já a ser investigado pelo Ministério Público (embora se pense que, entretanto, criaram um novo), bem como torná-los famosos youtubers.


 


O projeto destacou-se, no YouTube, através de vídeos publicados quase diariamente no canal “Team Strada”, no qual eram mostradas partidas, desafios e atividades radicais realizadas pelo grupo.


 


A "Team Strada", desde o seu lançamento, tem sido presença em diversos programas de televisão, festas e eventos públicos, incluindo colaborações com algumas marcas, como a JD Sports e McDonald's, e artistas, como Mastiksoul, David Carreira e outros. Estas participações constituíam a grande fonte de receita da "Team Strada".


Prometendo oferecer-lhes 80% dos lucros que obtivessem, segundo afirmam os jovens que, agora, denunciam o seu mentor, nunca lhes foi pago um único cêntimo, acusando-o também de prometer coisas que nunca se chegaram a concretizar.


 


 


 



(Minuto 4.21)


 


Mas a grande polémica começou no passado dia 19 de julho, quando o grupo foi ao programa Curto Circuito, da SIC Radical.  Com o objetivo de promover uma escola para influenciadores digitais, durante a emissão, Douglas Dias jovem de 17 anos mais conhecido por "Dumbástico", aluno da "Team Strada", apareceu no programa e beijou na boca o seu mentor.


Num outro vídeo, surgem imagens de Hugo Strada, em interação com os jovens que fazem parte do projeto, alguns deles menores de idade, incluindo um momento em que o mentor entra numa casa de banho onde se encontra uma jovem do grupo.


Em algumas imagens, divulgadas pela comunicação social, é possível ver-se Hugo Strada com comportamentos impróprios para com estes jovens.


 


 


Após a polémica, vários youtuberes, que já tinham saído do projecto, como João Sousa, Luana Santos e Melanie Vicente, utilizaram também as redes sociais para denunciar o ex-agente e partilhar a sua história.


Ao que parece, há, inclusive, ameaças aos jovens caso denunciassem o seu mentor ou o acusassem de alguma coisa. É o que se ouve num audio, gravado por um dos jovens, em que ele diz que pega no carro, e passa por cima da pessoa/ pessoas que mancharem o seu nome.


Terão sido estas ameaças que levaram os jovens a recear o que Hugo lhes pudesse fazer, a optar por permanecerem calados, e a ocultar o que se passava.


 


 


 


Resultado de imagem para team strada


 


De acordo com as noticias, Hugo Strada está, assim, a ser acusado pelos menores de burla, ameaças e assédio sexual. 


Hugo afirma que as imagens dos vídeos foram manipuladas. Até poderia ser... Mas não acredito!


Mas o beijo dado em pleno programa não terá, por certo, sido manipulado e, por mais que o jovem em questão e Hugo tentem desvalorizar, afirmando que é uma espécie de relação de pai/ filho, não há como negar que algo está mal, e que poderá, eventualmente, haver muito mais por detrás.


 


 


No meio de toda esta polémica, à qual eu estava totalmente alheia, até este fim de semana, houve algo que me chocou.


Num relato de um dos jovens, quando a jornalista lhe pergunta se os pais deles sabiam o que se estava a passar, e como reagiram ou estavam a encarar esta situação, foi esta a resposta: "Alguns sabiam, outros não, e outros provavelmente sabiam, mas não se importavam, porque queriam que os filhos fossem bem sucedidos!".


 


 


Bem sucedidos?


O que é ter um filho "bem sucedido"?


Um filho que ganhe dinheiro à custa de abusos físicos e psicológicos?


Um filho que se submeta a tudo isso, ainda que não receba nada, mas que tem muitas visualizações, seguidores e aparece ao lado de artistas conhecidos?


Um filho a quem lhes seja incutido que vale tudo em nome de 5 minutos de fama?


Isso não é um filho bem sucedido! Isso será um filho, mais cedo ou mais tarde, fracassado e destruído. E que, um dia, se revoltarão contra os pais que não só não os souberam defender, como ainda os encorajaram a ser vítimas de um abusador.


Mais preocupante do que quantas mais "Team Strada" haverá por aí, é quantos pais como estes, haverá a serem coniventes com os abusos. 


 


 


Por isso, pais, não "vendam" os vossos filhos. Não "prostituam" os vossos filhos. 


Nada vale mais do que a sua integridade.


E para aqueles que até não sabem, acham que é tudo muito inocente e profissional, dêem abertura aos vossos filhos para que confiem e possam contar o que se passa, desconfiem, sejam cautelosos, meçam os riscos e perigos e, acima de tudo, expliquem e passem aos vossos filhos que eles não precisam de ser famosos youtuberes ou influencers, de fazer cenas maradas e radicais, e ser conhecido, para fazer deles jovens e futuros adultos bem sucedidos, e melhores pessoas do que aqueles que vivem longe da ribalta e das redes sociais.


 

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Dizem que hoje é o Dia dos Avós...

Imagem relacionada


 


Por aqui, não conheci nenhuma das minhas avós, já que ambas faleceram muito novas, ainda eu nem sonhava que iria algum dia existir.


Não conheci o meu avô materno, que também partiu cedo.


Conheci o meu avô paterno. Em dias bons, não queria saber dos netos, pelo menos, do lado do meu pai. Em dias menos bons, quando se embebedava, dava-nos uma nota, para compensar.


Portanto, pouca relação tive com o dito, até ao dia em que faleceu. E, como não sabia o que era ter avós, nem senti falta deles.


 


 


Entretanto, fui mãe, e os meus pais tornaram-se avós.


Avós que foram segundos pais para a minha filha.


Uma avó que ficou com ela enquanto eu trabalhava, desde os 2 meses - que lhe dava de comer, que a embalava para dormir, que cuidava dela, que aturava as suas birras.


Um avô que brincava, que lhe ensinava coisas novas todos os dias, contava histórias, levava ao Jardim de Infância e ia buscá-la ao final do dia, que a levava consigo às compras.


Que ainda hoje lhe compra as goluseimas que a mãe não a deixa comer em casa!


Ao longo destes 15 anos, a casa dos avós é um ponto de paragem obrigatório, ou não ficasse a poucos metros da nossa casa.


A minha filha sabe o que é ter avós, e não podia ter tido melhores!


 


 


Que ela possa conviver com eles por muitos mais anos, e que guarde essas memórias para quando ela própria tiver os seus filhos, e tornar-me, a mim, e ao seu pai, avós!


 


 


 


 


 

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Meghan Markle: mulher moderna ou, simplesmente, do contra?

Resultado de imagem para meghan markle


 


Que me recorde, nunca ouvi falar de nenhum homem do povo, que tivesse tido dificuldades de adaptação à vida monárquica, quando casado com uma mulher da realeza.


No entanto, no que se refere às mulheres, parece haver sempre aquela ideia, muitas vezes incutida pelos media, mas também pelos membros da família real, de que nunca são totalmente aceites, de que ficam sempre aquém das expectativas, de que não estão à altura, de que cometem erros que não seriam de admitir e, até, de que parecem desafiar a monarquia, as suas regras, tradições e costumes, sendo isso visto como total falta de respeito e decoro.


 


 


Cada vez mais, mulheres como todas nós chegam à monarquia.


A princesa Diana, que era professora. A rainha Letícia, que era jornalista. Charlene do Mónaco, que era nadadora. Grace Kelly e Meghan Markle, que eram actrizes. 


E esta última, tem dividido a opinião pública, pela forma como parece estar a revolucionar a monarquia britânica, e a quebrar várias regras e protocolos, o que é visto, por um lado, como uma lufada de ar fresco, um toque de modernidade, levando a uma certa adaptação da monarquia à actualidade e, por outro, como um desafio, uma vontade enorme de fazer as coisas à sua maneira ou, simplesmente, ser do contra.


