quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

As "ervas daninhas" da nossa vida

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Há pouco tempo, andaram por ali na zona uns homens a arrancar as ervas da rua, que teimam em nascer junto aos muros, nas valetas e por entre as pedras da calçada.


Hoje, reparei que estão lá de novo, crescidas, verdes, viçosas, como se nunca tivessem sido arrancadas.


E na verdade, não o terão sido, mas apenas cortadas. E como todos os “males” que não são eliminados pela raiz, acabam por voltar, muitas vezes mais fortes e mais nocivos.


 


Mas é incrível ver como algo que nunca foi semeado, e que certamente não é tratado nem cuidado, surge sem ninguém estar à espera, e cresce e se desenvolve sem darmos conta. Assim, com a maior facilidade.


Já aquilo que semeamos por nossa autoria, que queremos que dê flor, e fruto, que cuidamos com todos os cuidados, e vigiamos constantemente, na ânsia de ver a nascer e crescer, muitas vezes demora, não vem da forma como gostaríamos que viesse ou, por vezes, nem sequer chega a nascer, morrendo e apodrecendo debaixo da terra.


Irónico, não?!


 


Também nós, ao longo da nossa vida, nos vamos deparando com algumas ervas daninhas. Como já percebemos, elas não pedem licença, nem precisam de muito para surgir. E são tão manhosas que, muitas vezes, se misturam disfarçadamente, para que ninguém se aperceba delas.


Vão convivendo connosco, camufladas, fazendo-nos mal mesmo sem darmos conta disso. Roubando-nos espaço, sugando aquilo que ambicionamos para nós, tornando a nossa vida e existência mais negativa, sem grande esforço.


As coisas já não são fáceis de conquistar por nós mesmos, sem intromissões. Se tivermos inimigos invisíveis, a dificuldade aumenta ainda mais.


 


E, tal como acima referia, não adianta, quando nos apercebemos dessas ervas daninhas, apenas cortá-las, para que consigamos temporariamente, viver em paz.


Porque, mais cedo ou mais tarde (por norma mais cedo do que imaginamos) elas voltam, mais resistentes, mais perigosas, para ficar com tudo o que é nosso, nem que para isso tenhamos que ser sacrificados.


Por isso, há que arrancá-las de vez da nossa vida, e ficar atentos, ao mínimo sinal, para que outras não surjam no seu lugar, com o mesmo objectivo ou intenção e, caso se atrevam, para combatê-las enquanto ainda não têm força suficiente para nos derrubar.

9 comentários:

  1. Gostei muito desta reflexão metáfora. Grata Marta.
    Dia feliz! 🌞

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  2. Não é fácil, na natureza como não é fácil na nossa vida...

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  3. Em relação às primeiras, junto às minha garagem, é vê-las crescer e eu arrancá-las, e olha que nem sempre é fácil tirá-las dali.
    Já as segunda, todo o cuidado é pouco.
    Evito-as e tento que elas não entrem na minha vida.
    Considero-me uma pessoas acessível, mas quando percebo que há certas pessoas que não são o que eu quero para companhia, e de uma forma subtil, afasto-me, antes que seja tarde demais.
    Beijinho

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  4. Eu fico mesmo admirada com a facilidade como algo que ninguém se deu ao trabalho de plantar, e do qual ninguém cuida, cresce de forma tão rápida.
    Parece aquelas pessoas a quem, sem esforço, tudo lhes vai parar às mãos.
    Quanto às segundas, não me parece que tenha alguma na minha vida, mas nunca se sabe. Pode andar bem disfarçada

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  5. Não devemos menosprezar as ervas daninhas, porque são um inimigo poderoso, e camuflado, como camaleões.
    Boa semana, Isa!

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  6. Pois não.
    Mas, por outro lado, o que seria da vida se tudo fosse fácil?

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