quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Migrantes ou vítimas de tráfico humano

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Há algo que é inevitável neste mundo: qualquer pessoa que não esteja bem no país onde vive, tentará a sua sorte noutros, que lhe pareçam melhores, seja quais forem os motivos que levaram a tal.


Só que nem sempre o conseguem fazer legalmente e, quando assim é, resta-lhes comprar a travessia, para a promessa de uma vida melhor. Travessia que não cobre riscos, acidentes ou até a morte de quem a compra.


É também esse desejo de melhores condições de vida que leva a que muitas pessoas apostem tudo em propostas de trabalho que, mais tarde, se revelam falsas, funcionando apenas como isco para o tráfico humano.


 


Assim, sejam migrantes ou vítimas de tráfico humano, sejam eles transportados em barcos, em contentores ou outra forma de transporte clandestina, uma coisa é certa: a sombra da morte acompanha-os sempre. E, em último caso, é com a própria vida que pagam o sonho e a esperança, que os levou a arriscar a partida, em busca de algo melhor.


 


Se, no caso dos migrantes, eles já têm a noção de que estão a participar numa missão arriscada, que pode correr mal, no caso das vítimas de tráfico humano, o choque com a realidade é maior, porque é algo que, certamente, nunca ponderaram vir a ocorrer.


 


As causas são muitas, mas todas têm um ponto comum: falta de condições humanas para transportar essas pessoas em segurança. 


As mais frequentes são afogamento, desnutrição, calor ou frio excessivo ou falta de oxigénio.


Muitas vezes, por abandono por parte de quem faz o transporte, e demora das autoridades em encontrar o local exacto onde se encontram, em tempo útil, e determinante para fazer a diferença entre a vida e a morte.


 


 


 


Imagem: euronews


 

4 comentários:

  1. Num dos episódios da série Criminal Reino Unido, é abordada uma situação como esta, mas com um final mais feliz, porque o contentor que procuravam estava vazio.
    O que acontece muitas vezes, no caso dos camiões, é que os motoristas recebem a ordem de fazer um determinado trajecto e entrega, a troco de dinheiro, que lhes faz falta, sem sequer saber o que estão a transportar, embora saibam que não será nada legal.
    Por vezes, são enviados vários camiões, uns com carga, outros sem, para despistar. E se percebem que correm risco de ser apanhados, avisam os motoristas e estes, com receio, acabam por abandonar a carga e fugir.
    E é nessas horas, em que as pessoas estão ali abandonadas à sua sorte, que podem ocorrer a maior tragédia.

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