 


 


Não conheço Meghan Markle para poder falar sobre ela. 


Aliás, a primeira vez que ouvir falar dela, foi como namorada do príncipe Harry. Soube que era actiz, e tinha participado em várias temporadas de uma série, que teve que abandonar, e que só há dias, por mera curiosidade, fui espreitar.


Muitas notícias têm vindo a lume, sobre o mau feitio de Meghan, sobre a sua vontade de fazer tudo à sua maneira, sobre o suposto desejo de se afastar o mais possível de todos os protocolos, deveres e exigências reais, já que não estão na linha directa de sucessão.


Se é pura teima, vontade de contrariar toda a instituição monárquica, ou apenas um sinal de que as coisas podem ser diferentes, sem pôr em causa as tradições há muito enraizadas, não sei. Só ela saberá.


 


 


Mas, uma coisa é certa:


Para além dos actos oficiais, cerimónias e afins, em que as regras devem ser seguidas, há toda uma vida para viver, como família, como casal, como pessoas individuais que são.


Será justo pedir a estas mulheres que, de um momento para o outro, abdiquem da família, dos amigos, de levar uma vida relativamente normal e de querer essa normalidade para os seus filhos, longe da ribalta e dos holofotes, longe das aparências, sorrisos e relações forçadas para não manchar a fotografia?


Significará o casamento com um monarca, automaticamente, deitar fora a nossa anterior vida para ficar ao dispôr dos interesses superiores da monarquia, e agir como bonecos programados?


 


 


Para Meghan, por certo, não. E ela faz questão de o demonstrar!


Nesse aspecto, acho que a sua atitude é de louvar. 


Se o está a tentar fazer depressa demais, ou pelos motivos errados, só ela saberá.


Mas a verdade é que até a Rainha Isabel II parece gostar da mulher do seu neto preferido, e isso significa muito, vindo de quem vem...


 

Será a autodesresponsabilização uma atitude cobarde?

Resultado de imagem para auto desresponsabilização


 


Muitas vezes, quando nos fazem determinadas propostas, que obrigariam a que assumíssemos uma maior responsabilidade, declinamos, porque achamos que não nos podemos comprometer, sob pena de não conseguir cumprir.


Será essa uma atitude cobarde, de quem tem medo de assumir as rédeas, qualquer que venha a ser o resultado, de quem tem medo de não estar à altura, de quem não acredita que é capaz?


 


 


Quando delegamos nos outros, tarefas que até poderíamos facilmente cumprir, estaremos nós a agir como cobardes, que preferem assistir a alguma distância, do que pôr a mão na massa? 


De quem, simplesmente, não se quer dar a esse trabalho? 


 


 


Ou será, em muitos casos, uma atitude sensata e consciente?


Uma atitude de aceitação dos limites das nossas capacidades?


Uma atitude responsável que evitará futuros dissabores?


Uma atitude de autopreservação do nosso bem estar e saúde física e mental?


 


 


E implicará a nossa auto desresponsabilização, automaticamente, uma delegação de responsabilidades no próximo?


 


 

quarta-feira, 24 de julho de 2019

RX - Piece of Cake

16a31b4fe64561a34eff8cfe60cc23a659acaf33a2320a60ee


 


Piece Of Cake é uma banda de Rock Alternativo, oriunda de Sintra e fundada, em 2014, por Lito Pedreira.


Depois de Fears On Fire, o álbum de estreia da banda Piece Of Cake, e do single editado no início de 2019 "The World Upside Down", os Piece of Cake estão de regresso com novo single "Get Out", que fará parte do próximo trabalho da banda.


Para aos conhecerem melhor, aqui fica o RX aos Piece of Cake:


 


 


 


 


21035662-rx-prescription-shape-using-medical-icons


 


De que forma se descreveriam através das seguintes palavras:


Inspiração -Muita


Público - Estão escondidos


Burocracia - Alguma


Oportunidade - Pouca


Interior - Profundo


Energia - Sempre no Redline


Alternativo - Diferente


Música - Do Coração


 


 


No início deste ano editaram o single “The World Upside Down”. É essa a visão que têm, do mundo actual em que vivemos?


De certa forma sim. As pessoas no geral andam distraídas. Estamos num mundo e numa altura em que se está a dar muito valor a coisas muito superficiais, coisas que pouco valor adicionam e contribuem, existe muita “distração”… Podíamos estar a dar mais importância e valor ao que nos une e não ao que nos separa.


 


 


 


 



 


No passado dia 21 de junho lançaram um novo tema “Get Out”. Que mensagem pretendem transmitir com esta música?


Esta musica fala de uma viagem e dos nossos demónios que todos temos dentro de nós. É uma história de alguém que está a lutar contra esses demónios, tem de fazer uma longa viagem interna para os conseguir encontrar e enfrentar.


 


 


“Fears on Fire” foi o vosso álbum de estreia. Em 2020, está prevista a chegada de um EP. Pretendem manter o mesmo registo do trabalho anterior, ou irão mostrar uma outra faceta dos Piece of Cake?


Para já ainda estamos a trabalhar no EP e não sabemos bem como será o resultado final, tudo pode acontecer J.


Podemos no entanto dizer que será uma continuidade do primeiro disco, mas com um som mais amadurecido. A nossa característica de Rock Alternativo com a estrutura direta e sem rodeios contínua bem presente nas novas músicas.


 


 


Qual é, para vocês, no que respeita ao rock em Portugal:


- a melhor banda de sempre? Ornatos Violeta


- a banda que melhor resistiu ao passar dos anos e da evolução do rock em Portugal? Xutos e Pontapés


- a banda revelação da nova geração? Linda Martini


- a banda com quem gostariam de partilhar o palco? Da Weasel


 


 


Por onde vão andar os Piece of Cake nos próximos meses?


Vamos estar concentrados e a trabalhar no novo EP.


 


 


Muito obrigada!


 


 


Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o vídeo. 

terça-feira, 23 de julho de 2019

Existe idade certa para usar lentes de contacto?

Resultado de imagem para usar lentes de contacto


 


A minha filha usa óculos desde os 3 anos.


Tal como muitos de nós, na família.


Felizmente, e porque, hoje em dia, muitos estudantes sofrem do mesmo mal, nunca teve problemas pelo facto de usar óculos, na escola.


Aliás, a determinada altura, ela dizia que gostava mais de se ver com óculos, do que sem eles.


 


 


Mas as crianças crescem, dão lugar a adolescentes, e as adolescentes começam a preocupar-se com a imagem.


Em ficar ainda mais bonitas. E isso não inclui óculos!


 


 


É neste momento que começamos a colocar a hipótese das lentes de contacto. Até porque o pai usa, e eu também.


Mas, existe uma idade certa para usar lentes de contacto?


 


 


Na verdade, existem muitos factores que podem influenciar o uso destas, e que nada têm a ver com a idade, nomeadamente, o problema de visão de cada pessoa, a adaptação às mesmas, os cuidados a ter com as lentes.


 


 


O mau uso das lentes de contacto, ou a deficiente limpeza das mesmas, pode provocar outros problemas, que não se colocam com os óculos.


Nem todas as pessoas conseguem adaptar-se ao uso de lentes de contacto, seja pela dificuldade em colocá-las e/ou retirá-las, seja pela sensação de terem um corpo estranho nos olhos.


