
Por vezes, ao longo da nossa vida, somos magoados por algumas pessoas que, em determinados momentos, fizeram parte dela.
Essas pessoas acabam por sair da nossa vida, nem sempre a bem, mas a mágoa pelo que fizeram, vai permanecendo.
Há coisas que não se esquecem. Que não se perdoam. Será mesmo assim?
Por norma, quando alguém, que fez muito mal no passado, está prestes a partir, e quer fazê-lo em paz, tenta obter o perdão daqueles a quem um dia magoou.
Devemos perdoar alguém apenas porque está a morrer? Para lhe dar essa paz que deseja? Essa redenção que procura?
Penso que o acto de perdoar ainda é visto de uma forma errada ou, pelo menos, incompleta.
Perdoar não é algo que se faz somente pelos outros, para bem dos outros.
Devemos fazê-lo, sobretudo, por nós.
É que, mais do que libertar os outros da culpa pelos erros que cometeram e lhes dar paz, perdoar liberta-nos a nós, de sentimentos de negativos, de histórias mal resolvidas, permitindo encerrar o capítulo, e seguir em paz, mais leve e positivamente, a nossa vida!
Ao perdoar, colocamos um ponto final no passado, para vivermos com mais harmonia e mais felizes no presente.
E, quanto mais cedo o conseguirmos fazer, mais depressa recuperamos a nossa vida.
É verdade Marta. Perdoar é libertarmo-nos de um grande fardo.
ResponderEliminarVeio-me este texto à mente depois de ter visto o episódio desta semana de The Good Doctor.
ResponderEliminarShaun quase se sente na obrigação de voltar a ver o pai, que tanto mal lhe fez, só porque está prestes a morrer.
No início, ele não consegue perdoar mas, depois, percebe que até é algo que está disposto a fazer.
O resultado não é o esperado porque as últimas palavras do pai acabam por ser, mais uma vez, críticas que o fazem recordar tudo o que aconteceu na infância.
Mas Shaun disse, finalmente, tudo o que tinha guardado para si todos aqueles anos e, de alguma forma, estaria a limitá-lo.
E acredito que, de agora em diante, seja um capítulo definitivamente encerrado.
Gosto muito das tuas dissertações, são sempre relevantes e pensadas. Sou fã.
ResponderEliminarAborda temas muito interessantes a série The Good Doctor, mas vi muito poucos episódios (apenas da primeira temporada). Nunca sabemos de onde virá a inspiração...
ResponderEliminarObrigada!
ResponderEliminarHoje será sobre a felicidade, a propósito do livro que acabei de ler.