
Muitas vezes, até queremos dar o primeiro passo, em diversas situações, mas algo dentro de nós, nos trava. Algo nos faz ficar estáticos, petrificados, colados, imóveis, sem nos conseguirmos mover, em direcção ao que queremos.
É quase como se estivéssemos a carregar, ao mesmo tempo, no acelerador e no travão.
Como se estivéssemos num baile, com imensa vontade de dançar e, ainda assim, esperássemos que alguém abrisse a pista, para depois irmos nós.
Como se estivéssemos numa passadeira, à espera que a pessoa ao nosso lado comece a atravessar, para fazermos o mesmo.
Porque é que temos tendência a esperar que os primeiros passos sejam dados sempre pelos outros, e não temos a coragem, a confiância, a atitude, a audácia, a humildade, de darmos nós o primeiro passo?
Ou temos que ser sempre, de certa forma, "obrigados", empurrados, impulsionados por algo, nem sempre bom ou positivo, a dar o primeiro passo?
E se mais ninguém der o primeiro passo?
Ficamos para sempre no mesmo sítio? Na mesma situação? Na mesma posição?
Deixamos de lutar por aquilo que queremos, e fazer aquilo que ambicionamos?
Desistimos de tudo, porque os nossos pés estão demasiado entorpecidos para se mover?
Bom dia Marta, gostei da reflexão. Obrigada.
ResponderEliminarCreio que o "algo" que "nos faz ficar estáticos, petrificados" é mesmo o medo... Se é verdade que não há coragem sem medo, o que se vê mais frequentemente é que as pessoas têm medo do desconhecido e, por isso, temem dar "o primeiro passo".
Excelente texto. Dá muito que pensar ." E se mais ninguém der o primeiro passo?" E o que nos faz dar o primeiro passo? parabéns . Excelente reflexão.
ResponderEliminarSim, o medo é um dos grandes entraves, ainda que, algumas vezes, tenhamos mais receio por aquilo que os outros possam pensar ou dizer, do que propriamente do acto em si.
ResponderEliminarObrigada!
ResponderEliminarEu tenho muito a tendência de esperar pelos outros mas, volta e meia, lá avanço em primeiro.
Podemos ter medo de tudo e de mais alguma coisa...
ResponderEliminar