 


 


Assim, o ideal, e que vamos fazer, é marcar consulta com o oftalmologista, que nos dirá se a minha filha pode usar lentes de contacto, e fazer um período de experiência com blisters de ensaio, até perceber se é, de facto, isso que quer, se se sente bem com elas, se tem facilidade em colocá-las/ retirá-las/ manuseá-las, e como é que os seus olhos se adaptam ao uso de lentes.


E só depois, se tudo correr bem, comprar as definitivas, diárias ou mensais, consoante o que for melhor.


 

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Como Treinares o Teu Dragão: O Mundo Secreto

Imagem relacionada


 


Por norma, quando falamos de filmes para os quais são feitas sequelas, ou que fazem parte de triologias, ficamos sempre de pé atrás, quando o primeiro é bom, e eleva a fasquia para os próximos.


Por norma, os seguintes, quase sempre, desiludem.


 


 


"Como Treinares o Teu Dragão" não é um filme para todos os gostos. Penso até, que com poucos fãs, quando comparado com outros filmes de animação.


Deparei-me com o primeiro por acaso. Acho que foi uma oferta. Tínhamos que escolher e calhou este. Vimo-lo em casa. Adorei!


Não sei porquê, o dragão fez-me automaticamente associá-lo à nossa Tica (na altura, ainda entre nós).


Chorei, como uma boa lamechas que sou!


Esta é uma história de amizade, e superação de limitações.


 


 


Quando saiu o segundo filme, quis ir vê-lo ao cinema.


Fomos os três. Saí da sala a chorar baba e ranho.


Para grande surpresa minha, tinha conseguido superar o primeiro.


Foi uma montanha russa de emoções, em que senti tudo o que as personagens estavam a sentir.


Esta segunda história, é um reforçar de uma amizade, que sobrevive a tudo e todos os que a querem destruir.


É um crescimento conjunto, uma evolução conjunta, dois amigos inseparáveis, a tentar proteger os seus mundos, juntos.


 


 


De repente, fico a saber que estava a caminho o terceiro filme da saga.


Com o segundo filme a superar, e muito, as expectativas, e já com tudo o que havia para a acontecer, passado nos anteriores, o que poderia este terceiro filme trazer de diferente?


Desta vez, vimo-lo em casa.


Tirando uma vez, em que as emoções ameaçaram aflorar, a primeira hora do filme foi uma total desilusão.


Dragões e vikings aos molhos, um vilão pouco convincente, nada de novo...


Mas eis que, quando eu achava que ia escapar ao mar de lágrimas habitual, o raio do filme põe-me a chorar novamente!


Porque o que acontece, é aquilo que todos nós, em determinados momentos da nossa vida, também vivemos: decisões, amar os outros e, por isso, querer vê-los felizes, mesmo que isso implique ficarem longe de nós, aprender a viver e reconhecer que o nosso valor vem de nós, e não apenas de quem nos acompanha, embora nos complemente. 


É uma história de partida, de separação, de despedida, de fazer o certo, ainda que nos custe.


Mais uma vez, lembrei-me da nossa Tica.


 


 


Nesta última história, decidiram apostar numa nova personagem: a Fúria da Luz!


Ela é linda, e faz um belo par com o Fúria da Noite.


Mas, digo-vos, podiam tirar todos os restantes personagens, incluindo esta "dragoína", como lhe chamamos, que a história continuaria a fazer sentido porque, afinal, esta é a história do Hicup e do Desdentado!


 


 


Esta é a história dos pais, que cuidam dos filhos e os vêem crescer, para depois ganharem asas, voarem, e formarem as suas próprias famílias.


Esta é a história dos animais que cuidamos e, um dia, partem. Ou temos que deixá-los partir, ainda os quisessemos ter ao nosso lado, porque é o melhor para eles.


Esta é a história das amizades que, mesmo à distância, não se esquecem nem acabam, ainda que tenham seguido caminhos diferentes.


Esta é a história do amor incondicional, que nos guia para que possamos tomar as melhores decisões, não só para nós, mas também para os que amamos.


E é, também, a história sobre acreditarmos no nosso valor, nas nossas capacidades, na pessoa que somos!


 


 


Continuo a afirmar que o segundo filme foi o melhor dos 3. Porque foram emoções do início ao fim, e muito fortes.


Mas acabou por valer a pena ver o último!

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Quando quem nos está a atender nos dá informações erradas

Resultado de imagem para atendimento balcão desenhos


 


 


Esta semana fomos à Worten comprar um portátil novo.


Não havia em loja o que pretendíamos, pelo que encomendámos, e fomos levantá-lo no dia seguinte, na loja.


Chegados a casa, ligámo-lo, e a minha filha foi experimentar o rato. Não encaixava.


Achámos estranho.


Fomos experimentar a pen. Também não dava. Tentámos várias, tanto eu, como a minha filha, como o meu marido. Não encaixavam.


 


 


Seria possível, num computador novo, não conseguirmos inserir nenhuma pen?


É que elas são todas iguais! 


 


 


Para não fazermos asneira, pegámos no pc e nas pen's, e voltámos à loja.


Atendeu-nos uma funcionária, que me explicou que, provavelmente, as nossas pen's não davam porque eram antigas, com uma definição qualquer que não dava para os novos pc's, e que tinham que ser pen's com outra definição qualquer.


 


 


Entretanto, chega o funcionário que nos tinha feito a encomenda, explico-lhe o problema, ele tira o pc das mãos da colega e diz que não tinha nada a ver.


Colocou a pen, e deu!


O que ele explicou foi que, como o pc é novo, custa mais de início a pen a entrar nas entradas de USB e, por isso, tinha que se dar um jeitinho. Apenas isso!


O que a colega estava a falar referia-se apenas à velocidade.


 


 


Ora, se o funcionário não tivesse chegado naquele momento, a colega estava a induzir-nos em erro, com informações que não resolveriam o problema e, provavelmente, nos iam levar a comprar novas pen's.


 

quinta-feira, 18 de julho de 2019

O Sacrifício de Um Homem, de Sandra Brown

Resultado de imagem para o sacrifício de um homem livro


 


 


Ella é uma mulher forte, determinada, resiliente...


Uma mulher que, durante o dia, se refugia na rotina do seu trabalho para conseguir alcançar uma relativa normalidade, e guardar num lugar longínquo do seu coração todos os seus medos, receios, tristezas, inseguranças, preocupações...


 


 


Ella tem um filho, Solly, que todos sabem ter um problema, sem que ninguém consiga identificar, ao certo, qual é esse problema.


As crises estão a aumentar, e Solly poderá representar um perigo, não só para si próprio, como para quem o rodeia.


Mas Ella está a lutar para adiar uma decisão, para adiar o momento em que não consiga mais lidar com o filho e esconder o que se passa, e tenha que seguir os conselhos do médico da vila.


 


 


Ella tem uma pensão, que gere, e que lhe garante o seu sustento, e do seu filho. O marido há muito os abandonou.


E é na sua pensão que irá receber um hóspede especial, que mudará toda a sua vida.


 


 


Em plena Grande Depressão, e com o país a viver um período de recessão, o governo apoia os agricultores e criadores de gado, comprando-lhes as melhores cabeças de gado. Por outro lado, os animais que não forem escolhidos, são abatidos em massa, e enterrados em valas comuns.


Isto irá desencadear algumas guerras, carnificina, violência e agressões, porque, por um lado, os criadores queriam continuar com o gado não escolhido ou, pelo menos, depois de morto, partilhá-lo com o bairro pobre e as pessoas mais necessitadas mas, por outro, existem os interesses pessoais dos vendedores de carne, que temem ficar com negócio e, por isso, com o apoio das autoridades, ameaçam e proibem que qualquer um toque nos animais abtidos, até serem enterrados.


