terça-feira, 19 de novembro de 2019

Quantas pedras temos no sapato?

8003131.jpg


 


Desta vez, depois do teste do balão, veio um outro, também muito importante em diversos aspectos da nossa vida, seja nas relações amorosas, familiares, laborais ou amizades.


A ideia era mostrar que tudo aquilo que nos incomoda, e que teimamos em guardar para nós, não desaparece com o tempo. Pelo contrário, vai acumulando, incomodando cada vez mais, até causar ferida. E, depois, será mais difícil sarar. 


 


Se, por cada coisa, assunto ou atitude, que nos incomoda, magoa, entristece ou com o qual não estamos satisfeitos ou agradados, e sobre o qual nunca falámos com quem o fez, colocássemos uma pedra no sapato, quantas pedras teríamos hoje, dentro do nosso sapato? 


Muitas? Poucas? Nenhumas?


 


 


No entanto, ainda antes de fazermos contas às pedras que fomos juntando ao longo do tempo, é importante perceber porque é que elas não foram deitadas fora mas, em vez disso, acumuladas.


 


 


Porque é que temos tendência a não falar daquilo que nos incomoda? Daquilo que não gostamos? 


Porque é que deixamos tanta coisa por dizer, quando a nossa vontade é pôr tudo cá para fora?


Será porque temos receio da reacção da outra pessoa? De como ela irá interpretar o que dissermos? E de acumularmos ainda mais pedras, além das que já tínhamos?


Ou por medo daquilo que, a menção de uma determinada situação, possa despoletar, à semelhança de um castelo de cartas, no qual temos medo de tocar, ou de tirar uma carta que está mal posta, não vá o castelo todo desmoronar-se?


Será por receio pelos outros, ou por nós mesmos?


 


 


Se acontece algo que não gostamos mas, de certa forma, é tão mínimo ou insignificante que pomos para trás das costas e não voltamos a pensar no assunto, então essa é uma pedra atirada fora.


Mas, se apenas fingimos que deixamos passar mas, à mínima oportunidade, essas situações vêm à superfície, então são pedras no nosso sapato, que nos irão acompanhar eternamente, se não nos livrarmos delas.


E a melhor forma de o fazer, é falar sobre elas com as pessoas que lhes deram origem.


Muitas vezes, uma conversa franca evita desconforto desnecessário, que pode levar ao rebentar do balão de forma explosiva, enquanto poderíamos estar a mantê-lo cheio e leve, com sopros de ar fresco, que o fizessem continuar a flutuar, sem medos. 

12 comentários:

  1. Sou uma pessoa que deita cá para fora, mas mesmo assim tenho algumas... algumas que mesmo falando com a pessoa sobre o assunto, não consigo deitar fora. Outras, com receio que o castelo desmorone...

    ResponderEliminar
  2. Por acaso não tenho muitas. Todos me acusam de ser, ás vezes, demasiado frontal.
    Mas prefiro ser frontal a ter pedras a incomodar e a estragar amizades.

    ResponderEliminar
  3. Nem sei o que dizer sobre este assunto,prefiro ficar sossegada no meu canto!! Feliz noite de terça-feira para ti,boa semana,muitos beijinhos!!

    ResponderEliminar
  4. A pior solução para os problemas que vamos acumulando é o recalcamento. A solução, quanto a mim, está na franqueza e na confiança em nós e nos outros com quem lidamos. Falar abertamente pode custar, mas trará paz e sossego das nossas almas a prazo.

    ResponderEliminar
  5. Sim, o não falar apenas traz uma espécie de tréguas provisórias, uma falsa paz. No fundo, as tropas não arredaram pé das trincheiras, apenas não estão a bombardear mas, ao mínimo sinal, podem fazê-lo.
    Não é saudável viver assim.

    ResponderEliminar
  6. Na verdade, não queremos viver numa falsa paz mas numa paz autêntica e verdadeira.



















    ResponderEliminar
  7. Acho que, por vezes, temos receio de, ao puxar aquele fio que anda por ali à solta, se desmanche a camisola toda. Então, preferimos disfarçá-lo como pudermos, enquanto não voltarmos a dar com ele novamente.

    ResponderEliminar
  8. Por vezes aparecem-me algumas pedrinhas na bota, que nem sei como foram lá parar! Se calhar são os outros a querer que eu fique incomodada
    Agora a sério, eu nem sempre sou frontal. Há coisas que tento abordar de forma cordial mas, se sei que vão ser mal interpretadas, prefiro guardar, enquanto o incómodo for imperceptível, e não causar mossa.

    ResponderEliminar
  9. Ola Marta. Às vezes tenho a noção que podia calar-me. Mas é mais forte, e normalmente a questão fica sanada. Se acumulo mto depois é pior.
    Beijo e boa semana

    ResponderEliminar

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!