
Aquilo que visualizo sempre, quando se fala de Natal, é uma noite com toda a família mais próxima reunida (pais, sobrinhos, irmãos, num ambiente acolhedor e simples, a disfrutar de boa comida, e do simples facto de podermos estar todos juntos.
Como a família por aqui é pequena, fica sempre espalhada pelos sítios onde vivem, ou pelas circunstâncias, e parte dela nem sequer liga ao Natal, torna-se impossível viver esta época natalícia com o espírito que ela pede.
É por isso que, cada vez mais, me junto àqueles para quem esta quadra pouco ou nada diz, e que querem fugir dela a sete pés.
Este ano, nem sequer vou ter a minha filha comigo na noite de Natal, pelo que a mesma se vai resumir ao mesmo de sempre: jantar em casa dos avós do meu marido, e voltar cedo, porque o marido ainda vai trabalhar nessa noite.
Mas, se tivesse a minha filha e o meu marido comigo, e se não tivessemos as bichanas (enquanto viverem nunca passarei noites fora de casa só por lazer), o meu Natal ideal seria num local que nos fosse totalmente estranho, em aventura, a partilhar esse momento a três.
Com um jantar improvisado, num local inusitado e inesperado, a divertir-mo-nos.
Até mesmo, rodeada de animais, em vez de pessoas. Ou em acções de solidariedade para com aqueles que mais precisam, e gostariam de celebrar o Natal de uma forma diferente.
Não a cumprir aquilo que manda a tradição. A contribuir para a hipocrisia e consumismo da época.
A viver todo o mês com aquela dualidade de sentimentos, entre o que já um dia gostei e que agora odeio no Natal.
Entre o que eu desejaria, e o que é, efectivamente, possível ter.
A viver o Natal pela vontade, emoções e sentimentos dos outros, em vez de o fazer por mim mesma...
Eu compreendo-te Marta!
ResponderEliminarMas um dia tal como eu, vais recuperar a alegria do Natal.
Em minha casa também somos poucos.
Bjs
sabendo que não é fácil, acho que deveríamos fazer um esforço para voltar ao nosso natal ideal onde a inocência da nossa infância nos permitia apenas ver o que é realmente essencial :)
ResponderEliminarPara mim Natal ideal rima com família!
ResponderEliminarTudo o resto é um acréscimo, seguindo ou não, não é de todo o mais importante!
Para mim Natal é família, amor em família!
Beijinho.
Acho que o Natal sempre foi uma época com um sabor agridoce, para mim.
ResponderEliminarDurante muitos anos, as noites eram passadas no restaurante dos meus tios, com toda a família deles, e acabava por me sentir um pouco deslocada.
Teria preferido se fosse na nossa casa, com os meus pais e irmão.
Depois, os tempos mudaram. Passou a ser lá em casa, mas os meus pais não ligavam muito. Com o tempo, também desliguei até que, mais uma vez, acabei a viver o natal dos outros, neste caso, da família do namorado.
Quando casei, pensei que agora sim, poderia ter o natal que eu queria, até porque tínhamos a nossa filha, e podíamos convidar os avós a passarem connosco a noite.
Também isso se perdeu, com os anos. Separámo-nos, e o natal passou a ser repartido.
No que toca a relações, o meu marido passou muitas noites de natal a trabalhar. Quando não está de serviço, volta a ser o Natal dos outros, da família dele, que vejo uma vez por ano, se tanto.
Duvido!
ResponderEliminarPodem ser poucos, mas que vivam intensamente a quadra, e ser unidos. É logo diferente.
Aqui, parece mais que se "cumpre" o que é suposto, porque a alternativa era passar a noite em modo "funeral".
Acho que os meus natais mais aproximados ao ideal foram quando a minha filha era pequena, com 2/3 anos.
ResponderEliminarUm dia vais ter o natal que mereces!
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