 


 


Ella será apanhada no meio de todo este ambiente hostil, de violência e retaliação, de luta pelos direitos dos mais fracos, numa região em que a lei está do lado do inimigo, e por questões pessoais, de alguém que ela sempre abominou e rejeitou.


 


 


Apesar de ter avisado o seu hóspede, David, de que não queria problemas, devido às suas intervenções nestas batalhas, Ella acaba por perceber que ele está apenas a lutar por aquilo que está certo, e a ajudar aquelas pessoas, contra tudo e contra todos, até porque não tem nada a perder, nem nada pelo que temer.


Resta-lhe pouco tempo de vida e, por isso, está a aproveitá-lo para ser útil a quem cá ficará.


Incluindo, Solly.


 


 


David tem trabalhado com Solly e feito algumas descobertas surpreendentes, que podem revelar-se uma esperança para o futuro do rapaz.


Perante uma Ella, de início ciumenta e zangada por nunca ter conseguido fazer o mesmo com o filho mas, depois, agradecida e confiante, tudo se poderá desmoronar numa noite, em que acontece algo que nunca deveria ter acontecido, e em que a vida de uma das pessoas que mais ama terá que ser sacrificada, para salvar a outra... 


 


 


Como tinha referido, um livro totalmente diferente do habitual, baseado numa história verídica, onde se focam temas como o racismo, a religião, a fome e miséria, o espírito de união, a impotência, o autismo, o cancro, a sede de vingança e a violência gratuita, a par com a impunidade dos criminosos, numa vila sem lei.


E, no meio de tudo isto, o amor...


 


 

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Há 3 dias de férias, e ainda não vi o sol!

Resultado de imagem para procura se o sol


 


Alguém o viu por aí?


É que aqui deste lado, estou há 3 dias de férias, e nem sinal dele!


 


 


Na segunda, encoberto e vento.


Ontem, chuva.


Hoje, novamente encoberto e um vento gélido.


 


 


Portanto, estou há 3 dias de férias e parece-me que, em vez de gastar protector solar, vamos esgotar o stock de bebidas quentes, sentadas no sofá, com uma mantinha e as gatas ao colo para nos aquecer.


Só falta mesmo a lareira!


 


Estava no outro dia alguém admirado por me ver com um casaco de inverno, quando eu lhe respondi: "Mas já chegou o verão? É que ainda não dei por ele!"


 

RX - Pedro Vicente

b0cf95ef65f0ea30c6c61e1308beb3b2280f7981962547e752


 


Depois de se ter revelado com o primeiro álbum de originais "Espera", Pedro Vicente regressa com um novo trabalho que não vai deixar ninguém indiferente.
Acompanhado por um videoclipe apaixonante,"Tu És Tudo o Que Eu Preciso" é o novo single de Pedro Vicente, uma canção marcante que vem reafirmar a sua qualidade enquanto letrista, compositor e intérprete.


Aqui fica o RX a Pedro Vicente:


 


 


 


21035662-rx-prescription-shape-using-medical-icons


 


Pedro, de que forma te descreverias através das seguintes palavras:


 


Histórias – sinto-me mais confortável a cantá-las do que a contá-las


Preconceito – prefiro conhecer primeiro e conceptualizar depois; tento encarar o que é novo/desconhecido sempre de forma aberta e otimista


Barreiras – são para ultrapassar, guardando essa experiência como lição


Palavras – ficam mais belas quando acompanhadas de ações correspondentes


Espontaneidade – a palavra que melhor define a forma como componho


Cognição – ainda há tanto para aprender e para conhecer


Movimento – essencial para descobrir o mundo e deixar nele a nossa marca


Música – um facilitador de relações humanas e um regulador de emoções


Amor – acredito que o ponho em tudo o que faço


Paciência – sinto que já esperei muito na vida e de forma inconsciente a “Espera” é um tema recorrente nas minhas letras. Sinto também, que agora me custa mais esperar, por isso tento cada vez melhor aproveitar o que está a acontecer e esperar menos o que poderá vir no futuro.


 


 


“Tu És Tudo o Que Eu Preciso” é o teu mais recente single. Em que(m) te inspiraste para escrever/ compor este tema, e sobre o que nos fala o mesmo?


Não seria justo escolher apenas uma fonte de inspiração, e nomear todas originaria uma resposta demasiado longa. Até certo ponto é um tema autobiográfico e fala sobre a capacidade de valorizar cada momento e cada pessoa das nossas vidas, da importância de encontrar realização em cada passo do caminho e não desesperar na esperança de uma situação ideal que pode nunca chegar. Sorrir por ser feliz, sorrir para ser feliz e sorrir para fazer alguém feliz.


 


 


O single foi lançado a 7 de junho. Cerca de um mês depois, que feedback tens recebido relativamente ao tema e respetivo videoclip?


Pela primeira vez sinto que a minha música está a transformar a vida das pessoas. Tenho recebido mensagens de pessoas de várias partes do mundo, não apenas a elogiar a música e o videoclip, mas a partilhar comigo como este tema as fez sorrir, chorar (em vários casos as duas coisas em simultâneo) e principalmente acreditar, acreditar que o amor pode vencer todas as barreiras, que o mundo se pode tornar um lugar melhor e que vale a pena continuar a lutar por ele. Tem sido muito reconfortante saber que em conjunto, este single e videoclip, se tornaram uma mensagem de esperança e alento para muitas famílias.


 


 


 



 


O tema foi produzido por João Só e Ricardo Ferreira. Como surgiu essa colaboração?


Conheci o Ricardo Ferreira através de uma amiga. Houve de imediato uma grande empatia e tendo em conta o impressionante currículo do Ricardo e o facto de ele ter montado um novo estúdio, extraordinariamente equipado e muito perto de onde moro, decidimos avançar para a produção deste tema. Quando começámos a pensar no arranjo o Ricardo disse-me que tinha uma pessoa que poderia dar um grande contributo. Apresentou-me o João Só, que surgiu logo com boas ideias para a produção e assim avançámos com a produção feita por esta parceria de sucesso.


 


 


Esta música fará parte do teu próximo álbum? Para quando esse novo álbum?


Sem dúvida, estou a planear começar a gravar já no início de 2020 e o “Tu És Tudo o Que Eu Preciso” fará indiscutivelmente parte do alinhamento.


 


 


Quais são os objectivos a concretizar, a nível musical, em 2019?


Ter o single a passar nas principais rádios nacionais e conseguir muitas datas para levar esta e outras canções o mais próximo possível do público.


 


 


De que forma é que o público te pode ir acompanhando?


O mais fácil será através das redes sociais, pedrovicentemusic no Facebook ou Instagram.


 


 


Muito obrigada!


Eu é que agradeço 😉


Pedro Vicente


 


 


Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o vídeo. 

terça-feira, 16 de julho de 2019

Matrículas para o 10º ano

Resultado de imagem para ´portal das matriculas


 


Ontem saíram, finalmente, as notas das provas finais do 3º ciclo, e as notas finais de ano.


Houve notas mais baixas a português mas, ainda assim, menos negativas a esta disciplina, do que a matemática, cuja prova era mais fácil e na qual, a maioria, teve notas mais altas que nos testes ao longo do ano.


Aproveitámos para trazer o impresso da matrícula, e começar a preencher em casa.


 


 


Hoje fomos à escola para realização da dita matrícula.


Podíamos tê-lo feito pela internet, através do Portal das Matrículas.


Mas ainda bem que decidimos ir pessoalmente.


 


 


Aqui na escola da minha filha houve, na minha opinião, uma uma má organização de todo este processo.


Presencialmente, as matrículas eram apenas hoje, das 9 às 13 horas, sendo que 3 turmas iam para uma sala, e as restantes (o dobro), para outra sala, onde calhava a da minha filha.


Era uma fila única, mas cada director de turma chamava pelos alunos da sua turma e, se houvesse alguém que tivesse feito a matrícula online, e apenas fosse entregar os documentos, passava à frente porque era um processo mais rápido.


O que vai em sentido contrário ao que vinha nas indicações, de que quem fizesse a matrícula pela internet entregaria a documentação na nova escola.


Os restantes estavam dependentes da utilização dos computadores disponíveis, pelo que percebi, dois por turma.


 


 


Embora tivessemos uma fila enorme de pessoas à nossa frente, e de alguns, nas situações que expliquei atrás, terem passado à frente, até chegámos à sala com relativa rapidez.


Mas, dentro da sala, era um caos. Pais, alunos e professores, numa sala cheia de computadores, a darem orientações à vez, enquanto cada um de nós dava início à matrícula online.


Foi uma óptima decisão termos ido pessoalmente porque, em três ou quatro passos, surgiram dúvidas, havia truques e era preciso enganar o sistema, para conseguirmos avançar e que, só lá, sob supervisão e com ajuda, conseguíamos ultrapassar.


Em casa, sozinhas, teríamos, na certa, feito asneira.


 


 


E pronto, a matrícula está feita, com a minha filha a aguardar colocação na escola e curso pretendido.


Foram feitas as últimas despedidas dos professores presentes, e das auxiliares que a acompanharam ao longo dos 5 anos, com desejos de muita sorte e sucesso na nova etapa que a espera.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Incerteza até ao último momento

Resultado de imagem para ensino secundário


 


 


Na próxima semana saem as notas finais, e é semana de matrículas para o 10º ano.


O curso está escolhido, bem como as disciplinas pretendidas.


Mas nada está garantido. É preciso que haja alunos suficientes para o curso, e para as disciplinas específicas que ela quer. 


E é preciso que seja admitida na escola pretendida.


 


 


Nos últimos anos, esta seria a altura de encomendar os manuais escolares, que chegariam lá para Agosto, mês em que comprava o material escolar básico.


E ficava descansada até ao início do ano lectivo.


 


 


Este ano, sinto-me de pés e mãos atados, sem poder despachar tudo como queria.


Tenho que esperar que saiam as turmas, para ver se ela ficou na escola e curso que quer. E, provavelmente, tenho que esperar (não sei se através da turma dá para ver) pela publicação dos horários, no início de setembro, para saber que disciplinas vai ter e, assim, que livros comprar.


Claro que posso sempre comprá-los antes mas, depois, se for preciso trocar, é mais complicado.


Só que não gosto de deixar tudo para a última hora e, este ano, sinto que vai ser incerteza até ao último momento.


 


 


Alguém por aí já passou por uma situação semelhante? 


Quando é que se fica a saber que disciplinas vão ter (se as escolhidas, ou outras por falta de alunos)?


É arriscado comprar já os livros?


Ou setembro é mais arriscado, por estarem esgotados ou em ruptura de stock?

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Leituras de verão - quando um autor nos surpreende com um estilo diferente

Resultado de imagem para o sacrifício de um homem, sandra brown


 


 


Quem me conhece, sabe que sou umas grande fã de Sandra Brown e, havendo novo livro da autora, é certo que ele terá que vir para a minha mão!


E, quem conhece Sandra Brown, sabe que todos os livros dela têm ingredientes comuns: muita acção, mistério, um protagonista masculino que parece o mau da fita mas, afinal, é bom, uma mulher que se vê envolvida no meio do perigo com esse homem, muitas reviravoltas.


 


O novo livro de Sandra Brown "O Sacrifício de Um Homem", é o livro mais pessoal da autora, inspirado por uma história da sua família e, até agora, está a ser uma leitura boa, mas calma não tendo, até agora, encontrado qualquer semelhança com os restantes livros.


 


Porque, na vida, também sabem bem momentos mais serenos, histórias difererentes, e o descanso da adrenalina habitual, e porque a mudança de estilo de um autor não significa menor qualidade, tenho a certeza de que irei gostar muito desta história.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

RX - Belarmino

0e747ac9705dfedb90106e3ee63c87232878deb2be1e88e521


 


Belarmino ou, simplesmente, BN, é angolano e reside em Portugal há 10 anos.
Decidido a apostar exclusivamente na sua carreira a solo, prepara-se para nos presentear com um novo álbum, onde predominará um estilo pop, com as influências dos estilos e sonoridades mais atuais.


Para já, "Feiticeira" é o single de avanço do novo trabalho.


E aqui fica o RX ao artista convidado de hoje!


 


 


 


21035662-rx-prescription-shape-using-medical-icons


 


Belarmino, de que forma te descreverias através das seguintes palavras:


 


Direito – Um mundo. Uma área do saber onde só não estou por não ser muito amigo da formalidade mas que, se calhar, um dia possa ainda vir a exercer.


 


Instrumentos – Flauta. A flauta africana, por ser o único instrumento que o meu pai me ensinou a tocar antes mesmo de ir ter aulas para tocar no grupo da igreja.


 


Voz – Um instrumento. Um instrumento que deve ser muito bem explorado e saber colocá-lo a nosso favor. A escola existe para dar mais um acrescento na forma como podemos mobilizar a voz a nosso favor, de resto, é um instrumento que já nasce pronto.


 


Ritmo – É o tic tac do nosso relógio, é o bater do nosso coração, é o som da vida ao mesmo passo que é o tempo. Sem ritmo não há vida.


 


Humildade – Prefiro não falar nela, hoje toda gente diante de objectivos por alcançar diz-se humilde e só de pensar nisso decidi não mais falar no assunto. Chego ao ponto de colocar a humildade, o direito e a justiça no mesmo prato, se tiver que justificar terá de ser com muito blá, blá.


 


Igreja – Foi o meu jardim de infância, foi lá onde aprendi o que se aprende nas cresces e jardins de infância, mas refiro-me a igreja do meu tempo, por isso, se me perguntar se gostaria que o meu filho andasse também na igreja como eu andei, diria: só com vigilância reforçada e para de lá aprender aqueles princípios que são benéficos para toda a humanidade, mas nada de lhe ensinarem a discriminar outras religiões, muito menos incutirem-lhe coisas pouco concretas e que, muitas delas, só fazem mesmo sentido no mundo do imaginário.


 


Angola – Minha alma.


 


Rimas – Quando surge esse questão viajo logo para a minha realidade de anos atrás, penso logo no Belarmino rapper. O rap foi a escola onde não tive que cumprir formalidade para me sentar na carteira, mas que obrigou-me a ler livros para soltar frases ricas na hora do freestyle com os outros MCS. Foi também através do rap que me tornei a pessoa que sou hoje, e enquanto compositor, mundo hip hop aliado ao rap, foi a escola onde dei os primeiros passos.


 


 


“Feiticeira” é o single de avanço do teu próximo álbum. Sobre o que nos fala este tema?


É o retrato não fiel de uma história real, não fiel porque acabei por alegorizar a composição. Foi uma história que aconteceu comigo, foi um namoro de dois estudantes de direito que acabou mal e, por ter me sentido a parte mais lesada, passei a tratar a outra parte por feiticeira.


A situação mexeu comigo, até chegar ao ponto de afectar também o meu amigo, e ele concordou comigo quando passei a tratar a pessoa em causa por feiticeira.


 


 


 


 



 


 


A música pode ser, também ela, uma “feiticeira”?


Olha! Se for será um bom sinal, as pessoas ficarão bem marcadas, mas tem que ser pela positiva.


 


 


Se te fosse dada a oportunidade de escolher um feitiço para ti, qual seria a tua escolha? E para outra pessoa?


De curar pessoas. Para outra pessoa, o de amar o próximo enquanto ser humano.


 


 


Ao longo do teu percurso, já enveredaste por diferentes estilos, como hip-hop, regaetton e, agora, neste novo trabalho, pop. Consideras-te um músico versátil?


Essa palavra "versátil", no mundo da música, às vezes acaba por parecer algo que não é carne nem peixe é uma incerteza absoluta, não me vou socorrer dela na medida em que tudo o que eu faço na música é o que realmente sinto que tenho que fazer no momento, ou seja, não gosto de me sentir limitado, daí estar a fugir da conotação a um estilo e ser apenas um artista pop. Óbvio que, nas minhas músicas, estarão sempre extratos do rap, e dos ritmos africanos em particular os angolanos, e o tema feiticeira é antevisão do que será o meu futuro trabalho compilado.


 


 


Depois de alguns projetos realizados em dupla tens, mais recentemente, apostado exclusivamente numa carreira a solo. O que te levou a tomar essa decisão?


Tendo o projecto BN&LG ficado suspenso, porque o LG decidiu tirar um tempo para estruturar coisas pessoais da vida dele, achei ter chegado a altura de finalmente trabalhar duro no meu projecto a solo.


 


 


Estás neste momento a preparar o próximo álbum. Podes desvendar um pouco do que por aí vem?


O que vem aí é um trabalho pop, ou seja, as pessoas vão ouvir temas que não conseguirão remeter directamente à Kizomba, ou ao rap, mas sim música com essas influências todas onde as pessoas poderão dançar ou sentir como quiserem. A ideia é dar a ouvir bom som e fazer dançar.


 


 


Podemos contar com o novo trabalho ainda este ano?


Sim, sim. Vou em breve disponibilizar um segundo single e só depois me vou concentrar nos restantes temas.


 


 


De que forma pode o público acompanhar-te, e ficar a par de todas as novidades sobre o teu trabalho?


O público em geral e pessoas interessadas em apoiar na estrutura do meu trabalho, uma vez que hoje é difícil trabalhar sozinho, podem contactar e acompanhar via facebook e instagram e ainda no perfil spotify.


Aproveito para agradecer à FAROL MÚSICA por ter, mais uma vez, me dado a oportunidade para editar os meus trabalhos, e a ti Marta Segão pela entrevista.


 


Muito obrigada!


 


 


Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o vídeo. 

sexta-feira, 5 de julho de 2019

À Conversa com: Maria Sem Pecado

45693e7c3581f9ab4a7eda8835abea501b3423845f067f2a00


 


Depois de vários anos de experiência, e divididos entre projetos de covers e originais, Fernando Vilela, Jorge Alves, Aksana Ivanova, Diana Murta e Hugo Corwi surgem com a banda de rock Maria Sem Pecado.


Maria Sem Pecado são do Porto e lançam hoje o primeiro álbum, "SIMBIOSE".


Aqui fica a entrevista, na qual poderão conhecer melhor este projeto:


 


 


 



 


Quem são os Maria Sem Pecado?


Acima de tudo, um grupo de pessoas que ama a música de forma incondicional.


É exatamente esse amor que nos move e que, nos últimos anos, nos juntou em prol de um objetivo comum: fazer música, a nossa música, o melhor que sabemos.


 


 


Como surgiu este nome para a banda?


Decidimos desde o primeiro dia que o projeto iria ser falado exclusivamente em Português, o nome Maria cremos ter essa virtude, é quase a génese do típico nome genuinamente português.


De resto cometemos o grande Pecado de arriscar trazer algumas influências do puro rock que era feito há décadas que, para nós, não tem pecado nenhum, muito pelo contrário. Fascina-nos.


 


 


Qual foi o maior pecado que já cometeram, ou gostavam de cometer?


Acreditar vivamente que podemos chegar às pessoas, ao Manel, à Maria, ao João ou Joaquim e que, de alguma forma, podemos tocar-lhes. Foi e será sempre o nosso maior pecado.


 


 


Quais são as vossas principais referências a nível musical?


Todos os elementos têm influências distintas, que vão do rock ao funk, que passam pelo pop ou mesmo as raízes tradicionais da música portuguesa. É nessa diversidade que tentamos encontrar os nossos pontos de equilíbrio.


 


 


 


fd98915d4e0db5dd96c4b64e8d45aad455072e23a7aa646d28


 


“Simbiose” é o nome do vosso primeiro álbum. O que pode o público encontrar neste trabalho?


Neste primeiro trabalho podem encontrar a força das palavras com acordes frios e vorazes. É sem dúvida no nosso entender um álbum muito bem escrito com letras carregadas de sentimento e mensagens subliminares para cada um descobrir, acompanhados de melodias cantáveis e marcantes apontamentos de guitarra.


 


 


“Sombras” é o single de apresentação do álbum de estreia dos Maria Sem Pecado. Sobre o que nos fala esta música?


Sombras fala de amor, não há como negar isso, fala da obsessão pela figura de algo ou alguém, da dúvida do ter ou não ter, da esperança.


 


 


Se pudessem convidar alguém para colaborar convosco, quem escolheriam para uma “simbiose” perfeita?


O incontornável Rui Veloso. Não há como fugir. Não há como não ser fascinado pelo incrível músico, cantautor, guitarrista compositor sublime que acompanha gerações. Também porque seria um desafio tremendo.


 


 


 



 


 


Por onde vão andar os Maria Sem Pecado neste verão de 2019?


Nas segunda metade do ano vão poder ver e ouvir os MSP, esperamos, em várias cidades. Estamos também a preparar showcases de apresentação nas Fnacs.


O caminho faz-se caminhando e temos trabalhado muito com o intuito de chegar ao público.


 


 


De que forma é que o público vos pode acompanhar?


Podem-nos acompanhar na nossa página de Facebook ou Instagram, podem ouvir-nos e ter acesso ao nosso álbum em todas as plataformas digitais, e ver os nossos vídeos, através da nossa editora Farol Música.


 


 


Que objetivos gostariam de ver concretizados num futuro próximo, enquanto banda?


Consolidar o nosso trabalho junto do público, envolver cada vez mais pessoas na nossa simbiose e, claro, fazer o que mais gostamos, que é tocar ao vivo, cada vez mais.


Lá chegaremos com trabalho, amor e perseverança.


 


 


Muito obrigada!


 


 


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o vídeo.

As emoções são contagiosas?

Resultado de imagem para emoções


 


Penso que, na maioria das vezes, sim!


Pelo menos lá em casa, têm esse efeito :)


 


Já me aconteceu estar-me a rir às gargalhadas por causa de alguma coisa que achei graça e a minha filha, sem saber do que me estava a rir, começar a rir-se também, por me ver rir.


 


Ontem, ela estava a ver uma cena de uma série no telemóvel, e começou a chorar e a tentar explicar porque se tinha comovido mas, ainda antes de eu perceber o porquê, também a mim já me estava a dar vontade de chorar!


 


Se temos pessoas à nossa volta alegres e bem dispostos, acabamos por nos sentir assim também, tal como o mau humor acaba por nos afectar e contagiar.


 


 


No entanto, algumas vezes, as emoções pregam-nos partidas e podem ter, muitas vezes, inconvenientemente, um efeito inverso, que pode parecer mal aos outros, mas que não conseguimos controlar ou evitar.


 


 


E por aí, costumam ser contagiados pelas emoções de quem vos rodeia, ou nem por isso?

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Serviço VASP Expresso x CTT Expresso

Resultado de imagem para vasp expresso


 


Na segunda-feira encomendei ração para as nossas gatas.


Paguei à hora do almoço. Escolhi o serviço VASP Expresso, para entrega da encomenda na morada.


No dia seguinte entregaram a encomenda. Ligaram antes a perguntar se estava alguém em casa.


Serviço 5 estrelas, como sempre!


 


 


Resultado de imagem para ctt expresso


Na terça-feira encomendei um livro na Wook.


Paguei nesse mesmo dia e, no dia seguinte, de manhã, recebi sms dos CTT Expresso, a dizer que a mesma seria entregue nesse dia, entre as 09h e as 19h.


Cheguei a casa à hora de almoço e, qual o meu espanto, quando a minha mãe me diz que o carteiro não lhe entregou a encomenda, apenas o aviso para ir levantar aos correios!


Ao que parece, o carteiro parou a mota, e começou logo a preencher o aviso ainda antes de sequer bater à porta. Nas opções, assinalou destinatário ausente.


A minha mãe, que o ouviu chegar e estava avisada da chegada da encomenda, assistiu a tudo à janela.


Quando viu que ele ia pôr o aviso na caixa de correio, abriu a porta, e o dito carteiro deu-lhe o aviso em mãos, dizendo que teria que ser levantada nos correios.


O que é que me dá a entender? Que ele nem sequer tinha a encomenda com ele, porque não tinha lógica entregar o aviso, tendo ali a encomenda. A não ser que seja dos que gosta de complicar o simples...


 


 


Posto isto, liguei para a linha dos CTT, que gentilmente me sugeriu pedir o serviço SIGA, com o respectivo custo acrescentado.


Eu sou uma pessoa muito calma, mas não brinquem comigo nem me tirem do sério. Então eu ainda tinha que pagar mais por um erro deles?! Lá me passaram à linha dos CTT Expresso, que ainda tentou umas desculpas, disse-me que teria que ir levantar aos CTT, mas acabou por registar a reclamação, alertando-me que não garantia que voltassem à morada para nova entrega.


Ontem à tarde, fiz reclamação contra os CTT e CTT Expresso, e ainda comunicação para a Wook.


À noite, liguei novamente para a linha dos CTT Expresso. Já tinham uma resposta. Irão fazer a entrega hoje. Já vi que se encontra em distribuição. Vamos lá ver como corre.


Das duas vezes que fiz encomendas na Wook, com o serviço CTT Expresso, tive problemas. A culpa, não tenho dúvidas, é do carteiro.


Dizem que já acautelaram para que não volte a acontecer. Será suficiente?


E quem me paga os 10 euros que gastei na chamada para resolver o problema que o carteiro criou? Bem feito seria sair do bolso dele! Podia ser que assim deixasse de fazer asneiras!

Quando temos tanto ou mais trabalho a pagar, do que a receber!

Resultado de imagem para devolução dos manuais escolares


 


Esta semana ligaram-me da escola, por causa dos manuais escolares.


Estava na altura de devolver os manuais, uma vez que tinha usufruído dos auxílios atrabuídos pela acção social escolar.


Disse-lhes que os livros não estavam em condições, e que queria saber como restituía o valor anteriormente pago.


Informaram-me, depois de perguntar aos superiores, que teria que ir à escola pessoalmente, num dos dois dias seguintes.


De qualquer forma, mesmo que fosse para entregar os manuais, tinha sempre que lá ir.


 


 


Fui no dia a seguir ao telefonema.


Informei a funcionária do PBX do que ia fazer. Encaminhou-me para a tesouraria.


Na tesouraria, voltei a explicar o que ia fazer. Ficaram muito admiradas, e disseram que não era com elas. Que estavam apenas a fazer os pagamentos das visitas de estudo. O ano passado, tive direito a 10 euros mas este ano, pelos vistos, não há lugar a pagamento.


Fui recambiada para a secretaria. Na secretaria, a funcionária diz que se é para pagar os manuais é na tesouraria, e liga para elas. Explica o que têm que fazer, e que não avisou nada antes porque não sabia que eu iria lá logo no dia seguinte (não que me tivessem dado muito mais tempo).


Mais uma vez, fui reconduzida à tesouraria, onde as funcionárias reclamavam entre si, que ninguém as tinha informado de nada, que não tinham orientações nenhumas, que não sabiam onde guardar o dinheiro, nem o que cobrar.


Ao que parece, até agora, fui a única mãe que não entregou os manuais e, por isso, o primeiro caso que lhes apareceu à frente.


Lá receberam o dinheiro (não podia ser por multibanco), deram-me o troco e pediram desculpa pela confusão. 


 


 


Porque é que eu preferi devolver o dinheiro em vez dos livros?


Em primeiro lugar, porque considero que, se é uma coisa que tenho direito, não deveria ter que devolver.


Em segundo, porque gosto sempre de guardar os livros já que, na maioria das vezes, acabamos por ter que consultá-los nos anos seguintes. No caso da minha filha, indo para o 10º ano, há disciplinas que ela provavelmente já não terá, mas outras sim, e estes livros podem vir a ser úteis.


E, por último, porque alguns dos livros estavam mesmo em mau estado, sem capas e partes que deles faziam parte, colados com fita cola, sublinhados a fluorescente, e não serviriam para ninguém mais usar.


 


 


 


 


 


 

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Quando sentimos que não encaixamos...

Resultado de imagem para acordar para quem você é requer desapego de quem você imagina ser


 


"Sometimes I feel that i don´t fit in anywhere, that I don´t belong anywhere...


But then, I realise I don´t have to fit in or be like everyone else.


I just need to be me..."


s vezes eu sinto que não me encaixo em nenhum lugar, que eu não pertenço a lugar nenhum... Mas então percebo que não preciso me encaixar ou ser como toda a gente. Eu só preciso ser eu...)


 


 


Quem nunca sentiu, a determinado momento que, por mais que tentasse encaixar num determinado grupo, local, círculo, não pertencia ali, parecendo um "peixe fora de água"?


Quem nunca se sentiu, por vezes, estranho, diferente, incompreendido, por vezes até mesmo sem uma personalidade ou estilo próprio, como se ainda andasse à procura do seu verdadeiro eu, no meio de todos os outros?


 


E, enquanto andamos nessa busca, pelo nosso eu, pelo sítio ou grupo onde encaixamos ou a que pertencemos, não conseguimos perceber que não temos que ser iguais a ninguém, nem encaixar neste ou naquele padrão, para nos sentirmos bem.


Basta que nos aceitemos quem somos, como somos, o que nos torna nós mesmos, e não outra pessoa qualquer.


Ainda não não vimos a este mundo, fruto de uma produção em massa, como meros produtos padronizados através de uma mesma linha de montagem.


Ainda somos humanos, com características que nos tornam únicos neste mundo.


 


 

terça-feira, 2 de julho de 2019

Manual de boas maneiras na fila para as ATM's

Resultado de imagem para atm


 


Quem nunca esteve na fila de espera para utilização de uma caixa de pagamento automático, e começou a ficar impaciente, porque a pessoa à nossa frente está a fazer mil e uma operações, e nunca mais se despacha e deixa a máquina disponível para o próximo?


 


Seja porque estamos a ver o tempo a passar e ainda nos vamos atrasar, seja porque só tínhamos uma operação rápida para fazer, e era num instantinho, ou por outro motivo qualquer.


 


Mas só temos duas hipóteses: ou esperamos a nossa vez, ou procuramos outro ATM.


 


 


E quando a situação é inversa?


Quando estamos a fazer as nossas operações, e percebemos que, quem está na fila à nossa espera, está a bufar de impaciência, e desejando ver-nos fora dali?


Não têm essas pessoas que esperar, também, a sua vez? Ou procurar outro local menos movimentado?


 


 


Existe algum manual de boas maneiras para situações como esta?


Estava o meu marido, no outro dia, a fazer umas transferências e pagamentos habituais, depois de ter deixado passar uma pessoa à frente, quando começa a ouvir reclamar:


"Isto assim não pode ser. Nunca mais saímos daqui. Se tem muitas operações para fazer tem que dar a vez aos outros." e outras frases do género.


 


 


Desculpem?


Dar a vez, só porque estamos a levar mais tempo do que queriam?


E quem nos garante que a pessoa a quem damos a vez será mais rápida? Que não tem, também ela, várias operações para fazer, e irá demorar o mesmo ou mais tempo que nós?


E é suposto dar a vez a quem? À seguinte na fila, ou a todos os que estão na fila, que não têm tempo para esperar, mas que não se incomodam de nos dizer para esperar, quando estamos na nossa vez? 


 


 


Para mim, é muito simples: se estou na minha vez, a efectuar as minhas operações normalmente, não vejo lógica em interromper para dar a vez a quem está atrás de mim, e ficar eu à espera na fila, para fazer o resto depois.


No entanto, se por algum motivo, estiver com algum problema em realizar as operações, ou me faltar dados, ou tiver que ligar para alguém, aí sim, tem lógica que desocupe a máquina e dê a vez a outros, até ter tudo o que preciso, e tentar novamente, quando voltar a chegar a minha vez.


 


 


E por aí, já vos aconteceu estar am algum dos lados? 


 


 


 


 

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Aos Olhos da Justiça

Resultado de imagem para aos olhos da justiça netflix


 


O que é a justiça?


Terá a mesma definição para todos?


 


 


Como é a justiça?


Racista, xenofóbica, tendenciosa, política, corrupta, justa, imparcial, precisa?


 


 


O que é permitido em nome dessa dita justiça?


Até que ponto a necessidade de "fazer justiça", cega quem tem esse poder nas suas mãos?


Quantas vezes se cometem injustiças, ao tentar "fazer justiça"?


 


 


E quando se "faz justiça", será que os lesados o sentem como tal?


Haverá algo que possa compensar o sofrimento, a dor, a perda, o trauma, o que quer que seja pelo qual a pessoa passou?


 


 


Vi, este fim de semana, a série "Aos Olhos da Justiça" ou, em inglês, "When They See Us".


Para quem ainda não ouviu falar, trata-se de uma série baseada em factos reais, sobre "Os cinco de Central Park", nome pelo qual ficaram conhecidos - 5 jovens com idades entre os 14 e os 16 anos, residentes no Harlem que, naquela noite, foram para Central Park "bravejar", e acabaram acusados de agressão e violação de uma mulher de 28 anos.


 


Quando vemos uma série como esta, o primeiro pensamento que nos vem à mente é "e se fossem os nossos filhos"?


Dizia uma mãe, na série "criamos os nossos filhos, vemo-los a crescer, e achamos que estamos a fazer um bom trabalho, e depois...".


Nem sempre é o caso mas, na maioria das vezes, fizemos mesmo um bom trabalho, e não nos podemos responsabilizar por algo que não é culpa nossa e, muitas vezes, nem dos nossos filhos.


 


 


Num clima de crescentes crimes de violação, importa encontrar culpados e apresentar resultados, dando ao povo um falso e momentâneo "conforto", proporcionando um apaziguamento nos ânimos e nos receios da população.


E este é o primeiro passo para se manipular os factos, para se distorcer a verdade, para obter falsos depoimentos, se for preciso, para se fazer encaixar peças que não pertencem àquele puzzle, nem que para isso tenham que inventar uma nova imagem, e limar cada peça, até fazer algum sentido.


O segundo, é o racismo. Curiosamente, os 5 jovens eram negros ou hispânicos.


 


 


Para conseguir arrancar a verdade que precisavam, valeu tudo, desde falsas promessas, mentiras, agressão física por parte da polícia, interrogatórios a menores durante horas a fio, sem a presença dos pais e com privação de comida, água e descanso, obtenção de falsos depoimentos e confissões através de um conjunto de ilegalidades.


 


O medo, o cansaço, a violência física e psicológica a que estes jovens foram sujeitos, a enorme vontade de voltarem para casa, e o facto de os pais não terem muitos conhecimentos sobre os procedimentos legais, leva-os a agir conforme aquilo que acham que é melhor, mesmo que não o seja, efectivamente.


Das atitudes dos pais, destaco a do pai do Tron que, acho que mais para se safar a si próprio, do que ao filho, o obriga a mentir e dizer o que a polícia quer ouvir.


E a da mãe do Yusef que, embora mais informada, tendo conseguido tirar o seu filho da esquadra sem que o mesmo assinasse qualquer depoimento ou gravasse a confissão acaba por, ela própria, achar que o seu filho é diferente dos restantes 4 acusados, que não deve "ser metido no mesmo saco", criando alguns atritos com as restantes mães/ familiares, com esta atitude de superioridade, que não lhe fica nada bem, sobretudo quando um dos jovens de quem ela mais quer distância, é o único que só foi parar à esquadra, e àquele pesadelo, precisamente para acompanhar o seu filho.


 


 


Infelizmente, por diversos motivos, algumas pessoas acabam condenadas apesar de serem inocentes, com provas inconclusivas e insuficientes.


Foi o que aconteceu a estes 5 jovens.


Sendo quatro deles menores, foram enviados para reformatórios, onde cumpriram penas de cerca de 10 anos.


O 5º, apanhado no meio de tudo isto e, por azar, com 16 anos, mas, apesar disso, na minha opinião pessoal o mais frágil e inocente, foi condenado  uma pena mais elevada, e numa prisão de adultos. Foi o que mais sofreu. O que menos apoio teve. O que saiu com mais marcas, de mais de uma década de agressões e abusos que quase o mataram.


 


 


E depois?


Quando saem, como se recupera todo o tempo perdido?


Como voltam a viver, quando nada é igual?


Como se voltam a inserir na sociedade, quando todos os rejeitam?


Com todas as condicionantes que lhes são impostas?


Quando sentem que a liberdade não lhes traz nada de bom?


Quando começam a duvidar se as suas vidas não seriam melhores lá dentro, do que cá fora?


 


 


Uma coisa é certa: a prisão, e tudo o que acontece lá dentro, tem consequências na vida de quem por lá passa.


E se, alguns, conseguem lidar com elas e afastar-se de problemas, outros há que não o conseguem. Que tentam mas, juntando a elas a rejeição de que são vítimas cá fora, acabam por enveredar pelo caminho errado.


 


 


No caso destes 5 jovens veio, mais de 10 anos depois, a descobrir-se a verdade. Que tinham sido condenados injustamente, que estavam inocentes, e que o verdadeiro culpado era outro.


Foram indemnizados, naquela que foi a maior indemnização de sempre da história. Foi-lhes limpo o cadastro.


Mas, alguma vez, o rótulo de "violadores" será apagado da memória das pessoas?


Quem lhes devolve a vida, a adolescência, os anos perdidos?


Quem lhes devolve a inocência?


Que dinheiro lhes paga todas as atrocidades de que foram vítimas?


Haverá justiça suficiente para isso?


 


 


Nota:


Quando se acompanha uma série destas ao mesmo tempo de "Como Defender Um Assassino", é impossível não as comparar já que, na primeira, são condenados jovens inocentes enquanto na segunda, são várias as vezes em que, com uma boa advogada, se consegue ilibar assassinos.


 


 


Mais sobre a história:


https://www.dn.pt/cultura/interior/30-anos-depois-esta-serie-volta-a-fazer-justica-pelos-cinco-de-central-park-11015202.html 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!